Selecione o tipo de erro abaixo

O orc caiu no meio dos soldados, esmagando alguns deles com sua força bruta. Rachaduras em formato de teia de aranha se espalharam pelo chão e uma nuvem de poeira se levantou, deixando todos em choque.

Os soldados entraram em pânico quando viram Goblletooth desferir socos em seus companheiros. A cada soco que ele dava, a cabeça dos soldados se estilhaçava como uma casca de ovo.

Os mortos-vivos se chocaram com a primeira linha de defesa dos soldados. Alguns deles não tinham armas ou armaduras e foram rapidamente decapitados. Os números dos mortos-vivos foram sendo reduzidos gradativamente, alguns soldados lançavam bolas de fogo que incineravam inúmeros oponentes.

O portador permaneceu assistindo aquele massacre com desinteresse, pois sabia que havia homens da vila ali, mas isso ele deixou para o drake do futuro resolver. Mason virou as costas e saiu. Ele olhou por cima do ombro para o seu senhor que não disse nada.

Ele percorreu uma distância de dez minutos até chegar em casa. As paredes estavam impregnadas de sangue, onde antes havia uma porta de madeira, agora não havia mais.

Exalando um suspiro profundo, ele entrou na casa que tinha sangue coagulado no chão e nos móveis. O interior era envolvido por uma atmosfera macabra e perturbadora. Quantas pessoas viviam nesta casa? Vários pensamentos passaram pela cabeça dele, mas foram rapidamente esquecidos.

Após passar por um quarto que parecia ser de uma criança, ele fez todo o possível para não olhar, mas foi inútil. Ele olhou por cima do ombro e examinou o quarto.

A porta havia desaparecido. As paredes, que antes eram pintadas de azul-claro, agora estavam manchadas de sangue. Havia uma cama pequena feita de madeira, mas era possível perceber que a estrutura era antiga. Com base nisso, ele concluiu que a criança tinha cerca de cinco ou sete anos.

Ao chegar ao último quarto, ele desamarrou a bainha de sua cintura e a colocou esparramada no chão. Em seguida, entrou e se sentou na cama onde estavam os copos de sua filha e esposa.

A casa tinha três cômodos, os dois primeiros ficavam de frente um para o outro, e o último ficava mais para o final do corredor, a casa era bastante confortável para uma família de quatro pessoas morarem.

Onde ele estava tinha uma cama de casal, e uma cômoda feita de madeira ao lado dela, um tapete bem esfarrapado que ficava colado com a cama que servia para limpar os pés, as paredes eram pintadas de azul-claro assim como a casa. O destaque é que tinham molduras com fotos da família presas nas paredes.

Mason se perdeu em seus pensamentos.

*****

Há seis anos, no continente arcádia, eclodiu uma guerra. Mason era o comandante da vigésima quinta infantaria de um dos três grandes impérios. Após três dias de tentativas de conquistar uma cidade inimiga, ele recuou com seus homens, pois a tarefa era impossível. A cidade era muito bem defendida e houve muitas baixas para ambas as partes.

Suas esperanças de conquistar a cidade foram reduzidas a pó.

O motivo da guerra?

O continente era dominado pela família Belmonte. Os três grandes impérios eram governados por três irmãos, que tinham relações tensas entre si. Quando foram descobertas masmorras cheias de riquezas, a ganância da família Belmonte fez com que ela desejasse tomar posse delas.

A guerra se prolongou por dez anos e milhões de pessoas morreram.

Enquanto atacava um vilarejo inimigo, Mason conheceu uma mulher que se tornou sua alma gêmea.

Quando o alto escalão percebeu que ele havia desaparecido, foi oferecida uma recompensa de cem mil denários pela cabeça do traidor. Mas ele já estava longe.

****

Mason segurou a mão de sua esposa com lágrimas nos olhos e murmurou — eu te amo, Maya.

Sempre quando ia visitar os corpos da sua amada filha e esposa ele chorava desconsoladamente, mas na frente do seu senhor sua postura era de um soldado inabalável, sem vacilar nem por um segundo.

Ele num piscar de olhos saiu do quarto, pegou a bainha da espada e a colocou em sua cintura. Os gritos dos soldados estavam ficando cada vez mais surdos.

Mason caminhou pelas ruas enquanto olhava para as manchadas de sangue e murmurou — devido à luxúria, pessoas de bem morreram hoje.

Após cinco minutos, ele chegou ao local onde estava acontecendo o massacre. O portador estava usando seu sobretudo negro e com os braços cruzados. Com passos lentos, Mason ficou ao lado dele.

— Você já voltou? Perguntou o portador da morte, olhando para Mason.

— Sim, tive que fazer uma coisa, respondeu ele com um sorriso irônico no rosto.

****

Enquanto isso, no meio dos soldados, Goblletooth agarrou dois oponentes e começou a girar como um pião. Os impactos violentos estavam fazendo os braços e costelas dos soldados se desfazerem. O orc parou de girar porque estava vendo o mundo girando em torno de si.

— Hahahahah! Ele gargalhou enquanto inúmeras espadas e lanças perfuravam seu corpo. Até que um soldado arremessou uma lança que acertou seu olho.

O pobre soldado exultou de alegria até que o orc voltou seus olhos para ele. O soldado sentiu um arrepio percorrer seu corpo, como se o próprio medo estivesse se infiltrando em seu corpo.

O orc tirou a lança do olho esquerdo, e o soldado lançou-se em fuga. Então Goblletooth atirou, sem se importar com os outros soldados, e disparou a lança com o máximo de força.

A lança perfurou o vento com fúria, matando inúmeros soldados e mortos-vivos no caminho. Goblletooth rugiu com um bramido que estremeceu o chão, ecoando por todo o reino.

Mas a lança deixou o último soldado empalado, olhando para o céu com sangue escorrendo sobre seus lábios.

O orc avançou, furioso, matou soldados e mortos-vivos sem dó nem piedade. Ele estava enfurecido porque não havia acertado seu oponente.

O soldado estava fugindo e gemendo até que Alan parou e ficou firme e determinado para lutar contra o monstro. Ele estava confiante que poderia derrotar ele sozinho.

Porém, Goblletooth agarrou Alan com força pela cintura fina e o despedaçou em dois pedaços, lançando os restos de Alan no soldado.

As duas pernas do soldado foram quebradas e ele estava gritando.

— EU NÃO QUERO MORRER, SOCORRO!

Goblletooth estava dando passos pesados, ainda agitando os braços e destruindo tudo em seu caminho.

O coração do soldado quase pulou pela garganta quando Goblletooth o ergueu acima de sua cabeça.

— Goblletooth, admirar soldado, disse ele, abrindo a boca e mostrando seus dentes afiados. Ele então empurrou a cabeça do soldado para dentro da sua boca e apertou.

Seus dentes inferiores, semelhantes aos de um javali, perfuraram gradualmente o pescoço do seu oponente, fazendo com que o sangue espirrasse em sua boca. Então, ele começou a fechar a boca, e seus dentes superiores afiados rasgaram a carne da nuca do soldado, tirando sua vida instantaneamente.

Com um movimento rápido, o orc de pele cinza jogou o corpo do soldado no chão e tirou sua cabeça da boca, rugindo para mostrar que aquele era seu novo território.

Os soldados cessaram o ataque e soltaram suas armas. Alguns estavam chorando, e outros não tinham emoções.

Até mesmo aqueles que foram os primeiros a perecer nas garras desses monstros irão absolver esses nobres soldados que lutaram heroicamente para defender seu amado reino.

Goblletooth ficou perplexo e desferiu um soco na cabeça de um soldado, fazendo pedaços voarem para todos os lados.

Quando estava prestes a dar outro soco, ele ouviu a voz do portador.

— ESPERE!

O orc respeitou e caminhou, chutando os inúmeros cadáveres. Os mortos-vivos também foram retirados, deixando apenas poucos soldados.

Ele olhou para Mason, respirou fundo e então perguntou — você tem alguma ideia?

— Não sei, mas é como aquele soldado disse, matamos seus amigos e familiares. Ele ficou pensando e então disse — vamos dar uma morte rápida para eles.

— Entendo, ent…, quando estava falando novamente, a voz de Marc ecoou dentro de sua cabeça.

“A família real está morta, coletamos ouro e itens. Começaremos a carregar as carroças agora”.

“Bom trabalho, quando terminar, queime tudo”, ordenou o portador telepaticamente.

Esse plano foi arquitetado por Mason, mas tudo dependia de se o rei realmente iria se defender ou simplesmente abandonar o campo de batalha, deixando todos morrerem.

Marc, Sleek e alguns mortos-vivos estavam no esgoto, esperando o rei sair para tentar barganhar com os invasores.

O rei levaria os ‘mais habilidosos’ guardas reais e deixaria o castelo só com soldados comuns. Em pouco tempo, todos foram massacrados.

Se deixasse alguém da família real sobrevivesse, isso provocaria problemas ainda maiores no futuro. Portanto, era de vital importância eliminar todos.

— Seu plano deu certo, agora a vila tem fundos para melhorar e crescer, disse ele olhando para Mason.

Mason suspirou de alívio e disse — quero sair daqui logo.

O portador acenou com a cabeça e ordenou que os soldados fizessem formação. Eles sabiam que o desfecho estava próximo, um flashback de suas vidas passou diante dos olhos.

Os Mortos-vivos empunharam as espadas dos soldados e se posicionaram atrás deles, esperando a ordem.

— AGORA

O ressoar das lâminas cortando a carne dos soldados simultaneamente ecoou por todos os lados.

O reino de Lasco foi lar de muitas pessoas, agora abandonado a ruínas que em breve vão desmoronar.

Em um futuro não tão distante, o mundo conhecerá o portador da morte e os leais do portador.

Picture of Olá, eu sou Erick. Ks!

Olá, eu sou Erick. Ks!

Comentem e avaliem o capítulo! Se quiser me apoiar de alguma forma, entre em nosso Discord para conversarmos!

Clique aqui para entrar em nosso Discord ➥