Capítulo 5: Evolução Hobgoblin

Sistema de Evolução Alienígena

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Evolução Hobgoblin

 

A essa altura, Draug havia sido reduzido a apenas alguns ossos – tudo o que restou do guerreiro hobgoblin.

O Coletor saltou de uma árvore de maneira desajeitada, tinha perdido três de seus membros de aranha, mas sabia como compensar os membros perdidos com um pouco mais de esforço, subiu na árvore, se balançando como um pêndulo, tão rápido que ninguém acreditaria que estava debilitado.

Lá, ele se enrolou e começou sua evolução. Nos níveis mais baixos de transformação, ele não podia se dar ao luxo de ser exigente com o material genético que possuía, pois ficar mais forte a qualquer custo era sua principal diretriz. Então usaria tudo que tinha.

O corpo do Coletor começou a derreter, secretando uma gosma viscosa que formou um casulo sobre ele. Era mais monstruoso do que antes, com veias grandes e pulsantes aparecendo em sua superfície gordurosa. Dessa vez, o Coletor não se derreteu inteiramente em um líquido primordial, em vez disso, se condensou em algo parecido com uma esfera que pulsava como um coraço no centro do casulo de carne.

Em seu estado atual, o Coletor não poderia desenvolver uma forma utilizando mais de três bases genéticas. À medida que atingisse níveis mais altos de transformação, a capacidade de processamento de material também aumentaria, mas, por enquanto, teria que se contentar com o que tinha.

Havia duas novas amostras de material genético: o goblin negro e o hobgoblin negro. No entanto, o hobgoblin era simplesmente superior em todos os aspectos e então o Coletor escolheu trocar seus genes de coelho pelos do hobgoblin. Embora não gostasse de assumir uma forma humanóide porque os humanóides bípedes evoluíram através da dependência de ferramentas e não do poder biológico, ainda era a forma mais forte que poderia alcançar. Ele reteve seus genes de aranha e centopéia, pois eram úteis para membros extras, visão composta, teias e venenos fracos.

A transformação levaria cerca de trinta minutos dessa vez, pois o Coletor estava passando por mudanças fisiológicas significativas. Durante esse tempo, ele pesquisou nas memórias do hobgoblin usando a palavra-chave “humano”. Embora o Coletor tenha ignorado os insultos do hobgoblin durante o combate, ele se lembrou de suas palavras.

A julgar pela maneira como o hobgoblin falava sobre os humanos, parecia que eles eram uma espécie inteligente, talvez em conflito direto com esses primitivos. No entanto, a implicação de que esses ‘humanos’ poderiam controlar ou criar monstros indicava uma quantidade significativa de inteligência e desenvolvimento tecnológico. Os humanos foram uma das espécies que resistiram ao Coletivo e apesar de terem perdido planeta atrás de planeta, eles ainda sobreviveram graças à sua tenacidade lutando que contradizia suas formas fracas.

Talvez esta fosse alguma variante da espécie que tinha dominado algum nível baixo de tecnologia de genes e clonagem. Nesse caso, eram presenças extremamente perigosas, provavelmente já desenvolveram armas de guerra capazes de destruir facilmente o estado atual do Coletor. Coletar o máximo de informação possível agora era uma prioridade.

As memórias vieram. Era óbvio que o hobgoblin possuía alguma experiência com humanos, muitas de suas memórias estavam ligadas a essa palavra-chave. Vieram como lembranças nebulosas ou sonhos parcialmente lembrados, obscuros e quase surreais, sem muitos detalhes, mas ainda assim compreensíveis.

Uma memória.

O hobgoblin estava correndo. Era jovem e pequeno, menor que os goblins que comandava. Ele estava ferido, com queimaduras e cortes cobrindo seu corpo. Atrás dele ficava a entrada para uma caverna, com fumaça saindo de dentro.

Emoções fortes de tristeza e raiva.

Os humanos vieram para exterminar o hobgoblin e seus parentes. Suas espadas e lanças haviam perfurado muitos amigos, decapitado seus pais e lhe causado muitos ferimentos dolorosos.

Um pacto de vingança contra os humanos.

Mais tarde.

O hobgoblin havia crescido, liderando uma grande tribo de goblins e hobgoblins para uma aldeia humana.

Ele reuniu seu bando, levantando seu porrete no ar. Ele prometeu a morte e a destruição dos humanos. Sua comida e mulheres seriam seus restos da guerra.

Uma alegria.

Mais tarde.

O hobgoblin estava sangrando sob uma árvore, flechas estavam espetadas em suas costas. A batalha foi uma derrota. Humanos fortes apareceram.

Outro pacto de vingança. Ele encontraria mais goblins para sua causa nas selvas, aumentaria sua força e atacaria mais uma vez.

Apesar das memórias serem nebulosas e terem sido influenciadas pelas emoções e outras coisas inúteis, visto que o Coletor não tinha a capacidade de senti-las, ainda se tornou claro que os humanos desse mundo eram bem diferentes do que o Coletivo enfrentou.

Eram bem mais rústicos e primitivos, usando apenas bastões com um pedaço de metal na ponta. Não era nada que o Coletor não conseguiria lidar com sua carapaça no estado atual. Exo-armaduras poderiam rasgar o Coletor ao meio e drones caçadores poderiam discernir a assinatura biológica do Coletor e atirar explosivos microscópicos rápidos demais para o Coletor desviar.

Talvez os humanos desse mundo eram uma subespécie perdida do grupo principal. Ou talvez algum caso de evolução convergente. De qualquer modo, seriam todos consumidos, o fato que eram fracos e primitivos apenas facilitaria o trabalho do Coletor.

O Coletor saiu de seu casulo e imediatamente caiu da árvore. Tinha ficado grande demais para ficar nas copas das árvores, tendo quase dois metros e meio de altura. Ele se orientou antes de cair no chão da floresta, certificando-se de pousar em seus dois pés.

O Coletor grunhiu enquanto movia seu corpo, flexionando seus músculos e contorcendo suas extremidades para melhorar o fluxo de sangue que havia sido estancado durante a transformação.

Não gostava de assumir formas bípedes. Todas as raças que o Coletivo destruiu eram bípedes fracos demais para usar sua força natural. O bipedalismo era um símbolo de confiança em ferramentas ao invés do poder biológico. Mas não importava. Ele poderia facilmente descartar esta forma atual seguindo sua próxima evolução.

A partir de agora, o Coletor parecia muito menos hediondo. Era uma enorme massa de músculos revestida com carapaça lisa e óssea tingida de preto pelos genes do hobgoblin.

Mais uma vez, seis braços aracnídeos projetavam-se de suas costas. Eles estavam mais fortes agora, maiores e mais construídos de músculos. Uma vantagem sobre essa base genética de hobgoblin era que ela era extremamente compatível com a adaptação natural do músculo de ultra fibra do Coletor, pois o principal motivo do hobgoblin ser tão musculoso e mais forte do que o goblin normal era devido a uma mutação que afetou sua hipertrofia muscular e densidade óssea . Era simplesmente uma questão de assimilar aquele gene em sua adaptação muscular de ultra fibra.

Sua cabeça era uma mistura de inseto e humanóide, sendo em forma de humanóide, mas totalmente revestida em carapaça preta. Duas longas antenas pretas emergiram de sua testa, pontilhadas com sua adaptação de cabelos sensíveis. Ele reteve suas mandíbulas que desciam de suas têmporas até a boca, agindo como protetores de queixo.

*Nível da transformação 2>3

-Biomassa totalmente consumida.

–Nível de biomassa: 0/100

-Material genético disponível:

–Formiga negra

–Goblin Negro

-Adaptações atuais:

–Nível 3 da musculatura de ultra fibra

–Nível 3 dos cabelos ultra sensíveis

–Nível 2 da carapaça de hiperliga orgânica

–*NOVIDADE* Nível 1 das garras monomoleculares

O Coletor ficou satisfeito com sua nova adaptação. Consolaria o fato de que teve que assumir uma forma humanóide com a oportunidade de desenvolver uma de suas habilidades naturais que mais havia perdido: garras monomoleculares. Ele observou quando garras quase metálicas brancas no formato de foices emergiram de seus dedos e se projetaram de seus pés.

Ele cresceu pontas em seus cotovelos para usar como armas perfurantes, compensando a ineficiência de sua forma bípede com tantos ossos frágeis na mão.

As garras monomoleculares foram uma das evoluções mais importantes do Coletivo, sendo ferramentas extraordinariamente poderosas e, ainda assim, incrivelmente eficientes geneticamente.

Para simplificar, elas eram compostos da mesma base de hiperliga orgânica durável da carapaça de Coletor, mas suas pontas haviam se adaptado a uma estrutura diferente, vindo de uma espécie predatória única que habitava um planeta com uma concentração de metais tão densa que a fauna se fundiu com os metais, e se tornava uma lâmina afiada capaz de separar substâncias em nível molecular, resultando em uma perfeição sem comparação em todo o cosmos.

A partir de agora, as capacidades ofensivas do Coletor com suas garras eram devastadoras. Mesmo no auge de seu poder, a capacidade de suas garras era a mesma, tornando-se uma das adaptações mais eficientes que poderia ter obtido. A única razão pela qual não havia obtido antes era porque priorizou a carapaça para a sobrevivência.

A maior falha dessas garras agora, no entanto, era o fato de que a durabilidade delas estava ligada ao nível da carapaça, ou seja, embora pudessem cortar qualquer matéria conhecida, eram frágeis, capazes de ser destruídas com força suficiente aplicada nos ângulos certos.

Para comemorar a recuperação de uma de suas valiosas adaptações, o Coletor decidiu que faria um banquete, e não havia melhor banquete esperando por ele do que no agora indefeso covil dos goblins.

 

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