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Tradutora: Pam pam


Naquele momento, algumas figuras distantes atravessavam o deserto montadas em seus camelos. Gu Jun os reconheceu, eles eram os companheiros de Pavão, dois homens e uma mulher.

Gold, Esotérico e Aquamarine eram responsáveis por procurar ajuda e comprar livros de feitiços em Dylath-Leen, mas o trio havia retornado de mãos vazias. Eles ficaram confusos ao ver a situação da “cidade”.

Pavão obedeceu às ordens do Sr. Homem Pesadelo e pediu para Aquamarine chamar Malaquita. Logo, Malaquita que estava a alguns metros de distância deles, finalmente conseguiu ver o resto do grupo. 

— Não tenho tempo para explicar o que está acontecendo… honestamente, não tenho certeza do que está acontecendo. — disse Gu Jun. — Mas, preciso que vocês venham comigo. Darei a todos duas opções: vir comigo por bem ou or mal.

— O quê? — Gold e os outros estavam atordoados. — Senhor, do que está falando? Nós não seguiremos ordens vindas de um estranho!

— Então, vai ser por mal. 

O olhar de Gu Jun mudou, ele estava planejando usar a energia do pesadelo para nocauteá-los. Se isso não funcionasse, então usaria o olho do abismo. O tempo estava passando.

— Sr. Homem Pesadelo, por favor, deixa comigo! Eu resolvo isso. — disse Pavão tentando intervir. — Pessoal, se quisermos os manuscritos Pnakóticos teremos que seguir as ordens dele por enquanto. Confie em mim, tudo irá fazer sentido em breve.

Graças a confiança que todos tinham nela, Malaquita e os outros concordaram após uma longa discussão. Eles aceitaram ter seus olhos vendados e suas mãos amarradas por Pavão.

Gu Jun trouxe com ele a pele da fera e a escama, e mandou os outros trazerem a pedra com o selo antigo. Malaquita e os outros não tinham ideia do que estava acontecendo, mas Pavão sentia ter uma noção do que o Homem Pesadelo estava planejando. Ele iria retornar para o antigo mundo através do canal… era um pouco difícil de acreditar que ele teria sucesso. 

Após fazer todas as preparações, Gu Jun seguiu os Zoogs. Por volta de 500 passos depois, eles chegaram a um aglomerado de rochas no deserto. As maiores estavam amontoadas, uma ao lado da outra, formando um muro. Entre as lacunas havia uma luz estranha sendo emitida, aquele lugar era idêntico ao que ele viu nas memórias de Kathlyn. Ao refletir, ele concluiu que um quite de primeiros socorros deveria ser suficiente caso haja algum imprevisto.

— Ficaremos por aqui. — disse o velho Zoog esfregando a barriga. — Você poderia nos dar os camelos como um presente de despedida entre amigos?

Os Zoogs não querem mais seguir esse maluco. Era mais difícil lidar com ele do que com aquele gato malvado. Gu Jun acenou com a cabeça. Uma vez que os Zoogs não estivessem mais dispostos a segui-lo, não valeria a pena trazê-los à força, um dia eles poderiam se rebelar e atacá-lo. O que seria muito perigoso, já que essas criaturinhas estavam mais familiarizadas com esse canal do que ele.

Com os Zoogs observando, foi em direção a uma das aberturas, Pavão e seus companheiros estavam bem atrás dele.

— Sigam-me.

Quando deu o primeiro passo para dentro canal, tudo à sua volta escureceu. Atrás dele estavam os cinco viajantes da terra. Ao olhar para trás, percebeu que a entrada tinha desaparecido, havia apenas uma pequena fresta de luz onde antes era a entrada… parecia estar tão distante.

Ele deu cerca de dez passos para frente, mas era como se estivesse preso no mesmo local, entretanto, as sombras ao seu redor estavam se movendo…

Os vultos a sua volta serpenteavam formando estranhas figuras, e parecia que várias ilusões invadiam o canal de diferentes direções. Era como se tempo e espaço tivessem sido alterados aqui.

Pavão estava tão confusa quanto qualquer outro ser humano estaria nesse tipo de situação. Até mesmo os quatro, que estavam vendados,  também foram afetados pela estranha atmosfera. Eles murmuraram:

— Esses são os manuscritos Pnakóticos?

— Onde estamos indo?

— Acho que vi… uma ruína…

— Aguentem firme! 

Gu Jun resistiu a pressão mental e segurou o kit médico em suas mãos com firmeza, tentando sentir para que lado eles deveriam ir.

“É por esse lado ou esse?”.

Parecia haver estradas por todo lado, era como se cada uma delas estivesse falando com ele. Elas estavam ficando cada vez mais e mais altas, bagunçando a sua mente.

De repente, olhou ao redor e percebeu naquele momento que estava nas ruínas de uma antiga cidade. O céu estava escuro, e as estradas estavam repletas de veículos abandonados. Haviam… carcaças humanas por todo lado, eles suas máscaras sujas de sangue pareciam pretas

— Não, não é possível… — sua cabeça latejava de dor.

“Esse é o futuro? A época do colapso? O futuro descrito pelos viajantes da terra…”. 

Ao virar a cabeça na direção oposta, uma nova onda de vocês surgiu, intensificando sua dor de cabeça. Várias imagens fragmentadas surgiram na frente dele. Uma cabeça pendurada em um tronco de bambu. Os globos oculares haviam sumido e o rosto estava desfigurado. Ele estava encarando seu próprio rosto… havia bambus por todo lado e cabeças penduradas em cada um deles mas, não conseguia ver seus rostos com clareza. Aquele era Zixuan? E o outro era… Siyu? Gu Jun agarrou sua cabeça. Mortos, mortos…

Ele parecia ouvir a voz de várias pessoas cantando:

[Caos no Phecda, nascimento da tragédia, traição e o grande colapso.]

Mais visões apareceram… Elas eram várias versões da sua própria morte. Nelas, ele era cortado ao meio, levou um tiro e queimado vivo…

“Essas eram… partes do futuro? Irei abraçar a morte? Ou isso faz parte do caos no Phecda? Em qual universo isso acontece?”

— Independente disso fazer parte do meu futuro ou não, eu preciso voltar. — Gu Jun tentou ao máximo ficar calmo. — Preciso retornar ao meu mundo!

Entretanto, havia algo tentando falar com ele, era como se esperasse ser entendido em meio a esse pandemônio. Outra voz o estava chamando, ele se virou e as imagens mudaram novamente…

Ele estava dentro de uma capela com o teto côncavo. O telhado era tão alto que nem podia dizer o quão grande era a capela. Olhando em volta viu janelas circulares, aros, pódios, e mesas bizarramente grandes. Algumas delas eram do tamanho de uma casa.

Esse tipo de arquitetura não parecia ter sido feita ser humanamente possível. Contudo, o que mais ocupava espaço no templo eram as prateleiras que estavam organizadas em longas fileiras. Todas eram preenchidas com grandes livros de capa dura com o mesmo tamanho. Cada uma delas tinha estranhos símbolos hieróglifos cravadas em sua lombada, e imagens, linhas, padrões…

De repente, Gu Jun percebeu que a ilustração em uma das lombadas dos livros era estranhamente familiar… O selo antigo! Quando estava prestes a dar uma olhada mais de perto, ele sentiu algo. Ao se virar, percebeu que havia um vulto próximo a um dos pedestais. A silhueta era tão grande que era difícil se ela era humana ou não.

— Quem é você? — perguntou Gu Jun sombrio. Aquele vulto parecia vir do futuro e consequentemente, da cidade das centelhas. Mas, eles estavam em diferentes pontos na linha do tempo. 

De repente, algo passou pela sua cabeça. Alguém havia colocado a alma dos viajantes da terra no corpo de Kathlyn e seus amigos. O objetivo era ajudá-lo a sair de Dylath-Leen, o escoltar até Ulthar para pegar os manuscritos pnakóticos e levá-lo a Cidade das Centelhas, onde ele pegaria às três relíquias sagradas, e obteria as informações sobre o futuro. A mente por trás de tudo isso era aquele vulto, ou seja, aquele que estava encarando-o agora mesmo.

“Não!”

Gu Jun rapidamente balançou a cabeça. Esses não eram seus pensamentos, eles haviam sido inseridos em sua mente. A sombra estava tentando manipulá-lo.

— Quem é você? Por que você está fazendo isso?! — olhou para a sombra tentando suprimir sua raiva e confusão. — Essas informações, você acha que irei acreditar nelas cegamente? Aliás, por que não me disse isso diretamente? O que quer de mim?

Uma voz distorcida disse hesitante. Era uma língua desconhecida, mas parecia vir daquele vulto.

— Usando uma máscara… nada mal…sonho, use um sonho bom… mude…

Olá, eu sou o Urso!

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