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De certa maneira, no momento em que o braço de Wat é suprimido facilmente pelo estudante — quase ao ponto do movimento ser considerado tão desleixado quanto o avanço de uma criança pequena, um suspiro profundo sai de sua boca. 

— O que você fez?! — pergunta com raiva, sem conseguir desprender-se da mão de Rei. 

— Eu? Eu não fiz nada. Você deveria culpar a sua falta de força, sequer consegue revidar direito.

Já reconhecendo as intenções por trás das palavras do estudante, o homem não pode reprimir a irritação antes de avançar com força máxima para cima de Rei novamente. 

— Filho da puta! 

Em comparação com a investida anterior, a habilidade de fortificação lançada agora por Wat em sua mão torna-se mais densa, fazendo-a tão resistente quanto uma pedra.

E, ainda que pudesse usar vários tipos de magia ofensiva, ele preferiu usar a habilidade de fortificação naquela ocasião, que é considerada como defensiva e do tipo suporte individual. 

Isto se deve ao fato da afinidade mágica de Wat ser classificada desde sua nascença como defensiva. Criar barreiras, aumentar a resistência mágica e física de um alvo específico e melhorar o seu vigor. 

Graças aos seus suportes à distância, que na maioria das vezes possibilita bloquear magias potentes, aumentar atributos e até a curar pequenos ferimentos, o seu ranking na igreja de Querpyn era de grande relevância. 

No final, o motivo de usar fortificação na mão foi para transformar a alta resistência como uma ataque, para causar algum tipo de dano o suficiente para nocautear o garoto. 

Com a aproximação perfeita para lançar um golpe com a mão direita, ele faz a sua investida. 

Mas, antes que a mão chegasse no rosto de Rei…  

Crack! 

— Ahhhhhhhhh!!! 

A mão de Wat é torcida com o máximo de força possível, ao ponto do seu pulso quebrar e o osso dentro da carne entortar. 

O som de “crack” ecoou por toda a região junto a um grito de desespero e lágrimas escorrendo por todo o rosto. 

— Espero que aguente até o final. 

A voz que corta o choro de Wat carregava um ar frio, acompanhado com um olhar de desprezo — que parece dizer: “isto não é o bastante. Você deveria sofrer mais.”

A indignação e revolta fica estampada no rosto de Wat, que apenas lança um único e rápido olhar para o rosto de Rei, com uma raiva imensurável em seus olhos. 

Ele não consegue reconhecer o estudante à sua frente, a figura de Rei diante de seus olhos mais parece a de um demônio, com uma aura vermelha e assustadora envolta de seu corpo. 

— C-Como… ousa! Como você pode fazer… pouco… caso de mim, me solta agora mesmo! Me solta, me solta, me solta! 

Após ouvi-lo suplicar miseravelmente incontáveis vezes, o estudante solta a mão quebrada de Wat. O homem então cai no chão e começa a apertar com força o pulso, ainda sem entender o forte sentimento de dor que está a sentir. 

Em toda a sua existência, ele nunca tivera sentido tamanha humilhação e sofrimento. 

— Você é mais fraco do que uma criança! Deveria se envergonhar, sem os seus subordinados você não é nada! Apenas um pedaço de merda ambulante. Seu lixo. 

— Só de pensar em quanto sofrimento você causou nesses últimos dias, isso chega a ser nojento. Uma pessoa tão insignificante como você, que mal consegue se defender, agora implorando miseravelmente. 

Embora as palavras de revolta do estudante estivessem sendo tão afiadas como uma lâmina, elas também transparecem uma enorme tristeza. 

Enquanto falava aquelas palavras, a única coisa que Rei pensou no momento era como o ser humano chegava a ser desprezível. 

Uma lástima. 

O ponto ao qual tais indivíduos como Wat conseguiam se submeter aos seus objetivos, ideologias e ganâncias pessoais, optando assim em escolher quaisquer meios para alcançar os resultados finais. 

A mera visão da criatura a sua frente o enche de nojo. Rei sequer considera aquele rapaz diante de seus olhos como um ser humano.

— Pff!! Ha-Ha-Ha. — Em reação aos comentários, Wat começa a rir do motivo pelo qual o garoto teve que intervir em seu caminho. 

— Arrombado — xinga logo em seguida, contorcendo-se de dor no chão, sem ligar para a revolta pessoal do estudante. 

— Tá fazendo isso por justiça? Não fode comigo. Essa merda nunca existiu, o mundo nunca foi um lugar justo. Você acha que estou cometendo algum tipo de injustiça com essas pessoas? Não brinca. 

Mesmo com uma expressão horrível no rosto, Wat não deixa de retrucar o ponto de vista de Rei, ele então continua: 

— Esses aldeões são apenas formigas. Você está insinuando que esmagar formigas me torna moralmente errado? O que está tentando provar? Que poderia me sobrepujar? Que sabe melhor do que ninguém o tipo de ação é certa e errada? Você não sabe de nada! 

“Nesse ritmo, poderei nunca mais me recuperar. Mas de que isso importa?” pensa o homem, sem deixar de encarar o rosto do garoto. 

Após ouvir Wat retrucar o seu comentário, a expressão no rosto do estudante muda para uma onda de frustração e raiva. No final, o que Wat realmente havia dito era; “Ah, então agora é errado matar as pessoas?”

Após respirar fundo e engolir a raiva, o menor logo em seguida encontra forças para comentar novamente: 

— O que eu estava esperando, eu achei que você… Quer saber? Deixa pra lá. 

— Não tem porque continuar com essa briga idiota, não acha? Duvido muito que as palavras realmente irão adiantar em uma situação como essa. 

— Bom, vamos lá — diz o garoto momentos depois de se agachar, pegando a outra mão intacta de Wat. — Com isso, espero que reflita um pouco. Afinal, a violência resolve tudo, não é. 

Crack! 

Mesmo com o encantamento de fortificação, a segunda mão de Wat quebra com tamanha facilidade. 

— Ahhhh! 

— Vamos começar a nossa sessão de tortura. 

Continua… 

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Olá, eu sou o XXX!

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