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Responsável por guardar o portão naquele horário, o professor perguntou ao menino acompanhado pela moça de cabelos prateados: — Tá, eu sei, você quer entrar, mas… quem é você?

Depois da invasão e da morte de mais de setenta por cento dos guardas da cidade, todas as forças restantes foram divididas igualmente entre a cidade. A parte central por ser a mais protegida – principalmente pela quantidade de professores. Não necessitava realmente de guardas, pois muitos daqueles que ali moravam eram diversas vezes mais poderosos que quaisquer outros.

Esse professor chamado Dylan procurava o nome do garoto em sua frente, ele estava usando suas características, mas até agora não havia nada sobre o menino ou a moça que o acompanhava.

O mais estranho nessa situação era que apesar de nenhum dos dois possuírem registros, o sistema não os enxergava como seres de fora da cidade, muito menos sem direito. Apenas o fato de eles terem conseguido entrar naquela área significava que seus direitos não eram pequenos.

— Eu já posso entrar? — perguntou Ezequiel com um olhar pleno. Ele realmente parecia não estar interessado em continuar com aquela conversa.

— Olha… — Sem saber o que realmente fazer, Dylan cerrou os dentes e abriu caminho.

Se isso acabasse gerando problemas, o que ele poderia fazer? Ele já havia aprendido com seus superiores que não deveria tomar decisões precipitadas. E se aquela pessoa fosse um nobre? Mas se não fosse a história não seria outra?

Sua consciência pesada começou a pensar: “Eu só estou aqui para impedir monstros de entrar. Se o sistema permitiu a entrada deles na cidade, o que eu posso fazer? O sistema nunca erra. Se ele errou, não é culpa minha.”

Com isso em mente, Dylan suspirou de alívio. Ele não era alguém importante dentro da instituição, mas seu salário era bom e ele tinha uma boa vida. Ser demitido agora não era seu objetivo, ele tinha acabado de começar sua vida.

Porém, um sentimento de inquietação tomou seu peito ao ver o menino e a moça caminharem para dentro do colégio.

Era impossível alguém entrar na cidade sem ter um registo, mesmo os nobres do último escalão tinham um registo especial onde as suas informações eram bloqueadas. O registo estava lá, eles tinham permissões e ninguém além deles próprios e o sistema sabiam quais eram, mas o registo existia.

Caminhando em direção à moça e o menino, Dylan afirmou em sua mente: “Só para certificar de que tudo ficará bem”.

E nisso ele começou a segui-los de longe, mas não antes de pedir para outra pessoa ficar em seu lugar.

***

Seguindo o caminho numa passarela de concreto, Ezequiel observava os arredores vividos com a mulher de cabelos prateados. — O que você acha dessa vista? Não é algo incomum? — ele perguntou sentindo o ar misterioso envolvendo aquele ambiente desconhecido.

Apesar de ser belo e diferente, não chegava a ser uma vista de conto de fadas, era irreal, sintética.

Um chiado incomum soa chamando a atenção do menino para onde o sol não toca. Uma selva inexplorada, ainda virgem das mãos dos homens. Porém, carregava um ar de ameaça. Algo escondido o observava ao longe nas partes mais profundas.

Ezequiel sentiu uma presença, ela o observava, mas se escondeu ao perceber o olhar aguçado do menino.

O vento sopra folhas secas pela estrada, vinham de uma mata estranhamente densa onde mesmo o sol não conseguia penetrar as folhas esverdeadas, coisa que quase não acontecia naquele lugar.

Silêncio vazio, o que seria mais representativo para aquele lugar se não aquelas palavras? Nem mesmo as árvores eram vivas? E sob o chiado angustiante das folhas adormecia a presença que o observava. Ela repousava, esperava pacientemente pelos curiosos que encontravam seus vestígios.

O menino que caminhava junto a moça de cabelos prateados continuou seu caminho como se nada houvesse acontecido. Na verdade, ele realmente não se importava. Mas ela, sim, aquela presença se elevou e o observou, como se quisesse ser vista. E no fim, foi completamente ignorada. 

Não tardou para que uma grande construção esbranquiçada tomasse o horizonte, bela e imponente. Se moldando aos poucos e revelando suas torres poderosas e vidraças ilustradas.

Deuses eternizados pelos humanos. Ezequiel os repudiava, tanto a ideia da existência de um deus quanto a razão de suas existências. Talvez se os humanos fossem mais humildes…

O som do sinal ecoa pelo castelo chamando a atenção dos estudantes nas salas, era por volta das dez da manhã. Saindo de seus lugares, eles se dirigiram ao corredor como formigas em filas ordenadas. Todos sabiam o que precisavam fazer e quando precisavam fazer, ninguém ali estava perdido.

Ezequiel caminhou pela grama do lado de fora da construção, ele não se sentia bem em meio de multidões. Os alunos os observavam, na verdade, pareciam bem interessados na moça ao seu lado esquerdo.

Os ignorando completamente, ele estudava as colunas brancas talhadas com símbolos e imagens. Às vezes se perdia no encanto daqueles entalhes como se estivesse vivendo aquelas imagens em sua mente. Mas diferente dele que aproveitava a vista, a mulher de cabelos prateados suspirou diminuindo seus passos.

Ela se tornou mais lenta, ficou cansada depois da longa caminhada que fizeram. Um garoto reparador, mesmo estando totalmente concentrado nas imagens grandiosas daquele lugar, seus passos diminuíram.

O que se passava na mente de Ezequiel? Suas pupilas dilatadas observavam firmemente as imagens como se vivesse a história daquele lugar.

Duas vozes de repente ecoam pelo corredor quase vazio em um diálogo:

— Você não precisa…

— Vamos logo!

Saindo apressadamente de uma sala, duas alunas caminhavam de braços dados na direção oposta a de Ezequiel. A primeira continuou: — Você está muito apressada, sabe que não gosto desse grude, me solta Cecília.

— Mas se eu não fizer isso… — Olhando para o lado de fora do pátio, Cecília estuda uma silhueta desconhecida.

“Cabelos prateados? Não, eles tem um tom mais acinzentados, que estranho”, pensou ela observando a moça de cabelos prateados. Logo seus olhos se dirigiam ao garoto que a acompanhava. Seus olhos travaram, junto a seus pés que acompanharam o caminhar do menino que passara a sua direita.

— Cecilia? — Chamou a menina que a acompanhava. — Por que parou?

— Oi?… — Respondendo sem prestar atenção, Cecília caminha alguns passos em direção ao garoto na tentativa ver seu rosto por completo.

“Cabelos longos, escuros, olhos cor de âmbar. Não pode ser…”, pensou ela se apressando, porém, foi impedida pela sua amiga que puxou bruscamente o seu braço. 

— Ei, ele não parece o tipo que você olharia. O conhece de algum lugar?

— Não, é só que… — Ao tetar negar, um peso angustiante toma o peito de Cecília fazendo-a ficar sem ar. Seu pé queria se mover, mas ela sentia algo em seu peito a impedindo de continuar, como se dissesse: não vá.

— É só o quê? — perguntou a menina preocupado.

— Eu sinto ter perdido algo

— Como perdeu algo?  — Se aproximando de Cecília, a menina tocou seu rosto. — Não me diz que se apaixonou a primeira vista? Não acreditaria nisso de forma alguma, mesmo o sobrinho do governador foi rejeitado por você.

— Deixa de bobagem — Cecília respondeu fervorosamente, porém, imediatamente sentiu algo de estranheza nas palavras da amiga. — Sobrinho do governador?

— Sim? Ele mesmo, não se lembra? — a menina perguntou também achando estranhando o andamento da conversa. — É o Ethan, o apaixonado por você. Por falar nisso, aquela mulher tem cabelos prateados, será que há algum parentesco entre eles?

— Está faltando algo, tenho certeza… — Colocando a mão na cabeça, Cecília fecha os olhos e se força a pensar. Percebendo já ter passado muito tempo desde o sinal, a menina puxa o braço de Cecília. 

— Estamos atrasadas, vamos. — Apesar de querer ir, Cecília não conseguia manter seu olhar longe das costas do garoto e seus longos cabelos escuros.

No fim ela acabou indo com a amiga, mas, desde aquela hora até o entardecer, seus pensamentos se voltaram àquele garoto. Quem era aquela pessoa? Ela tinha certeza que já havia o encontrado antes, mas onde? Por que não conseguia se lembrar? Sua caneta batia constantemente na mesa, assim como a sola de seus sapatos no chão. Inquieta, ela passaria o resto do dia pensando sobre o assunto.

Por outro lado, Ezequiel já havia entrado na sala administrativa do colégio. Agora, todos os funcionários presentes olhavam de forma incerta para o garoto.

— Eh… o mestre Zhao. É que ele realmente não pode te atender agora. — respondeu um funcionário aleatório.

— Mas onde ele está? Só me diga e eu mesmo posso ir encontrá-lo. — Ezequiel perguntou, mas o olhar da pessoa se dirigiu aos outros presentes na sala. O menino confirmou: — Ninguém aqui sabe onde o Velho Zhao está?

— E quem você seria para agir com tanta arrogância em busca do Ancestral Zhao? — Uma voz estridente de repente soa pela sala. Se levantando de sua cadeira, um ancião caminhou até Ezequiel batendo sua muleta pelo chão de pedra.

— Tenho assuntos a resolver com ele, apenas me diga onde encontrá-lo.

— MMM. — Matutando por um instante, o velho coçou o queixo com a ponta da muleta em dúvida. Sua mão esquerda se moveu até uma mesa não muito longe de si, trazendo de volta um tablet direcionado ao menino. A imagem de Ezequiel logo foi digitalizada.

“Não encontrado”, pensou o ancião lendo a mensagem em vermelho na tela. Ele concluiu:

— O Ancestral Zhao está em uma viagem, é previsto que chegue antes do anoitecer. Se quiser vê-lo terá que vir neste horário.

— Então é isso, é? Bom, pelo menos agora sei que posso encontrá-lo hoje. — Virando-se, Ezequiel estava prestes a sair quando alguém o chama de forma desesperada. 

— Espere aí, garoto! — berrou um homem que observava tudo do canto da sala. — Como ele ousa chamar o Ancestral Zhao de velho?!

— Calado professor Krisk! — O velho que segurava a bengala alertou o professor. Porém, ele continuou:

— Ancião, por respeito ao Ancestral Zhao pensei que daria uma bronca nesse moleque! Ele acha que aqui é sua casa e pode falar como quiser de nosso protetor?! Alguém que nem ao menos tem um registro na…

A bengala do ancião de repente voa em direção ao estômago do professor Krisk. Ele geme de dor se abaixando e segurando a própria barriga, o velho não tinha se contido.

Virando-se para Ezequiel, o velho o dá sua sugestão: — Se quiser pode caminhar pelo colégio, há muito nessas paredes para se olhar. Ao leste daqui tem um lago muito belo, recomendo ir pela noite ou pelo entardecer.

— Tudo bem, se o velho Zhao não chegar até lá irei dar uma olhada. Te vejo depois. — Se despedindo, Ezequiel saiu de encontro a mulher de cabelos prateados que o esperava do lado de fora da sala.

Se levantando com dificuldade, o professor perguntou sem entender: — Ancião, por que me bateu? Vamos deixar alguém zombar assim de nossos anciões?! Como vai ficar nossa cara com os professores que se matam de trabalhar por esse lugar, não merecemos respeito?

— Você percebeu a mulher que acompanhava aquele menino? — Perguntou o ancião ajudando o homem a se levantar.

— Que mulher?

Suspirando, o ancião explicou de forma simples: — Apesar de não ter certeza da origem daquele garoto, aquela mulher possui o tom de prateado em seus cabelos.

— PRATEADO?! — gritou o professor.

— Bem, não é prateado, mas cinza. Porém, você sabe como traços corporais são incomuns. Se ele for o guarda daquela mulher e ela for uma nobre ou aristocrata, como pagará por seu erro?

— SÓ QUE… e se aquele garoto tiver usado métodos incomuns para entrar na cidade? E se ele for um monstro em forma humana?!

Apesar de tudo, Krisk estava correto em ter aquele tipo de pensamento.

— Essa seria uma forma de não ter um registro — afirmou o ancião com sua voz cansada, mas ela logo se tornou séria: — Porém, se ele for uma entidade que não podemos confrontar, estaria disposto a dar sua vida?

— Dar minha vida?

— Acha que nessa cidade existem alguém louco o suficiente para chamar o Ancestral de velho? Nem mesmo eu em meus dias mais loucos. — Batendo a mão no ombro do professor, o ancião o aconselhou: — Sei que deseja ganhar algum mérito para subir de cargo, mas a busca por poder pode levá-lo à decadência. Não faça tolices. Se aquele menino for alguém importante, todos estaríamos em risco.

— Entendo…

— Entendeu mesmo? — perguntou o ancião apertando o ombro do professor. — Espero que não cometa um erro.

Voltando ao que tinha que fazer, o ancião os deixou na sala. Do lado de fora, ele observava Ezequiel caminhar normalmente com a jovem de cabelos prateados.

“Isso é problemático”, pensou o ancião: “Sempre que traços físicos aparecem, o ranking muda. Talvez eu devesse recrutá-los para a minha facção.”

Virando-se na direção contraria a de Ezequiel, o ancião desistiu da ideia em seus pensamentos: “Não seria justo com os outros, talvez eu devesse guiá-lo para uma das forças menores.”

Enquanto caminhava pensativo, o ancião de repente se depara um professor andando na surdina. Ou assim ele achava, mas de que adiantava se esconder daquela forma atrás dos pilares? Todos eram cegos para não perceberem sua presença?

Por um momento o ancião considerou aconselhá-lo, mas desistiu ao ver que ele estava seguindo o menino desconhecido e a moça de cabelos cor de prata.

— Esses jovens, eles só conseguem aprender quando recebem o coice na cara? Será que não conseguem aprender com os erros de outros? Digo para todos evitarem o buraco à esquerda e eles fazem o quê? Pulam nele! — O ancião resmungou em voz alta. — Só espero que não se torne problemático.

Após passear por um tempo no colégio, sem mais nada para fazer, Ezequiel conversava com a cozinheira no refeitório. Ela havia recomendado alguns pratos para um almoço saudável, porém, seu prato agora estava tão cheio que ela o entregava um segundo.

Ele não o recusou, na verdade, estava realmente pensando que aquilo não seria o suficiente para si. O lanche da manhã, apesar de não estar tão bom, também não havia sido o suficiente para enchê-lo.

— Obrigado — disse ele agradecendo a gentil mulher da cantina.

— Não foi nada, esse é meu trabalho, apenas coma tudo sem deixar um único grão de arroz. Se eu encontrar, vou achar que não gostou da comida.

— Isso não vai ser um problema. — Ele respondeu se dirigindo ao lado direito da sala, onde uma escada de vidro levava a um segundo andar.

Pisos de mármore, paredes de vidro e um corrimão banhado a ouro. Quem construíra aquilo realmente tinha grande fortuna para gastar daquela forma. Ezequiel não reclamava, na verdade, ele pensava ser algo interessante.

— Um dia meu castelo vai ser tão grande quanto esse. Talvez seja bobagem pensar em fazer algo assim por agora, ou inútil, é apenas uma construção e não há muito o que fazer com ela de qualquer forma. Mas quando eu começar a construir, terei a certeza de fazê-lo o maior.

Assim como ele olhava para aquele lugar com grande interesse, ele desejava que outros tivessem a mesma sensação encantadora.

Sentando-se a uma mesa mais próxima à escada, ele e a mulher de cabelos prateados começaram a comer. Ainda faltava algum tempo para o meio do dia e havia poucas pessoas no refeitório, todos os presentes eram alunos que saiam mais cedo de suas classes para assegurar seu lugar e seus lanches.

Um sentimento pesado tomou o corpo de Ezequiel por um instante. Olhos azuis brandos, cabelos acinzentados, um jovem uniformizado de preto e dourado o observava do primeiro andar, mas o olhava de cima com extrema arrogância.

Algum tempo já havia se passado desde que começaram a comer, mas ninguém até então havia subido para o segundo andar. Levantando-se, Ezequiel e a mulher pegaram seus pratos. Mesmo que alguém fosse mais tarde limpar as mesas, ele não gostava da sensação de deixar coisas jogadas.

Descendo as escadas, ele segue na frente enquanto a mulher o acompanha. Um passo de repente toca o primeiro degrau, o rosto da arrogância se levanta contra Ezequiel que descia, ele para.

A três degraus de distância, Ezequiel observa o desdem do jovem de roupas pretas e douradas.

— Não fique na frente enquanto estão passando — disse ele descendo para o terceiro degrau esperando o jovem bem-vestido sair de sua frente. A resposta não veio seca. Fazendo um movimento na língua, o rapaz cuspiu em direção a Ezequiel.

Antes mesmo que o líquido pudesse certar um fio da roupa de Ezequiel, ele se tornou nada com uma súbita onda de calor. Descendo outro degrau, Ezequiel se aproximou do jovem com seriedade.

Era assim que aparentava, mas seus olhos cheio de loucura demonstravam a fúria borbulhante de seu sangue. Sua voz saiu tensa e arrastada: — Saia da minha frente, agora, ou eu arrancarei seu pé junto a metade de seu corpo.

Uma vasta onda de calor se expandiu pelo refeitório de forma incomum, mesmo o ar já borbulhava. Todos observavam preocupados, não era permitido lutas naquele lugar. Porém, nenhum dos dois parecia disposto a torcer o braço.

O som de passos ecoa pelo ar, se aproximando, um homem dá uma risada sem graça enquanto segura o braço do jovem de cabelos acinzentados. — Hahaha, que calor. O que vocês estão fazendo aí? — Era Dylan que a algum tempo seguia Ezequiel para evitar um desaste, e ele fez bem em segui-lo.

— Isso não tem nada a ver com você professor…

— Nossa! — gritou Dylan puxando um pouco a roupa do jovem — nunca tinha reparado que esse uniforme é tão belo.

Dando um passo a frente, Ezequiel caminhou em direção à mulher da cantina se aproveitando da abertura do professor. Seus pratos estavam limpos, quase brilhando, ele não havia deixado um grão de arroz.

— Estava delicioso, talvez eu volte para vê-la pela noite.

— Oh, meu. Você é bem-vindo a voltar sempre que quiser, precisa comer bastante. Eu não fui a única a cozinhar, temos muitos cozinheiros. A noite provavelmente não estarei aqui, mas se surpreenderá ao ver quão boa é a comida.

— Então virei. — Ele assentiu ao perceber a honestidade daquela pessoa.

Quanto ao jovem que havia entrado em seu caminho, ele o olhou de relance enquanto saia, só não se deixou levar pela arrogância daquela pessoa.

— Bom nobre, você é ótimo — Dylan afirmou ajustando a gola da roupa do jovem de cabelos acinzentado — andar limpinho e cheiroso assim, haha…

Se afastando do jovem, Dylan andou na direção que Ezequiel havia saído. Ele concluiu: — Qualquer dia desses nós podemos nos esbarrar jovem nobre.

— Tenho medo que sua cabeça não permaneça colada até lá — o jovem respondeu se virando para o segundo andar.

— Não brinca… — Dylan sussurra saindo rapidamente daquele lugar. Que loucura ele havia feito? Aquele era um nobre de alto nível, como pôde tocá-lo daquela forma descuidada?

Agora mesmo Dylan sentia que seu choro ia sair, ele se segurava, mas como era possível existir tanto azar na história?

Enquanto isso, Ezequiel caminhava meio sem rumo. Ele já havia visitado a biblioteca e o velho Zhao não estava lá. Havia outros lugares que frequentava, porém, nada era bom o suficiente para acabar com sua fúria.

Por que tanta raiva? Ele não se lembrava, mas sentia algo arder no mais profundo de seu peito ao ver aquela pessoa. E mesmo sem saber ele estava cumprindo uma promessa feita consigo mesmo.

“Não vou jamais! Me rebaixar a outra pessoa.”

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Olá, eu sou o D. Machado!

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