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— Ahn, o quê?!

O garoto estava de volta ao quarto da Deusa da Cura. Um grande gramado montanhoso com um lindo céu.

Ele olhou ao redor extremamente confuso. Na visão de Dante, o jovem estava se preparando para ir ao banheiro, mas de repente, acabou indo parar para o quarto da Deusa da Cura.

Diferente das outras vezes que ele estava no local, o menino acordou no chão, mais especificamente, sobre um lençol que estava no chão.

Esse lençol era o mesmo que ele estava sobre quando estava em total desespero. Mas isso não importava no momento. O que mais importava, pelo menos para ele, era saber o porquê de estar naquele local.

— Isso é muito estranho. Eu não morri… Morri? — ele falou com um tom de voz que demonstrava preocupação — Por que sinto que acabei batendo com a cabeça?

Ele falou isso enquanto levava a sua mão a cabeça, em seguida, acariciando.

— Eu não lembro de ter sido morto ou algo do tipo, e nem de ter batido a cabeça…

O negócio era que ele definitivamente morreu, mas foi uma morte tão rápida e indolor que ele não sentiu quase nada, só um sentimento de que a sua cabeça recebeu alguma pancada.

— Espera, eu não necessariamente precisaria morrer para estar aqui, né? Foi assim quando me encontrei com a Iwashi.

Ele preferiu acreditar nessa hipótese, de que ele foi parar ali por algum motivo desconhecido, até o momento.

O garoto não queria ter que se preocupar com algum psicopata que possa querer matar ele por algum motivo estupido, essa era a última coisa que ele queria.

— Tanto faz, é melhor eu ir embora — ele falou enquanto se levantava do chão — Espera, se eu não morri, isso significa que não poderei usar o poder para renascer, certo?

Ele estava certo. Aquele poder deixado por Himawari, era exclusivamente para que ele saísse de lá voltando da morte, ou seja, o garoto renascia. Seria ilógico ele poder usar aquele poder para voltar para casa, se ele nem morreu.

— Se é assim, como eu volto? …Se bem que, eu posso realmente ter morrido — exclama sobrepondo a sua mão na esfera de poder da Deusa da Cura — Bem, nunca vou saber se tentar!

Em seguida, o rapaz usa o poder de Himawari, e ele acorda deitado no chão do banheiro.

— …Nossa, então… eu realmente morri? — ele se auto perguntou enquanto se levantava do local — Mas como isso aconteceu?

Dante viu que tinha a gigante pedra no banheiro antes, uma pedra tão grande que ele nem poderia levantar. 

— Isso estava aqui antes?

Cogitando a hipótese de que não teria percebido a pedra no local, por causa que estava com pressa para ir ao banheiro, ele decidiu ignorar. 

O garoto estava errado em ignorar aquela pedra. A rocha não estava no local antes, e foi ela que o matou.

— Vou logo embora — ele exclamou enquanto andou com passos acelerados até a saída do local — Não quero ficar mais um minuto aqui.

Mas teve algo que o menino não percebeu. Antes de sair do local, ele não viu que tinha um enorme buraco na parede — causado pela pedra —

Não importava mais, pois ele já tinha saído do banheiro. O jovem andou um pouco mais calmamente enquanto saía de perto do local. Foi quando alguém desconhecido acabou esbarrando nele, fazendo os dois caírem no chão.

— Ai, ai, ai. Ô, mil perdões, eu estava distraído — ele falou enquanto se levantava do chão — Cê tá legal? Ahn… Moça?

A pessoa que tinha esbarrado nele era uma moça. Repentinamente ela foi para trás do garoto, fazendo Dante ficar confuso.

— Por favor, me ajude.

Ela falou baixinho, mas o garoto conseguiu ouvir atentamente. A moça tremia e, em seu rosto, era nítido uma expressão de medo.

— Que que foi, que que foi, que que há?

A mulher que tinha sardas apontou para frente. Dante olhou e viu que tinha um homem encapuzado. Esse homem encapuzado parecia estar cansado.

Ao ver que tinha uma garota atrás dele, e com uma expressão de medo em seu rosto, e um homem encapuzado e cansado. O jovem ligou os pontos.

“Aaaaaah, deve ser algum tipo de tarado!”

O homem encapuzado de repente falou:

— E-Ei! Ga-Garota… me dê esta mulher!

— Acertei na mosca! — Dante falou, sem nenhuma surpresa em seu rosto, só uma expressão monótona — Não sei não, hein. Talvez se você me falar o motivo de querer esta mulher?

O homem encapuzado que ainda estava muito cansado — tão cansado como um iniciante disputando em uma corrida — acenou a sua cabeça negativamente.

— Não vai me dizer?

— Não lhe interessa, criança! Me dê logo ela, merda! Anda, garota!

— Primeiramente, eu sou um homem. Hm, deixa eu ver — o garoto falou enquanto levantava o seu queixo para cima e depois para baixo — Não!

Ele exclamou de uma forma tão natural que deixou o homem encapuzado frustrado.

— O quê? Seu merdinha? Quer morrer?

— Ei! Que isso?! Partindo pra agressão… Mas foi isso mesmo que eu lhe disse.

Dante falou, indignado com o insulto que rolou ali. Depois disso, ele decidiu zoar com a cara do tarado.

Ele deixou as duas mãos suspensas no ar, uma estava fechada. A outra estava se mexendo, como se mexia uma manivela.

Enquanto a mão se mexia em forma de manivela, ao mesmo tempo, a outra mão que estava fechada, um dos dedos dela estava se levantando.

Isso estava ocorrendo lentamente. Até que no final, Dante deu um dedo do meio para o sequestrador.

— Gostou da minha técnica? Tirei daquele filme de galáxia!

— Urgh! Seu maldito! Eu vou te matar.

O homem gritou enfurecido com a atitude do garoto. Dante ficou assustado com isso, e decidiu acabar com aquilo ali mesmo.

— Há, há. Eu sei que você não vai poder me matar, já que você está cansado pra caramba. Já eu, tenho muita estamina, poderia correr à vontade.

O encapuzado ouvindo isso, deu uma pequena risada, e falou:

— Você é mesmo idiota, né? — ele exclamou e deu várias risadas — Eu posso te matar de longe!

Dante franziu as sobrancelhas, teve um frio na barriga e um nó na garganta. Ele não ficou com um bom pressentimento sobre aquelas palavras.

— A-A é me-mesmo? — ele falou com sua boca trêmula — Po-Por que a-acha isso?

Ele estava certo em ficar com um mau pressentimento. De repente o homem  sussurrou algumas palavras, que não puderam ser ouvidas. Quando o Dante menos esperava.

Algo que começou como gás, e foi se formando em uma pequena chama, se transformou em uma enorme bola de fogo, que partiu para cima de Dante.

“Ferrou, eu vou morrer!”

Ele pensou antes de ser acertado pela magia soltada no local. Sim, aquele homem encapuzado, na verdade, era um mago.

Dante conseguiu se esquivar, se jogando no chão. A bola de fogo continuou seguindo trajeto, mas o garoto ignorou completamente e focou no homem à sua frente.

— Ferrou, parece que eu cutuquei a onça com vara curta!

O jovem estava com os olhos arregalados, ele definitivamente se arrependeu de ter irritado o homem.

— Agora, na próxima eu não…

— Ei, Dante! — uma voz chamou o garoto, em seguida, a mesma voz que era conhecida perguntou para ele — Quem são esses?

O dono, ou melhor, a dona dessa voz era nada mais e nada menos do que a Rishia, que estava ali procurando o garoto. Ela olhou para eles com uma expressão confusa em seu rosto.

— Rishia, cara mau! Enfia a porrada nele!

Ao ouvir isso, a cavaleira viu que tinha um grande e grosso graveto no chão. Ela pegou o graveto e, em seguida, falou:

— Certo!

Ela avançou para cima do homem sem hesitar. Ela avançou em uma velocidade surpreendente, todo mundo lá ficou surpreso, mas claro, ela era uma exceção.

— E-Espera…

O mago tentou falar algo, mas teve a sua frase cortada pela cavaleira que bateu com graveto grosso na cara dele. Com esse ataque, ela fez um corte na bochecha do homem, e o graveto acabou quebrando.

Depois disso, ela desferiu um soco na barriga do encapuzado, que fez ele cair no chão, e não conseguir se levantar mais. Essa era a força da Rishia, essa era a força de uma capitã.

Dante ficou maravilhado com a cena, não com o fato da Rishia ter feito um cara cair duro no chão, e sim a força dela, ela era realmente muito forte. Isso o lembrava de seu Anjo da Guarda, a Angel. Ela também era incrivelmente forte.

Após isso, Rishia foi até o Dante e perguntou:

— Você está bem?

— Rishia…

Dante se levantou e botou suas mãos no ombro de Rishia e, em seguida, falou:

— Você é incrivelmente incrível!

O garoto falou com brilhos nos olhos. A cavaleira ao ouvir aquilo, deu uma pequena risada, e depois um doce sorriso.

Após esse evento, o homem encapuzado foi levado até o Sherlock Grand’il’balcitk. Ele analisou o homem, que já estava sem seu capuz. O detetive também ouviu a história que Dante contou.

Essa história que o garoto contou era de como ele se meteu naquela situação.

— Hm, entendi. Mas e você, garota?

O Sherlock perguntou para a mulher com sardas. Ao ouvir isso, a moça pensou um pouco, e falou:

— Eu estava indo para casa, que também é um restaurante. Aí, do nada, este homem apareceu e me perguntou: “você gostaria de vir comigo?” eu me assustei, e acabei correndo depois disso.

— Eeeee…?

— E depois ele veio correndo atrás de mim, foi assustador.

Após isso, o detetive se virou para o tarado, e perguntou:

— Você é a tal pessoa que está sequestrando mulheres ultimamente?

Ele se negou a responder, então o detetive com um belo bigode chutou a perna dele. Ao sentir a dor, o tarado falou:

— Não, eu trabalho exclusivamente pro meu chefe… Merda!

Ele falou o que não devia, e o detetive percebeu isso, tanto pelo seu tom de voz, quanto pela sua expressão facial, e a frase que ele falou no final.

— Acho que entendi a situação — Sherlock falou enquanto pegava na gola da camisa do homem, e o levantava — Você não pode falar porque o chefe não deixa? 

O tarado virou o seu rosto para o lado, ao ouvir o que o detetive falou. Sherlock arremessou o homem na parede, e falou:

— Que tal uma interrogação mais rigorosa?

Quando o homem ouviu isso do detetive, suas expressões faciais só expressavam medo. Dante percebeu isso, e perguntou para o Sherlock que tipo de interrogação ele iria aplicar, e ele respondeu:

— Ah, meu caro amigo. Vai ser do tipo que a criança chora e a mãe não vê. Geralmente não gosto de aplicar esse tipo de tratamento, mas hoje será uma exceção!

O garoto identificou o que aconteceria, e ficou meio assustado. Dante se virou para Rishia, e ela fez uma cara de preocupação.

— Ei, Rishia! — o Sherlock chamou a garota — Vamos, você vai me ajudar!

— O quê? Por que eu?!

Rishia exclamou com um tom de surpresa na sua voz. Ela não estava nem um pouco a fim de ajudar a torturar uma pessoa, ela não gostava de fazer aquelas coisas. Sherlock não respondeu, e ele começou a caminhar, até a saída do local. 

A cavaleira ficou cabisbaixa com a situação em que se meteu.

— Ah, eu só queria dizer… Muito obrigada!

A mulher com sardas falou, enquanto fazia reverência para o Dante e a Rishia. O garoto não entendeu o porquê dela ter feito isso, se referindo a ele.

— Ô, calma aí! Eu não fiz nada, só irritei o moço e quase causei a nossa morte — ele exclamou enquanto balançava as mãos como um sinal de negação — Se quer agradecer a alguém de verdade, agradeça a Rishia.

Sim, era fato que o garoto não fez nada lá além de só irritar o mago tarado. Se a cavaleira não tivesse aparecido ali, eles poderiam estar mortos no momento.

— Mas se você não tivesse enrolado o homem, com certeza eu teria sido capturada! Por isso, agradeço! Então como forma de retribuir, os dois, venham ao meu restaurante?

Ela falou enquanto pegava na mão de Dante, o que fez o garoto ficar envergonhado e levar a mão até a cabeça, e depois responder:

— Tudo bem então… Estaremos lá!

Olá, eu sou o Master!

Olá, eu sou o Master!

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