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— Ei! Dante!

— Saphir?

A empregada mais nova da Mansão Elliot se encontrava com o garoto na entrada da residência. Ela correu até o jovem, o parando enquanto a encarava.

— Você está indo para o vilarejo, né?

— Sim. Estarei buscando minhas amigas para a festa. O chefe permitiu isso. Por quê?

— Vamos juntos? O senhor Chap também me permitiu levar a minha família para a festa.

— Entendo. Sem problemas.

O sol estava se pondo, os preparativos para a festa nobre acabaram e os convidados, aos poucos, iam chegando.

Desde a mudança de localização da mansão e do vilarejo, as viagens até lá começaram a ser mais rápidas, e isso vinha se tornando uma das vantagens do pessoal que morava no casarão.

Dante já havia convidado suas amigas para a festa no dia anterior. Apesar de não poder aproveitar com elas devidamente, já que era um funcionário e ainda tinha que trabalhar, pelo menos, suas companheiras se divertiram bastante.

— Eu vou ali buscar meu pessoal e você busca o seu. Vamos nos encontrar aqui para podermos voltar juntos, de acordo?

— Tudo bem. Até depois.

— Até.

Chegaram ao vilarejo e tomaram seus rumos. O jovem iria à casa que comprou, enquanto Saphir iria à casa de seus pais.

— Espero que elas se divirtam nessa festa. Também espero que não sofram nenhum preconceito por não serem nobres, isso acontece muito nos animes…

O problema real seria a Freya. O jovem não sabia se ela poderia sofrer algum tipo de preconceito durante a festa, já que isso ocorria com frequência entre a sociedade daquela nação.

Dante desejava um ambiente completamente divertido para ambos e completamente pacífico.

— Acredito que Angel e Alice tomaram conta dela. Confiarei nas duas para que nada de ruim aconteça com ela.

Enfim, o garoto já havia chegado em frente da casa. Fechou a mão e a levou para a porta, mas, antes que pudesse bater, pensou melhor no que ia fazer.

“Espera, essa é a minha casa também. Eu comprei ela. Por que iria bater? Tanto faz.”

Girou a maçaneta, abrindo-a. Fechou a porta atrás de si e encontrou-se em uma sala de estar com a lareira acendida, e sem ninguém à vista.

— Meninas? Eu já cheguei.

Ninguém falou nada.

“Será que não tem ninguém aqui?”, para sua alegria, a resposta era: sim, tinha gente.

Ouviu passos acelerados ecoando pela casa.

— Mestre Dante!

Freya era a responsável por esse som. A garotinha, cheia de alegria em seu rosto, pulou nos braços de seu mestre. Ela usava um vestido e sapatilhas rosas.

— Olha só, que elegante.

— Você acha? Eu não queria usar essas roupas, mas a Flora disse: “estaremos em uma festa de nobres, e você fica muito fofa com esse vestido. Se você quiser se socializar, por que não usa ele? Além do mais, todo mundo adora uma garotinha fofa”. Então, estou usando isso. Se é pra me enturmar, então, tudo bem…

O jovem imaginou essa cena com clareza, com a fada em seu ombro falando essas coisas diretamente em seu ouvido. Dante realmente concordava com Flora, aquele vestido a deixava muito fofa.

— Bem, você realmente fica fofa. Mas, se não quiser usar, não tem problema. Podemos escolher roupas menos… estravagentes? Acho que esse é o termo apropriado…

— Não! Não! Você disse que eu fico fofa!

— Ah… certo.

De forma repentina, a garotinha fez uma expressão de surpresa, como se tivesse esquecido alguma coisa. Saiu da sala, voltando logo depois com uma carta em mãos.

— É pra você, mestre. — Esticou a mão, oferecendo o presente.

— Uma carta? Obrigado.

Pegou a carta. Quando tentou abrir, acabou sendo impedido.

— Não!

— Hã? O que foi?

— Não abre essa carta agora, mestre! Quero que você leia antes de dormir.

— Mas por quê?

— Porque assim você terá bons sonhos, não é óbvio?

— Hm…

Nem cogitou essa possibilidade. Com isso, viu que Freya era uma pessoa bem otimista, bem diferente de quando se conheceram. Talvez, com o passar do tempo, ela tenha mudado um pouco, ou se sentiu confortável o suficiente para agir como antigamente, se a garota realmente fosse assim, e antes de ter sido vendida.

— Bem, muito obrigado então. Antes de dormir, irei ler.

O garoto deu um cafuné na sua cabeça.

— Dante! Dante! Já chegou?

Quem veio dessa vez foi Flora, voando rapidamente para perto de seu rosto.

— Como estou?

— Essa foi uma das roupas que você comprou?

— Sim! Sim! Afinal, uma garota linda como eu não poderia ficar usando sempre a mesma roupa, não é mesmo?

Ela estava usando um vestidinho branco.

— Tinha roupas mais bonitas, mas não poderia usar se não você iria querer fazer coisas comigo que não posso dizer de forma tão explícita, se não a classificação desta webnovel irá subir de 16 para 18 anos.

— Do que é que você tá falando ô, sua fada maluca?

Ela falava de um jeito completamente fora do comum, como se fosse o tipo de princesa de filmes que estaria esperando pelo seu príncipe encantado ou coisa parecida. Até sua movimentação foi afetada, colocando a mão no peito com sutileza e delicadeza. Além da forma em que abria os olhos e mostrava seus cílios. Parecia que saiu direto de um mangá shoujo.

Obviamente só estava falando assim para se exibir, Dante percebeu isso, e decidiu apenas ignorar, mas ficou feliz que ela tenha gostado da roupa ao ponto de agir dessa forma, afinal, quem pagou tudo foi ele.

“Se ela odiasse essa roupa eu teria um treco. Isso não foi barato… É melhor assim, vou deixar ela se divertir.”

Por fim, as últimas duas já chegaram: Angel e Alice.

— Ei, Dante, lá vai ter cerveja? — disse o anjo.

— Serve vinho?

— Serve.

Por fim, eles partiram para a mansão, rumo à festa. Enquanto caminhavam, foi feita a seguinte pergunta:

— Ei, Angel, você é um anjo, não é? Por que não nos fala uma de suas histórias de anjo? — quem 

 isso sugeriu foi Alice.

— Minhas histórias?

— Não é uma má ideia. Conta aí, Angel — o garoto falou.

A mulher não era contra, mas tinha tantas histórias que não sabia qual comentar primeiro. Colocou a mão no queixo, até que uma história chegou à sua mente.

— …Havia um demônio chamado Zeb. Era um demônio poderoso com um poder irritante. Há muito tempo, me encontrei com ele.

— E o que aconteceu depois? — Flora disse.

— O que aconteceu depois?

Essa batalha ocorreu em um lugar bem distante de qualquer civilização. Tudo que havia em volta era rochas, paredes e chãos de rochas também. Aquele lugar era quente e seco. Mesmo à noite, que foi o horário em que a garota encontrou o demônio, o calor era mais favorecido do que o frio.

A garota estava andando por aquele local, foi quando o encontrou. O demônio de 5 metros de altura pousou de seu voo à frente da garota. Seus olhos negros penetrantes estavam à direcionados a ela, enquanto ria ao ver a situação que se encontrava.

— Quem é você? — disse a garota, o olhando de baixo pra cima.

— Huh, huh, huh, huh… Meu nome é Zeb. Vejo que você deve ser a famosa Angel, não é mesmo?

— Se já me conhece, então dispenso apresentações. O que quer?

— Huh, huh, vejo que você é marrenta… mas, não tem problema. Vou ser direto, irei te matar.

— Por quê? Te conheço? Fiz alguma coisa para você?

— Huh, huh, huh — Coçou o queixo — Não é nada pessoal, eu diria. Só estou fazendo isso pelo bem do meu lorde.

A garota tirou a espada de sua bainha, apontando-a para o demônio à sua frente. Logo em seguida, correu em sua direção.

Seu inimigo se preparou para golpeá-la com seu grande braço, atirando-o onde ela se encontrava, porém, errando e afundando sua mão no chão, a deixando presa.

Angel aproveitou isso para subir em seu braço e começar a escalar. Quando chegou ao ombro, o separou do resto do corpo. Depois subiu pela sua cabeça, usando seus cabelos como apoio para escalada.

— Você é forte.

Em um piscar de olhos, o braço arrancado dele cresceu. Depois, pegou a garota que estava em cima da sua cabeça, se preparando para dar mais um golpe com a espada.

Agarrou e a arremessou no chão. Acabou levantando voo.

— Huh, huh… Um dia nos encontraremos novamente, quando eu ficar mais forte.

E saiu do local.

A garota decidiu não ir atrás dele. Não valia a pena e era só perda de tempo.

— Cagão — falou, o vendo fugir de lá.


Depois da história de Angel, eles, juntos de Saphir e seus pais, chegaram à mansão.

O local estava cheio de outros nobres. Havia várias mesas e cadeiras, e pessoas sendo servidas. Além disso, um grupo pequeno de pessoas estava tocando uma música para melhorar ainda mais o clima da festa.

Angel e companhia estavam aproveitando a festa, pegando um pouco de comida que tinha lá.

— Essa festa está parecendo ser bem animada, né? — disse Alice.

— Sim — Angel respondeu.

Enquanto elas aproveitavam, Dante estava trabalhando.

— Aqui, senhor.

Ele encheu uma taça de vinho para um nobre.

— Muito obrigado.

— Disponha.

Foi quando toda a atenção da festa foi direcionada à Chap, que ficou na frente de todos — em cima das escadas — e limpou a garganta.

— Meus amigos, obrigado a todos por virem. Eu só queria fazer um brinde a todos vocês, por virem à esse local de festança. Não só os nobres, mas como os plebeus que estão aqui também. Também queria fazer um brinde a todos os meus funcionários. Sem vocês, eu nunca conseguiria organizar isso sozinho. Obrigado!

O que se seguiu foi o som de palmas de todos daquele local.

— Cara! Realmente valeu a pena ter trabalhado como louco nessa festa — disse Ren, que chegou ao lado de Dante, enquanto Chloe vinha atrás dele.

— O senhor Chap deveria dar mais festas! Só assim para você trabalhar com vontade, Ren! — a garota disse.

— É que eu gosto de festas.

— Ei! Com licença, alguém pode me atender! — A atenção dos três foi mudada para a voz feminina.

— Deve ser alguém querendo mais vinho — Dante disse — Eu vou…

— Deixa que eu vou lá. — Ren pegou a garrafa de vinho das mãos do garoto, e foi atender a mulher.

— Estou dizendo, Dante! O Ren se esforça para trabalhar em festas! Precisamos de mais festas! — disse Chloe.

Enquanto isso, o rapaz andou até a mesa da pessoa que os chamaram, com um sorriso no rosto.

— Aqui, senhora.

Despejou o vinho em sua taça.

— Que demora, hein, inútil!

O rapaz não perdeu a compostura, mas ficou bem perplexo com essa atitude repentina, tentando processar o que ela disse.

— O que foi? Tá com merda na sua cabeça pra pensar que um plebeu como você pode ficar parado me encarando? Se não é para beijar lamber meu sapato, pode ir embora.

“Uma pessoa problemática, é?”, ele ainda não perdeu a compostura, mas aquilo o irritou um pouco.

Decidiu se afastar dali antes que aquela nobre começasse o insultar novamente.

Lá atrás, os dois homens na mesma cadeira que ela tentavam fazê-la parar de ser grosseira.

— Chloe… estou triste, não quero mais trabalhar.

— Quê? O que houve?

— Temos uma pessoa problemática aqui.

— Hã, o quê?

Chloe olhou para a mesa onde o rapaz havia ido. Viu aquela mulher conversando com os homens ao seu lado.

— Bem, não sei o que houve, mas não fique deprimido.

— Não estou deprimido, apenas irritado.

— Bem, não é como se pudéssemos parar de trabalhar.

Enquanto os dois conversavam, Dante foi até a mesa onde estavam suas amigas.

— Oi, gente. Estão gostando da festa?

— Sim, estamos — disse Flora — Inclusive, sinto vários olhares vindo até mim, talvez por eu ser uma bela fada, concorda? — Voou e sentou em seu ombro.

— Não sei do que exatamente você está falando.

O jovem se virou para a pequena demi-humana, que estava enchendo sua boca com muita comida.

— E você, Freya?

— Sim! Também estou me divertindo, meu mestre!

— Oh, que bom.

— Isso não é possível! — o grito dessa voz fez todos levarem a atenção até a dona. Até os músicos pararam de tocar depois disso — Uma demi-humana, sério isso? Por que tem um ser tão porco quanto uma demi-humana aqui, hein? Ô, Chap! Sua casa virou orfanato para seres tão insignificantes.

Freya sabia que estavam falando dela, e nem era muito difícil perceber isso, já que a mulher apontou para ela. A garotinha se encolheu. Dante parou na frente do campo de visão dela, tampando a pequena demi-humana.

A pessoa que falou isso foi a mesma que insultou Ren há alguns minutos. O garoto ouviu isso, e ficou perplexo.

Chloe, que estava do seu lado, se sentiu meio insegura e deu um passo para trás.

Chap apenas manteve um sorriso em seu rosto.

— O que é isso, minha gente? Pra que isso do nada? Estamos em um clima bom agora, para que estragar isso?

— O clima já foi estragado a partir do momento em que você permitiu a entrada de pessoas desse tipo, que não são da realeza. Para ser sincera, dava para suportar, mas agora uma demi-humana? Que nojo!

— Me desculpe, senhorita, mas terei que lembrá-la que essa é a festa que eu organizei. Permito a entrada de quem eu quiser aqui.

Os outros nobres começaram a cochichar entre si. Os músicos voltaram a tocar novamente, mas com o clima atual, a música não parecia mais alegre.

“Pera aí? É só isso? Ninguém vai fazer mais nada? Essa mulher… é um lixo…”, Ren estava inconformado com a situação que acabara de se formar.

“Sei que não sou um exemplo de pessoa, mas, essa mulher é pior… Ela acabou de me insultar e agora está insultando uma criança? Que porcaria é essa? Ninguém vai fazer nada…? Bem… então terei que fazer algo…”

O rapaz começou a beber a garrafa inteira de vinho. Chloe e Dante viram isso, e tentaram entender o porquê daquilo.

— O que você pensa que está fazendo, seu rola-bosta?

A garota tirou à força a garrafa das mãos dele, porém, já estava vazia.

— Você tem problema? Você bebeu todo vinho!

— Ren? — Dante chegou perto deles.

O rapaz se agachou no chão de forma dramática.

— Pessoal, estou prestes a fazer uma coisa muito louca… Aquela mulher vai aprender a não xingar as pessoas que se esforçaram para fazer essa festa!

— O que você vai fazer? — o garoto perguntou.

— Dante e Chloe! Vocês verão que não sou apenas um preguiçoso!

Ele saiu andando em direção a mesa daquela nobre.

— Gente, o Ren vai fazer uma maluquice, né? Estou sentindo isso — falou Saphir, que foi até os dois parados sem entender nada.

O rapaz foi para a parte contrária da mesa daquela nobre, subindo e derrubando as taças de vinho dela e dos outros dois homens que estavam ali.

— Ei, o que você…

Ela se auto interrompeu quando viu o rapaz abrindo o botão de sua calça e abaixando o zíper. A próxima coisa que viu foi a “excalibur” dele em mãos, a encarando.

— Ei! Chap! O seu funcionário…

Virou-se para o dono da mansão, o que chamou a atenção de todos da festa novamente. Porém, ela parou de falar quando sentiu um líquido quente percorrer pela sua cabeça, passando pelos seus olhos e até em sua boca.

Ren, que a via por cima, expressou nenhuma reação ao fazer seu ataque de guerra.

Todos da festa ficaram sem reação. Aquilo parecia ser um sonho, pois era muito inacreditável. Ninguém soube o que falar, e apenas ficaram chocados com o que estava acontecendo.

— O Ren… tá mijando em cima dela? — Dante falou inconscientemente de forma incrédula.

No fim, tudo que se ouviu depois disso foi um grito agudo.

Olá, eu sou o Master!

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