Godking – Capítulo 01

Godking: Ascending A Heavens

— Volume 01: Van —

Capítulo 01 — Van da Vila da Montanha

Tradutor: Asu | Editor: Asu

O país do Rio da Nuvem era uma nação muito pequena nas Terras Orientais. Ao contrário de seu glorioso vizinho, o vasto país do Grande Céu Oriental, Rio da Nuvem tinha pouco a se gabar. Só poderia ser dito ser puro e intocado, com belos cenários naturais que faziam as almas tremerem.

Também se poderia dizer que é um pequeno país atrasado, sem esperanças de produzir algo bom ou grande.

Esta história começa na vila de uma nação ainda mais atrasada.

Um menino de aproximadamente treze anos de idade podia ser visto correndo como se sua vida dependesse disso. Com uma altura mediana e um corpo magro, Van não era nada para se olhar. Vários metros à sua frente, vários meninos cercavam uma menina pequena com cabelos dourados. À sua frente estava um menino de olhos cinzentos e uma expressão de desprezo. Era Ryan, o precioso filho do Caçador Chefe.

A expressão de Van era feia; sobrancelhas escuras franzidas e dentes cerrados. Ele liberou a aura de um animal selvagem, sedento de sangue, enquanto corria na direção deles.

“Afaste-se da minha irmã, seu merda!” Ele gritou.

Cego de raiva, Van saltou para Ryan e o empurrou para o chão. Ele conseguiu dar algumas boas pancadas no Ryan antes que alguém o chutasse.

As mesas viraram.

Os seguidores de Ryan seguraram seus ombros enquanto Van lutava na terra.

Com uma expressão sombria, Ryan sentou-se nas costas de Van. Ele estava pronto para dar um golpe vicioso.

“Pare!” Finn, sua irmãzinha, chorou. Ela correu para a frente, tropeçando e tentou proteger seu irmão mais velho.

O punho de Ryan se mexeu tarde demais.

Finn voou para a terra, como uma boneca amassada.

Ryan se virou e acertou Van no rosto. Seus olhos cinzentos estavam me acusando.

Com dentes doloridos e uma boca cheia de sangue, Van tentou retaliar. Ele se torceu violentamente, tentando afrouxar o aperto de seu agressor, seu rosto e peito ardendo de dor.

Os valentões ao redor dele zombaram. Eles o chutaram, mas foram suas palavras que mais doeram.

“Órfão sujo!”

“Seus pais te abandonaram aqui porque eles não te queriam!”

“Lixo humano, assim como o filho deles!”

“Vai se foder! Não fale nada sobre os meus pais!” Van gritou e balançou violentamente para seus atacantes. Chutes caíam em seus lados e o gosto ferroso do sangue borbulhava no fundo de sua garganta.

Finn se levantou de novo, com o cabelo loiro e fino em volta do rosto e a maçã das bochechas vermelhas.

Essa menina angelical gritou como um demônio e pulou na briga, jogando um menino no chão. Os garotos ao redor dela se dispersaram, confusos e um pouco aterrorizados.

Van sorriu e redobrou seus esforços. De alguma forma, um punho escapou do aperto suado de alguém e ele atingiu um valentão na bochecha. Duro.

O menino gritou como uma Banshee, que, além dos gritos horripilantes e profanos de Finn, finalmente chamaram a atenção do resto dos moradores.

Van podia ser o alvo da apatia da maioria dos moradores, mas sua irmã mais nova, Finn, era uma garota alegre e brilhante que ninguém detestava. Na maioria dos dias, ela passava o tempo com as tias da vila, que trançava os cabelos e tirava lanches e guloseimas quando pensavam que ninguém estava olhando. A esposa do chefe da aldeia, Sherpa, que não tinha filhos, gostaria de adatoa-la se pudesse, mas ela não gostava nem um pouco do irmão mais velho de Finn, Van, que corria como uma criança selvagem e sempre respondia aos anciãos com um olhar sombrio nos olhos. Seu temperamento era teimoso demais, e sua idade, quase treze anos, era velha demais para ser reeducado sob suas asas. Pensar em uma maneira de separar a pequena Finn de seu irmão mais velho estava lhe dando uma enorme dor de cabeça e a fez se virar e contorcer à noite. Finalmente, seu marido o chefe da vila, Leif, colocou o pé no chão – Finn era inseparável de seu irmão, e ele não iria tolerar aquele pirralho debaixo de seu teto. Era isso, e Sherpa não tinha escolha a não ser engolir a solidão e suportar a casa vazia.

Felizmente, Sherpa e as outras mulheres estavam perto, colhendo amoras ao longo do canal que corria ao lado da vila. Ouvindo os gritos de gelar o sangue, eles largaram suas cestas, com os corações em suas gargantas.

Os bandidos estavam atacando? Apareceu um assassino?

Elas se entreolharam horrorizadas.

Sherpa chegou primeiro na cena.

Ela observou a desordem e a forma suja e ensanguentada da pequena Finn enquanto lutava com um garoto quase duas vezes maior do que ela.

Ela não podia acreditar em seus olhos.

Mas alguns momentos eram tudo o que ela precisava para entender toda a situação. Mesmo quando as outras mulheres chegaram com seus maridos para bater nos chamados ‘bandidos’, Sherpa arrastou Van e Ryan para longe pela orelha.

Van lutou inutilmente em seu aperto forte. Ryan, também insatisfeito, deu-lhe um pontapé na canela.

Van cerrou os dentes e olhou para o seu inimigo.

Logo o marido de Sherpa, Leif, apareceu. Ele era um homem de meia-idade, de aparência um tanto feroz, com uma cicatriz lívida que ia do bíceps ao pulso. Uma lembrança de uma luta com um urso, dizia a lenda.

“Qual o significado disso?” Leif questionou, percebendo o estado de Van e a expressão beligerante de Ryan, já captando 80% da situação. Infelizmente, ele era muito tendencioso para tomar uma decisão justa. Em primeiro lugar, o pai de Ryan, Blade, era seu melhor amigo, e em segundo lugar, ele não gostava de Van.

Ryan levantou-se e apontou acusadoramente: “Foi ele! Ele me atacou primeiro!”

A expressão de Leif era ilegível. Ele olhou na direção de Van.

“Cale a boca! Você estava machucando Finn!” Van gritou, com raiva em uma altura incontrolável.

“Alguém viu isso? Huh?” Ryan provocou.

Tremendo, Van puxou Finn protetoramente para seu peito e apontou para seus ferimentos, “Como você explica isso então?”

Os moradores riram e arrulharam, sentindo simpatia ao ver os arranhões que marcavam a delicada pele de porcelana. O rosto de Finn, tentando-não-chorar, era adorável e fez com que não apenas alguns moradores olhassem com desaprovação para Ryan e sua gangue.

Ryan endureceu o queixo. “Ela caiu. Não tem nada a ver comigo.”

Leif interveio: “Não está certo caluniar sem fundamento as pessoas assim, Van. Você está acusando-o de um ato sério sem nenhuma evidência”.

Van mal conseguiu segurar seu temperamento.

Os moradores o desdenhavam, ele sabia, sem dúvida, quanto ao motivo, ele não fazia ideia. A falta de justiça o frustrou.

Finn ficou vermelho e soltou um grito alto, enterrando a cabeça em seu peito sujo.

“Vv-VaaAAN”, ela lamentou tristemente, mãos gorduchas batendo em seus lados machucados, “Euu estava tão assustada…”

Van estremeceu, os punhos de sua irmãzinha seguraram com muito mais força do que pareciam. Ele olhou ao redor da praça da vila e notou que o rosto cheio de lágrimas da Finn estava ganhando muita simpatia. Vendo seu estado desgrenhado, até Leif suspirou e retraiu um pouco de sua ferocidade.

Depois de um tempo, os anciãos da vila chegaram a um consenso.

Ryan e seus companheiros foram obrigados a procurar na floresta por uma semana por “causar um distúrbio na vila”.

O que eles tinham que fazer era simples e fácil, e não havia consequências para o fracasso.

Van, por outro lado, foi acusado de “atacar outro morador sem motivo aparente”. Ele deveria coletar ervas da montanha – aquela cheia de bestas ferozes que poderiam rasgá-lo com uma mordida.

Se ele falhasse, ele e sua irmã seriam expulsos da vila. Eles não precisavam alimentar extras inúteis.

Van balançou a cabeça, queimando de desgosto.

Ser despejado da vila não era nada para ele, ele ficaria feliz em sair sozinho. No entanto, sua irmãzinha foi tratada muito bem aqui e, nas cidades maiores, as meninas correm mais perigo.

Felizmente para ele, Van passava a maior parte do tempo na encosta da montanha, forrageando e caçando.

A multidão se dispersou, deixando Van e sua irmãzinha sozinho na praça da vila.

Blade, alto e largo como uma montanha, com uma lança afiada amarrada às costas, arrastou o filho que protestava para longe, ignorando os olhares negros e a luta fútil de Ryan ao seu alcance.

Van suspirou e deu um tapinha no cabelo dourado e macio de Finn.

“Desculpe por não ter vindo te proteger mais cedo,” ele disse com pesar, os lábios manchados com seu próprio sangue.

Finn balançou a cabeça violentamente de um lado para o outro.

“Não, me desculpe”, ele ouviu a voz abafada de seu peito.

Ela espiou para cima, os olhos inocentes e cintilando com a adoração de seu melhor irmão mais forte.

Van viu a adoração por um herói em seus olhos. Ele poderia se decepcionar, mas ele nunca poderia decepcionar Finn!

“Grande irmão vai ficar bem, na grande montanha, certo?” Ela perguntou baixinho, inclinando a cabeça para o lado. Seus braços finos se agarravam a ele com tanta força quanto um polvo.

“Você sabe que eu vou”, Van respondeu, com certeza pelo menos, “O que você quer que eu traga de volta?”

Ao ouvir isso, Finn imediatamente se animou.

“Escama bonita, escama bonita!” Ela implorou, olhos grandes e brilhantes de excitação: “Faça um colar!”

Van imediatamente teve uma dor de cabeça, não sabendo se deveria dizer à sua irmãzinha que as Carpas Arco-Íris eram as criaturas mais ardilosas a serem capturadas em toda a encosta da montanha.Da última vez, ele conseguiu tirar duas escamas brilhantes das costas de uma carpa e não viu nem o couro nem o pelo de outra durante meses.

Ele olhou para o olhar esperançoso em seus olhos e não disse não. Ela merecia todas as coisas legais que ele poderia conseguir.

Na manhã seguinte, Van levantou junto com o sol. De algum velho pano de cânhamo, ele criou uma túnica para si e para Finn.

Eles eram mais ou menos moldados, mas usáveis.

Logo depois, ele saiu da tenda.

Na praça da vila, um caçador passou os requisitos de forrageamento do Ancião para Van, com lembretes estritos de que ele precisava entregar tudo na lista até o final da semana.

Pelo menos os itens de forragem não eram raros ou difíceis de colher.

A única dificuldade era o número absoluto necessário. Ele poderia precisar ir um pouco mais fundo do que costumava ir, já que as áreas que ele normalmente percorria não teriam quantidades tão elevadas de Grama de Ferro ou Cogumelo Chapéu-de-Lua.

O caçador que dera a Van seus requisitos o observou sair com um brilho nos olhos.

Logo depois que ele saiu, Blade apareceu, sua grande estrutura bloqueando a luz do sol. Ele observou a figura magra de Van deixar a vila. Eventualmente, ele falou:

“Você fez como eu instruí, caçador?”

“Sim senhor.”

Hmph,” disse Blade, um olhar zombeteiro em seus olhos.

“Ele não vai sobreviver uma semana. Nós nos certificamos disso!”

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