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Mansão. Hora local: 10:26

Ton estava sozinho em sua loja. Trovão Negro treinava com os outros mestres, que já voltavam de seus deveres.

Numa tela o lojista via o treino dos mestres, sempre atento. Em outra ele observava a missão de sua equipe. Ton pesquisava sobre as armadilhas e criaturas naquele navio. As informações não estavam batendo com seus dados. O Beta II não devia ser usado para missões do jogo, somente em casos mais avançados, e sua equipe não se enquadrava. Ton sabia que os figurões do jogo estavam tentando lhe dar uma “lição”, afinal ele socou um Alfa, e seria malvisto, independente de quem o lojista fosse.

— Azenk é um covarde, baixo e fraco — o lojista levanta e caminha pela loja — não tem poder para atacar a mim diretamente e vai ficar nesse joguinho… Trovão Negro destruiria aquela torre se eu mostrasse que seu protegido seria intencionalmente “morto”. Hakiryo e Mago fariam o mesmo, mas com leves dificuldades…

— Sim, e depois… entrar em guerra contra o jogo?

— Não seria de todo mal…

— TON

— Eu sei — o lojista volta a ver a missão, seus protegidos, Alendor e uma das garotas de vermelho destruíam um Grande Zumbi — Talvez com ajuda de Alendor e dessas meninas… todos consigam enfrentar a imperatriz…

Taurin concorda, dizendo para ter fé nos meninos.

— Nesse momento, é só isso que faço.

O lojista observa a vitória dos jogadores no primeiro desafio do Beta II, ficando 2% mais tranquilo. Ia continuar acompanhado e torcendo. E bolando um modo de frear Azenk.

Frente ao contêiner especial. Hora local 18:02

A holograma voltava a aparecer diante dos jogadores, parecia bem feliz e agitada.

— A próxima brincadeira será um embate entre os melhores matadores do último jogo — ela flutua entre eles, os medindo e checando algo — pois bem, Alendor de um paço a frente.

O jogador preto se move, ficando mais próximo da Holograma. Essa flutua e para ao lado de Layru.

— Os jogadores de preto foram o que melhor performaram, matando mais de 272 cada — um logo minuto se passa sem ninguém fazer nada — seguidos pelo azul, empatado com o cinza, depois vermelho e na lanterna o verde.

Os jogadores não achavam relevantes aquelas informações, mas não tinha escolha a não ser escutar e esperar as próximas ordens.

— Quero uma luta entre os melhores — a holograma gargalhava, num nível que começa a irritar a todos — sem armas, só o corpo e a inteligência. Não precisa matar, é só fazer o outro desistir, porém, podem matar — ela pisca para os jogadores de preto — sigam as setas para encontra o seu Ring, espero por todos.

Ela some tão rápido quanto apareceu, deixando todos intrigados com aquilo.

Kinn tenta falar algo, mesmo sabendo que não ia adiantar. Layru afaga os cabelos de Kinn, mostrando um sorriso sincero e nervoso. Juntas elas partem para o Ring.

Alf ficava incomodado com aquele “desafio”.

— Como isso ajuda em algo? — Al questiona, perplexo com aquilo — não faz sentido.

— Ela é sádica, pouca sombra — Will conferia o compartimento de munição da escopeta, tirando e guardando seis projeteis — só quer ver nois se ferrar e rir disso…

— E isso se torna mais bizarro — Doug olha o mar, segurando firme numa barra — se pensarmos que é uma I.A… não devia sentir prazer… mas aquela porra sente prazer em desgraça.

Alendor se junta ao trio. Will tentava não pensar em quem aquele jogador parecia. Doug evitava olhar. Alf era o único olhando para o jogador de preto.

— Seus amigos estão certos pequeno jogador — Alendor chama o grupo e todos seguem as setas juntos — o jogo é cheio de loucos e monstros… com o tempo, espero que se acostume… para o seu bem. Então, quantas missões já fizeram, além é claro daquela que levou a explodir uma cidade.

O trio se olha, para, coça a cabeça. Alendor não achava que tinha feito ou falado algo errado, e já ia se desculpar.

— Duas — Will responde pelo grupo — contando com essa… nossa segunda missão é esse maravilhoso cruzeiro.

O jogador preto não esperava pessoas tão cruas, pelo que tinha lido do relatório de missões (afinal ele pedia as missões, e isso dava certa liberdade para escolher e saber o básico do que ia enfrentar) equipe com no mínimo vinte missões eram escolhidas para jogar aquela. Tinha convicção que sua “amiga” de pele acinzentada tinha uma bagagem de missões e isso ajudava a jogadora de vermelho, que por mais inexperiente que fosse, certamente já tinha feito mais missões que o trio.

— O alfa deve ter ficado muito irritado com vocês… só pode — Alendor subia pelas escadas só pensando em ajudar aqueles recém-nascidos em missões — segunda missão e já estão fazendo uma rank C…. eu tomaria muito cuidado a partir de agora. As coisas tendem a se complicar cada vez mais e sei que não vão querer perder.

— Apreciamos a sua ajuda — Doug já se movia melhor pela embarcação.

— Claro que vão piorar, tudo nessas missões odeia a gente — Alf esbraveja — mas vamos levar esse barco até o destino.

Alendor se surpreende com a energia do grupo. E o fato deles nem ligarem para o rank da missão ou a aparente sabotagem.

— Temos que finalizar essa missão — Will tomava a dianteira — aí voltamos pra mansão, para escutarmos reclamações de nossos erros, treinar e ficar melhor para a próxima. Pode ser que não sejamos a equipe que salve o mundo… mas não custa tentar.

— Vocês são bem peculiares — Alendor emparelhava a caminhada com Will — já devem ter escutado isso. Fazia tempo que não me sentia à vontade com outros jogadores, e em menos de 20 minutos de missão já quero papear com todos.

— Já falaram isso sobre nós — Alf seguia um pouco mais afastado, cobrindo a retaguarda.

— Esse é nosso poder secreto, começamos as conversas tendo + 20 de carisma — Will é o primeiro a chegar ao local indicado e acha estranho não ver as jogadoras —elas não deviam estar aqui?

Poucos segundos depois Layru surge, com o rosto e cabelos molhados. Kinn estava toda vermelha e ofegante, tentando esconder seu sorriso com o cabelo. Todos se encaram e entram na porta vermelha brilhante. Que se tranca quando todos entram. A porta dá em uma grande arena, com cadeiras e máquinas de apostas. No centro do local um Ring simples, quatro lados, dois lados com escadinha para subir, cordas vermelhas e roxas transadas ficavam presas por estavas nos cantos. No centro do Ring, a holograma os esperava. O segundo desafio ia começar.

Olá, eu sou o Hakiryo!

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