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Ressentido pela atitude precipitada, o homem-fera acabou desculpando-se imediatamente pela maneira como agiu ao descontar a raiva no cavaleiro à frente. 

Demorou alguns segundos, até que por fim, ele encontrou as palavras corretas para responder, mas ainda com o pensamento de incerteza por fazê-lo. 

— Eu… me desculpa pelo que aconteceu. Eu acabei sendo um babaca,

Ele coçou a parte de trás da cabeça, e com uma expressão de relutância, prosseguiu sem admitir que o seu soco tenha sido algo errado. 

— Tsc… Mesmo que tenha ajudado, a culpa ainda é da sua raça pelo que fizeram conosco. Além de nos prenderem, ainda agrediram as crianças e jovens da nossa vila. 

— Assim como minha amiga disse, entendo que você tenha nos ajudado, mas veja… não consigo pensar no que poderia ter acontecido. 

Quando terminou de falar, agachou-se e colocou as suas mãos na cabeça das crianças próximas, com o intuito de acalmá-las, assim como a homem-fera que estava seguindo o mesmo exemplo. 

Um pouco antes de receber o soco, Matsuno já havia notado que o receberia, porém preferiu não desviar. Ele entendeu tudo que estava acontecendo, então a culpa em parte era completamente sua.

“Se isso puder acalmar a raiva deles, um soco não é nada comparado ao que tiveram que passar” 

Ele afirmou em seus pensamentos, conformado com a situação. 

— Está tudo bem, vocês não estão errados, a culpa ainda foi da minha raça pelo que fizeram com vocês. Sinto muito pelo que tiveram que passar, mas nem todos são assim — declarou calmamente Matsuno, sem perder a expressão profissional em seu rosto.

— De todo modo, acredito que eu não tenha supervisionado os indivíduos sob o meu comando apropriadamente. Peço desculpas mais uma vez por isso! Iremos disponibilizar qualquer tipo de assistência e ajuda que precisarem — acrescentou, afastando-se de perto deles.

Dito isso, ele pegou a tocha que estava no chão e caminhou até os cadetes e soldados de sua tropa, que pareciam ainda afetados por todos os hematomas e ferimentos em seus corpos. 

Quando ele se afastou do local, a expressão dos dois homem-fera que ouviram-no, tornou-se indecifrável Eles não sabiam o que pensar, ainda mais por tudo que tiveram que passar. Eles apenas conseguiam consolar as crianças que estavam por perto. 

Eles queriam dizer algo a mais para Matsuno, porém preferiram manter-se em silêncio, para que a situação não virasse um caos por completo.

— Eu ainda não acho que a culpa tenha sido dele, você não deveria ter batido nele no momento em que nos libertou, Astmz. 

— Você não ouviu todos os gritos? Se ele realmente quisesse fazer algo contra nós, não teria matado todos aqueles humanos. Espero que consiga refletir um pouco, você sempre é muito explosivo e se irrita atoa — acrescentou a homem-fera, com raiva da atitude do garoto próximo dela. 

Astmz apenas virou sua cabeça para o lado, sem querer admitir a razão diante do comentário.

— Mas, então… o que você acha? 

— Sobre o quê? 

— Daquele cara. Ele parecia bem forte, tive a sensação que poderia desviar do meu soco, mas por algum motivo não fez isso. 

Antes de respondê-lo, ela pensou sobre isso por um tempo, mas logo soltoi um suspiro desanimado. 

— Acho que não deveríamos pensar sobre isso agora, ainda temos que soltar o restante do nosso povo que nas árvores. 

— Sim… você tem razão. 

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Quando Matsuno retornou, percebeu na hora que alguns dos soldados do acampamento estavam no local. Eles auxiliavam todos os feridos, enquanto os carregavam de volta para o acampamento. 

Todo o caos instaurado gradativamente começou a se estabilizar, enquanto parte da tropa se mobilizava em ajudar e tentar compreender a situação. 

Por um momento, Matsuno se perdeu em pensamentos ao olhar para o céu crepuscular infestado de estrelas, com uma expressão de inquietação estampada no rosto. 

Haviam muitas dúvidas em sua cabeça, como; O por que dos tenentes capturarem os homem-fera? Por que estavam abusando dos soldados e cadetes? O que causou tudo isso? 

“Talvez eu esteja pensando demais, mas acredito que tenha mais alguém por trás disso tudo. Não seria possível tantos tenentes somente se reunirem, deve haver uma cabeça por trás que planejou tudo isso.”

“Afinal, nada teria acontecido se a administração tivesse feito o seu trabalho de forma correta.”

“Ahrk… droga! Parece que a minha boca ainda está doendo, mas não parece ser algo muito grave. Aquele soco realmente doeu.”

Sem terminar de concluir os pensamentos, ele virou de costas e caminhou até a sua barraca. Atravessando a floresta até chegar no acampamento. 

Se antes o lugar estava silencioso e com apenas algumas pessoas de patrulha noturna, agora o lugar inteiro estava agitado e movimentado.

Com soldados andando de um lado para o outro, enquanto enfaixavam as feridas de pessoas com machucados e hematomas abertos e profundos.

Ele então voltou para a sua barraca, que ficava bem ao centro do acampamento, que em comparação às outras, era realmente enorme ao ponto de causar inveja. 

Quando entrou em seu interior, a primeira coisa que fez foi sentar-se em uma cadeira próxima da mesa redonda centralizada na região, onde vários documentos estavam espalhados em sua superfície. 

Não demorou muito para que outra pessoa também adentrasse o local. Em seguida, perguntar prontamente:. 

— Senhor, deseja alguma coisa? — disse o soldado ao se aproximar, com o tom de voz respeitoso e calmo. 

— Sim, Yudi acredito que você já deva saber o que aconteceu. Deve saber mais ou menos sobre a situação. Nossa maior prioridade agora é achar a pessoa que está por trás deste incidente.

Assim que recebeu a resposta, o soldado levantou a cabeça e olhou para Matsuno com uma expressão de surpresa. 

— Senhor, você acredita que mais alguém esteja por trás de tudo que aconteceu? Nunca pensei que os tenentes fossem capazes de fazer algo assim, que ultrajante. 

Matsuno então soltou um pequeno suspiro baixo em decepção, e prosseguiu com a sua explicação. 

— Não tenho certeza, mas tenho uma ideia. Os tenentes não teriam agido de forma tão descarada se não tivessem alguém os acobertando, acredito que tenha sido alguém da própria administração — comentou com a voz séria, fazendo contato visual com o soldado.

— Além disso, depois de hoje, teremos que mudar a nossa tática de guerra. Perdemos quase ⅕ das nossas forças, ainda temos que aniquilar todos os demônios que estão na estrada para a capital — acrescentou. 

Quando terminou de falar, ele pegou um dos documentos que estava na superfície da mesa e o abriu. 

Continua… 

Olá, eu sou o XXX!

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