Capítulo 05

Fake Hiro

Não carregou? Ative seu JavaScript
Atualizar

Morgan se apoia na grande árvore, aquela que a sua irmã Rachel disse ser a linha de chegada para a corrida, enquanto recupera o seu fôlego.

— *harf harf* E-eu cheguei aqui, mas não teve nenhum sinal da Rach-nee… S-será que ela achou que eu ia demorar mais para chegar?

— Calma… A não ser que…

Morgan começa a pensar sobre como a Rachel disse que não deixaria que fosse sem se despedir, e não se despediria a não ser que vencesse…

E o mais importante, que isso era um teste de determinação. 

Portanto, poderia ser que apenas por aceitar esse desafio aparentemente impossível, Morgan já teria vencido…

— Então, isso tudo era o jeito dela se despedir…? Ra-Rach-nee… *chuiff* 

Morgan finalmente olha para trás. Sua casa agora é apenas um pequeno ponto ao longe. Mas só de olhar, quantas memorias não vem à mente…

Mas o momento emocional de Morgan não dura muito, já que do topo da árvore gigante…

— Clak clak clak! (Você fez bem em chegar tão longe, Morgan!)

— Hã?

No topo da árvore, se apoiando em apenas uma perna e fazendo uma pose em V com seus braços, estava a Violeta, com o seu cachecol balançando ao vento!

— Que!? Você voou até aqui!?

— Clak clak clak! (Eu não voei, cai com estilo! E não exatamente aqui, mas já sabia o caminho que você ia tomar! Então agora é a minha vez de te dar desafios para que você possa prosseguir! O primeiro desafio é me tirar daqui!)

— Por algum acaso você não teria subido até aí só para parecer maneira, mas agora não consegue descer, né…? Tipo um gato— Não, não tenho como descrever isso além de estupidez… 

— Clak clak clak! (C-claro que não! Você que não quer admitir que está com medo de aceitar o meu desafio! Não tente jogar a culpa da sua incompetência nos outros! Agora vem e me tira daqui para eu te dar um outro desafio!)

— É, então, acho que já vou indo… 

Morgan se move para ir embora.

— Clak clak clak! (Calma, calma! Para onde você está indo!? E o meu desafio!? Você não pode ir antes de me derrotar!! N-não! Calma, tá bom, já entendi! Desculpinha! Agora não me deixa presa aqui!!!)

— Hah…

— Pronto, está de volta ao chão. Agora eu tenho que ir mesmo, apesar de que eu até que ganhei um tempo por vir correndo até aqui…

— Clak clak clak! (E eu vou com você!)

— Tá tá, tanto faz… Mas você avisou os seus pais, né…? 

— Clak clak clak! (…) 

A Violeta flexiona um de seus joelhos e inclina o seu corpo para o lado, enquanto estica um de seus braços e cruza o outro a frente de sua cara, então ela vira a sua cabeça para esconder suas cavidades oculares com o braço que cruzou.

— Clak clak clak! (Morgan, é hora do seu segundo desafio!)

— Boa sorte, Violeta. Tchau…

— Clak clak clak! (Não, calma, eles não vão me deixar sair sozinha!!!) 

Depois que Morgan e Violeta foram até o outro lado da vila para falar com o pai e a mãe da Violeta… Eles que estavam vestindo camisas vermelhas e macacões azuis, com botas leves, enquanto trabalhavam na fazenda, e que ficaram felizes que a Violeta não ia mais ficar trancada no quarto todos os dias depois de ter se formado no ensino médio.

Agora, finalmente, a aventura começa!

Ou deveria ter…

— Fufu… Você fez bem em chegar tão longe, Morgan! Mas agora sou eu que vou te desafiar! Fufu

— Tsubaki-nee?

No meio do caminho, a Tsubaki estava esperando encostada em uma árvore…

Depois que Morgan a derrotou…

— Ah, então você finalmente chegou~? Acho que é a minha vez agora então, cerejinha~~~

Depois de derrotar a Chrome…

— Você não vai passar! Hehe.

— Lily… E você também, Lo!?

— D-desculpa Morgan… Mas a verdade é que eu também não quero que você vá embora!

— Mas tudo bem você estar aqui fora? O sol está no pico…

— Ainda não tenho idade para queimar sob o sol… Apesar de que estou um pouco ton—

— Hã? L-Lo!? O que que foi!? Awawawawa!

— Que— Ela desmaiou??? Calma, vou levar ela para baixo da sombra!!! Cuida dela por um tempo, Lily!

— Mães!?

— Happy!? O que que você está fazendo sozinha aqui!? Cadê todo mundo!? Droga… Deixa eu te levar de volta para casa…

— Pai!? Mas eu já não tinha te vencido!?

— Chrome e Tsubaki-nee… Por algum acaso, a Mu-nee e a mãe azul estão curando todo mundo…?

Naquele mesmo dia, de noite, dentro da casa da família…

— Hahaha~ Tão típico de você, Morgan~! Perdeu a noção do tempo e acabou voltando para casa porque ficou tarde demais para viajar~

Na cozinha, Morgan estava preparando o jantar.

— Você deveria pensar duas vezes antes de viajar amanhã também. Fufu

— Moga não ibola?

— Exato… Morgan vai ficar com a gente afinal de contas…

— Hehehe, Lol você fez muito bem ao fingir que tropeçou e caiu só para que fosse carregada de volta para casa para ser tratada!

— L-Lily, como você pode me empurrar daquele jeito!? A-apesar de que funcionou…

— Fuhaha! Você realmente pensou que tinha derrotado o seu velho, Morgan??? Fuhahaha!

— Mas você realmente me impressionou, Morgan! Quem diria que era possível interromper a conjuração de uma magia com açúcar, tempero e uma concussão na cabeça… Da próxima vez sua mamãe vai ter que te desafiar mais seriamente!

— Ah, Seleninha, desculpa! Acho que isso foi quando o galho em que eu me impulsionei para voar quebrou… 

— Ainda bem que isso daqui nem se comparou com um dia corrido na clínica.

— Hahaha~ Ainda assim, que inocente da sua parte pensar que poderia nos derrotar sem acabar com as healers antes, cerejinha~ Apesar de que até fiquei um pouco assustada quando você colocou a Muzet dentro daquele barril~ Pena que você não encontrou a mãe azul antes de soltarmos ela~~~

A família continua comemorando e fazendo graça, enquanto faziam Morgan preparar o jantar…

Naquela noite, surpreendentemente, a Rachel não comeu nada, e a Happy recebeu uma comidinha a parte…

No dia seguinte, a família toda acabou tendo uma diarreia brava, o que permitiu que Morgan finalmente pudesse sair em viagem de manhã, sem mais ninguém para interromper…

A diarreia continuou por três dias e três noites direto… Mas essa é uma história para outra vez…

— Você realmente vai vir comigo então, Violeta…? É uma pena que você não come, um pouco de água benta provavelmente te derrubaria por uns três dias também…

Naquele dia, a Violeta ficou realmente contente por não conseguir comer… E também aprendeu uma lição quanto a essa matéria desconhecida que é a culinária… Não morda a mão que prepara a sua comida…

Quem sabe o que caramba ela pode fazer com o seu jantar…

— Droga… Agora eu já tenho que fazer refil da seiva de alraune amarela…  

 

 

 

 

 

 

Diário de Monstros, por Morgan Accelheart

 

Esqueletos inferiores

São consideradas como uma dentre as subespécies mais fracas de monstas, não tendo qualquer serventia em batalhas.

No geral, existem dois tipos de mortos-vivos: um tipo é criado quando um ser vivo tem sua vida encerrada, mas não fica morto, com é o caso de zumbis, fantasmas ou liches; e o segundo tipo são aqueles que nascem como mortos-vivos, como esqueletos, ghouls, dullahans ou ceifadores. 

Os esqueletos se reproduzem ao removerem alguns de seus ossos e conectá-los com os ossos de outra pessoa, criando um bebê esqueleto. Os ossos desse bebê irão crescer até ele se tornar um adulto. Além da sua capacidade de crescer, ao se quebrarem, os ossos dos esqueletos também se concertam sozinhos com o passar do tempo, sendo capazes até mesmo de recriarem ossos perdidos.

Apesar de não serem apropriados para batalhas, são apreciados como força de trabalho. Sendo mortos-vivos, eles não se cansam. E, apesar de serem fracos, tem grande resistência contra o sol e outros símbolos sagrados. Não precisam de comida, e não tem necessidades que seriam básicas para um ser vivo. Além disso, seus ossos também são considerados como bons ingredientes mágicos por causa de suas propriedades de armazenamento de mana.

Como são a classe inferior de esqueletos, ao longo de suas mortas-vidas podem evoluir para classes superiores, se conseguirem realizar certas condições.

Possuem uma linguagem única, em que se comunicam sem o uso de tecidos vocais.

Os segredos por trás dos mortos-vivos ainda não foram completamente descobertos, mesmo na modernidade.

Aviso do Autor:

Dracorr Ira Nova

Dracorr Ira Nova

Rolar para o topo