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É uma questão de lógica.

Durante a missão de defesa do décimo andar, os soldados e a cavalaria, os NPCs aliados, não conseguiam nos ver.

No entanto, esses caras podem nos reconhecer claramente. Ao me aproximar, senti o olhar de um inimigo. Isso significava que não eram NPCs comuns.

Eolka disse, parecendo perplexa: — Bem, eles podem não ser inimigos, sabe?

— Há uma possibilidade para isso também. Não se preocupe. Eu não os matei.

— Acho que já estão meio mortos…

Um murmúrio alto começou.

Sem aviso prévio, uma cena cômica se desenrolou, atraindo uma multidão de curiosos.

Uma testemunha começou a explicar, gesticulando descontroladamente.

— Ah, eu não sei. O soldado desmaiou do nada com uma hemorragia nasal. E o cara ao lado dele bateu a cabeça na parede sozinho. Várias vezes! Fez até barulho!

O homem de cabeça raspada fingiu bater a cabeça na parede enquanto explicava.

Graças aos espectadores, o caminho até a praça ficou um pouco mais tranquilo. Peguei o chifre pendurado no pescoço do soldado e joguei no esgoto.

— Vamos. Estamos ficando sem tempo.

Atravessamos o portão e entramos na praça.

A praça estava tão lotada, que era impossível se movimentar. O barulho de centenas de vozes encheu os arredores. Apurei meus ouvidos para entender as conversas.

— Dizem que se você tocar ele apenas uma vez, você não terá mais desejos.

— Eu não acredito nisso. Provavelmente é apenas bobagem.

— Quem é você para suspeitar de alguém? Você é um cara que passa o dia inteiro bebendo.

— É o quê, seu cotoco de gente? Quer morrer?

— Caí dentro se tiver coragem, velhote. Você está me incomodando há um tempo.

A maioria das conversas não tinha sentido, mas entre elas havia palavras repetidas.

‘Ele.’

Eles se referiam a alguém com um pronome, não com um nome.

Parecia que ‘ele’ era a razão pela qual tantas pessoas se reuniram na praça.

‘É altamente provável que seja a pessoa designada.’

No meio da praça erguia-se um edifício grandioso e esplêndido que lembrava um castelo.

— Esse é o Salão Prateado?

— Sim.

Tinha cerca de vinte metros de altura, paredes de mármore branco e vitrais que brilhavam com cores iridescentes. No telhado abobadado havia estátuas representando as deusas gêmeas. As paredes eram intrincadamente esculpidas com paisagens e desenhos misteriosos.

A atenção das pessoas estava focada no Salão Prateado, particularmente em um ponto dentro dele.

Um terraço que estava a quinze metros de altura.

— Olha, irmãozão. Alguém parece estar saindo.

Jenna apontou para a entrada do terraço.

E de fato, alguém estava saindo. Era um homem velho, vestido com uma túnica branca de sacerdote. Ele olhou para a multidão e depois bateu com o cajado no chão.

【Todos, fiquem quietos!】

Uma voz profunda e autoritária espalhou-se por toda a praça.

A comoção que estava acontecendo parou repentinamente quando as pessoas ficaram em silêncio.

Eolka murmurou: — Está usando magia de amplificação sonora.

【O sucessor do Sol chegou. Não cause perturbação!】

‘Tempo está sendo desperdiçado.’

Não estávamos a passeio.

A contagem regressiva ainda continuava, pouco a pouco.

— Vamos começar a entrar no templo.

— Devemos ir para dentro do templo?

— Sim.

Não estava claro quem precisávamos proteger.

Não havia informação suficiente, mas também não havia tempo para hesitação. Era hora de tomar uma decisão. Se tal evento ocorre em uma missão, era altamente provável que o indivíduo protegido fosse uma figura chave no evento.

‘As decisões precisam ser tomadas rapidamente.’

Voltei meu olhar para a entrada do templo.

Soldados vestidos com armaduras estavam dispostos ao lado da porta com asas esculpidas em relevo. Eles estavam controlando rigorosamente quem poderia entrar. De repente, meus olhos encontraram os de um soldado.

Tirei minha espada da bainha.

Os olhos do soldado se arregalaram de espanto.

‘Eles também podem nos ver.’

Com minha espada estendida, me aproximei da entrada.

Os soldados também agiram. Um homem que parecia ser o líder deu um passo à frente com uma expressão cautelosa.

— O que vocês são?

— Afaste-se. A menos que você queira se machucar.

— O templo está fora dos limites! Vocês são hereges?

— Hereges?

— Isso mesmo. Servimos a deusa…

Derrubei a estátua de gesso de uma deusa ao meu lado.

A cintura da estátua quebrou e se despedaçou.

— É isso que você chama de heresia?

— Você, seu desgraçado maluco! Matem ele!

Acompanhado de efeitos sonoros, uma janela de aviso apareceu.

Aviso!

Soldado Humano Nv.13】x ?

Inimigo Desconhecido Nv.???】x ?

Foi uma mensagem de combate indicando a chegada de inimigos.

— Eu estava certo.

— Aff, você é muito agressivo.

— Vocês também acreditam em algum tipo de culto à deusa ou algo assim?

— Não.

— Eu só acredito em mim mesma e no irmãozão.

Aaron sacou sua lança.

Jenna preparou uma flecha.

— Vamos atravessá-los e entrar no templo. O alvo que estamos protegendo deve estar lá.

Clang!

Os soldados sacaram simultaneamente suas armas. Espadas, lanças e alabardas.

— Exterminem os hereges!

Seguindo as ordens de seu líder, os soldados avançaram.

Coloquei meu escudo na mão esquerda.

— Ataquem.

— Sim!

O soldado na frente balançou a alabarda.

Depois de desviá-lo com meu escudo, enfiei minha espada em sua garganta.

— Ugh!

Enquanto um caía sangrando, o soldado atrás dele enfiou sua lança. Quando virei meu torso, a lança roçou a lateral da minha armadura de couro. Ela se dobrou e a lâmina da minha espada perfurou o aço fino, cortando a carne.

— Gaaah!

— Yaaah!

Outro soldado atacou com uma alabarda na mão. Agachei-me e usei o meu escudo para derrubá-lo. Ele girou no ar e eu embainhei minha espada.

— Não lutem contra eles um por um. Corram para dentro do templo!

Não há necessidade de lutar contra todos eles.

Afastei o soldado que me atacava e comecei a correr, com os outros três seguindo meu exemplo.

Entre as pessoas reunidas na praça, algumas descobriram os corpos.

— Aaah! O que… É-é uma pessoa morta!

Um grito estridente ecoou pela praça.

Entramos nas escadas que levavam ao portão.

O líder balançou a espada e gritou: — Bloqueie-os! Proteja o templo dos hereges!

Zing!

Tung!

Uma flecha perfurou a testa do líder.

Jenna atirou flechas nos soldados que nos seguiam enquanto subia as escadas correndo. Ela apontou para suas pernas e braços. Soldados escondidos ao lado dos pilares de pedra ao lado das escadas revelaram-se.

— Ignorem-os! Não temos tempo.

Aaron enfiou a lança no soldado que guardava a porta.

Bam!

Chutei a porta que dava para o interior do templo.

Assim que confirmei que Eolka também havia entrado, fechei a porta atrás dela.

— Eolka.

— Eu sei!

Eolka rapidamente entoou um feitiço.

Um pedaço de madeira de dentro do templo subiu sozinho e ficou preso entre as maçanetas da porta.

Bam! Bam!

Batidas altas na porta ecoaram do lado de fora.

Um sacerdote de meia-idade que estava lendo um livro no altar arregalou os olhos.

— Quem são vocês? Como chegaram aqui…

Eu rapidamente examinei o interior.

Havia passagens à esquerda e à direita.

Sete soldados armados saíram da passagem à direita e sacaram suas armas.

— Quem se atreve a entrar aqui?!

— Mate-os e siga-me.

— E você, irmãozão?

— Eu vou continuar.

— Vamos segui-lo logo logo.


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