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— Jaezia, não sei se você já notou, mas nosso país é subdesenvolvido. O estado em que estamos, Aetheria, perde um pedaço de terra para os estados vizinhos a cada ano.

— Aetheria está localizada no centro do país e é um estado pobre. Os vizinhos estão invadindo devido às árvores em abundância e das planícies férteis.

— No norte está Elysium, um estado diferente de Aetheria. Elysium tem a maior guilda de aventureiros de todos os estados.

— E também tem três torres de essências; por isso, tem tanta polaridade.

— No oeste está Valhalla, outra potência com várias cidades pertencentes a clãs das guildas de aventureiros.

— Mas, lá só há uma torre de essência.

— Ao sul está Xanadu, um estado bárbaro. Não é um lugar só deles, pois a realeza é de linhagem bárbara.

— Também com várias cidades espelhos por todos os lados, e com cinco torres de essências.

— Celestium é o gigante entre todos, e fica no leste. Com várias cidades espalhadas por todos os lados, e com vinte torres de essências.

— Lá está localizada a maior arena de combate até a morte de todos. É a oportunidade perfeita para se ganhar fama e muito dinheiro, caso sobreviva.

Ouvindo falar sobre as tais torres de essências, o portador ficou um pouco perplexo.

Porque nunca ouviu falar sobre isso.

Enquanto isso, Fergus segurou a espada com uma das mãos e perfurou a palma da outra mão, fazendo o sangue jorrar.

O cálice estava na mão de uma das duas ajudantes e quando viu o sangue cair no chão, rapidamente captou o cálice embaixo.

Lentamente o cálice foi preenchendo com o sangue do líder.

O primeiro jovem ardentemente desejava consumir um pouco daquele sangue para assim completar a cerimônia.

A curiosidade de Isabella foi despertada ao assistir aquilo. Não porque ela gostava de sangue, mas sim porque isso fazia parte das coisas que ela jamais iria assistir em toda sua vida.

— O que seria essas Torres de essências? Perguntou o portador curioso, mas, continuou a assistir toda a cerimônia.

Íbis olhou para ele não se importando muito com a cerimônia, pois isso era algo que ele já fazia desde criança.

— Torres de essências são lugares escondidos, deixados por reis, imperadores ou qualquer um que tivesse força ou dinheiro na antiga era.

— Esses lugares são difíceis de achar, e quando se acha, é preciso matar os guardiões que ficam lá. Os números podem variar de dez a trezentos.

— Por isso, é recomendado que vinte a cinquenta pessoas entrem e tentem completar a tarefa em equipe.

O portador estava seriamente achando que esse velho estava ficando louco devido à idade.

Por que não encontrou uma torre de essência em nenhum lugar do mundo até o momento?

“Esse velho tá com um parafuso a menos”

Mas, não querendo ofender, ele jogou junto e perguntou.

— Quantas pessoas já concluíram esses lugares?.

A resposta do velho insano o deixou ainda mais convencido que Íbis era realmente doido.

— Até agora, nenhuma das torres foi concluída, por motivos óbvios.

— Quando alguém morre lá dentro, as torres consomem o corpo, fortalecendo suas estruturas e melhorando os guardiões.

— Entendo, obrigado por me explicar. Disse o portador de dar um fim nesse absurdo.

Íbis acenou com a cabeça e voltou a atenção para a cerimônia.

Após o cálice quase transbordar com o sangue, Fergus transformou seu braço inteiro.

As unhas de Fergus se transformaram em garras longas e afiadas, como lâminas de vidro. A pelagem grossa e negra tomou conta de seu braço, cobrindo-o até o cotovelo, a transformação durou por menos de seis segundos.

Quando o braço dele voltou ao normal, não havia nenhum sinal de furo ou qualquer outra alteração.

Isabella, que continuava no colo do seu irmão, olhou para ele repetidamente para ver se não era um sonho.

Após perceber que não era um sonho, seus olhos se iluminaram, mas o portador não se impressionou muito e continuou assistindo.

“Se ela não demonstrasse nenhuma reação, eu ficaria muito triste.” pensou o portador.

A espada e o tecido não seriam úteis naquela ocasião e então foi conduzida para dentro pela sua ajudante.

A espada será lavada e guardada em um local seguro até a próxima cerimônia.

Fergus foi para o segundo jovem e mandou que ele dissesse a mesma frase que o primeiro.

Então todos que estavam ali disseram a mesma frase, sem cometer nenhum erro.

A mulher moveu o cálice para perto da boca do primeiro jovem, com um gesto firme, exigindo que ele bebesse um pouco.

Ele engoliu em seco com o objetivo de aquietar seu peito, que batia forte e descontroladamente.

E sem vacilar, ele devagar encostou a boca na borda do cálice e a mulher empurrou para trás com delicadeza.

Após tomar um gole, sua visão não se alterou. Apenas seus lábios ficaram coloridos de vermelho, como se tivessem sido pintados de batom.

Os momentos foram passando e todos os vinte haviam bebido uma quantidade de sangue.

A taça que antes estava quase transbordando agora estava completamente vazia, sem um pingo de sangue.

Drake desconfiou, mas percebeu que todos aparentavam estar bem, sem demonstrar nenhuma reação de surpresa ou qualquer outra reação.

Ele olhou para Íbis, mas não fez nenhuma pergunta.

“Bem, ninguém está achando isso estranho, talvez seja apenas uma parte da cerimô…”, mas seus pensamentos foram interrompidos por todos da tribo murmurarem.

Mas, dessa vez era de diferente do anterior. O ritmo estava mais acelerado.

Com o passar dos minutos os sussurros se transformaram em gritos em uníssono, e com eles uivos de lobos também substituíram o lugar.

O portador colocou Isabella no chão e tapou as orelhas com as mãos, pois era insuportável.

Fergus recuou e ergueu a mão esquerda, fechando-a.

De repente, todos da tribo ficaram em silêncio. Só era possível ouvir os sons dos animais estranhos ao redor da tribo.

O portador manteve as mãos nos ouvidos de Isabella, ele pensava que poderia acontecer algo mais, além disso.

— Para acordar a linhagem adormecida, é necessário o sangue do atual líder da tribo. Pode parecer nojento, mas é necessário para atingir o potencial máximo.

Íbis terminou sua explicação, mas não disse tudo.

Se a linhagem não fosse despertada, o monstro interior acordaria por conta própria e assumiria sua forma definitiva, sem mais possibilidade de voltar à forma humana.

Isso aconteceu com uma mulher que fugiu da tribo porque não queria ser igual a eles.

Esse foi o único registro deixado, sem nenhuma informação sobre o que aconteceu com a mulher.

Provavelmente, seu monstro interior retornou à tribo e lá encontrou seu fim, ou morreu misericordiosamente em algum lugar.

Se ao menos ela deixasse de acreditar em seu Deus…

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