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O momento intensifica-se com Arthur e a criatura continuando em um embate furioso. 

Ele observa a entidade ser atingida por seu golpe explosivo de chamas, que desfere em seguida um punho poderoso, lançando-a para trás com a potência da explosão, tentando causar danos substanciais. No entanto, sua incrível adaptabilidade permite que ela se arraste de volta, resistindo mesmo com uma potência ainda maior em suas técnicas.

“Regeneração comprometida… é Yamasaki…”

Arthur pensa irônico, virando-se rapidamente para encarar a face descarada do exorcista. Mas a besta não perde tempo e tenta atacá-lo novamente com garras que se estendem como espadas, cravando o solo quando Arthur se esquiva, contra-atacando com golpes precisos dignos de um boxeador profissional.

Uma sequência lateral, cada golpe ressoa como trovão enquanto as garras da criatura deixam marcas profundas no solo. O exorcista, movendo-se com a velocidade de um raio, deixa apenas um espectro de sua presença enquanto desfere seus socos tão rápidos e com tanta potência que poderiam conjurar com o simples impacto. A pressão se intensifica, e ele começa finalmente a superar a resistência e a capacidade de recuperação da criatura.

Num movimento surpreendente, o demônio voa pelo ar como se fosse leve, girando e pousando com um terceiro braço emergindo de suas costas. Utilizando o breu ao seu redor, a criatura lança uma esfera negra instável que explode ao lado esquerdo de Arthur como uma granada.

Os destroços voam ao ar, e uma leve cortina de poeira se desvanece lentamente.

Ela já aprendeu a usar suas trevas. Mas a tensão cresce de verdade quando um segundo olho nasce lentamente na face da criatura, alinhando-se perfeitamente à sua estrutura facial, enquanto seu único olho existente diminui para acomodar essa adaptação. Assim, revelando que sua transformação vai além do humanoide original envolto em trevas, como se estivesse despindo uma roupa que o cobrisse 99%, sofrendo uma metamorfose tanto mental quanto física.

Yamasaki observa com interesse científico, estalando os dedos enquanto assiste ao embate se desenrolar.

— Ele irá para a próxima etapa… — murmura, prevendo o que está por vir.

Arthur, determinado, abre o peito e fecha os punhos, canalizando energia espiritual que bombeia do peito igualmente para seus braços. Isso fará com que seus primeiros golpes tenham um peso maior do que os subsequentes. Sem esperar que sofra mais um golpe de surpresa, ele voa em direção à entidade com um salto que cobre mais de cinquenta metros. Seu pouso é uma tentativa esmagadora, mas a criatura desvia e tenta contra-atacar, apenas para ter seu soco defendido pelo antebraço de garoto.

“Boa…” 

Pensa, agachando-se e quase derrubando a criatura com uma rasteira. Apesar do desequilíbrio momentâneo, a criatura continua a evoluir, agora com uma terceira perna surgindo para tentar recuperar o equilíbrio e desferir mais golpes com suas garras, porém isso ocorre desajeitadamente.

A oportunidade estava ali para ele.

— Três a zero! — Arthur exclama, acertando um terceiro gancho poderoso que quase desequilibra completamente a criatura. Isso a força a abrir seu peito, deixando seus braços inúteis por alguns segundos. Em seguida, ele lança uma barragem de socos tão intensos que abrem uma fenda no chão à sua frente e deixam um rastro ardente em suas costas, arremessando a criatura violentamente contra uma parede.

“A evolução dele é rápida… se não fossem meus pactos e juramentos…”

Arthur reflete, enquanto observa a energia negra que começa a vazar da criatura, que persiste em resistir e se regenerar.

“Será que terei que usar feitiços mais poderosos nos meus golpes?” 

A criatura responde aos danos sofridos com inúmeros braços crescendo em seu peito, costas e costelas, lançando esferas de trevas que explodem ao redor deles, criando crateras por todos os lados, dez vezes mais potentes do que as anteriores. Mesmo assim, ela mal consegue acompanhar os movimentos de Arthur, que surge à sua frente com outra sequência de golpes devastadores. Suas trevas começam a se dissipar no ar, já não conseguindo mais resistir aos impactos enquanto ele aumenta seu poder, até que os socos finalmente desorientam suficientemente a criatura.

— Munire… — Ele entoa, seu tom grave ecoando através do vento crescente, fazendo sua aura pulsar e se alinhar aos seus golpes. Após uma perseguição frenética pelos ares, em que Arthur desfere um blitz de velocidade impressionante, cortando o ar como uma lâmina afiada até alcançar seu destino antes do corpo da criatura, seu corpo se posicionando com precisão letal. Com um movimento rápido, ele lança seu braço direito para trás, preparando-se para um golpe devastador.

O impacto é como o estrondo de um trovão, rasgando o ar com uma potência que parece descomunal. Seu punho, impelido pela aura pulsante em alta velocidade, perfura a cabeça da criatura com uma precisão letal. O demônio estremece violentamente, sucumbindo instantaneamente, sua essência maligna irrompendo em uma explosão de sangue púrpura diluído, como um gêiser de horror.

Por um momento, Arthur permanece imóvel, banhado naquela essência macabra, sua respiração ofegante enquanto o eco de seu feito reverbera e sua adrenalina se dissipa. A sensação viscosa da essência maligna toca sua pele, e o cheiro pútrido de uma existência corrompida invade suas narinas.

— Aff… acho que me empolguei um pouco! — murmura ele, incomodado com seu próprio entusiasmo, rindo nervosamente enquanto seu parceiro se aproxima. Sua aura varia da aparência de brasas ferventes ao fogo de uma vela solitária, refletindo os benefícios temporários de seus pactos e juramentos.

Levantando os ombros, Yami expressa surpresa.

— De boa… Mas achei que a entidade fosse resistir mais… Talvez eu tenha subestimado você! — responde Yamasaki, com sinceridade excessiva, o que faz Arthur rir sem ânimo.

— Isso já é crueldade! — exclama Arthur, as mãos na cintura enquanto solta um suspiro exasperado. — Mas também eu, acabei elevando minha animação ao máximo, amplifiquei minha força quatro ou cinco vezes, e ainda reforcei com um feitiço de fortificação… Como não iria ceder?

O garoto assente com a cabeça.

— Bater em algo que parece não sofrer dano é desanimador, não acha? — responde ele, soltando um suspiro de frustração enquanto encara os céus, a luz diminuindo conforme o entardecer se aproxima. — Mas… e agora? Tudo aconteceu tão rapidamente…

— Bem…

Os dois se encaram por um breve instante, suas auras se retratando, caindo como um véu aos seus pés.

— Já ouviu falar em videogames? — sugere Yamasaki, lembrando-se da game house próxima de sua casa.

— O quê? Exorcistas jogando videogame? — responde Arthur, visivelmente surpreso. De qualquer forma, era um convite inesperado vindo de alguém que compartilhava sua jornada sombria como exorcista.

— Eh… meio louco, não é? Mas há algo mais humano do que isso? — retruca com um riso forçado, sentindo como se estivesse chegando ao fundo do poço. Naquele momento, sua alma gritava por liberdade. Ele não se sentia mais como Yamasaki diante do loiro, mas sim como Yama-fraude.

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