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 Aisha treinava com o chicote de Determinação, no jardim de sua casa. Botando algumas garrafas de vidro em cima de uma mesa, a garota treinava sua pontaria tentando atingi-las. 

 Sua atenção então voltou-se para uma mulher com vestido parecido a de uma bailarina, deitada de baixo de uma árvore lendo um jornal.

— Estar indo bem, continue assim — ao bocejar, falou. — Apenas diminua um pouco sua força na hora de chicotear.

Revoltada com a posição da besta alada que dizia lhe ensinar, Aisha resmungou.

— Porque eu tenho que aprender a bater com isso… Podia me ensinar a controlar o vento, ia ser mais útil…

— Mas é claro que aprender a manusear o chicote gravitacional é útil! — ao ouvir os resmungos da garota, a camaleão protestou. — Sabe raramente eu uso meu elemento, a maioria do meu combate é utilizando o chicote, ele é muito útil.

Aisha apenas revirou os olhos, ela não acreditava que aquilo poderia ser útil em uma batalha onde o inimigo poderia causar um tsunami ou algum outro desastre natural apenas com suas as mãos.

— Não acreditar né… Pois irei lhe mostrar! — levantando-se é indo até a garota, Determinação pegou o chicote de suas mãos. — O chicote gravitacional, não tem esse nome à toa.

Girando o objeto, enrolando-o em uma grande rocha que havia no jardim, a levantou sem nenhum esforço. Aisha até ficou impressionada, entretanto, ainda não estava convencida.

— A arma tira a influência do peso e gravidade nos objetos, permitindo você manuseá-los a sua vontade — puxando a pedra, Determinação segurou o objeto como uma bola de basquete. — Isso serve para tudo, desde pessoas, carros, estrutura, depende da sua criatividade…

Aisha observava pensativa, tirar o peso dos objetos para usá-lo parecia algo legal, porém ela lembrou-se de algo.

— Mas se eu acabar tendo que lutar, sem ter nem um objeto para jogar?

— Aí é só transformar o chicote! — fazendo a ponta da arma enrola-se ate forma uma esfera. — Esse chicote tem muita corda dentro de si, dar para fazer um baita estrago ao alterar sua forma. 

A garotinha adquiriu um brilho em seus olhos ao ver o chicote mudando de forma, era algo seduzente.

— Irei lhe ensinar a fazer isso, porém antes você deve aprender a acertar o alvo… — apontando para as garrafas, Determinação falou.

Após um bom tempo treinado, Aisha decidiu parar. O sol já estava se pondo no horizonte.

— Estou com fome — ao passar a mão na barriga, Aisha falou.

Dirigindo-se para sua casa, a garotinha estava satisfeita com seu treinamento, a evolução foi pouca, contudo pelo menos ela conseguiu atingir uma das três garrafas. De repente, ela acabou tropeçando em uma pedra no chão, caindo e esbarroando-se em alguém.

— Opa! — falou a pessoa, que a garotinha havia esbarrado, pelo seu tom de voz, parecia ser uma mulher.

— Desculpa! Desculpa, eu tropecei em uma pedra — envergonhada, Aisha tentou se desculpar euforicamente.

— De boas, isso pode ocorrer com todo mundo, não se machucou, né?

Aisha ia responder, contudo, notou algo esquisito na aparecia da mulher, seus cabelos é iris de seus olhos tinham tom purpura muito forte, além disso, a mulher vestia-se com um vestido de saia longa bordado, que a fazia ter a aparecia de uma princesa.

— Não me machuquei — Aisha respondeu, mesmo estranhado a aparência da mulher.

— Quem bom… É melhor ir para casa, garotinha — sorrindo gentilmente, acariciando a cabeça de Aisha, a mulher falava. — É perigoso, crianças da sua idade, ficarem andado na mata, ainda mais sozinhas.

 — Eu não estou sozinha… — tirando a mão da mulher de sua cabeça, Aisha notou algo.

Determinação havia desaparecido, ela estava ao seu lado até a pouco tempo, mas agora não estava em nenhum lugar.

“Cadê ela??”, em seus pesamentos, Aisha indagava.

— Vá para casa garota! Já estar escurecendo — continuando o seu caminho, a mulher alertou.

Aisha ficou encarando-a sumir no horizonte por alguns segundos, quando uma voz a seu lado a assustou.

— Cinderela?! 

Olhando para o lado, deparou-se com Determinação com uma expressão seria em sua face.

— Onde você estava? — irritada pelo sumiço da Camaleão, a garotinha indagou.

— Aisha, vamos voltar para sua casa, rápido! — puxando-a pelo braço, a camaleão parecia tensa.

Caminhado em uma estrada de terra, a mulher admirava a natureza, quando viu no horizonte uma garota, lhe esperando.

A garota possuía um tom caramelo em seus cabelos, vestia um vestido social com uma boina bordada em sua cabeça. A mulher achou que as vestimentas davam um aspecto fofo a garota.

— Matilda! Minha Matilda, estava me esperando? Que fofo de sua parte! — sorrindo, a mulher abraçou fortemente a garota.

— Onde esteve, Compaixão? — com uma expressão inexpressiva em seu rosto, a garota falou.

Compaixão começou a juntar seus dedinhos.

— Fui conhecer a cidade, sabe, queria saber mais desse lugar…

— Isso é errado, se tivesse alguém que lhe identifica-se, poderia comprometer a missão! — apontando o dedo para a face da mulher, irritada, infelizmente sua inexpressividade a fez sorrir.

— Sabe, eu encontrei uma padaria com uns bolos bem bonitos — aproximando seus lábios carnudos, aos ouvidos de Matilda, fazendo-a tremer. — Porque depois não vamos lá comer.

— Oh, tem bolo de chocolate? É claro que nos vamos! — sua face não demostrava, mas matilda estava eufórica com a notícia. — Caroline é Amizade, estão nos esperando, vamos.

Ao concordar com a cabeça, Compaixão teve seu corpo totalmente envolto por uma luz, transformando-se em uma espécie de reptil.

Suas escamas eram purpuras lembrando ametistas, seu corpo era longo parecido com um de uma serpete, em sua cabeça possuía hastes parecidas com as de um cervídeo com oito esferas em pares de dois semelhantes a globos de natal nas suas pontas.

Suas assas possuía uma capa translucida que lembrava tentáculos de uma água viva. Voando para debaixo da boina de Matilda, a dragão acomodou-se.

— Certo, estou pronta minha Matilda! 

Dirigindo-se até onde Caroline é Amizade estavam, Matilda fez uma pergunta.

— Gostou do que viu na cidade? Vi que continuam recuperando-se da Grande guerra.

— Notei… Não usando hipérboles, mas a destruição da guerra elemental foi pior — encarando-a nos olhos, Compaixão falou. — O inimigo tinha uma tecnologia superior as da maioria das outras terras, foi complicado, hum, hum.

Matilda sempre escutou da besta alada, sobre os conflitos da guerra elemental, as escalas de impacto que evento criou foram considerados dez vezes piores que os da grande guerra. Compaixão havia lhe contado que nesse conflito, ela havia ganhado os apelidos de Dragão cumulo nimbos e de Cinderela.

— Pelo menos esse povo conseguiu se reerguer — Matilda falou. — Eu vivenciei os horrores da guerra na pele e sei como é algo traumatizante.

Compaixão fez um cafune com suas assas, na cabeça da garota, em um ato de empatia.

Avistando então no horizonte, Caroline parada de braços cruzados, ela parecia impaciente.

— Que demora em…

Caroline vestia um vestido de saia longo branco com bolinhas azuis, seus cabelos negros davam aspecto jovial ao sua aparência. Ao seu lado havia um felino de porte médio, meio magro, com seus pelos em tons de azul, lambendo-se

— Ola Caroline! Já está reclamando a essas horas — rindo da garota, Compaixão falou.

— É quando ela não estar reclamando? — Falou o felino, com uma expressão de zombaria em sua face.

Matilda, levantado sua saia em saudação, falou com felino.

— Prazer em revê-la, Amizade.

O animal a sua frente, era a besta alada da Amizade, o guepardo das sombras, Caroline é Matilda foram descobertas quase que em anos iguais como receptáculos por Cupiditas.

— Ola, Matilda, parece que você estar bem, isso é bom — retribuindo a saudação, o felino falou. — Espero que a Cinderela, não esteja lhe deixado em apuros, hehe. 

— Haha, muito engraçado, irma! Veja como estou rindo — zangada com a piada, Compaixão gritou.

— Dar para vocês, resolverem-se depois… Quero terminar essa missão irritante logo! — chutando a grama a sua frente, Caroline remusgou.

Matilda é as duas bestas concordaram com a cabeça. Assim a missão dos receptáculos haviam começado. 

Olá, eu sou o Rian Rrg!

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