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A garota subiu as escadas que levavam para fora daquele lugar. O local onde estava era vigiado por guardas, dois homens musculosos,  grandes e de cara fechada que, com certeza, botariam medo em qualquer um, e ficava no subsolo. Esses dois rapazes estavam desmaiados no chão. Não estavam extremamente machucados ou coisa do tipo, apenas desmaidos por um golpe na cabeça que Angel deu a eles. De brinde, acordariam com um galo na cabeça.

A garota, ao passar do último degrau, se alongou e observou o lugar. O local onde o chefe do seu grupo criminoso estava estabelecido ficava em um beco com nenhuma movimentação humana. Havia umas pedras de mana na parede onde ficava a porta de entrada. Seria a única coisa iluminada naquele beco quando escurecesse.

— As autoridades não chegaram ainda. Mas é melhor eu ficar fora de vista. Não quero me envolver mais no que já me envolvi. — Suas asas apareceram de suas costas, e ela voou para cima do edifício ao seu lado, podendo ver o beco inteiro em melhor ângulo.

— Bem, tenho que agradecer a Bastet por hoje, sem ela, não consiguiria enganar aquele criminoso. — Abriu o saco de couro e retirou um dos braços decepados — Esses braços falsos são bem realistas.

— Se é assim, me agradeça agora — essa voz que surgiu atrás de Angel a pegou de surpresa.

— Bastet? O que está fazendo aqui?

A mulher andou até Angel e respondeu:

— Você me pegou de surpresa quando me pediu para criar dois braços falsos. Fiquei curiosa, então, vim ver o que você estava fazendo. E era alguma espécie de traquinagem?

— Não foi uma traquinagem! Foi algo bem sério!

— Sei, sei. Sinto pena da pessoa que fez você me pedir para criar braços falsos.

— Nem. Não foi pra essa pessoa que eu mostrei os braços, e sim pra outra. Mas aquele cara também foi bem útil. Ele me disse tudo sobre a vida de seu chefe, aí descobri que o chefão tinha uma esposa e um filho. Dessa forma, pude usar isso ao meu favor.

A garota entregou o saco de couro para Bastet, e ele se dissipou em suas mãos, desaparecendo por completo.

— Foi cruel? Foi. Porém, o chefão criminoso ia fazer crueldades com aquele vilarejo e a mansão onde meu garoto trabalha.

— Bem, só sei que alguém vai ser demitido hoje.

Finalmente, as autoridades chegaram no local. Vários cavaleiros correram pelo beco e entraram no subsolo.

— Ah, eles chegaram, acho que já posso ir embora. Obrigada pela ajuda, Bastet. — A garota abriu um enorme sorriso, que deixou a mulher sem graça.

— Tudo bem.


Um tempo se passou depois daquilo. Dante, junto de Flora e Yuri em seus ombros, estavam saindo de uma enorme fila, segurando um lanche doce.

— A fila tava muito grande, mas esses doces são tão gostosos! Com certeza, valeu a pena. Concorda, Dante?

— São realmente bem gostosos. Não é atoa que tinha uma fila enorme.

Enquanto o garoto andava até o local onde encontraria com Alice e Freya, os dois estavam comendo os doces.

Esses doces que seguravam era apenas uma massa frita, mas que valiam apena ser comprados. Inclusive, Dante estava comendo um enquanto carregava mais três com a outra mão.

— Finalmente vocês chegaram! Que demora! — quem disse isso foi Alice, quando avistou o garoto junto da fada e da raposa em seus ombros.

— A fila tava imensa. Tomem aqui. — Dante entregou os doces ara Alice e Freya.

— Obrigada! — as duas disseram em sicronia, em seguida, deram uma mordida e encheram suas bochechas com o doce sabor daquele doce — Que gostoso! — exclamaram, olhando para aquele lanche com brilho nos olhos.

De forma repentina, a raposa pulou do ombro de Dante e correu até um arbusto, sumindo de vista.

— Onde será que ela vai? — Flora questionou.

— Não sei, mas ela sempre volta, de alguma forma. Então não estou preocupado — Dante respondeu.

A fada também saiu do ombro do garoto, e começou a comer seu doce com maior velocidade que, por curiosidade, como ela era uma fada, era como se estivesse comendo em dobro.

Ainda faltava um doce na mão de Dante para ser entregue, o de Angel.

O garoto foi até o banco, porém, antes que pudesse sentar, viu uma figura familiar que estava no meio da multidão e acenando para ele, e o chamando.

— Uh, eu já volto.

— O quê? Vai pra onde? — Alice perguntou.

— Vou ali rapidinho. Já volto. — Saiu correndo até aquela figura familiar.

A súcubo deu de ombros e voltou a comer o seu lanche.


— Senhorita Bastet, o que faz aqui?

— Só queria te agradecer.

Aquela figura que estava o chamando era a anjo Bastet. Os dois estavam encostados em uma parede, vendo toda a multidão comprando coisas ou proucurando o que queriam comprar.

— Agradecer? — confuso perguntou.

— Por convencer a Angel. A gente conversou.

Se lembrou da noite em que a mulher  anjo pediu para o jovem convensar com Angel, e rapidamente abriu um largo sorriso.

— Que bom que eu pude ajudar, apesar de que a pessoa responsável por me convencer a confiar em vocês foi a Angel.

Nessa última frase, o seu tom de voz diminuiu gradualmente, mas isso não impediu que Bastet ouvisse o que falou.

— Eu ouvi, viu? Mas também não julgo. E desculpa por toda aquela situação, não deve ter sido agradável pra você.

— Ah, tudo bem. Realmente não foi… mas tudo bem.

A mulher inspirou e respirou, alongando os braços, disse:

— Bem, vou ir embora agora. Vim aqui só pra isso. Até mais.

Depois disso, a garota virou as costas e saiu andando. Dante acenou para ela, enquanto também saía do local.

“E, por falar nisso, cade a Angel? Ela está demorando.”

Como se o que pensasse se transformasse em realidade, sentiu um grande empurrão no seu pescoço. Quando viu um braço em volta dele, olhou para o lado e viu o rosto do seu Anjo da Guarda.

— Você demorou, Angel.

— Desculpa, fui fazer algo importante. Mas já resolvi o problema, então, você não precisa se preocupar, está bem?

— Huh?

Em seguida, ela colocou o dedo indicador no nariz do garoto, e depois tirou. Dante não entendeu essa ação repentina e nem o que ela quis dizer com “não precisa se preocupar”, mas sentiu que essa frase foi para ele. Última vez que ouviu isso vindo dela, foi logo após o término daquele confronto que teve no restaurante, mas não sentiu que fosse algo ligado a isso.

— Toma aqui. — Ele entregou o doce para a garota.

— Ah! Muito obrigada! — Angel rapidamente pegou e deu uma grande mordida.

Enquanto andavam, eles passaram por um arbusto que estava se mexendo. Quando perceberam, viram Yuri saindo daquele arbusto, com uma pedra na boca.

— Oh, se não é a raposinha — Angel disse, olhando com mais atenção para aquela pedra que estava na boca do animal.

— O que é isso? — o garoto se agachou e retirou aquela pedra da boca de Yuri — Uma joia?

Aquela pedra era vermelha e brilhante, bem parecida com uma joia. Angel pegou o objeto da mão de Dante rapidamente, e o olhou com mais atenção.

“Isso não parece ser bom…”, a garota olhou para a raposa novamente e guardou aquela pedra em seu bolso.

— Vai ficar com essa joia?

— Acho que isso não é uma joia… — Ela pegou Yuri e a colocou em seu ombro — Bem, depois vejo isso com mais atenção. Vamos, Dante?

Okay.

E continuaram andando, até o local onde encontrariam as outras.

Olá, eu sou o Master!

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