Godking – Prólogo

Godking: Ascending A Heavens

— Volume 00: Volume Auxiliar —

Prólogo

Tradutor: Asu | Editor: Asu

O Ano do Selamento, Era do Sol Ascendente

Um relâmpago escarlate bateu na plataforma celestial.

Foi uma vez um magnífico testamento para a glória e poder dos imortais. Agora estava desamparado. Corrompido.

Iluminado por essa luz maléfica havia um trono, sobre o qual uma figura curvada podia ser vagamente vista.

Abaixo do trono, um homem aparentando ter cerca de trinta anos se ajoelhou, a cabeça curvada. Seus longos cabelos ruivos se derramavam no chão, formando uma mancha escarlate em contraste com o branco imaculado da plataforma.

Ele estava preso por correntes grossas.

Sangue, como lágrimas, escorria de suas feridas.

A figura no trono riu lenta e deliberadamente: “Então, este é o fim do Sol Ascendente…!”

“Tal tragédia … uma comédia como essa! Você pensou que poderia mudar esse mundo sozinho?”

“Os reinos vão te amaldiçoar!”

“Seus descendentes vão cuspir em seu nome!”

“Seu mundo vai te apagar! Seus bilhões de anos de cultivo, refinados por mim! Seu corpo imortal, transformado em uma arma!”

“Essa é a consequência!”

Ao redor deles, dragões de inundação poderosos se contorciam em agonia. Suas lutas formaram trovões estrondosos que reverberaram através do reino abaixo.

A figura no trono levantou uma mão enrugada. Uma torrente de energia escura viciosa correu para a figura ajoelhada.

Na plataforma, o homem ajoelhado estava calmo diante da morte.

Seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso zombeteiro.

Eu ganhei.

Seus olhos carmesim brilharam.

Em seu dedo havia um anel preto e cristalino.

Ano 182.546, Idade dos Caídos

Aplausos estrondosos e gritos ensurdecedores dividiam o ar da Grande Capital.

Um jovem de menos de vinte anos de idade ficou vitorioso no topo da Plataforma Azure Battling, com o peito arfando e os músculos brilhando de suor. Suas feições eram afiadas e seus olhos escuros brilhavam. Seu cabelo vermelho estava amarrado nas costas.

Em seu dedo havia um anel preto e cristalino.

O jovem sorriu, como um tubarão, e empurrou a medalha para o ar.

A multidão foi à loucura.

No palco, a bateria deu um ritmo furioso. Um som tão alto que poderia ser ouvido em toda a Grande Capital.

Van olhou para baixo. Multidões de pessoas estavam espremidas no espaço abaixo. Eles gritavam seu nome, vozes roucas e olhos brilhando fervorosamente.

De repente, ele riu. Para os espectadores, eles simplesmente sentiam que era uma risada vigorosa e animada de prazer. Apenas Van sabia que era uma risada irônica, zombando dos céus.

Quão inconstante é o destino…!

Ele pensou em sua vida mundana como um órfão na Vila da Montanha, um lugar que parecia estar à reinos de distância.

Como ele chegou nesse ponto?

Bem, tudo começou quando ele tinha treze anos…

Rolar para o topo