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Jack assentiu, absorvendo as palavras da coruja, e aproveitou para esclarecer uma dúvida que o incomodava.

— Entendi a questão da gente ter uma missão mais difícil, mas ainda não compreendi essas “Classes”. Como funcionam? O Ren já me contou sobre elas antes, mas gostaria de entender melhor.

A coruja começou a explicar detalhadamente as quatro Classes, exagerando nas características distintivas de cada uma:

— Claro, jovem. Na comunidade dos bruxos, existem quatro Classes que representam o nível de maestria com o Foco, suas realizações e, é claro, seu poder mágico. São elas:

Classe Baixa: Bruxos em estágio inicial, muitas vezes aprendizes ou recém-chegados ao mundo da magia. Suas habilidades são limitadas, e eles estão em constante aprimoramento. Normalmente, realizam missões mais simples e lidam com tarefas mais fáceis.

Classe Média: Bruxos mais experientes, com habilidades e conhecimento consideravelmente maiores do que os da Classe Baixa. São capazes de realizar tarefas mais complexas, enfrentar desafios mais difíceis e, é claro, são a maioria.

Classe Alta: Bruxos altamente habilidosos, com domínio profundo do Foco. Eles podem realizar feitos impressionantes e são amplamente respeitados em toda a sociedade mágica.

Classe Superior: São verdadeiramente monstros e, em muitos casos, temidos. Essa classe é destinada a apenas 10 bruxos em todo o reino, que também são conhecidos como os “Dez arcanos”. Seus feitos extraordinários apenas comprovam essa classificação. Para um demônio, enfrentar um deles significa o mesmo que morte.

Satisfeito com a explicação, Jack conectou os pontos e percebeu a gravidade da situação. Seus pensamentos se voltaram para Leonid, seu professor e guia nesta jornada, e ele concluiu internamente que seu mestre era, de fato, um dos temidos Arcanos.

A coruja então retomou a explicação e revelou a natureza da missão que os aguardava:

— Vocês serão enviados para Silvertown, um vilarejo onde cidadãos têm desaparecido sem deixar rastros. Todos os indícios apontam para um local específico dentro do vilarejo. Sua tarefa é investigar, neutralizar a ameaça responsável por esses desaparecimentos e, se possível, resgatar quaisquer sobreviventes — A coruja concluiu.

Jack ergueu a mão, questionando:

— Como a gente vai para Silvertown?

— Não se preocupe quanto a isso. Um supervisor virá buscá-los e os levará até o vilarejo. Ele estará a caminho em breve. Vocês só precisam estar preparados e aguardar sua chegada.

Os jovens bruxos assentiram, aceitando a explicação da coruja. Enquanto esperavam pelo supervisor, suas mentes se encheram de pensamentos sobre a missão que teriam que enfrentar.

Pouco tempo depois, um tremor sutil percorreu a sala de aula, indicando a chegada do supervisor. A porta se abriu, revelando um homem imponente, vestindo um manto escuro e um chapéu de abas largas que sombreava seu rosto. Seus olhos brilhavam com uma intensidade mágica, e seu sorriso era misterioso.

— Desculpe a demora, jovens bruxos. Meu nome é Zane Strauss, e serei seu supervisor nesta missão. Por favor, me sigam. Temos um longo caminho até Silvertown — ele os recepcionou de forma gentil.

Os três alunos se levantaram e seguiram Zane para fora da sala de aula. O supervisor conduziu-os até um trenó mágico estacionado do lado de fora da escola. O trenó parecia comum à primeira vista, com lobos o conduzindo, mas Jack logo percebeu os detalhes mágicos intrincados esculpidos nele, indicando sua verdadeira natureza. Com um gesto, o trenó mágico começou a voar, aproximando-se cada vez mais do vilarejo envolto em mistério. A tensão no interior do veículo era palpável.

Maya inclinou-se para frente, olhando para Zane.

— Senhor Zane, o que exatamente sabemos sobre o que está acontecendo em Silvertown? — perguntou ela, sua voz refletindo a preocupação que sentia.

Ele olhou para Maya, seus olhos sérios por um momento antes de suavizar.

— Não muito, infelizmente. Relatos de desaparecimentos têm sido frequentes, e todos os sinais apontam para demônios, entretanto algo me diz que não é bem assim. A sua missão é descobrir o que ou quem está por trás disso.

Kyotaro, que havia permanecido em silêncio, falou.

— E quanto à resistência? Podemos esperar encontrar alguma forma de defesa ou armadilha?

— É sempre uma possibilidade — respondeu o supervisor, acariciando a cabeça de um dos lobos que puxavam o trenó. — Por isso que vocês devem estar preparados para qualquer coisa.

Jack, que observava a paisagem passar rapidamente, virou-se para o grupo.

— Bem, se vamos enfrentar o desconhecido, melhor fazermos isso juntos. — Jack estendeu a mão, esperando um gesto de camaradagem e unidade.

No entanto, ao invés do apoio esperado, o que se seguiu foi uma onda de risadas. Maya cobriu a boca tentando conter o riso, Kyotaro balançou a cabeça com um sorriso divertido, e até Elric não pôde evitar um sorriso irônico.

— Tá bom, sem cumprimentar então. — Jack retraiu a mão, fingindo indignação, mas um sorriso traíra sua própria diversão com a situação, — povo chato.

À medida que o trenó mágico descia, a neblina sombria que envolvia Silvertown se adensava, tornando-se quase palpável. O trio de bruxos, Jack, Maya e Ren, observava com olhares cautelosos as silhuetas distorcidas das construções do vilarejo que emergiam da escuridão. O som abafado das patas dos lobos tocando o solo quebrava o silêncio que os cercava.

Eles desembarcaram do trenó, e diante deles erguia-se uma mansão imponente, cujas paredes pareciam guardar segredos tão antigos quanto o próprio tempo. Zane Strauss, o supervisor, avançou com passos firmes em direção à entrada principal da mansão. Com um olhar sério, ele mordeu o dedo e deixou algumas gotas de seu sangue caírem no chão empoeirado.

— Este círculo é a minha sentença, que expurgue a maldade, purifique os impuros e ofusque a escuridão com seu brilho. Que ele dure enquanto eu mantiver minha vontade e determinação — A voz de Zane ecoou com autoridade, e ao terminar o encantamento, um círculo luminoso surgiu, envolvendo a mansão com uma barreira invisível aos olhos dos não-bruxos.

Jack observou, fascinado, enquanto o círculo de proteção se formava, sua luz contrastando com a escuridão que os rodeava. Aquele círculo era a sua salvaguarda contra as forças malignas que poderiam estar à espreita.

— Isso impedirá que qualquer demônio dentro da mansão escape, e os não-bruxos não poderão ver ou interferir no que estão prestes a fazer — Ele explicou, enquanto o círculo se completava, selando a mansão e seus ocupantes em um mundo à parte.

Com a proteção estabelecida, os três se prepararam para entrar na mansão e enfrentar o desconhecido, prontos para desvendar os mistérios de Silvertown e cumprir a missão que lhes fora confiada.

Olá, eu sou o LFzin!

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