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Com base nas suas próprias experiências passadas, Kazuki decidiu apoiar a escolha do estudante em mudar a vida de Tyrant. Ele imaginou que esta seria a melhor escolha possível, visto que a vida daquela mulher era tão dolorosa.

Desespero e esperança. 

Receio e culpa.

Desapego e infelicidade. 

Até certo ponto, era difícil definir ou explicar a vida da vidente nessas poucas palavras que o estudante pôde descrever. Ainda que Rei tentasse se colocar em seu lugar, nunca conseguiria, apenas ela sabia toda a dor que tivera que aguentar todos esses anos. 

Nesse momento, Tyrant estava com o olhar fixado sobre a figura de Rei, que permanecia em sua frente com um semblante sério no rosto. 

Ele estendeu uma de suas mãos e pegou as suas. Tyrant Lewis estava completamente imóvel.

— Tato Divino. 

Quando a habilidade foi conjurada após o encanto inicial, uma centelha de luz percorreu todo o cômodo. Por conta do excesso de luz que revestiu todos os lugares como uma bomba, todos tiveram que fechar os olhos rapidamente. 

A sensação que tiveram era de como se olhassem diretamente para o sol por apenas alguns segundos, machucando as retinas de seus globos oculares. 

Assim que o estudante abriu lentamente os olhos, ainda sentindo levemente aquela irritação na visão se dissipando lentamente, ele não conseguiu enxergar nada adiante.

Não encontrou Tyrant, mesmo dirigindo o olhar para todos arredores. 

Por um momento, ele sentiu o sangue ferver, temendo que a pior hipótese que poderia imaginar tivesse se realizado. 

“Tyrant? Onde ela está?”

“Talvez a habilidade tenha falhado… mas este não é o ponto aqui. Preciso me preocupar mesmo com a sua condição, onde diabos ela foi parar.”

Antes de tomar qualquer decisão, o estudante de repente sentiu um toque estranho em sua perna direita, quase como se aquele pequeno toque estivesse-o agarrando com força. 

Inclinou-se para baixo apenas para ver as roupas grandes jogadas no chão e uma menina que nunca havia visto antes, imóvel em sua frente. 

Era Tyrant Lewis. 

A presilha de seu cabelo se espalhou ao redor dela, suavizado aqui e ali por seus cachos que haviam sido soltados pelo vento das brisas. A sua pele estava pálida e perfeita. O seu rosto estava em paz. Os seus olhos estavam fechados e as mãos cruzadas sobre o estômago enquanto respirava profundamente. 

O estudante não pode esconder a surpresa em seu olhar, a menina usava as mesmas roupas da Tyrant, mas no lugar da vidente, lá estava ela. 

— Tyrant? — Em primeiro lugar ele perguntou, com um olhar especialmente cético. 

Quando notou que alguém a estava chamando, a menina abriu os olhos lentamente e virou seu rosto para o lado. Ela sentiu que sua altura tinha diminuído juntamente com uma sensação de confusão. 

— O que foi, jovem? — Ela respondeu com a visão na altura da proporção do peito de Rei. 

Todas as vestimentas que antes cabiam em seu corpo sob medida, agora cobriam seus pés e mãos, arrastando-se pelo chão. 

No momento em que ela disse isso, ela percebeu de imediato que sua voz havia de alguma forma mudado. No entanto, ela não conseguiu entender. 

A sua voz interior parecia ter mudado também. 

A vidente colocou as mãos na garganta, mas sentiu que seu corpo estava estranho. 

— Eu… 

— Eu… O quê…  

— O que é isso? 

A sua voz era suave e jovem, muito diferente de como costumava ser antes. Ela ficou em choque com aquela sentença de palavras que saiu de sua boca.

Assim que perguntou, a menina correu até um armário próximo e olhou no espelho redondo que havia sobre ele. No momento seguinte em que fez isso, ela não pôde acreditar nos próprios olhos. 

A imagem que foi refletida era de uma menina pequena, com uma idade em torno de 11 a 12 anos de idade, com um rosto perfeito e sem espinhas ou marcas causadas pelo excesso que o tempo causava. 

Era uma linda e adorável garota, com cabelos loiros cacheados e soltos, com olhos verde-claros que lembravam a folhagem do início da primavera. 

 — Poha! O que está acontecendo, céus??!

Era a primeira vez que Rei ouviu Tyrant xingando, — era como se fosse outra pessoa, até mesmo a expressão calma de seu rosto se transformou em outra. 

Chegava a ser inacreditável para ele que aquela mulher que sempre permaneceu íntegra e nobre, estava bem à sua frente xingando e com uma expressão nervosa em seu semblante. 

Mesmo quando estava acorrentada e sendo levada para a fogueira para ser morta, ela não se alterou da mesma forma como estava agindo por agora. 

Rei ficou perplexo e, sem saber o que tinha dado errado na habilidade, ele caminhou até onde Kazuki estava parado. o homem-fera também estava com a mesma expressão de Tyrant.

“Uau, eu acho que… exagerei.”

Veio o som dos pensamentos de Rei, olhando para Kazuki com um semblante que afirmava com convicção: “Acho que fiz merda, não é?” 

— Como isso foi acontecer? 

Ele murmurou baixinho no ouvido de Kazuki. 

Naquele mesmo momento, Tyrant não conseguiu assimilar a imagem que via no reflexo do espelho. 

“Isso… Isso sou eu?”

Exclamou ela assustada, colocando a mão em seu cabelo rebelde para arrumá-lo. 

A intenção inicial de Rei era deixar Tyrant com uma idade mais nova — por volta de 22 a 24 anos de idade — mas no momento em que lançou a habilidade, ele não pensou em mais nada do que apenas realizá-la. 

Sequer especificou. 

“Bem, o desastre já foi feito… agora não tem mais como voltar atrás.”

Ele colocou a mão no rosto, então disse mentalmente novamente, pensando em uma alternativa: 

“Sistema”

“Tato divino”

[Sinopse] 

Pode rejuvenescer qualquer indivíduo, ser ou objeto para a sua forma anterior. 

[Aviso]

É necessário especificar a idade ao qual deseja atribuir para o ser ou o objeto em questão. Caso não cumpra os fatores iniciais, o sistema irá aplicar uma idade aleatória.

Assim que percebeu que havia um aviso que antes não apareceu, o estudante franziu as sobrancelhas e foi possível ouvir um click de sua língua.

“Por que não apareceu isso antes…? Mas que lixo de sistema, ocultando informações importantes.”

Ele pensou indignado, sem esconder o olhar enfurecido da tela azul à frente. 

Dito isso, uma forte voz começou a ressoar em sua cabeça como reação. 

[Sistema] 

[Caro portador, você não perguntou, logo, não foi revelado a informação]

[Solenemente me despeço] 

— …

Ele ficou envergonhado após ouvir aquelas palavras robóticas que vieram diretamente para a sua mente.

Ele não fazia ideia que o sistema podia ouvir seus pensamentos. 

“Quer dizer que ele sabe o que penso sobre o Kazuki?” 

“Malditinho…”

Continua…  

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