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Plague Doctor – Volume 1 – Capítulo: 64 – Médium


>> Tradutor: Metal_Oppa <<


Quando Gu-Jun terminou de ler as três páginas, o céu já estava escuro. A ilusão da igreja que chegou até ele no dia em que recebeu as páginas do diário flutuava diante de seus olhos.

Essas pessoas, esses corpos sem cabeça, os esqueletos, todos profundamente ajoelhados em direção ao céu acima da igreja. Raybundy se reuniu com sua família, amante e amigos dentro daquela igreja? Mas não havia dúvida de que… definitivamente não era a ‘Deusa da Vida’ que era adorada naquela igreja.

“Que você descanse em paz” – disse Gu-Jun levemente. Embora tenha empatia pelo escritor do diário, ele também obteve algumas informações novas. – ‘Esta é definitivamente outra civilização, talvez uma civilização antiga na Terra ou de outro planeta ou dimensão.’

Antes, Gu-Jun estava mais inclinado para o último, mas agora ele viu a possibilidade de ser o primeiro também. Porque esta civilização também tinha doze meses em um ano e mais trinta dias em um mês. Essa era uma necessidade determinada pela mudança do clima, que era um sinal de semelhança entre os planetas. Além disso, a estrutura humana e a função dessas pessoas deveriam ser superiores ou talvez semelhantes às do homo-sapiens, ou então a medicação que conseguiu do sistema não teria funcionado com ele. Não só ele, funcionou em outros tumores também, isso foi provado por meio de seu experimento em camundongos.

A recompensa do sistema os identificou como ‘drogas direcionadas ao tumor do tronco cerebral humano’, e as informações do hospedeiro categorizaram sua raça como ‘humana – homo-sapiens’. Combinando esses dois pensamentos, Gu-Jun agora tinha uma nova suposição.

‘Este medicamento é eficaz em todas as criaturas ‘humanas’. Seja homo-sapiens ou os humanos no diário, ambos são seres humanos. E, certo… tem esta Academia Carlot…’

De acordo com o diário, a Academia Carlot era a academia médica de maior prestígio naquele reino. As recompensas das missões DIFÍCEIS mencionariam ocasionalmente dispositivos médicos como Bisturi Carlot ou ‘Tesoura-de-Dissecação–Carlot’. Aqueles ‘Carlot’ deveriam significar a mesma coisa, e o bisturi e a tesoura eram produtos dessa civilização. Mas essa foi uma situação que confundiu Gu-Jun. Primeiro, a partir do método de comunicação entre Raybundy e Linda, que era ‘escrever cartas’, pode-se supor que esta civilização não tinha coisas como telefones e internet, eles não se tornaram uma civilização altamente tecnológica. Do contrário, com a proximidade de seu relacionamento, eles teriam estado no telefone todos os dias ou pelo menos enviado mensagens constantemente, a menos que na pequena chance de que ‘carta’ fosse o nome de algum aplicativo de mídia social.

Além disso, essa civilização deveria ser um reino, e Raybundy também mencionou que Linda vinha de uma origem comum, a filha de um ferreiro, então a ideia de classes sociais ainda estava em vigor. Pela constante menção de ‘Deusa da Vida’ no diário de Raybundy, essa deveria ser a principal divindade em que este reino acreditava. Fora isso, a menção de coisas como ‘os emissários da deusa’ e ‘a verdade da vida’ o levou a deduzir que a religião teve um lugar importante nesta civilização. Isso foi o que mais confundiu Gu-Jun. Levando em consideração o avanço normal de uma civilização humana, a civilização desta raça não teria alcançado grande habilidade médica, ainda assim…

Eles tinham de alguma forma fabricado drogas direcionadas a tumores do tronco cerebral humano, algo que os homo-sapiens ainda não conseguiam curar.

‘Esta civilização ficou para trás em outros lugares… mas em certos lugares, como a medicina, eles estão muito mais avançados do que nós.’ – Enquanto Gu-Jun folheava as três páginas, ele caiu em pensamentos. – ‘Poderia ser sua fé na religião que lhes permitiu ramificar-se em uma árvore científica completamente diferente?’

O que eles consideravam mais precioso era a ciência médica, eles continuaram estudando medicina e se concentraram em desenvolver essa habilidade. Pelas ilustrações da autópsia na referência anatômica, a menção de vírus e parasitas no diário, eles já tinham dominado a medicina moderna do homo-sapiens, e o câncer nem era mais um problema para eles.

‘Eu me pergunto o quão longe a ciência médica dessas pessoas avançou e como eles conseguiram avançá-la até aquele ponto.’

Como estudante de medicina, Gu-Jun sabia que o avanço da ciência médica não poderia ser separado da necessidade de dispositivos de alta precisão. Sem um microscópio, como alguém poderia estudar bactérias? E a criação desses dispositivos não poderia ser separada do domínio da ciência, então qual era a ‘ciência’ desta civilização estrangeira?

“Espere um minuto… a comparação vale para os dois lados.” – Anteriormente, ele estava apenas se concentrando no que faltava à civilização estrangeira em comparação ao homo-sapiens. Como é que nunca lhe passou pela cabeça examinar o que faltava ao homo-sapiens em comparação com a civilização estrangeira?

A razão pela qual o homo-sapiens possuía uma tecnologia tão avançada era devido à importância que os seres humanos atribuíam ao domínio da ciência, foi por causa disso que o homo-sapiens teve acesso a tecnologias como vapor, eletricidade, computadores e assim por diante. Por que essas descobertas fundamentais não ocorreram no caminho da civilização estrangeira? Que tipo de descobertas eles fizeram no lugar da ciência então? Pode ser mágico?

‘Magia?’ – O coração de Gu-Jun estremeceu e ele então sentiu as células de seu corpo ganharem vida…

Depois de testemunhar o poder de algo como o sistema, ele parou de questionar a presença de outra forma de energia neste mundo. Havia verdade por trás de todas as anomalias, mas os seres humanos nem mesmo haviam entendido o experimento da dupla fenda, muito menos a essência do próprio universo.

‘Poderia ser isso o que a Seita da Pós-Vida está procurando?’ – Gu-Jun andava de um lado para o outro na varanda. Ele sentiu alguma presença desagradável na noite escura, coisas que tinham estado lá desde a criação do tempo.

‘Talvez a Seita da Pós-Vida estivesse procurando maneiras de obter o conhecimento e as técnicas dessa civilização estrangeira desconhecida de homo-sapiens?’

Os remédios para tratar o câncer, os métodos para buscar a longevidade, não eram aquelas coisas pelas quais todos ficariam loucos?

‘Será que as técnicas médicas dessas pessoas são o que a minha mãe tinha paixão?’ – Gu-Jun murmurou. O olhar feroz com que sua mãe havia olhado para a língua estrangeira ainda apertava seu coração… Mas agora que ele pensava sobre isso, ele se sentia muito melhor. Se fosse para descobrir essa tecnologia super avançada, ele ficaria tão louco quanto sua mãe.

‘Talvez a Seita da Pós-Vida tenha interagido ou talvez até tenha adquirido posse de alguma literatura desta civilização estrangeira, mas eles não sabem como lê-la ou decifrá-la. Então… a Seita da Pós-Vida surgiu com a Equipe de Pesquisa que meus pais fizeram parte, e foi assim que eu aprendi essa língua estrangeira. Eu era o código que eles usaram para desbloquear a língua estrangeira…’ ― Gu-Jun organizou e analisou essas pistas. – ‘Eu pareço ser uma espécie de meio entre essas duas civilizações, responsável por levar as coisas da civilização estrangeira para este mundo…’

Meio? Uma ferramenta para armazenar e transportar informações.

“Um instrumento, não é?” – Gu-Jun deu um longo suspiro. Depois que ele fez sua conexão, seu coração ficou mais leve. Quando ele era jovem, era a língua estrangeira e agora era este sistema. O sistema não era uma espécie de meio que possuía um poder até surpreendente?

A referência e o diário eram todas informações, mas os remédios e as ferramentas eram objetos reais.

“Mãos da Destreza…” – O coração de Gu-Jun estremeceu com a realização. – ‘Seriam esses ‘poderes’ uma espécie de ‘magia’ para a civilização estrangeira? Ou era essa a ‘técnica médica’ estudada pelos alunos de Carlot?’

Por terem essa técnica mágica, isso compensou a falta de tecnologia. Essas técnicas e poderes podem ser ainda mais utilizáveis ​​na busca da ciência médica em comparação com a ciência humana…

‘Então, eu sou algum tipo de médium ou uma reencarnação de um membro desta civilização estrangeira?’ – Gu-Jun balançou a cabeça de forma autodepreciativa. – ‘Comparado com Landon, provavelmente sou mais como Raybundy, sem a lealdade, é claro.’

Ele não se debruçou muito sobre esta noção porque mesmo que fosse verdade, ele não poderia fazer nada a respeito. Este estudo do mistério já tinha ido além de seu domínio de compreensão.

Então, ele voltou ao ‘médium’. O que a Seita da Pós-Vida estava fazendo para transformá-lo nesse médium? E a Seita da Pós-Vida teve sucesso? Por que eles deram a ele tantos anos de liberdade, bem como 5.000.000 RMB(4 Milhões de Reais) para gastar e não prendê-lo dentro de um quarto escuro para ser estudado? Como a Seita da Pós-Vida entrou em contato com a civilização estrangeira e o que estava em sua posse? Quanto a Phecda sabia sobre tudo isso?

E qual foi a origem… desses monstros? Que tipo de força os colocou na Terra? Qual era sua conexão com esse Leque de Hemoptise? A Hemoptise… um dia infectaria e devastaria a nossa civilização humana também?

Comparada a isso, A Peste da Figueira Deformada, que poderia ser curada por amputação no tempo certo, parecia mais com a febre de uma criança agora. Até mesmo essa civilização avançada do ponto de vista médico foi derrubada pela Hemoptise. Se a doença chegasse a este mundo, isso não significaria o fim do mundo humano como ele o conhecia?

A brisa noturna acariciou seu rosto e o coração de Gu-Jun estremeceu pelo frio. Muitas perguntas foram respondidas.

‘Eu preciso encontrar uma maneira de desencadear a ilusão daquela fotografia monocromática logo. Eu preciso de mais informações para esclarecer esses enigmas.’

Olá, eu sou o Urso!

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