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Woah! Uma arena de combate!

A estrutura assemelha-se a um moderno Coliseu de teto fechado.

Num primeiro olhar, o local não apresenta cadeiras, mas sim uma ampla escadaria branca que circunda a área de combate.

Espectadores sentados em degraus brancos, aguardam ansiosamente pelo que está por vir.

Caminhando pelas arquibancadas, Akemi observa atentamente à sua volta, maravilhado com a grandiosidade que presencia.

As paredes possuem uma tonalidade vinho e o solo parece feito de um material claro e liso como mármore.

Mas o que mais impressiona, é uma redoma transparente levemente perceptível que envolve o campo de batalha. 

O que é isso? Uma… barreira?! Que bruxaria é essa?! Como algo assim pode existir? Hm… não tenho a mínima ideia do que isso é feito, mas deve servir para proteger os espectadores.

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Akemi acompanha o oficial até um ponto específico na seção oeste da arquibancada, bem em frente à porta pela qual entraram.

Coincidentemente, Sho está sentado por lá, com o olhar fixo na arena.

Ele também está aqui? Bom, vou sentar ao lado dele.

— Ué?! Akemi?! — Sho percebe a aproximação do colega.

— Não esperava te encontrar por aqui.

— Onde você estava? Ouvi que te levariam para uma sala especial, o que isso quer dizer?

Akemi se senta ao lado e responde: — Sim, era uma sala nos fundos do primeiro andar.

Sho franze a testa, impressionado.

— Não me diga que…

— Oh, você sabe que é a sala do-

— Marechal Jin Ichikawa!? Eu sou um grande fã dele! Você o viu pessoalmente?!

— Sim, mas… como você sabe?

— Ele é o diretor da ASA! Você não sabia?

— Diretor? Isso explica aquele tanto de gente envolta dele.

— Ei! Fala logo o que vocês conversaram!

— Bom, ele queria ver minhas habilidades. Tentei usar meus poderes, mas… como você havia visto, falhei novamente.

— Nossa, o que ele achou disso?

— Ele não achou ruim, até me encorajou.

— Hehe, que sorte. Vindo de uma figura como ele, é de se imaginar.

Realmente, é muita sorte conversar com alguém como o Marechal Ichikawa, mas… essa situação está muito esquisita…

— Sabe… sobre essa arena, ela é incrível, não acha? Você sabe por que estamos aqui?

— Na verdade, nesta arena, em breve ocorrerão batalhas entre jovens que disputarão um lugar na ASA estará em disputa.

Akemi fica atônito com a revelação e não consegue tirar os olhos do colega que acabara de expor um fato assustador.

— B-batalhas? — Sua resposta sai gaguejante.

— Sim, eu vi o seu nome na lista de combatentes de hoje.

Meu nome em uma lista de combatentes?!

— Calma! Você está dizendo que o teste é uma luta?!

Mantendo o olhar para a arena, Sho diz em tom irônico: — Não fala que tu não sabia.

— Ma-mas não era uma prova?!

— Existem três formas de ingressar na ASA: por aprovação em teste físico de combate, por meio do exame escrito realizado duas semanas atrás, ou por indicação. Cada um desses testes disponibiliza cinco vagas, totalizando quinze novos alunos na próxima turma.

Ah, não acredito que perdi esse teste por uma semana! Quem me dera se eu tivesse despertado minha aura mais cedo. Porém, esse papo de indicação…

— Como assim, passar por indicação?

— Eu também queria saber como funciona esse método, acredito que eles não revelam por ter um certo esquema de “panela” entre algumas famílias nobres, entende?

— Compreendo, mas qual o sentido de um teste de combate?!

— Para participar do combate, é preciso muita coragem. Muitos temem tentar, então tem poucos participantes. Apenas os mais confiantes se arriscam e pensei que você fosse assim. Como assinou o contrato de responsabilidade?

— Contrato de… ah, agora entendi.

— Você assinou esse contrato?

Maldito major! Eu deveria ter lido a droga daquele papel, não acredito que caí nessa. Eu sou tão burro!

— Então… sim.

Pensando bem, eu não teria outra escolha. Ou é encarar tudo isso ou jogar tudo fora.

O ambiente é preenchido com vozes murmurantes das pessoas ao redor, a sensação de inatividade incomoda Akemi, até que…

ATENÇÃO! O primeiro combate acontecerá daqui dez minutos. Os competidores são Hikaru Sasaki e Kaiyo Satou. Peço que se preparem para a batalha.

A voz de um locutor ressoa por alto-falantes, capturando a atenção de todos. A excitação da multidão é notável.

Sho comenta: — É o primeiro combate da tarde…

— Você vai lutar?

— Eu? Claro que não! Tá maluco? Já fiz o exame escrito semana passada e consegui passar, então não tenho que passar por nenhuma luta.

— Então você já é um aluno da ASA?

— Praticamente sim, apenas vim aqui para conhecer o campus. O Coronel Kobayashi é o meu guia de hoje, porém me disse que precisava resolver algumas questões urgentes e me pediu para aguardar nesta arquibancada. Ele me assegurou que vou me divertir muito por aqui…

— Como eu queria estar no seu lugar agora… — murmura Akemi, desviando o olhar para a arena.

— Minha irmã também conseguiu passar, só que ela chegou com outro grupo, fico pensando onde ela pode estar, ela é meio desastrada, sabe?

Enquanto Sho fala, Akemi se perde em seus pensamentos, refletindo sobre sua própria situação.

Como posso lutar com alguém certamente mais preparado do que eu? Argh! Por que o major não me informou sobre essa luta? Qual é o propósito de esconder isso de mim? Sinto como se estivesse sendo obrigado a fazer isso… mas por quê?

No meio de um monte de preocupações, uma dúvida vem.

— Sho, você sabe as regras da luta?

— Não há regras.

— Hein?!

— É isso mesmo que você ouviu, não tem regras.

— Então como saberemos quem venceu?!

— O vencedor será anunciado pelo locutor. A luta durará quinze minutos, se ninguém for derrotado, os jurados ocultos dirão quem sairá vitorioso pela pontuação. O vencedor também pode ser declarado se um dos competidores se render, desistir ou, na pior das hipóteses, morrer.

MORRER?!

Pessoas em volta encaram o rapaz estérico e assustado…

Sho sussurra: — Ei, não precisa gritar, no final da luta ninguém sairá ferido, fique tranquilo.

Akemi percebe que está sendo observado e tenta se acalmar.

— Ah, perdão. Mas pera lá, como ninguém sairá ferido?

— Tem um shihai do tempo, sua aura pode retroceder a arena em até vinte minutos, por isso a luta tem uma duração máxima.

— Aura do tempo? I-isso existe?!

— Sim, mesmo sendo restrita, é uma das mais perigosas do mundo.

— Ele parece ser ridiculamente forte, quantas vezes ele consegue voltar no tempo?

— Isso eu já não sei dizer, mas imagino que ele consiga fazer isso poucas vezes por dia. Muitas das auras de origens desconhecidas possuem drásticas limitações e consequências.

— Ele pode nos curar?

Acenando a cabeça, Sho confirma: — Exatamente, ele garante a segurança de todos na arena, qualquer dano sofrido será desfeito.

— Mas, mesmo com um shihai do tempo, uma luta até a morte é insano demais!

— Já que está aqui, não adianta voltar atrás…

Um silêncio entre os dois surge do nada, e eles ficam ali, esperando ansiosamente por qualquer sinal.

[ Quatro minutos depois… ]

ATENÇÃO! ATENÇÃO, ESPECTADORES! O primeiro combate está prestes a começar! Peço aos competidores que se dirijam ao centro da arena!

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Olá, eu sou o Andaz!

Finalmente teremos ação no próximo capítulo!

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