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— Ignis Tempestas Elevatio! — ele entoa, suas palavras carregadas de poder, desencadeando um furacão de ventos calorosos envolvidos de chamas ferventes ao redor da entidade, expelindo cinzas e brasas infernais enquanto continua no ar.

O calor consome o oxigênio e incinera a matéria a uma velocidade tão letal que qualquer humano que seja vítima morre instantaneamente. Seu azar é que o dragão vermelho é seu alvo.

Sem hesitar diante do combo de feitiços, Azaael pisa com firmeza, utilizando toda sua força física, partindo o chão sob seus pés em pedaços e causando tremulações e vibrações no ar que dispersam a ventania e as chamas temporariamente, permitindo-lhe escapar do centro do furacão.

Com um impulso poderoso, ele cria uma cratera ainda maior e ultrapassa a barreira de chamas, emergindo das brasas com poucos ferimentos, apenas algumas queimaduras superficiais.

Acompanhando-o no impulso, o som chega com atraso diante de sua velocidade.

Move-se como a luz naquele instante, seus pés sendo pulverizados diante da intensidade do movimento, espalhando um rastro de sangue fervente que se pulveriza diante do calor.

E, encurtando o espaço entre eles, tenta acertar Masaru com um golpe de joelho, capaz de romper o ar, mas o golpe é defendido em milésimos de segundos pelo hábil exorcista, cujas mãos quase pendem diante da força do impacto.

— Você é uma desgraça de se enfrentar… — ele sussurra, sentindo a força esmagadora do ataque em suas mãos, encarando-o profundamente nos olhos, — Mas isso está me deixando mais animado! — Diante disso, ele empurra o joelho de Azaael para baixo, ganhando impulso para planar por mais tempo, enquanto a entidade sorri com garra em seu olhar.

— Tá ficando mais animadinho, é? — o demônio resmunga, cúmplice do sentimento, enquanto a tempestade chega ao fim, deixando um rastro de destruição atrás deles. Aquele lugar está sendo apagado lentamente.

A entidade solta um suspiro profundo e aos seus pés, que caem novamente rumo ao solo, param, enquanto asas negras, fluindo como chamas, surgem em suas costas.

“Adaptar esse corpo híbrido é complicado…”

E então, seu dragão, invocado, se enrola completamente em seu braço, em um movimento de serpente, percorrendo o seu corpo.

Ao passo que Masaru eleva sua aura, preso em mil pensamentos, possibilidades, sua mente é diferente dos demais.

— Rugitus Draconis Daemoniaci, Potentia Totalis! — ele profere, suas palavras malditas acompanhadas da abertura da boca de seu dragão.

Energia negra flui ao seu redor e é consumida pela invocação, criando uma esfera de energia negra concentrada.

Em instantes, ela é disparada uma única vez, mirada no garoto, cortando o espaço com tamanha violência, causando a compressão do ar e resultando em inúmeras explosões potentes como bombas, surgindo de onde a entidade está até onde alcança.

Diante dos olhos de Masaru, ele percebe a pressão negra se aproximando instantes antes de atingi-lo.

Boom!

O eco ressoa, causando um tremor sentido por toda Nova Tóquio. Naquele instante, a escuridão devora os céus da noite.

É um espetáculo de destruição que se expande no ar. Um acúmulo tão massivo de energia negra que o próprio ar que preenchia o ambiente já não existe mais.

Esse golpe devastador irrompe varrendo dezenas de milhares de metros de destroços em seu rastro. Azaael é arremessado pela força implacável do ataque, quase alcançando os confins do distrito, seu corpo era impulsionado pela pressão avassaladora.

As nuvens que pairavam sobre o distrito se dissipam, sendo moldadas e dispersas pela intensidade do golpe, revelando um céu limpo.

Uma ventania poderosa irrompe, seus ventos furiosos atingem uma velocidade incrível de dez mil quilômetros por hora.

Eles arrancam a calça que envolve o corpo de Azaael como se fosse papel, desfazendo-a em pedaços que se perdem no caos do combate, enquanto seu sangue é jorrado pelo ar das feridas que ele acumula.

Gabriel, mesmo distante, precisa se proteger. Seu carro se desintegra diante do ataque, assim como metade da estrada que se inclina em direção ao distrito.

Sua barreira espiritual, mesmo refinada, estilhaça como vidro sob a força do vendaval.

“Porra! Que tipo de poder é esse?”

A entidade o encara após virar-se, seus olhos se fecham brevemente, e então ela pousa enquanto seus pés se regeneram instantaneamente.

Um sentimento de urgência percorre seu corpo nesse instante e, apesar dos ferimentos causados pelo vento furioso que o cerca, ele ergue sua mão, dedos cruzados, repleto de determinação.

“Pelo golpe, em alguns minutos, outros exorcistas devem chegar aqui. Eu só preciso segurá-lo… Mas, droga, Masaru, você está vivo, cara? Isso não era para ser desse jeito…”

— Ainda não é a sua vez… — Azaael profere, de costas para a cortina de poeira negra e tóxica que emerge. Por um triz, ele desvia de um raio de luz que roça sua cabeça, arrancando-lhe a orelha num instante, enquanto atravessa o campo de batalha devastado sem pausa para o confronto, — Esse moleque é realmente quem diz ser… — virando-se para encarar o que se revela.

Seus olhos estavam novamente fixos em Masaru, ainda vivo e com um braço faltando.

Ele surge diante do dissipar da névoa negra. Após um baque, seguido da sinfonia de caos que se desenrola, Masaru aterrissa no solo, rasgando-o e batendo seus pés com violência.

Ele está despido, seu corpo repleto de feridas recém-abertas, cortes profundos de queimaduras.

— Seu desgraçado! Você me fez sacrificar meu braço, maldição! — ele grita, sangue jorrando de seus lábios enquanto se apoia no chão após lançar o feitiço de luz com o braço direito, seus olhos ardendo de vermelho pela imensidão do ataque, já sem o seu braço esquerdo, com um negro abissal de sua carne queimada, só restava o braço, tendo perdido todo o antebraço para baixo, — Vou te exorcizar no próximo golpe! — ele ameaça.

O demônio se surpreende. Aquele embate está alcançando níveis extremos; metade de sua face está desfigurada, há queimaduras em seu corpo e sua orelha foi arrancada. Enquanto isso, Masaru o fita nas mesmas condições, que levariam qualquer um à derrota.

“Um terço da minha energia negra foi neste golpe… Este rapaz, embora seja um exorcista poderoso, ainda é apenas um humano desperto! Nem os anjos conseguiram escapar do meu dragão, então, o que há de tão especial nele?”

Enquanto o sangue escorre de seu rosto, ele ergue o braço, batendo no peito com determinação, um desejo crescente invade seu ser, misturando-se à sua fúria.

— Tudo acabará no próximo movimento!

“Que irritante… Quando comecei a sentir esse desejo, esse anseio? Isso é meu, ou é do garoto?”

Sua voz ecoa estridente pelo campo de batalha enquanto Masaru se ergue com um impulso da mão que ainda lhe resta, cruzando os dedos. Sua aura ainda flui intensamente, dançando ao seu redor, ao passo que Azaael, faz as tatuagens se moverem por seu corpo, despidas lentamente por sua aura que cresce a cada instante.

— Que demônio de fé… — ele ironiza, um sorriso de lado se desenha em sua face, ainda não se rendendo ao desespero.

Qual ego prevalecerá?

Olá, eu sou o David C.O!

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