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Siegfried já estava quase dormindo, mas acordou de novo assim que sentiu a boca de Dara em seu pescoço.

— Sieg — ela sussurrou em seu ouvido.

Tinha a garganta seca e estava exausto, mas foi só o que precisou. Na mesma hora, ele rolou por cima dela e então voltaram a foder.

O rapaz sentiu suas costas arderem quando ela enterrou as unhas nele, rasgando a sua carne como se fossem garras afiadas e então gozou dentro dela pela segunda vez naquela noite.

“Tirar uma vida é bom”, lembrou das palavras de Thrarim, há muito tempo. “Mas nem chega perto do que vai sentir quando tomar sua primeira donzela.”

Na época, parecia uma piada. Era só um garoto e mal tinha começado a pegar o jeito no campo de batalha. Quando ouviu os guerreiros mais velhos rindo, pensou que estavam zombando dele.

Dara deitou com a cabeça descansando em seu peito e enroscou a perna nele. Estava suada, o rosto corado, a respiração pesada e tinha sêmen escorrendo pelas coxas.

Foi a coisa mais linda que já viu.

Então entendeu o que Thrarim quis dizer.

Era sua.

Ele soltou o ombro dela e deslizou a mão pelas suas costas, agarrando a sua bunda com força. Dara deixou escapar um gemido abafado e se contorceu um pouco antes de olhar para ele.

Então a puxou mais para perto e a beijou. Devagar. Rápido. Beijou sua boca. Beijou seu pescoço. Beijou seus seios. Beijou sua barriga. E continuou descendo até que a estava beijando entre as pernas. Depois suas coxas. Seus pés. Tudo. Até perder o fôlego.

Ela era sua e queria sentir seu gosto.

Queria experimentar.

Estava beijando as costas dela, quando apalpou os seus seios e apertou de leve os mamilos dela. Foi quando a ouviu sussurrar seu nome e decidiu fazer por trás mesmo.

Ela chorou, mordeu os lençóis para não gritar e sua bunda o apertou tanto que mal podia se mover, mas enterrou o seu pênis o mais fundo que conseguiu e, pouco mais de três empurrões depois, estava gozando em cima dela, cobrindo-lhe as costas, a bunda e a parte de trás das coxas.

Quando terminou, ela ficou lá, deitada de bruços com o quadril para cima e afundando o rosto em uma coberta, enquanto tremia.

Estava tão sensível, que não se moveu por um bom tempo, por isso ele se deitou ao lado dela, segurou sua mão e pediu desculpas.

Os olhos de Dara estavam vermelhos de tanto chorar; seu rosto, tão suado que o cabelo dela grudava na testa. Ainda assim, sorriu.

— Eu… — Sua boca estava tão seca que a voz saiu rouca e ela precisou lamber os lábios para umedecê-los antes de conseguir falar: — Eu te amo…

— Eu te amo — repetiu Siegfried.

Soava como uma mentira para ele, mas quando ela engatinhou lentamente em sua direção e pôs a cabeça em seu peito, se aninhando nele, suas palavras pareciam mais verdadeiras.

Seu coração disparou, mas não de felicidade.

Estava assustado.

Sentia-se culpado.

Nunca deviam ter feito aquilo.

Jurou que teria apenas uma mulher em sua vida. Foi por ela que se tornou um mercenário. Foi por ela que veio à Thedrit. Era por ela que tomaria o trono. O que Lura diria se descobrisse?

Por algum motivo, pensou também em Gwen.

“Deuses… O que eu fiz?”

— Sieg? — chamou Dara.

— Hã?

— Cê tá bem? Seu coração tá rápido.

— N-não é nada…

Ela hesitou por um momento, passando os dedos de leve pelo seu peito, sentindo suas cicatrizes, e então perguntou:

— Você tá com medo…?

— Da batalha?

— Da gente.

Quando não respondeu, ela se enroscou ainda mais nele, como se tivesse medo de que fugisse, e sussurrou:

— Eu tô…

Não sabia o que fazer, por isso fez a única coisa que podia e a abraçou. Estava tremendo, mas não levou mais do que alguns instantes até sentir o corpo dela relaxar.

“Ela é minha”, repetiu para si mesmo, desta vez com muito menos entusiasmo do que da primeira vez. “Minha responsabilidade.”

Ficaram assim um bom tempo, até que Dara criou a coragem para perguntar:

— S-Sieg…?

— Hum.

— …

— O que foi?

— E-e agora?

— Como assim?

— M-minha mãe me ensinou a ler e escrever. Eu também sei tricotar, cozinhar e a tia Cassie tá me ensinando matemática. Não vou atrapalhar.

— Do que você tá falando?

Ela rolou para cima dele na mesma hora. O seu rosto sério enquanto olhava diretamente em seus olhos:

— Eu vou ser uma boa esposa!

— Hã!?

— Nunca vou te trair e não sou uma garota burra, eu entendo de política! Posso te ajudar. Anda, me pergunta alguma coisa. Qualquer coisa.

— Dara…

— Eu sei a história de cada família de Thedrit, até das que já foram extintas! Sei quais casas vieram de quais ramos, quem são seus patriarcas, qual a sua ascendência.

— Dara.

— Sei onde ficam as sedes das suas casas. Tudo o que você quiser saber! Então…

— Dara!

— Por favor…

— Eu sou só um mercenário.

— Não!

— Você vai achar alguém melhor.

— Não vou nada! — Ela começou a chorar. — O conde não dá a mínima pra mim! Ele nem teria se dado ao trabalho de arranjar um noivo pra Eme, se não quisesse se livrar dela. E a tia Cassie… Ela tem medo de mim. Desde que fui sequestrada, ela me trata como se eu fosse uma ameaça. Acha que, se eu me casar, meu marido vai marchar até aqui com um exército e tirar a família dela do poder.

— Isso não é verdade.

— É sim! Por favor. Vou ser uma boa esposa! Eu prometo!

— Mas eu não vou ser um bom marido.

— Vai sim! Sei disso! Podemos morar na Torre da Justiça depois da batalha. Você vai ser armado cavaleiro e eu vou te dar muitos filhos. Vou cuidar das nossas terras sempre que for pra guerra e você será o vassalo mais importante do conde. Ele te adora.

— Dara, eu não vou ficar.

— O-o quê?

— Não vim pra Thedrit para ser um vassalo. Eu vim pela coroa! Meu lugar é no campo de batalha, liderando o meu próprio exército. Não recolhendo impostos de camponeses em uma torre roubada, nem me ajoelhando a outros homens, nem mesmo ao conde. Não pra sempre.

— Não…

— Sinto muito.

Ela hesitou por um momento e parecia ter desistido, quando finalmente enxugou as lágrimas e disse:

— E-então me leva com você…

— O quê?

— Eu vou ser sua rainha!

— Dara…

— Você diz que quer um exército, então precisa de mim, não é? Posso te ajudar. Sou a herdeira do condado de Essel. Posso te dar centenas de homens, talvez mais. Sabe que é verdade.

— Mesmo que diga isso…

— Você diz que quer conquistar Thedrit. Bom, vai ter que começar por algum lugar, não é? Eu cresci lá! Sei quais casas poderiam nos ajudar. Tenho amigos, conheço seus pais. Depois que for um cavaleiro, posso falar com eles, formar alianças. Vão me escutar.

— Como tem tanta certeza disso?

— Eu já disse. — Ela sorriu. — Não sou uma garota burra. Entendo de política.

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Olá, eu sou Coldraz!

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