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Combo do 6º Aniversário da Vulcan – Capítulos → 118/175


Na manhã de terça-feira, Klein acordou naturalmente e preparou duas fatias de torrada, um pedaço de manteiga, uma porção de bacon e uma xícara de café antes de ler vagarosamente um jornal enquanto tomava o café da manhã.

Com o terrível amuleto Língua Impura, ele estava muito mais à vontade. Não estava mais tão tenso quanto antes.

Klein terminou de folhear o Boletim de Backlund, pegou o Notícias de Tussock e viu um artigo na segunda página.

“Às duas horas da manhã, houve um violento tiroteio no Beco de Tijolos Vermelhos, no Burgo Leste. Segundo a polícia, suspeita-se que seja um confronto entre duas gangues, uma das quais é a notória gangue Zmanger.”

“A gangue Zmanger… Beco de Tijolos Vermelhos, no Burgo Leste…” Um pensamento ocorreu a Klein quando ele deixou a mesa de jantar e encontrou o mapa de Backlund.

Com apenas um olhar, ele notou que o Beco de Tijolos Vermelhos não ficava longe da Rua Bacardi. Além disso, Ian Wright já havia aparecido no escritório de telégrafo na Rua Bacardi.

“Ian Wright estava escondido no Beco de Tijolos Vermelhos? O conflito violento foi entre o departamento especial dos militares e a equipe de inteligência da República Intis? Eu me pergunto qual será o resultado…” Klein pegou o resto do bacon, colocou na boca e mastigou lentamente.

Ele havia informado os dois lados sobre a adivinhação na manhã anterior e eles já haviam descoberto a localização de Ian naquela mesma noite, o que implicava um alto nível de eficiência.

Depois de tomar um gole de café, Klein largou o jornal e pensou profundamente.

De repente, ouviu o tilintar da campainha.

— Quem é? — Klein limpou a boca com um guardanapo e se dirigiu para a porta, intrigado.

“Poderia ser uma nova comissão? Nos últimos dias, tenho andado por aí por causa do Embaixador Intis. Eu me pergunto quantos empregos e clientes em potencial eu perdi… É um desperdício do meu dinheiro de publicidade… Se isso continuar, minhas finanças vão chegar ao limite…” Klein de repente pensou em algo e abriu a porta.

Do lado de fora estavam duas mulheres, uma delas sendo a Sra. Sammer, que usava um roupão. Ela tinha uma maquiagem intrincada no rosto, fazendo-a parecer mais bonita do que em casa e nada como se estivesse na casa dos trinta. A outra mulher usava um chapéu de abas largas com um véu xadrez preto e um vestido mais escuro e fofo.

— Detetive Moriarty, tenho uma amiga que precisa da sua ajuda. — Stelyn Sammer manteve seu chapéu velado, mas não havia nenhum indício de sorriso em seus olhos azuis.

— Por favor entrem. — Klein apontou para a sala e, enquanto se virava, aproveitou para fechar o primeiro botão da camisa e ajeitar o colete preto.

Stelyn assentiu levemente e, sem dizer mais nada, conduziu a mulher de véu preto para dentro da sala.

Ela conhecia o lugar muito bem e, sem a orientação de Klein, encontrou facilmente o sofá e sentou-se.

Klein queria começar a perguntar imediatamente, mas então pensou no estilo de Stelyn Sammer de fazer as coisas, então perguntou com um sorriso: — Café ou chá?

Aos seus olhos, a Sra. Sammer era uma mulher que buscava uma alta qualidade de vida e tentava mostrar sua superioridade o tempo todo.

— Não há necessidade. — A outra mulher tirou o chapéu.

Ela tinha boas feições, mas a combinação era decepcionante. Além disso, suas maçãs do rosto eram muito altas e ela parecia mais velha do que realmente era.

“Um pouco de raiva, um pouco de tristeza, um pouco de hesitação, um pouco de medo…” Klein leu as emoções da senhora.

Não era que ele de repente possuísse as habilidades de um Espectador, mas que as ações da dama eram muito óbvias.

— Sim, nem café, nem chá resolvem o problema. — Stelyn imitou uma posição encontrada em revistas, tentando ao máximo parecer elegante. — Esta é a Sra. Mary Gale, acionista da Companhia Coim.

— O que você gostaria de me confiar, Sra. Gale? — Klein sentou-se, inclinando-se ligeiramente para a frente e apoiando os braços nas coxas.

— Não me chame de Sra. Gale. Apenas me chame de Mary. — Mary Gale franziu os lábios. — Desejo que você siga meu marido e confirme se ele tem uma amante. É melhor se você puder obter evidências materiais.

Como resultado do impulso ativo da Igreja da Deusa da Noite Eterna por anos, o Reino de Loen foi mais radical em suas leis de casamento do que outros países, como Feysac, Intis e Lenburg. Estabelecia que quem cometesse adultério deveria pagar um preço financeiro por isso, o que significava que o adúltero estaria em absoluta desvantagem na divisão dos bens.

“Ouvi dizer que pelo menos quatro em cada dez dos outros detetives particulares estão investigando casos extraconjugais… Eu não esperava receber esse trabalho também…” Klein  disse pensativamente: — Evidências materiais não são fáceis de obter.

— Vou te emprestar a nova câmera portátil, — Mary respondeu sem qualquer hesitação. — Enquanto você tiver as provas, pagarei dez libras. Se você apenas confirmar que ele tem uma amante, receberá apenas três libras.

“Você quer dizer a chamada câmera portátil que tem cerca de dois terços do tamanho da minha cabeça? 10 libras, não é um preço baixo…” O Sr. Klein tem se concentrado em empreendedorismo e conhecia as novas câmeras.

Ele hesitou por dois segundos antes de dizer: — Tudo bem.

— Mas você tem que me fornecer informações detalhadas sobre seu marido e suas atividades regulares.

— … Sem problemas! — Mary parou por um segundo antes de reunir todas as suas forças para dizer isso.

— Obrigado pela ajuda. Espero que você não conte a ninguém sobre isso, — Stelyn o lembrou.

Ao ouvir isso, Klein imediatamente suspirou: — Sou uma pessoa que defende a confidencialidade e muitas vezes me meto em problemas por isso.

No saguão da casa do Conde Wolf, homens e mulheres dançavam ao som de violinos.

Audrey estava carregando uma taça de champanhe ouro pálido quando acidentalmente esbarrou no embaixador da República Intis em Loen, Bakerland Jean Madan.

— Você é a jovem mais bonita que já conheci. — Bakerland, com seu rosto magro e barba por fazer, deu um beijo na luva de gaze branca de Audrey, de acordo com os costumes do decoro. Seus olhos pareciam apaixonados e ousados.

Audrey revirou os olhos e disse com uma risada: — É assim que as pessoas de Intis falam?

— Sim, nunca somos mesquinhos em elogios às belas. — Bakerland riu. — Se não fosse pelo estilo do Reino de Loen, eu poderia ter chamado você de meu anjo.

“Velho pervertido…” Audrey manteve seu sorriso gracioso e disse: — As pessoas de Loen e Intis são realmente diferentes.

— Heh, isso me faz pensar em uma piada. Por favor, permita-me ser presunçoso. — Bakerland apertou os olhos e disse: — Depois de um bom tempo com uma linda garota, a maioria dos homens de Loen diria: ‘Oh, querida, eu gostaria de um cigarro’, mas a maioria dos homens de Intis diria…

Ele fez uma pausa deliberada e Audrey inclinou a cabeça, tentando ao máximo controlar a náusea enquanto parecia confusa.

— O que eles diriam?

— A maioria dos homens do Intis diria: ‘Oh, querida, tenho que voltar agora e não posso ser descoberto por minha esposa.’ — Bakerland ergueu o copo e riu.

— … As pessoas que podem rir de si mesmas sempre têm um charme a mais. — Audrey sorriu educadamente.

Seus lindos olhos claros e verde-escuros de repente se voltaram para olhar atrás do Embaixador Bakerland.

— Sinto muito, uma pessoa está procurando por mim.

— É um prazer falar com você. — Bakerland curvou-se e afastou-se.

Audrey avançou graciosamente e não olhou para trás novamente.

No momento em que ela estava pensando em quem deveria encontrar como objeto de sua desculpa, um jovem cavalheiro se aproximou dela e, baixando a voz, a advertiu: — Audrey, não se deixe enganar por aquele Embaixador Bakerland, ele é um velho sujo! Não sei quantas mulheres ele enganou para a cama.

“Bakerland é lascivo? Isso está de acordo com minhas observações… Isso é uma fraqueza…” Audrey sorriu sem esconder seu desgosto.

— Kance, você tem uma ideia errada sobre mim? Deusa, como pude ser enfeitiçada por aquele Embaixador Bakerland? Sua colônia me dá vontade de vomitar; suas palavras são tão sujas e seu gosto é como um pavão macho.

Kance era o filho mais novo do Visconde Leerhsen, e sua família mantinha boas relações com a família Hall.

De acordo com Audrey, Kance entrou no MI9 depois de se formar na Universidade de Tingen e se tornou bastante enigmático.

Seu plano original era conversar com o Embaixador Backlund e observá-lo de perto antes de usar o pretexto de exasperação para obter mais informações de Kance e seus outros amigos da comunidade de inteligência para aprender mais sobre ele. Para sua surpresa, não precisou procurar Kance Leerhsen desde que ele veio e iniciou a conversa correspondente por conta própria.

— Seus sentimentos estão corretos. — Kance deu um sorriso sincero. Ele examinou os arredores e sussurrou: — Além disso, Bakerland é um sujeito muito perigoso.

— Quão perigoso? — Audrey perguntou curiosamente.

— Você já ouviu falar dos Beyonders? Eu sei que você sempre se interessou por esses assuntos, — Kance disse com alguma deliberação.

Audrey assentiu gentilmente.

— Eu sei bastante, a maior parte me foi contada por Glaint.

Kance deu uma olhada em Bakerland, que estava conversando com uma mulher rica, e disse com uma expressão séria: — Ele é o chefe da inteligência de Intis em nosso Reino. Ele cometeu inúmeras atrocidades, mas não conseguimos reunir nenhuma evidência de seus crimes. Ele é um Sequência 6, um Conspiracionista.

Ele não entrou em detalhes com uma estranha como Audrey, nem mencionou que o Conspiracionista fazia parte do caminho do Caçador.

No entanto, Audrey já estava ciente disso. Ela fingiu ingenuidade e suspirou.

— Ele é realmente incrível!

— Ele tem um assistente nas sombras, que talvez tenha atingido a Sequência 5. Além disso, todos os agentes de inteligência Intis no Reino estão sob sua gestão. Muitos deles são Beyonders. Infelizmente, conhecemos apenas alguns deles… — Kance acrescentou de passagem. — Não fique muito feliz se Bakerland elogiar você também. Não é o que ele realmente pensa. Só quer usar esta oportunidade para reunir mais informações.

“Eu não gosto do que você está dizendo…” Audrey olhou para o lustre ornamentado e pensou por alguns segundos.

— Bakerland é muito inteligente? Você não conseguiu nenhuma evidência incriminadora…

— Ele realmente é bom em intrigas, mas também tem muitos problemas. Ele gosta de perseguir mulheres e adora a sensação de romance. Ele assume riscos e é bastante radical. Se não fosse por sua identidade como embaixador nos impedindo de agir facilmente, ele já teria sido capturado há muito tempo. — Kance coçou o queixo e disse: — No entanto, ele será substituído muito em breve. Muito em breve.

— Por que? — Audrey perguntou surpresa.

— Minha querida e bela dama, isso não é algo que você deva saber. — Kance aderiu ao princípio da confidencialidade.

Quando o baile estava quase acabando, Audrey, que havia reunido bastante informação, encontrou o Visconde Glaint e pediu-lhe que a ajudasse a entrar em contato com Xio e Fors.

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