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Jack ansiava erguer a cabeça, desafiar o olhar arrogante do homem que subjugava todos à sua volta como se fossem meros insetos diante de um dragão imponente.

Mas, o peso da opressão era sufocante, prendendo-o à terra com uma força que superava sua vontade.

Em seu interior, uma fúria incontrolável queimava como brasas vivas. A raiva era tanta que ele jurava ser capaz de matar até mesmo a própria rainha, se a oportunidade se apresentasse.

A humilhação e a impotência o consumiam, corroendo sua alma como ácido.

Abyssoeros, percebendo o sofrimento do jovem, tentou aliviar um pouco da pressão que o oprimia. Com um gesto sutil, ergueu a mão, convidando Jack a fixar seu rosto na memória.

E funcionou. Jack ergueu a cabeça, lançando um olhar mortal sobre o homem. Seus olhos, antes cheios de impotência, agora brilhavam com fúria como brasas vivas.

— Bom, foi ótimo brincar com vocês, Mas tem algo que preciso fazer… algo importante. Então… adeus. Disse ele com um tom de ironia na voz.

O fogo, alimentado por um vento implacável, se espalhava como um monstro faminto, consumindo casas e vidas em seu caminho.

Gritos de terror e agonia rasgavam o ar, enquanto pessoas indefesas tentavam escapar das chamas vorazes.

Mas Abyssoeros observava tudo com frieza e indiferença. Para ele, o sofrimento das pessoas era irrelevante, um mero detalhe.

Agora, Abyssoeros tinha três objetivos em mente, três peças em seu jogo de tabuleiro.

O primeiro era dar vida aos planos incompletos de Hanni, planos que, embora não perfeitos, continham um futuro brilhante.

O segundo já estava em andamento, um esquema intrincado que dependia da cooperação de Jack.

Se o jovem o seguisse cegamente, tudo se encaixaria como peças de um quebra-cabeça.

E o terceiro, ah, o terceiro era obra do destino, um desafio que só a força e a astúcia dele poderiam superar.

Voltando a caminhar com passos firmes, Abyssoeros se viu no mesmo local de antes, mas a família Alans não estava lá.

A ausência deles não o surpreendeu, pois ele já havia intuído que não eram cultivadores, mas sim pessoas comuns.

Com essa ideia em mente, ele se dirigiu às áreas residenciais, onde hotéis e restaurantes se concentravam. Era óbvio que vasculhar cada um deles em busca da família seria impraticável.

Em vez disso, Abyssoeros liberou sua mana, permitindo que ela fluísse livremente por toda a cidade.

Não demorou muito para ele detectasse algo suspeito.

Cinco figuras se amontoavam em um beco escuro, um número incomumente grande para o local. A noite caía, envolta em uma atmosfera de impunidade e perigo.

A criminalidade pairava no ar, e Abyssoeros sabia que uma mulher como Valentina seria presa fácil para aqueles indivíduos.

Com passos resolutos, ele se aproximou do beco, pronto para enfrentar qualquer ameaça que pusesse em risco a segurança de Valentina.

♣♠♪♥♦

Enquanto isso dentro do beco…

No interior do beco mal iluminado, a cena era de caos e desespero. Paulo jazia inerte no chão, vítima de um golpe cruel que o deixara inconsciente.

Helena e Valentina, por sua vez, enfrentavam um pesadelo inimaginável.

Dois Homens perversos as cercavam, violando seus corpos e roubando-lhes a dignidade.

— socor…

Valentina, com todas as suas forças, tentou gritar por socorro. Mas sua voz foi silenciada por um golpe brutal no estômago, que a fez vomitar sangue.

O primeiro homem, com um sorriso sádico estampado no rosto, se aproximou dela, seus olhos fixos em seu pescoço.

— Ei, moça, seria melhor se você não gritasse tão alto perto dos outros. É importante ter educação e respeito pelo espaço do próximo. Disse ele com um sorriso irônico no rosto.

— seu porco, não toque nel…

BUM!

Helena, tomada pelo desespero, tentou protestar contra a violência, mas sua voz foi silenciada por um golpe brutal no estômago.

O segundo homem, com fúria incontrolável, desferiu um soco duas vezes mais forte que o anterior, dobrando-a ao chão e arrancando um grito agonizante de sua garganta.

— Sua puta, você não deveria gritar, aliás, você não deveria fazer porra nenhuma, vocês mulheres… mulheres só sabem fuder e reclamar, eu odeio isso. Disse ele com raiva dos olhos.

Lágrimas quentes escorriam pelas faces das duas mulheres, traçando trilhas de desespero em meio à escuridão do beco.

Angústia apertava seus corações enquanto a crueldade se aproximava, implacável.

A impotência as consumia, cada tentativa de se libertar frustrada pela força bruta que as prendia.

Porém, as quatro pessoas ouviram uma voz vindo dentro do beco.

— Salvando mulheres em um beco escuro e imundo… muito clichê, apesar de que essa é a primeira vez que isso acontece comigo, como devo abordar essa situação? Ir para as autoridades competentes, dando tempo para vocês terminarem o serviço ou matá-lo aqui? Perguntou abyssoeros.

“Se eu os eliminar rapidamente, sem hesitação, não vou quebrar a regra do Senhor Hero de não causar confusão desnecessariamente” pensou ele.

No entanto, foi tirado de seus pensamentos abruptamente por uma voz que o chamou.

— Seu idiota, somos dois contra um… Se você não se afastar agora, vai se arrepender.

Em sua mente, Abyssoeros sabia que aquele era o momento mais feliz de sua vida, a alegria era tão intensa que ele mal conseguia conter as lágrimas.

— Dois clichês em dez minutos? Parece que você assistiu muitos filmes ruins ultimamente. disse Abyssoeros com um sorriso zombeteiro.

Ambos os criminosos o encararam com olhares carregados de ódio, seus rostos contorcidos em fúria, como se estivessem prestes a avançar.

— vamos acabar com el…

SWISH!

A cabeça do primeiro homem se desprendeu do corpo com um baque surdo, rolando pelo chão até parar ao lado do corpo inerte.

Uma poça de sangue carmesim se espalhava rapidamente, manchando o solo como um macabro lembrete do fim brutal.

O segundo homem, atordoado pela cena terrível, permaneceu paralisado, incapaz de processar a enormidade do que presenciava.

A mente entorpecida lutava para encontrar uma resposta, mas o medo o dominava completamente. Nenhuma chance de fuga, nenhuma esperança de defesa.

—Três clichês em menos de dois dias Primeiro, o resgate das donzelas em perigo. Depois, a clássica briga de dois contra um. E agora, o grand finale: os valentões pagam o preço da sua arrogância. Disse abyssoeros aproveitando cada segundo.

Enquanto narrava sobre seu peculiar fascínio por clichês, o segundo homem, encolhido em no solo tremia incontrolavelmente.

A cada palavra proferida, a percepção de que tudo não passava de uma brincadeira cruel se intensificava, fazendo seu corpo gelar e o suor escorrer pela testa em um ritmo frenético.

Abyssoeros, por sua vez, observava o homem com um sorriso cruel nos lábios.

Ele se divertia com a reação dele, com a mistura de medo e fúria que se refletia em seus olhos.

— Meu plano era te eliminar com um único golpe, Mas antes disso, preciso de respostas para algumas perguntas. Disse ele.

Ao ouvir as palavras sombrias, um calafrio percorreu a espinha do homem.

Uma sensação gélida se espalhou por seu corpo, como se a própria Morte estivesse soprando em seu ouvido.

— Por favor… Eu não sabia que elas o conheciam, Eu juro! deixe-me ir, eu não farei mal a ninguém. Disse ele com a voz trêmula

As súplicas do homem soavam como o lamento do vento em uma noite tempestuosa para Abyssoeros. Eram sons vazios, insignificantes.

— Em qual continente estamos? Quantos reinos e cidades existem por aqui? E como está a situação geral? Há conflitos entre nações ou algo do tipo? Disse ele.

O homem ficou confuso com o tipo de explicação que teria que fornecer, isso era o básico que todos sabiam.

Mas, ele não disse nada e simplesmente explicou tudo sem esconder nada.

— estamos no continente oar, ao norte encontramos o Reino de Shin. Mil e quinhentos quilômetros a oeste, está o Império de Volvan, envolto pela Floresta. Disse ele.

— Na costa oeste, o Reino de Tralvo, famoso por sua frota marítima, a apenas duzentos e cinquenta quilômetros do Império de Volvan.

— Ao sul, o fervoroso Reino Sagrado de Deus, sempre em busca de expandir seu domínio. No leste, o impenetrável Reino das Montanhas.

— No centro, o poderoso Reino da Aliança, detentor do poder político e econômico do continente.

— e por fim e menos importante temos a floresta está no centro do continente que vai até o reino de shin ao reino das montanhas. Aliás, o império de volvan fica dentro da floresta. Terminou ele.

Abyssoeros, após ouvir tudo com atenção, assentiu com um gesto positivo, demonstrando concordância com as informações recebidas.

— bem, agora me diga a situação geral de tudo, brigas e entre outras coisas.

Sob a pressão do perigo iminente, a clareza mental se esvaía, tornando a tarefa de analisar a situação continental ainda mais árdua.

O segundo homem, envolto em um turbilhão de incertezas, se viu completamente desorientado diante da caótica realidade.

— Felizmente, não há grandes intrigas entre os reinos. No entanto, o Império de Volvan tem o costume de atacar Shin ou Tralvo quase todos os anos. É difícil prever qual será o alvo da próxima vez, mas uma coisa é certa: uma das duas cidades sofrerá com a fúria dos volvarianos. Disse o homem.

Abyssoeros, absorto em pensamentos, já havia ponderado sobre diversas teorias, desde as mais plausíveis até as mais fantasiosas.

Porém, em vez de continuar especulando, ele decidiu buscar respostas através de perguntas.

— Qual a motivação por trás desses ataques? Não me diga que o imperador busca mais terras, tendo uma floresta inteira à sua disposição!

— Ah, não… A floresta é considerada território proibido até mesmo para eles. Isso se deve à sua imensidão, ultrapassando a área de todos os reinos juntos. Por isso, tornou-se um local neutro. Invadi-la à força sem o consentimento dos outros reinos significaria guerra.

Um sorriso radiante iluminava o rosto do homem de cabelos platinados enquanto ele contemplava o futuro promissor que se desdobrava em seus pensamentos.

— Só isso que você tem para me contar. indagou ele, com a nítida sensação de que algo crucial estava sendo omitido.

— Do que você quer saber? É sobre a princesa que está a caminho de Tralvo? Ou sobre algum nobre corrupto?. retrucou o homem, a voz hesitante traindo um certo nervosismo.

Abyssoeros compreendeu que manter o homem vivo era mais vantajoso do que eliminá-lo, mas a ideia de sua morte permanecia como parte crucial do plano que ele elaborava em sua mente.

— Essas informações são facilmente obtidas por mim. Inclusive, sou capaz de eliminar sozinho as cinco potenciais que existem neste continente. Portanto, evite me subestimar com dados incompletos. declarou ele com arrogância.

À medida que absorvia as palavras de Abyssoeros, o homem se via diante de uma figura monstruosa. Nem mesmo a Morte, a entidade mais poderosa que ele conhecia, seria capaz de salvá-lo.

— A-a… seita… Eles estão tramando algo grandioso para este mundo, algo que me escapa à compreensão. Duvido que meu chefe estivesse ciente de seus planos, pois ele não passa de um mero peão aos seus olhos.

Ao ouvir a informação, que mais parecia um resumo vago do que uma verdade completa, Abyssoeros ergueu uma sobrancelha em sinal de desconfiança.

Terminada a fala do homem, ele o fixou com um olhar penetrante, buscando decifrar se havia mais a ser dito.

— Lamento, mas o que você me disse até agora não passa de migalhas de pão. As informações que preciso são valiosas, e o que você me forneceu não chega nem perto de satisfazê-las. Sendo assim, me vejo obrigado a buscar outros meios para obtê-las. Disse ele enquanto suspirava.

Seu olhar se fixou nas duas mulheres que se esforçavam para despertar o homem corpulento, mas, no fim, decidiu não lhes perguntar nada.

Já as considerava tão inúteis quanto um profeta que anuncia a chegada de uma princesa em um dia incerto.

— Uma última pergunta Se sua resposta me agradar, poderá passar por mim ileso. Disse ele com um tom sério.

Um fio de esperança cintilou nos olhos do segundo homem quando ele percebeu uma brecha na situação.

Com determinação inabalável, ele acenou com a cabeça, ansioso pela pergunta que o livraria daquela encruzilhada.

No entanto, ao ouvir a pergunta, suas esperanças se desintegraram como uma pipa solta à mercê do vento.

N/T: 1. Reino de Shin:

Localização: Floresta do norte
Distância: Reino de Aliança: 2.500 km


Reino das Montanhas: 3.000 km


Reino de Tralvo: 4.000 km


Reino Sagrado de Deus: 2.000 km


Império Volvan: 1.500 km


  1. Reino de Aliança:

Localização: Planície central
Distância: Reino de Shin: 2.500 km


Reino das Montanhas: 1.500 km


Reino de Tralvo: 1.000 km


Reino Sagrado de Deus: 1.500 km


Império Volvan: 2.000 km


  1. Reino das Montanhas:

Localização: Montanhas do leste
Distância:

Reino de Shin: 3.000 km


Reino de Aliança: 1.500 km


Reino de Tralvo: 2.000 km


Reino Sagrado de Deus: 2.500 km


Império Volvan: 3.500 km


  1. Reino de Tralvo:

Localização: Costa oeste

Distância:

Reino de Shin: 4.000 km

Reino de Aliança: 1.000 km

Reino das Montanhas: 2.000 km

Reino Sagrado de Deus: 3.000 km

Império Volvan: 2.500 km


  1. Reino Sagrado de Deus:

Localização: Floresta do sul

Distância:

Reino de Shin: 2.000 km

Reino de Aliança: 1.500 km

Reino das Montanhas: 2.500 km

Reino de Tralvo: 3.000 km

Império Volvan: 1.000 km


  1. Império Volvan:

Localização: Floresta do oeste

Distância:

Reino de Shin: 1.500 km

Reino de Aliança: 2.000 km

Reino das Montanhas: 3.500 km

Reino de Tralvo: 2.500 km

Reino Sagrado de Deus: 1.000 km

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