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Depois que se acalmou, Leon começou a analisar suas memórias vagas. Ele lembrou da cena em que viu o dragão pela primeira vez. Aquele tinha cinquenta metros de comprimento e escamas vermelhas. Apesar disso, podia voar na mesma velocidade de um avião. O segundo parecia bem menor e mais lento. Embora o medo tenha nublado sua visão, Leon viu toques de prata na pele daquela criatura. Era um dragão diferente… possivelmente de uma espécie diferente.

“Então, dragões estão voando pela Terra agora. Ótimo…”

O número de preocupações aumentou, mas considerando que era algo além de suas mãos, Leon decidiu não pensar sobre isso. Ele só podia rezar para não ver nenhum outro novamente e não ser notado. Porém, a existência de dragões colocou dúvidas na mente de Leon.

“Tenho que checar isso…”

Leon se aproximou do oceano, desta vez, sem nem mesmo colocar seu pé na areia molhada, no pior cenário, os dragões não seriam os únicos monstros que apareceram na Terra, todavia, daquela distância, ele não podia confirmar.

“Eu realmente não quero chegar mais perto da água… se outros monstros também invadiram a Terra, talvez leve algum tempo até eu achar alguns monstros aquáticos. Já passaram várias horas desde o acidente, mas só vi dois dragões no final…”

Por enquanto, Leon decidiu se contentar com cocos e bananas. Ele seria um vegano até confirmar sua segurança no oceano.

“Não pense sobre monstros, não pense sobre monstros… em vez disso, para sobreviver aqui, o que tenho que fazer?”

O objetivo principal de Leon era voltar para casa, contudo, esse era um objetivo de longo prazo. Agora, Leon tinha que fazer tudo que podia para sobreviver e para isso; teria que comer, dormir e não morrer.

“Tenho que criar um local para me proteger dos ventos frios da noite e do calor do dia. Precisa de uma casa… mas também preciso checar se esse lugar é seguro.”

Leon decidiu caminhar pela ilha através da praia, enquanto estava fazendo isso, pegou alguns gravetos para lhe ajudar a construir seu abrigo e também procurar por destroços do avião. Ele achou muitos gravetos bons, só que nada relacionado ao avião. A ilha era muito grande, levou uma hora até conseguir completar uma volta em volta da ilha e felizmente, não achou nenhum sinal de monstros ou animais perigosos. É evidente, mas Leon também não viu sinais de vida humana.

“Ok… só tenho que checar o interior da floresta…”

Depois de ver dois monstros que pareciam com dragões, Leon começou a sentir medo de explorar a floresta. Era uma obrigação analisar o local que ficaria, porém, ele não pôde deixar de vacilar ao se imaginar encontrando monstros como dragões.

“Qual é… não tenho tempo a perder. Se houver algo aqui, vou morrer mesmo que não explore a ilha.”

Reunindo a pouca coragem que tinha, Leon guardou os gravetos que achou perto da árvore que o salvou de morrer de fome e entrou na floresta. O número de árvores frutíferas era alto e a grama não era muito alta, provavelmente devido à brisa do mar. Havia alguns arbustos aqui e ali, mas aqueles também pareciam intocados. Leon não era um caçador, todavia, depois de cruzar a floresta, do norte ao sul e do leste ao oeste e confirmou que estava sozinho naquela ilha.

“Estou feliz sobre isso, mas…”

O sentimento de solidão em um local desconhecido era comovente e enervante. Leon não podia contar com ninguém lá e ninguém podia cuidar de suas costas. Depois de passar quatro anos em um país diferente, apenas para isso acontecer era…

“Não pense nisso, não pense nisso… tenho que manter minha mente ocupada pensando em soluções, não problemas.”

Reclamações não ajudariam, então Leon começou a construir seu abrigo improvisado. Usando uma árvore aleatória sem cocos como base, ele alinhou vários galhos juntos e usou as folhas do coqueiro para encher o espaço entre eles. Usando o mesmo processo, Leon criou o teto do abrigo. Como não tinha linhas ou cordas, ele perdeu muito tempo reunindo a fibra das plantas e fazendo aquelas linhas improvisadas para deixar tudo firme.

Depois de várias horas, o abrigo foi concluído. Era pobre e pequeno, mas era grande o suficiente para sentar e dormir. Mais importante, ele mal sentia a brisa do mar entrando dos lados e de cima.


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Já estava ficando escuro quando Leon notou que tinha esquecido de fazer uma coisa muito importante, uma fogueira.

“Oh, merda… como eu poderia ter esquecido disso?”

Leon saiu do abrigo e tentou achar alguns galhos e pedras para fazer a fogueira e realmente achou, mas no final, falhou em acender a fogueira. Apesar disso, a noite na ilha, não era tão escura. A luz das estrelas iluminou o local para deixar Leon ver no escuro. Porém, o som do vento e a falta de qualquer luz no horizonte fez seu coração gelar.

Leon estava sozinho, com medo do futuro incerto agora que monstros habitavam o planeta e ele não conseguia fazer nada além de lutar enquanto aguardava pela chance de voltar para casa. A situação estava tão precária que ele falhou em ver como o céu noturno era lindo quando não havia civilização perto. Parecia que Leon podia tocar nas estrelas só com a mão se quisesse, mas ao invés disso, se sentiu fraco e impotente enquanto olhava para eles. Ele era tão pequeno e frágil em comparação com o planeta, e era ainda mais pequeno e fraco em comparação com aquelas estrelas… pela primeira vez em sua vida, Leon entendeu como a vida era sem importância, e sua morte não mudaria nada no planeta.

Olá, eu sou o Sparky!

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