Capítulo 01 – O Fim

A História do Demônio

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O Fim


“Foda-se. Por que eles simplesmente não me deixam em paz.”

Sol estava sangrando da testa para baixo. Havia queimaduras de terceiro grau em seus ombros e pernas – o único meio de aliviar a dor foi força seus pensamentos para outras coisas.

Doeu. Bastante. Como se ele estivesse sendo queimado de novo. No entanto, ele não ousou gritar nem emitir nenhum som. Pois se o fizesse, ele sabia que estaria torrado. Literalmente.

“Saia daí, seu bastardo impotente! Eu preciso colocar minha pontuação nessas tabelas!” Blaze disse, queimando tudo à vista usando seus feitiços de fogo.

“Sobre o meu cadáver.” Sol pensou consigo mesmo. Um comentário que pareceu se tornar verdadeiro em breve.

Ao redor da área onde Blaze pisou, havia outros Titãs mortos. Todos eles sendo mortos pela mesma pessoa que estava procurando por Sol. Eles tinham diferentes poderes e habilidades, com cada um sendo refinado e treinado para o Abate, mas, por causa de um evento inesperado, eles não puderam ser páreos para Blaze.

“E pensar que a chama dele aumentaria bem no meio da minha armadilha. Droga, isso nem fazia parte das variáveis.” Sol estava escondido em um porão que muitos dos Titãs não conheciam. Eles não precisavam conhecer o terreno porque não havia benefício nisso.

Titãs de outros Domínios estavam orgulhosos de seus poderes e habilidades. Eles sempre desejariam que eles brilhassem na Seleção e mostrassem aos Domínios todos os frutos de seu trabalho árduo sem fim. Eles lutariam de frente e usariam várias táticas. Mas nada disso incluía se esconder.

Mas Sol sabia melhor. Se ele queria sobreviver ao Abate, ele precisava saber como o terreno funcionava. Ele precisava de todos os esconderijos em que pudesse colocar as mãos.

“Eu não passei toda a minha infância memorizando os malditos mapas só para levar uma surra tão cedo.” Ele avançou, ouvindo os passos se aproximando.

“No momento em que eu encontrar sua assinatura de calor, você está morto. Está me ouvindo? MORTO!” As chamas negras de Blaze assolaram a área. Quase se podia ouvir almas uivando através delas e provavelmente estavam. Afinal, essas eram as mesmas chamas que exterminaram os Titãs ao redor em um instante.

“Você ousa zombar de mim? Você ousa me colocar no meio dessa armadilha idiota! Você acha que eu sou idiota?”

“Esse idiota de colher de prata continua latindo. Um cara moribundo não pode ter um pouco de paz e sossego por aqui?” Sol pensou consigo mesmo enquanto regulava sua própria respiração, ao qual ficava cada vez mais fraca.

As paredes ao redor dele estavam tremendo. O ar também estava se esgotando, já que seu aparelho de respiração também foi queimado por Blaze anteriormente. No momento em que ele sair do porão, ele certamente será encontrado. Mas quanto mais ele ficava lá, ele também tinha uma maior chance de sufocar até a morte.

“Oh Deus, eu realmente vou morrer, não vou?” Sol comentou; espremendo um líquido violeta desagradável de um pano úmido. Ele tinha outros planos para isso, mas, com a situação em que se encontrava, não havia outra escolha a não ser usá-lo.

“EU DISSE SAIA!” Blaze, permanecendo fiel ao seu nome, lançou outra explosão de chamas negras; na esperança de extinguir seu inimigo.

Mas não adiantou, Sol tinha tudo planejado e sua localização estava muito abaixo da altura da mistura. Impedindo que a fumaça o alcançasse. Ainda assim, havia apenas uma única opção para ele tomar.

“Eu nunca pensei que odiaria minha vida mais do que agora.” Sol sacou sua adaga, uma arma que nunca foi usada para matar. Exceto naquele momento.

Ele mergulhou a ponta da arma no líquido extraído. Sentindo-se um pouco nervoso enquanto passava por todo o processo. E, com um último suspiro de coragem, Sol comentou:

“Bem, acho que é hora de morrer.”

Ele esfaqueou o braço com a adaga – abafando seu próprio grito mordendo outro pano. Suas veias absorveram imediatamente o líquido e a reação veio em uma fração de segundo. Com uma dor avassaladora que sacudiu todo seu corpo.

O menino se contorceu e bateu com a cabeça na parede. Sol podia sentir suas veias latejarem ao ver toda a sua vida passando diante de seus olhos. Era como se seu cérebro estivesse em um modo automático, pensando apenas nas coisas que queria e, ignorando o perigo que era Blaze.

O mundo escureceu lentamente e todas as palavras gritadas por Blaze simplesmente se transformaram em gritos abafados naquele ponto. Mesmo naquele momento final, com toda a dor que estava sentindo, Sol ainda foi capaz de sorrir.

“Você não vai ganhar pontos de mim.” Foram as últimas palavras que saíram de sua boca quando tudo se transformou em escuridão.

 

Nota do Tradutor:

Ruby

A Escrava do Caos

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