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Combo do 6º Aniversário da Vulcan – Capítulos → 98/175


Ding! Dong! Uma corda estava sendo puxada, fazendo com que a campainha e o som que ela fazia tocassem constantemente e enviassem seu som ecoando por toda a sala espaçosa, mas relativamente vazia.

Klein, que estava sentado no sofá lendo um jornal para estudar as várias oportunidades de investimento, levantou-se. Ele vestia uma camisa branca e um colete preto sem gravata borboleta, igual ao que se usava em casa.

“O primeiro trabalho da minha carreira como detetive? Mas nem sempre posso estar em casa, esperando a chegada de uma missão. Sim… Preciso pendurar um aviso na porta, junto com uma caneta-tinteiro, para que o cliente anote o horário da próxima visita e me permita me preparar com antecedência… Porém, para um detetive novo nessa profissão, sem qualquer fama, fazer isso seria basicamente o mesmo que não ter uma próxima vez… Suspiro, só posso me dar ao trabalho de realizar uma adivinhação pela manhã para ver se receberia algum trabalho durante o dia. E se sim, a que horas para fazer planos… Claro, também é possível que eu perca as missões dos poderosos Beyonders. Bem, que assim seja, pode ser uma coisa boa afinal…”

Ele caminhou até a porta e, sem olhar pelo olho mágico, a imagem dos visitantes do lado de fora apareceu em sua mente:

Um deles era uma senhora idosa com um chapéu de pelúcia preto. Suas costas estavam ligeiramente curvadas e seu rosto profundamente enrugado. Sua pele estava enrugada e pálida, mas seu vestido escuro era muito formal e elegante.

Suas têmporas eram completamente brancas, mas seus olhos azuis eram bastante vivos. Ela estava olhando para o jovem ao seu lado, gesticulando para ele tocar a campainha novamente.

O jovem estava na casa dos vinte anos, com olhos semelhantes aos da velha. No tempo cada vez mais frio, ele usava um paletó preto trespassado, meia cartola e gravata-borboleta como se estivesse prestes a participar de um banquete, era como se não fosse afrouxar suas exigências a qualquer momento.

Com a ajuda da premonição de um Palhaço, Klein girou a maçaneta, abriu a porta e cumprimentou seus visitantes com um sorriso antes que a campainha tocasse novamente.

— Bom dia, senhora, senhor. Que dia maravilhoso, pelo menos até agora, porque já vejo o sol há cinco minutos.

Ele falou sobre o tempo de maneira um pouco exagerada, uma conversa fiada que era popular em Backlund por mais de um século.

— Sim, é sempre tímido e não sai de trás do nevoeiro e das nuvens escuras. — A velha senhora concordou com a cabeça.

Ao seu lado, o rapaz perguntou: — Você é o detetive Sherlock Moriarty?

— Sim, e em que posso ajudá-los? Sinto muito, por favor, entrem. Vamos sentar e conversar. — Klein virou o corpo para o lado, abrindo caminho para seus convidados enquanto apontava para a área de convidados.

— Não, não há necessidade. Não quero perder tempo. Meu pobre Brody ainda está esperando que eu o salve! — a velha senhora disse com uma voz bastante afiada.

— Isso? — Klein notou o pronome mais importante e de repente teve um mau pressentimento.1

O jovem vestido muito formalmente acenou com a cabeça e disse: — Brody é um gato de propriedade da minha avó, Madame Doris. Ele desapareceu ontem à noite, e espero que você possa nos ajudar a encontrá-lo. Moramos no final desta rua e estou disposto a pagar 5 solis por isso. Claro, se você puder provar que gastou mais tempo e esforço do que isso, eu compenso você.

“Encontrar um gato? A razão pela qual você está me confiando este trabalho é simplesmente por causa da conveniência decorrente de como moramos na mesma rua…” Klein sentiu que esta não era a carreira de detetive que ele havia imaginado.

“Faz-me parecer um palhaço… Bem, não posso recusar o meu primeiro negócio. Este é o ponto de vista de um vidente…” Ele ponderou por alguns segundos e perguntou: — Você pode descrevê-lo em detalhes?

Vovó Doris falou antes que o jovem pudesse abrir a boca.

— Brody é um gato preto adorável e animado. É muito saudável, tem lindos olhos verdes e adora comer peito de frango cozido. Deusa, ontem à noite, ele fugiu do nada. Não, deve ter se perdido. Coloquei muito peito de frango na tigela, mas ele se recusa a voltar para dar uma olhada.

… Os lábios de Klein se curvaram e disseram: — Estou muito satisfeito com sua descrição, Sra. Doris.

— Aceito este pedido. Tudo bem, vamos para sua casa agora. Preciso procurar pistas e encontrar rastros. Você deve deixar claro que a base do meu raciocínio está nos detalhes. — A Sra. Doris não consultou o neto enquanto assentia e dizia: — Você é o detetive mais proativo que já vi. É um acordo!

Klein vestiu o casaco e o chapéu, pegou a bengala e seguiu Madame Doris e seu neto até a rua.

Ao contrário de Tingen, as estradas em muitas partes de Backlund foram reconstruídas com cimento ou asfalto. Mesmo durante uma chuva torrencial, as estradas estavam menos enlameadas.

Enquanto a velha indicava o caminho, seu neto se aproximou de Klein e disse em voz baixa: — Espero que você faça o possível para encontrar Brody. Tem sido um dos pilares da vida da minha avó desde que meu avô e meus pais faleceram.

— Depois que Brody desapareceu, algo deu errado com a mente de minha avó, tanto que ela começou a ouvir coisas. Ela continua me dizendo que ouve o pobre Brody miar miseravelmente.

Klein imediatamente acenou com a cabeça e disse: — Farei o meu melhor. Certo, ainda não sei seu nome.

— Jurgen, Jurgen Cooper, um advogado sênior, — respondeu o jovem.

Logo chegaram à Rua Minsk, 58, e entraram na casa escura.

— Esta é a tigela de Brody. Esta é a sua caixa favorita. Ele sempre dorme aqui. — O rosto enrugado de Doris estava cheio de preocupação e expectativa.

Klein agachou-se e encontrou vários fios de pelo de gato preto na caixa.

Ele se endireitou e agarrou sua bengala incrustada de prata com a mão que segurava o pelo do gato.

O olhar de Klein tornou-se profundo enquanto fingia observar seus arredores enquanto silenciosamente recitava uma sentença de adivinhação.

Sua mão escorregou secretamente da ponta da bengala, mas não a deixou completamente. Apenas tornou difícil para Jurgen ou Doris perceber que a bengala estava de pé sozinha.

Logo depois, a bengala preta incrustada de prata se inclinou para o lado. Caiu muito lentamente, com muito pouco movimento.

Klein agarrou a bengala novamente, olhou naquela direção e a observou por mais de dez segundos.

Então, caminhou até um velho armário.

— Algum sinal da fuga de Brody? — Jurgen perguntou com preocupação. A velha, Doris, também esperava uma resposta.

Sem responder, Klein ajoelhou-se e abriu a porta no fundo do armário.

Miau!

Um gato preto disparou, rabo alto, e correu para sua tigela.

— Brody… Quando você entrou no armário? Como você ficou trancado lá dentro? — VovóDoris gritou, surpresa e confusa.

Jurgen virou a cabeça surpreso e olhou para Klein.

— Como você sabia que estava no armário?

Klein sorriu e respondeu com uma voz profunda: — Inferência, meu bom homem.

Depois de obter a recompensa de 5 solis da Sra. Doris e Jurgen, bem como sua amizade, Klein voltou para sua casa sob o clima sombrio.

Antes mesmo de chegar perto, viu uma figura vagando na frente de sua porta.

“Mais trabalhos?” Quando Klein olhou, viu que o visitante era um menino de quinze ou dezesseis anos, vestido com um casaco velho e um chapéu redondo que não combinava com sua idade.

“É ele?” Klein imediatamente o reconheceu como o menino que conhecera no trem a vapor no dia em que chegara a Backlund. Naquela época, ele estava sendo perseguido, mas sua maturidade e calma na época deixaram uma impressão profunda em Klein.

“O que ele gostaria de me confiar…” Enquanto se perguntava, Klein se aproximou e sorriu.

— Com licença, você está procurando por mim?

O adolescente se assustou quando se virou rapidamente, seus olhos vermelhos brilhantes cheios de medo inocultável.

Ele se recompôs e perguntou hesitante: — Você é o detetive Sherlock Moriarty?

— Sim. — Klein olhou em volta e disse: — Vamos conversar lá dentro.

— Tudo bem. — O adolescente não recusou.

Lá dentro, Klein não tirou o casaco, mas tirou o chapéu e guardou a bengala.

Ele conduziu o adolescente até a área de hóspedes, apontou para o sofá comprido e disse: — Por favor, sente-se. Como posso me dirigir a você? Que trabalho você tem para mim?

— Você pode me chamar de Ian, — o adolescente examinou seus arredores e ficou em silêncio por alguns segundos. — Fui contratado anteriormente por outro detetive, o Sr. Zreal Viktor Lee, que me ajudou a reunir algumas notícias e informações.

Klein sentou-se, juntou as mãos e disse: — O trabalho tem algo a ver com seu antigo empregador?

— Sim, — Ian assentiu solenemente. — Alguns dias atrás, de repente, me vi sendo seguido por alguém com más intenções; portanto, pensei em uma maneira de despistar o rabo deles… Uh… Acho que o senhor mesmo viu essa cena, Sr. Moriarty. Reconheci você como o homem que estava me avaliando no metrô naquele dia assim que o vi.

“… Este nível de habilidade de observação não é pior do que o de um Espectador… Será que ele nasceu com uma habilidade especial? Ou ele é um Beyonder?” Klein ativou sua Visão Espiritual e olhou para Ian, mas não achou nada de estranho.

Ele acenou com a cabeça e respondeu calmamente: — Sua resposta deixou uma impressão em mim.

Ian não insistiu no assunto e continuou: — Suspeito que meu encontro tenha algo a ver com o Sr. Zreal, então fui visitá-lo em sua casa. Achei o local aparentemente normal, mas havia muitos indícios que indicavam que alguém havia se infiltrado e acionado todos os minúsculos mecanismos.

— Eu não vi o Sr. Zreal desde aquele dia. Eu suspeito que algo aconteceu com ele.

— Tentei ligar para a polícia, mas o período de desaparecimento dele ainda não atingiu o número de dias necessário para fazer o pedido. Tentei obter ajuda de outros detetives que eu conhecia, mas todos eles me recusaram, alegando que haviam acabado de ver o Sr. Zreal na festa de um colega detetive.

— Isso me surpreendeu porque não recebi nenhuma resposta do Sr. Zreal quando o contatei usando o método combinado.

— Eu ainda mantive meu julgamento e pretendo pedir a ajuda de um detetive que o Sr. Zreal não conhece. Bem, como tal, isso significava que seria alguém que eu também não conheço. Eu não tinha ideia de quem procurar também. Portanto, só pude pesquisar nos jornais e acabei encontrando o senhor, Sr. Sherlock Moriarty.

  1. só faz sentido em inglês[]
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Olá, eu sou o Vento_Leste!

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