Death Mage — Vol 1 — Capítulo 1

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Traduzido por: Erufailon


Volume 1: A Nação-Escudo de Mirg

Capítulo 1: O Começo da Terceira Vez

 

Amamiya Hiroto reencarnou em Lambda!

Amamiya Hiroto foi amaldiçoado pelo deus da transmigração, Rodcorte!

Eu acho que ouvi algo do tipo dentro da minha cabeça, mas não tenho certeza. Pairando entre a lucidez e o sonho, minha consciência gradativamente começou a tomar forma.

“Que lugar é esse? Em que tipo de situação eu me meti agora?  Embora eu tenha a impressão de que estou vivo”, pensei.

Mas eu não faço ideia da minha atual circunstância.

Eu tentei abrir meus olhos, mas apenas escuridão preencheu minha visão; meus braços e pernas também não estão se mexendo, como se eu estivesse no meio de um sonho.

Meu corpo está submerso em um liquido morno e eu não consigo respirar. Mas essa situação não é, estranhamente, desconfortável.  É como se eu tivesse me tornado um peixe.

“Certamente não é possível que eu tenha reencarnado como algo diferente de um ser humano, é?”

Pode ser possível, visto que eu fui amaldiçoado. As coisas ainda podem dar certo se eu continuar sendo um humanoide, pelo menos. Se eu tiver me transformado em um animal ou num peixe, entretanto, eu não tenho ideia do que eu deveria fazer.

Mas, felizmente, minhas suspeitas se provaram estar erradas.

— Hum… huhum… huhum…

Eu consigo ouvir uma voz. Ela não está gritando ou chorando; é uma voz gentil, cantarolante.

O som está estranhamente abafado, então eu não consigo compreender a letra apropriadamente. Mas eu consigo sentir a emoção contida na canção.

Amor.

“Entendo, eu estou dentro de um útero.  Eu sou apenas um feto neste momento.”

Ao que parece a maldição de Rodcorte não tem influencia sobre mim antes que eu, de fato, renasça.

Pelos fragmentos de informação a respeito da situação que Rodcorte colocou dentro da minha mente antes que eu fosse reencarnado, Lambda parece ser um mundo de espadas e magia. Eu posso ser de alguma outra espécie, como um elfo ou um anão, mas enquanto eu ainda for um ser senciente, isso não importa.

“Essa música parece japonesa… talvez seja apenas a minha imaginação?”

E então minha consciência desvaneceu novamente.

―♦♦♦―

Quando ela voltou, eu já havia nascido.

— Você é sempre tão quieto, não é, Vandalieu? Isso é algo bom, mas você pode chorar de vem em quando, sabia?

Eu calmamente olhei para a mulher que estava me segurando e conversando comigo.

“Eu suponho que Vandalieu seja o meu novo nome. É muito melhor que o número de série que me foi dado em Origin. E esta pessoa deve ser a minha terceira mãe. Ela também parece ser muito melhor que a minha mãe em Origin.”

Naquele tempo, eu já havia sido vendido quando minha consciência finalmente retornou, então eu não tenho do que reclamar desta vez. Considerando que eu fui amaldiçoado, essa situação podia ser considerada um milagre.

“Bem, em que tipo de ambiente eu nasci? E, ao que parece, minha mãe é uma elfa negra.”

―♦♦♦―

A mulher refletida nos olhos de Vandalieu parecia ter pouco mais de vinte anos de idade, com cabelos dourados e pele morena. Ela era bonita e de características agradáveis; Vandalieu poderia ter grandes expectativas quanto à sua aparência futura se essa pessoa for sua mãe.

A extremidade das orelhas dela eram pontudas.

Mesmo Vandalieu, que tinha acabado de renascer neste mundo, podia dizer que ela fazia parte da raça dos elfos negros.

Mas não era inteiramente impossível que ela fosse apenas uma elfa bronzeada.

“Se ela for mesmo uma elfa negra, eu suponho que faz sentido morarmos em uma caverna, huh “, ele pensou.

De fato, ambos não estavam em uma casa parecida com uma caverna, mas sim em uma verdadeira gruta. Havia uma porta e pelo animal forrava o chão no lugar de um carpete, mas não era uma casa particularmente civilizada.

Entretanto, na Terra, os Elfos das histórias fantásticas geralmente eram um povo que vivia em harmonia com a natureza, então talvez esse tipo de coisa fosse comum para eles.

“De qualquer forma, o problema mais importante no momento é o meu próprio corpo.”

Os braços cálidos de sua mãe estavam envoltos ao redor de sua figura frágil. Ele olhou para a pele macia dela, muito parecida com chocolate, para suas próprias mãos roliças e inúteis

Elas eram tão brancas quanto seda.

“Por que minha cor é diferente? Ao menos minhas orelhas parecem ser pontudas”, ele pensou.

Sua mãe era uma Elfa Negra, mas a pele dele era branca. Talvez ele não fosse realmente um Elfo Negro? Ele não sabia se o corpo dos Elfos Negros tendia a mudar ao longo de suas vidas. Talvez eles nascessem com a pele branca e, ao se tornarem adultos, ela escurecesse? Ou talvez essa mulher não fosse sua mãe biológica?

— Hmm? Você quer saber por que pele da mamãe tem uma cor diferente da sua?  Você é um garoto esperto, não é, Vandalieu? Você notou tão depressa, mas não se preocupe. Vandalieu, você se parece muito com seu papai, mas você definitivamente é filho da sua mamãe, Darcia — ela disse.

O sorriso doce de Darcia, sua mãe, bem como as palavras dela, dissiparam todas as suas dúvidas. Ele percebeu ser uma criança mestiça, nascido de pais de raças diferentes. Havia a possibilidade de Darcia estar mentindo, mas ele não tinha intenção de duvidar dela. Ele queria simplesmente aproveitar o amor que lhe foi dado e sossegar, ao invés de gastar seu tempo se preocupando em duvidar das palavras dela.

— Agora, durma…

E então Darcia embalou Vandalieu ao mundo dos sonhos.

―♦♦♦―

Tendo três anos de idade, Vandalieu era um bom fillho, comportado, que não causava problemas para Darcia, mesmo ela sendo uma mãe inexperiente.

— Ah! — disse Vandalieu.

Quando estava faminto, ele fazia um som parecido com esse e batia contra seu estomago, ou apontava para o peito de Darcia e reclamava. Quando suas fraldas ficavam sujas e precisavam ser trocadas, ele fazia um barulho similar e batia contra seu quadril.

— Sim, sim, aqui está o seio da mamãe. Você é tão comportado, Vandalieu — disse Darcia.

“Que bom menino”, ela pensou enquanto erguia Vandalieu em seus braços e expunha seu mamilo para alimentá-lo com leite.

É claro que ela sabia que isso não era normal. Que ele era inteligente demais. Mas ela não queria fazer nada que deixasse seu único e amado filho desconfortável.

“Talvez seja porque ele tenha puxado ao pai… aquela pessoa.”

Ele suspeitava que a inteligência do filho, que tinha apenas três meses de idade, vinha do sangue de seu pai. Isso e o fato de que, recentemente, ela tem sentido algum tipo de Mana estranha vindo de Vandalieu só lhe davam mais razões para suspeitar que esse fosse o caso. A raça do pai de Vandalieu era mais proficiente com a magia do que os elfos negros.

“O que mais me incomoda é o fato dele nunca rir ou chorar… eu me pergunto: será que ele está se sentindo aflito por não ter um pai?”

Perturbava Darcia o fato de seu filho não chorar, nem rir, como uma criança normal.

Quando seu amado filho sentia fome, ou mesmo quando ela fazia cócegas nele, seu rosto permanecia tão inexpressivo quanto uma boneca. Ela pensou ser apenas mal humor, de início, mas não pareceu ser o caso. Também não parecia que suas emoções eram simplesmente subdesenvolvidas. Certa vez ela o viu chorar silenciosamente com uma expressão vazia em seu rosto.

Naquela ocasião Darcia pensou que seu filho pudesse estar doente e usou de todas as magias de cura que ela conhecia, mas aparentemente ele só estava chorando depois de acordar de um pesadelo assustador.

— Mas o que mais me incomoda é quando lhe dou de mamar. O leite da mamãe tem um gosto ruim? — perguntou Darcia.

Quando Darcia tentava alimentar o filho com seu leite ele não chupava o mamilo dela de imediato, ao invés disso seus olhos vagavam e ele se mantinha imóvel por um tempo.

Ele sempre acabava bebendo, mas… Darcia estava preocupada com a possibilidade de ter algo errado com seu leite.

―♦♦♦―

Vandalieu, que estava no meio da importante tarefa de mamar no seio de sua mãe, encheu-se de culpa e vergonha.

“Não é fácil ser um bebê”, ele pensou.

Qualquer um se sentiria feliz e orgulhoso de ter uma mãe tão jovem e tão bela. No entanto, ele era um homem que já tinha vivido mais de trinta e sete anos ao longo de suas duas vidas passadas, então era normal que ele tivesse sentimentos mistos quanto a isso.

Embora seu corpo fosse de um bebê, sua mente era a de um adulto então ele se sentia bastante constrangido com a situação. Ele já havia começado a notar os indivíduos do sexo oposto desde sua adolescência na Terra.

“Como será que os outros se sentiram sobre isso? Eu já tinha mais ou menos dez meses de idade, em Origin, quando minhas memórias voltaram.”

Será que os outros, quando renasceram em Origin, se sentiram constrangidos quando as mães trocavam suas fraldas?

“Mas eu não posso deixar minha mãe se preocupado com isso para sempre. Eu terei de me acostumar com esta situação assim que possível.”

Vandalieu já havia gravado em sua mente que Darcia, sua terceira mãe, era “sua mãe”. Ele não se sentia desconfortável quanto a isso. De qualquer forma, apesar dessa ser a sua terceira vida, ele nunca havia experienciado o amor materno antes. Para ele, isso era algo impossível de rejeitar.

Então, a princípio, ele tentou seu melhor para agir como um bebê normal… mas isso era impossível.

Era impossível para ele, que era um adulto, agir como um simples bebê. E por algum motivo, ele se descobriu incapaz de rir ou chorar. Não importava o que fizesse, sua expressão facial não se alterava de forma alguma.

No começo, ele pensou que seus músculos faciais estivessem paralisados, mas logo descobriu que sua boca e suas pálpebras se mexiam normalmente. Mas elas não se moviam de forma natural. Ele só conseguia mexê-las por colocar esforço consciente no ato em si.

Talvez fosse por causa de sua maldição?

“Bem, acho que vou ter de perguntar à minha mãe sobre isso quando eu conseguir falar… aconteceram inúmeras coisas desde que eu cheguei aqui, mas eu também aprendi bastante nos últimos dois meses.”

Darcia não sabia que Vandalieu conseguia entender suas palavras, então ela não lhe explicou sobre seu passado ou sobre a presente situação em detalhes, mas ele tinha entendido a ideia geral ao viver com ela nesses dois meses.

Primeiramente, parecia que o marido de Darcia, o pai de Vandalieu, era membro de uma raça muito temida. Como uma prole mestiça dessa raça, Vandalieu sabia que provavelmente seria alvo de discriminação e de inúmeras perseguições.

Essa era a razão de Darcia estar vivendo nesta caverna, construída por ela mesma com o uso de magia espiritual numa floresta isolada. Portanto, não era surpreendente que ele ainda não tinha visto uma pessoa sequer nos dois meses que passara ali.

“Eu sei que ela pretende nos levar de volta para o vilarejo dos Elfos Negros assim que eu crescer um pouco”, pensou. No momento, eles estavam na nação de Mirg, uma parte do Império Amid que se localizava no noroeste do continente de Bahn Gaia.

Aparentemente algo de proveitoso poderia ocorrer se ela voltasse para lá então, por agora, o objetivo de Darcia provavelmente era conservar forças para esse único propósito. Por isso, mesmo que Vandalieu ainda não conseguisse nem mesmo engatinhar, ele já havia começado a treinar a si mesmo no uso da magia.

A magia do atributo da morte que ele tinha aprendido a usar durante sua última vida certamente seria útil nessa jornada com sua mãe, ao menos ele achava que sim. Mas, por algum motivo, ele não conseguia usá-la muito bem.

“Talvez seja porque meu corpo ainda é o de um bebê? Ou é por causa da maldição?”

Ele considerou essa possibilidade. Mas desistir agora simplesmente porque ele não era capaz de usar magia corretamente não era uma opção. Porque para Vandalieu, que não tinha nenhum tipo de poder trapaceiro ou aptidão com qualquer outro tipo de magia, o atributo da morte era a sua única arma.

―♦♦♦―

— Seria bom se eu pudesse ver os seus status, Vandalieu — disse Darcia.

Ele tinha mais ou menos um mês e meio de idade quando ouviu essas palavras.

“Status?”, pensou.

Vandalieu estava inutilmente tentando usar sua magia do atributo da morte e desejando que ele ao menos conseguisse engatinhar pelo chão com a cabeça erguida quando ouviu essas palavras. Isso não é um jogo, ele pensou, mas… Vandalieu ficou surpreso quando seus próprios status apareceram em seus pensamentos.

  • Nome: Vandalieu
  • Raça: Dampiro (Elfo Negro) [1]
  • Idade: 0 anos de idade
  • Título: Nenhum
  • Classe: Nenhuma
  • Nível: 0
  • Histórico de classes: Nenhum
  • Atributos:
    • Vitalidade: 12
    • Mana: 100.000.000
    • Força: 10
    • Agilidade: 1
    • Fortitude: 25
    • Inteligência: 20
  • Habilidades passivas:
    • Força sobre-humana: Nível 1
    • Regeneração Rápida: Nível 1
  • Habilidades ativas:
    • Nenhuma
  • Maldições:
    • Experiência adquirida em vidas passadas não será transferida
    • Não pode aprender nenhuma das Classes já existentes
    • É incapaz de adquirir Pontos de Experiência independentemente

“Uau, minha Mana é uma piada. Além disso, parece que meu pai era um vampiro… e eu tenho três maldições; quão desesperado esse deus está para tentar me matar?”

Havia inúmeras coisas mostradas nos status de Vandalieu que fizeram com que ele se surpreendesse. Sua raça, por exemplo, o identificava como um dampiro. Se isso, em Lambda, significar algo similar ao que é conhecido na mitologia popular da Terra, é seguro dizer que ele é um meio-vampiro.

“Entendo, isso explica o porquê dela ter de viver em um lugar tão secreto. Eu não sei quais são as religiões existentes em Lambda, mas eu duvido que elas seriam muito receptivas para com a cria mestiça de um vampiro. Não é mais provável que eles me tratem como um monstro e tentem me matar? No mínimo isso é algo perigoso que poderia potencialmente por a minha vida em risco”, ele pensou.

A possibilidade de enfrentar o preconceito e a discriminação por ser um dampiro sempre estaria ali. A vida de Vandalieu foi destinada a um caminho ainda mais difícil do que ele havia imaginado.

Outra coisa que o surpreendeu foi sua Mana. Não havia nenhum atributo chamado “MP” na tela de status, então Mana deveria assumir esse papel no mundo de Lambda. Mas o número próximo ao atributo era cem milhões. Ele não sabia qual era a quantia média desse atributo para um bebê, mas ele possuía um montante consideravelmente anormal.

Era isso que Rodcorte mencionou anteriormente, a Mana que estava guardada em sua [Moldura Vazia], criada pela falta de habilidades trapaceiras, boa sorte ou destino? Ele havia sido incapaz de ver qualquer coisa semelhante a uma tela de status em Origin, então Vandalieu não tinha nenhuma indicação de quão vasta sua reserva de Mana era para além das palavras dos pesquisadores: “Isso é mais de dez mil vezes maior do que um Mago de primeira classe!”, mas só agora ele entendeu o quão incrível sua quantidade de mana é.

“Bem, eu não sou nada além de um bebê impotente neste momento, de qualquer forma.”

Não importa quanta Mana ele tinha se ele não pudesse usar magia. Ele precisava reaprender a usar sua magia do atributo da morte o mais rápido possível.

“Quanto ao resto, minha Força parece ser normal e minha Agilidade, bem… Fortitude é minha estamina, mas o atributo Inteligência não me parece ser tão simples a ponto de apenas comensurar o quão esperto eu sou. Ele provavelmente afeta a minha rapidez em aprender novas magias; amplifica seus efeitos; auxilia em conjuração simultâneas e a dificuldade em realizá-las… pode até mesmo ser relacionado à minha força de vontade.”

Assim que Vandalieu terminou de decifrar seus atributos ele entendeu o porquê de sua Agilidade ser menor do que o resto. Ele já tinha um mês e meio de idade, mas não conseguia nem mesmo manter sua cabeça erguida, ou se virar na cama sozinho, muito menos engatinhar. De forma alguma ele poderia ser considerado ágil.

Mas por outro lado, considerando que ele era apenas um bebê de nível 0, seus outros atributos eram especialmente elevados, embora não tanto quanto sua Mana.

“Isso deve ser comum para um Dampiro”, ele pensou.

Em seguida, quanto as suas habilidades: do que Vandalieu sabia sobre jogos, habilidades passivas são aquelas que exibem seus efeitos mesmo sem serem utilizadas com esforço consciente, enquanto que habilidades ativas necessitavam desse uso consciente.

“Força sobre-humana e regeneração rápida, huh. Eu provavelmente tenho essas habilidades porque sou um dampiro. Algo semelhante aos traços raciais que se pode comumente ver em jogos, suponho. Mas, como eu pensei, magia do atributo da morte não está listada.”

Sua lista de habilidades estava praticamente vazia, já que ele era apenas um bebê, mas Vandalieu era alguém que já havia experienciado trinta e sete anos de vida na Terra e em Origin. Ao menos a capacidade de usar o atributo da morte no nível de aptidão mais elementar, que ele já havia aprendido em sua vida passada, deveria estar ali.

A razão pela qual ela não estava provavelmente tinha algo a ver com suas três maldições.

“A maldição que previne que toda a experiência que eu adquiri em minha vida passada seja transferida, é por causa dela. É por isso que eu não tenho nenhuma das habilidades da minha vida passada, ou de minha vida antes disso. As outras duas maldições não são uma boa notícia para mim, também. Elas vão dificultar muito minhas chances de adquirir uma classe.”

Afinal de contas, ele foi amaldiçoado por Rodcorte para que fosse encorajado a se matar. Sabendo que elas eram maldições extremamente problemáticas, Vandalieu suspirou.

“Mas morrer calado não é uma opção. Eu devo continuar me tornando mais forte, tanto quanto eu puder, para que eu consiga sobreviver. Eu irei continuar tentando aprender como usar minha magia do atributo da morte hoje também, e… ah… não adianta… eu estou com sono.”

Vandalieu, assim como qualquer outro bebê de seis semanas de idade, foi derrotado por sua própria sonolência.

―♦♦♦―

[Você adquiriu a habilidade Magia do Atributo da Morte!]

Este anúncio ecoou dentro da mente de Vandalieu.

Três meses após seu nascimento, na época em que ele já era capaz de sustentar o peso de sua própria cabeça, Vandalieu foi finalmente capaz de aprender a usar a magia do atributo da morte.

“Eu passei mais ou menos dois meses falhando em conseguir que minha Mana tomasse a forma de um feitiço. Acho que esse é o resultado de todo o meu esforço”, pensou.

Dito isso, os únicos feitiços que ele conseguia usar eram [Esterilização], que exterminava organismos microscópicos dentro de sua área de efeito, e [Inseticida], uma variação desse feitiço que agia apenas contra insetos. O outro feitiço que ele conseguia usar era chamado de “Barreira de Absorção Mágica”, um feitiço que criava uma barreira capaz de absorver Mana ao entrar em contato com ela, mas também algo que não tinha nenhum efeito particularmente visível.

Ele queria mostrar à Darcia, sua mãe, que já conseguia usar magia, mas isso tinha se provado algo difícil. Seria simples mostrar para ela que ele conseguia absorver seus feitiços, mas Darcia não costumava usar magia espiritual à vista.

Ela provavelmente usava magia para, ao menos, acender o fogo usado ao cozinhar, mas…

“Com este corpo, parcamente capaz de mesmo se sentar, eu não conseguiria andar ao redor da casa.”

Enquanto Vandalieu lutou para se sentar na cama, sua mãe simplesmente riu, pensando “Ele se parece tanto com um velho”, mas não disse nada.

“Eu estou feliz que ela ao menos está me levando para passear fora de casa. Eu estava quase morto de tédio.”

Talvez fosse porque ele já tinha três meses de idade, mas Darcia havia começado a levá-lo para passear em seus braços nos dias ensolarados.

A razão por trás disso era que ela tinha decidido que seria um bom estimulo para uma criança em crescimento; seus estoques de comida também estavam chegando a um nível perigosamente baixo, então ela tinha de sair para coletar mais. Mas Vandalieu se lembrava do quão estranhamente cautelosa Darcia estava na primeira vez em que ela o levou para fora da caverna.

Ela abriu a porta da gruta para permitir que apenas o mais ligeiro facho de luz entrasse pela fresta e iluminasse um dos dedos de Vandalieu.

— Que alívio — dissera — você não herdou a fraqueza vampírica contra a luz do sol!

Enquanto Vandalieu observava sua mãe exclamar em alegria, ele se lembrou que seu pai era um vampiro. Teria sido realmente incomodo se ele, sendo um dampiro, tivesse herdado a inabilidade do homem em tolerar a luz solar.

— Bem, vamos para fora junto da mamãe de agora em diante, tudo bem? — ela concluiu.

Dizendo isso, Darcia levou Vandalieu para fora. A visão do mundo exterior, além da caverna, emocionou Vandalieu ao ponto dele se encontrar em uma perda quanto ao que dizer (não que ele conseguiria falar qualquer coisa).

“Oh… o mundo… a natureza… é tudo tão enorme!”, ele pensou.

Do lado de fora da caverna estava uma floresta. O ar era fresco. O sol brilhava e o céu era de um tom azulado transparente; as nuvens eram brancas como algodão e, densas, enormes árvores cresciam, vividamente esverdeadas.

Era o cenário de uma floresta comum, mas Vandalieu passou vinte anos aprisionado em um pequeno quarto antes de ser morto por Amemiya Hiroto e Narumi. Em seus olhos, tudo parecia cintilar lindamente.

— Fufu, parece que você gostou de sair de casa — ela dissera, rindo.

Sua face era tão apática quanto de costume, mas Darcia entendeu, ao observá-lo encarar seus arredores em assombro, que ele estava contente. Então, ela começou a andar por ali, coletando comida.

Mas é claro que ela não fez nada perigoso, como caçar animais usando seu arco e sua magia espiritual. Ela coletou ervas comestíveis, frutas e cogumelos; também preparou algumas armadilhas para capturar animais menores mais tarde.

A maior parte da comida coletada foi consumida por ela, enquanto que uma pequena parte foi separada para que comida de bebê apropriada fosse preparada para Vandalieu.

“Eu não sei como me sinto sobre isso”, ele pensou.

Uma vez por dia, sua jovem, bela mãe elfa negra falaria — diga ah! — e o alimentaria com uma colherada de comida. E com isso, a quantidade de vezes que ele era alimentado com leite diminuíra.

Para sobreviver dali em diante e para que eles pudessem fazer a jornada daquele lugar, que era perigoso para um dampiro viver, até o vilarejo dos Elfos Negros, o desmame era uma necessidade. Mas, ainda sim, crescer era algo difícil.

Aliás, o leite de sua mãe tinha um gosto muito melhor do que a papinha que ela preparava.

―♦♦♦―

Assim que Vandalieu completou cinco meses de idade, Darcia começou a deixá-lo na caverna durante horas para sair e coletar comida na floresta.

— Daqui a pouco nós vamos estar voltando para a vila natal da mamãe, então eu tenho que fazer preparações para podermos partir; mesmo se você se sentir solitário, eu peço que aguente firme, ok?

Dizendo isso, ela saia para caçar animais e ir até o vilarejo, fingindo ser apenas uma aventureira de passagem para comprar suprimentos. Havia vezes em que ela ficava fora por metade de um dia, mas adquirir os suprimentos básicos que eles necessitavam para sobreviver era importante, então não havia como evitar.

Deixar um bebê sozinho em casa por metade de um dia seria questionável na Terra, mas Vandalieu não tinha razões para reclamar. Porque tudo o que sua mãe fazia era para sua própria proteção. Sem ajuda de ninguém, Darcia estava criando um bebê sozinha. Uma problemática criança Meio-Vampiro , não menos.

Julgando pelo fato de que Vandalieu não tinha visto seu pai nem mesmo uma vez, não parecia que ajuda estava prestes a chegar da comunidade vampírica, também. Vampiros desprezavam meio-vampiros tanto quanto os seres humanos, se não mais. Eles frequentemente eram alvos de perseguição por outros vampiros. Mesmo no Japão, onde as pessoas tinham algum senso moral como seres humanos, pessoas com sangue estrangeiro geralmente eram discriminadas. Não era uma surpresa que mestiços de diferentes raças em Lambdas enfrentassem a mesma situação.

“Nesse ritmo não me parece que eu serei capaz de encontrar meu pai ao menos uma única vez.”

E isso, provavelmente, porque ele devia estar morto.

Pensando friamente, sem levar emoções em conta, seria uma escolha muito mais plausível para Darcia abandoná-lo. Ela seria capaz de viver uma vida muito mais pacífica, mais despreocupada, livre de responsabilidades. Depois de algum tempo, seus sentimentos de angústia desapareceriam e ela seria capaz de viver como se nada tivesse acontecido. Se ela quisesse um filho, seria simples ir até outro país ou voltar para sua vila natal e encontrar outro homem com quem ela pudesse se casar.

Apesar disso, a razão mais provável para ela ainda não tê-lo abandonado era o amor que Darcia sentia tanto por seu pai quanto por Vandalieu.

“Isso é um pouco clichê, mas ser amado é algo realmente bom.”

Com essa felicidade o motivando, Vandalieu continuou a se esforçar. Ele gastou cada segundo de seu tempo acordado praticando magia, fortificando seu corpo por exercitar os braços e pernas e praticando com o uso de sua voz. O resultado disso era que sua habilidade Magia do Atributo da Morte havia evoluído em um nível, tornando-o capaz de conjurar efeitos que Darcia poderia enxergar.

— E pensar que você pode usar magia, mesmo ainda sendo um bebê! Vandalieu, você é um gênio, não é? — ela dissera.

Quão feliz ele tinha ficado ao orgulhar alguém simplesmente por melhorar suas habilidades, ao ser elogiado.

Embora suas outras habilidades não parecessem ser resultado de seus esforços, mas sim de seu crescimento.

Sua Resistência a Efeitos Negativos era uma habilidade que lhe dava resistência contra venenos, doenças e fadiga provinda de falta de sono, fome e inúmeras outras condições prejudiciais e fatais que poderiam lhe ser infligidas através da magia. Isso era algo que ele provavelmente tinha herdado de seu pai vampiro.

Resistência Mágica era uma habilidade capaz de mitigar o dano e os efeitos recebidos de habilidades magias, uma característica racial dos elfos negros. Sua mãe, Darcia, também tinha essa habilidade.

A Visão Noturna era uma característica que ambos os seus pais possuíam, lhe permitindo ver mesmo na noite mais escura e sem estrelas como se fosse dia.

E, finalmente, Sanguessuga era algo auto-explicativo. Seus dentes caninos haviam crescido incomumente rápido se comparado aos seus outros dentes… era uma habilidade que ele adquiriu quando presas nasceram tanto na parte superior quanto na parte inferior de sua boca.

— Então elas apareceram. Mas seria melhor se você não as usasse com frequência, Vandalieu… — Darcia disse quando percebeu.

E enquanto isso, ela cortou a cabeça de um coelho que havia caído em uma de suas armadilhas usando uma faca e então deixou que o sangue escorresse em uma tigela de madeira.

— Aqui, tente beber isto — disse.

“Mãe, você ficou doida?”

Em resposta ao cheiro de ferro vindo da tigela que foi aproximada de seus lábios, Vandalieu olhar para Darcia com os olhos semi-cerrados. Na Terra, sangue era algo por vezes utilizado como ingrediente em molhos; sangue de enguia e de tartaruga também eram destilados no vinho.

“Eu sei disso, mas… Alimentar um bebê com o sangue cru de um animal não é considerado abuso? Eu acho que sim, mas ela não parece que vai mudar de ideia. Bom, acho que eu posso ao menos experimentar.”

Certamente seria nojento. Pensando nisso, Vandalieu estendeu a língua e bebeu um pouco do sangue de coelho. Surpreendentemente não tinha um gosto ruim.

“Hey, eu consigo beber isto. O gosto é parecido com o de ferro, mas não é tão ruim quanto eu pensei que seria… na verdade, é delicioso?”

O sangue não havia sido destilado em vinho, ou temperado com especiarias para mascarar seu cheiro mas, para Vandalieu, o sangue de coelho era tão fácil de beber quanto leite materno.

Ele estava surpreso, mas Darcia explicou enquanto lhe afagava o cabelo.

— Vandalieu, você consegue beber sangue assim como seu papai. Mas isso não quer dizer que você precisa então, mesmo se estiver com fome, beba sangue apenas quando a mamãe não estiver por perto, tudo bem?

“Eu sou um meio-vampiro, afinal. Isso explica o porquê de dampiros serem evitados. Bem, por agora, vou apenas pensar nisso como um aumento na variedade da minha comida de bebê.”

―♦♦♦―

Quando Vandalieu se aproximou dos seis meses de idade, ele adquiriu a capacidade de engatinhar. Naquele dia, Darcia tinha deixado-o em casa para fazer uma longa viagem até a cidade mais próxima.

“Eu estou feliz que minha mãe considerou que minha inteligência, tão incomum para um bebê, fosse algo bom.”

Incluindo o fato de que ele era capaz de usar magia, a única reação de Darcia quanto a anormalidade de Vandalieu era “Que incrível!” e depois disso ela não costumava fazer qualquer outro comentário, ou se mostrar perplexa por conta disso.

— Dampiros são incríveis, afinal.

Por conta das inúmeras vezes que ela dissera algo parecido, era provável que ela pensasse que todas as características incomuns de Vandalieu se devessem ao fato dele ser um dampiro. Ele era grato que sua mãe não tentou investigar mais a fundo.

Afinal, mesmo se ele tentasse explicar, Vandalieu sequer conseguia falar ainda, já que ele só tinha seis meses de idade. Ele estava praticando com sua voz, mas frustrava-o não conseguir nem mesmo formar propriamente sequer uma palavra.

Se não fosse por isso, ele até tentaria explicar sua situação.

“Eu contaria tudo pra ela: sobre Rodcorte, minha vida passada e Amemiya Hiroto.”

Em light novels ou em mangás que Vandalieu havia lido no tempo em que vivia na Terra era comum que os protagonistas, ao reencarnarem em outro mundo, mantivessem esse fato um segredo. Mas ele pensou que deveria quebrar o padrão. Ao menos Darcia precisava saber, tão logo que possível.

Porque ela era sua mãe.

“Se essa fosse uma reencarnação normal, ou uma viagem para outro mundo, eu consideraria manter tudo secreto, também. Mas minha situação é diferente. Logo uma centena de pessoas, vindas do mesmo mundo que eu, irão reencarnar aqui com poderes trapaceiros.”

Amemiya Hiroto e os outros, aqueles que o abandonaram sem nem mesmo procurar por ele em Origin, aqueles que o mataram. Depois de morrerem em Origin eles certamente seriam reencarnados em Lambda.

Vandalieu não sabia quando isso poderia acontecer. Quando ele morreu em Origin, eles pareciam ter mais ou menos vinte anos de idade. Então, a menos que algo acontecesse, eles viveriam por pelo menos outros cinquenta. Ele também não sabia se o tempo em Origin se movia de forma diferente do tempo em Lambda.

Poderiam ter se passado, por exemplo, um ano inteiro em Origin para cada dia transcorrido em Lambda.

Bem, provavelmente nada tão extremo, mas eles certamente reencarnariam em Lambda algum dia. Mesmo Rodcorte não poderia evitar isso.

“O problema é o que Rodcorte vai dizer a eles antes de reencarnarem. Eu gritei que queria matá-los. Então se eles vierem para este mundo antes que eu morra, ele ao menos os alertaria sobre mim”, pensou.

Afinal, o objetivo de Rodcorte é fazer com que eles tomem parte da evolução deste lugar. Seria complicado se eles morressem antes mesmo disso acontecer, então ele com certeza os avisaria da existência de Vandalieu.

Nesse caso, eles o veriam como uma ameaça e seriam cautelosos quanto a ele.

Em suas primeiras vidas eles não eram nada além de japoneses criados em um país pacífico, então faria sentido se eles quisessem conversar a respeito da situação ou se desculpar pelo que aconteceu em Origin, mas Vandalieu não estava certo de que não haveria sequer um deles que o mataria assim que o encontrasse, simplesmente para eliminar uma ameaça. Assim como Vandalieu experienciou coisas inimagináveis em sua segunda — terrível — vida eles também podem ter passado por coisas semelhantes.

Mesmo que eles fossem heróis lá, se eles tivessem de lidar com terroristas ou organizações criminosas por um longo período de tempo era difícil dizer o quão diferentes eles teriam se tornado.

Sim, heróis. Sempre tão azarados.

“Eu os ouvi antes de morrer, mas se eu não estiver enganado eles apenas foram alertados que eu era um morto-vivo e vieram para me matar. Se esse for o caso, eles provavelmente estavam utilizando seus poderes com frequência e talvez até mesmo se tornaram heróis internacionais, ou algo do tipo. Como aqueles heróis das revistas em quadrinho americanas.”

E Vandalieu era um meio-vampiro, um dampiro.

Se eles conservassem as mesmas visões pacifistas, filantrópicas e respeitosas quanto aos direitos humanos que os japoneses tinham, então não haveria problema algum. Mas se eles fossem afetados pela visão anti-Vampiro de Lambda, então eles seriam perigosos.

Enfrentar uma centena de pessoas com poderes inumanos não seria uma tarefa fácil.

E a pessoa que se encontraria no meio de toda essa confusão junto de Vandalieu era Darcia. Seria perigoso e irresponsável esperar que ela enfrentasse essa situação sem saber de nada. Era por isso que Vandalieu pensou que explicar a situação para ela, o mais rápido possível, seria a melhor coisa a se fazer.

“Se minha mãe se distanciar de mim por causa disso, então não há nada que eu possa fazer.”

Mesmo que por apenas meio ano, Darcia foi a primeira figura materna que Vandalieu já teve. Ele nunca fora tão amado antes.

“Bem, se possível eu não quero me separar dela. Por esse motivo, minha vingança… é impossível eu perdoá-los ou me reconciliar com eles agora, mas eu ficaria satisfeitos se eles simplesmente ficassem longe de mim.”

Tudo pelo amor que Vandalieu sentia por sua mãe. E também, parcialmente, porque seus pensamentos haviam se tornado estranhamente nítidos depois de seu renascimento, então ele achava que conseguiria desistir de sua vingança pelo bem de Darcia.

“Depois que eu crescer um pouco mais, eu explicarei tudo pra ela. E então, se eu puder usar todo o meu conhecimento e a magia da morte que eu adquiri em minha vida anterior para viver uma vida tranquila e plena, eu ficarei feliz. E se eu puder manter um olho nesses caras e observá-los usar seus poderes trapaceiros para melhorar este mundo, está tudo bem”, Vandalieu pensou enquanto engatinhava pelo chão para prosseguir com seu treinamento físico. Subitamente, ele se sentiu faminto.

“Eu acho que vou ter de tomar um pouco de sangue.”

Ele tirou o coelho que Darcia havia capturado vivo de dentro de sua gaiola. Mesmo tendo apenas seis meses de idade, ele ainda era um dampiro com força sobre-humana, então era mais simples do que parecia.

Ele usou [Esterilização] e [Inseticida] no corpo do coelho se debatendo para saneá-lo e então o mordeu.

“Sangue é delicioso, mas o leite da mamãe ainda é melhor.”

Saciando sua fome ao impiedosamente sugar o sangue do coelho desesperado, Vandalieu ansiou pelo seio de sua mãe.

Naquele dia, a hora em que Darcia costumava chegar veio e passou, mas ela não retornou.

―♦♦♦―

  • Nome: Vandalieu
  • Raça: Dampiro (Elfo Negro)
  • Idade: 0.5 anos de idade
  • Título: Nenhum
  • Classe: Nenhuma
  • Nível: 0
  • Histórico de classes: Nenhum
  • Atributos:
    • Vitalidade: 18
    • Mana: 100.000.600
    • Força: 27
    • Agilidade: 2
    • Fortitude: 33
    • Inteligência: 25
  • Habilidades passivas:
    • Força sobre-humana: Nível 1
    • Regeneração Rápida: Nível 1
    • Magia do Atributo da Morte: Nível 2 (NOVA)
    • Resistência a Efeitos Negativos: Nível 1 (NOVA)
    • Resistência Mágica: Nível 1 (NOVA)
    • Visão Noturna (NOVA)
  • Habilidades ativas:
    • Sanguessuga: Nível 1 (NOVA)
  • Maldições:
    • Experiência adquirida em vidas passadas não será transferida
    • Não pode aprender nenhuma das Classes já existentes
    • É incapaz de adquirir Pontos de Experiência independentemente

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[1] “Os Dampiros (também conhecidos como Dunpeal ou “Daywalkers”) são seres originários do antigo folclore Balcã, e existentes nos contos do povo cigano. Dependendo do mito, podem ser o fruto de uma relação entre um vampiro e uma mulher humana, ou o filho de um dampiro e um ser humano, tornando-o um terço vampiro. O termo “Dampiro” é um aportuguesamento recente do termo eslavo “dhampir”, que acredita-se ser derivado do albanês vamp, dham, dhem, dhembe – “dentes” e pi, pire, “beber”, assim dhampir significa “aquele que bebe com os dentes”.

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Asu

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