Capitulo 8: Caça aos Humanos I

Sistema de Evolução Alienígena

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Caça aos Humanos I

O Coletor observou a teia que ele havia usado para fechar a toca. Havia manchas de sangue do goblin que estava preso lá em uma tentativa de fuga. O Coletor já havia terminado de conseguir todas as formas de vida dentro da caverna.

Por agora, o próximo objetivo do Coletor era descobrir uma civilização mais avançada neste planeta, apesar do Coletor ter identificado o nível rudimentar dos humanos, ainda lhe faltava
informações sobre o ser que havia o derrotado.

Restou apenas a opção de continuar sua investigação sobre os humanos, visto que os goblins não pareciam manter contato com nenhuma outra espécie inteligente. Por isso, ele havia extraído todas as informações que pôde sobre o assentamento humano próximo dos goblins.

De acordo com as memórias dos goblins, parece que eles, sob a liderança do hobgoblin, pretendiam reunir suas forças, junto de outras tocas mais distantes na selva para invadir a vila em busca de suprimentos e fêmeas.

Eles normalmente não enfrentariam uma força militarmente superior, mas a presença de um predador perigoso selva adentro os forçou a tomar esse risco. A natureza desse predador era desconhecida, uma investigação mais a fundo será necessária.

Também descobriu que haveria mais hobgoblins, eles fariam melhor uso do seu intelecto comparado aos goblins organizando até mesmo grupos de reconhecimento. O Coletor viu as memórias de alguns dos goblins no covil que já fizeram parte desses grupos para ter mais clareza de um detalhe.

Os humanos do assentamento estavam nos estágios iniciais de desenvolvimento, logo após o estágio em que deixaram de serem caçadores e coletores para cultivar a terra, vivendo de colheitas em vez de caças migratórias. Havia alguma hierarquia e divisão de trabalho entre os humanos, com um líder nomeado e vários trabalhadores, fazendeiros, coletores, caçadores e soldados.

Seu nível de tecnologia era baixo. Eles trabalhavam com matéria vegetal, como vime, construindo casas. Eles também tinham alguma perícia com metais, mas não tinham a tecnologia para produzir ligas refinadas. Embora esses humanos utilizassem ferramentas, eles ainda utilizavam ferramentas apenas como uma extensão de suas capacidades físicas, sem depender de motores ou mecanização.

Porém, havia uma coisa que intrigou o Coletor. Era a presença de uma substância chamada ‘mágica’. Um dos goblins tinha uma memória vívida disso. Um humano de manto movendo as mãos e liberando uma corrente de chamas.

O Coletor pesquisou em seu banco de memória por muito tempo e por qualquer tecnologia que o Coletivo pudesse ter encontrado que fosse semelhante, mas em todos os casos em que espécies inteligentes criaram fogo, foi por meio de dispositivos. Simplesmente balançar alguma extremidade e gerar chamas nunca foi registrado.

Certamente, o próprio Coletor sabia de uma adaptação que envolvia acender uma solução química com um órgão indutor de fricção para gerar jatos de chamas quentes o suficiente para derreter até mesmo ‘aço inteligente’, mas o humano da memória não tinha nada parecido com tal adaptação.

Alguns humanos passaram por mudanças corporais significativas e adaptações artificiais, enchendo seus sistemas esquelético e muscular com ligas, fiação, chapeamento e tudo mais que eles precisariam para compensar sua carne fraca, e entre algumas dessas falsas adaptações estava uma estrutura geradora de chamas na palma da mão , mas também não era isso.

Talvez, se o Coletor estivesse conectado ao Coletivo com seu banco de dados muito mais amplo, ele poderia ter encontrado informações mais relevantes, mas por enquanto, ele teria que descobrir essa ‘mágica’ por si mesmo.

O Coletor não estava particularmente preocupado. Se essa ‘mágica’ só tivesse o poder de gerar fogo, então seria inútil. O fogo comum, especialmente nesta atmosfera, não provaria ser uma ameaça com o nível atual da carapaça de hiperliga orgânica do Coletor.

O Coletor decidiu buscar mais informações sobre esse fenômeno conhecido como mágica. Ele iria para o assentamento humano que os goblins planejaram atacar. Ficava há uma hora de distância da toca em direção sul, mas esperaria nos arredores do assentamento até que a noite chegasse para conduzir sua caça e investigações.

O problema de mexer com espécies inteligentes o suficiente é uma das características que lhes permitiu superar as limitações da natureza, era que eram sociais, mantendo-se unidos e agrupando seus esforços quando necessário. O Coletor não poderia caçar humanos de forma imprudente sem esperar alguma forma de retaliação do grupo.

Assim, ele rondaria à noite, capturando e interrogando humanos solitários. Não seria estranho para esses fracos membros de sua sociedade desaparecerem devido a um predador da floresta ou mesmo a goblins.

No intervalo entre a captura de humanos, terminaria de investigar os outros hobgoblins também, consumindo-os pela sua biomassa e, talvez, como fontes adicionais de informação.

Mas, por enquanto, os humanos representavam a maior ameaça potencial como espécie inteligente e, portanto, o Coletor se concentraria em obter informações sobre eles. O Coletor já havia usado sua extração de memória para aprender a linguagem humana do espécime humano na toca, o que significa que seriam necessários mais humanos para aprender sobre tópicos adicionais.

A aquisição da linguagem humana, também conhecida como ‘terráquea’, também deu mais força à hipótese do Coletor de que esses não eram os mesmos humanos que ele conhecia. Sua linguagem era totalmente diferente. Semelhante em alguns aspectos, mas apenas confirmou que seus desenvolvimentos evolutivos eram semelhantes, pois é exigido estruturas de vocalização semelhantes para emitir as entonações exigidas para a língua.

Ótimo.

Então o Coletor não teria que se preocupar com a presença de veículos blindados ou sistemas de armas autônomas, drones ou algo do tipo. Embora o Coletor desejasse batalhar e consumir, ele reconheceu que ainda era cedo demais para concluir tudo.

O único problema agora era como abordar os humanos para isso. O Colecionador só conhecia uma maneira, e era simples, na verdade. O Coletor apelaria para os instintos básicos e primitivos que os humanos ainda tinham embutidos neles.

O medo da morte.

Ele os interrogaria, ameaçando sua vida, e se isso se mostrasse inútil, não hesitaria em consumi-los.

Com um plano em mente, o Coletor usou suas garras para rasgar a teia na entrada da toca. A seda encharcada de sangue caiu suavemente para o chão, deixando entrar raios de luz mais uma vez. Rapidamente, ele chegou à entrada do covil.

Lá, uma surpresa o esperava.

Uma surpresa muito bem-vinda.

Humanos.

Três deles. Dois homens e uma mulher. Dois deles estavam lado a lado a poucos metros do Coletor, enquanto o outro, uma mulher, estava mais recuada.

O Coletor emitiu um rosnado baixo. Podia sentir o cheiro de sua agressão e medo, o suor se formando em suas testas, o fedor de adrenalina exalando de seus corpos. Ele estendeu suas garras até ficarem como adagas. Suas antenas se ergueram retas e alertas, sentindo cada movimento dos humanos.

“O que em nome de Aetheria é isso? O hobgoblin?” disse um dos humanos.

O Coletor conduziu uma análise geral e rápida.

O humano era um homem, a julgar pelos traços sexualmente dimórficos, como sua constituição mais ampla, pelos faciais e entonações vocais. Ele empunhava o que o Coletor identificou como uma espada, feita de aço, uma liga de ferro básica e tinha uma boa musculatura.

Era revestido de peles de animais que protegiam seus órgãos vitais. Se movimentava com cautela, mas ainda era relaxado o suficiente para lutar se necessário.

“Talvez seus olhos precisem de tratamento no templo se você confundir essa coisa com algo parecido com um goblin”, disse seu companheiro. Ele era mais baixo, mas mais musculoso. Usava armadura de metal por todo o corpo e empunhou o que o Coletor identificou como uma lança.

“Esta é a toca do hobgoblin, de acordo com os detalhes do contrato, mas quem diria que um fazendeiro comum e um caipira da fronteira não conseguem distinguir um goblin de um demônio”, disse o homem empunhando a espada. “Gunther, fique na minha frente e tente ver se a coisa é agressiva.”

“Qual é o problema, Dale?” disse o portador da lança. Ele avançou para a frente com a lança estendida.

“Você sabe como um aventureiro que não há nada que eu ame mais neste mundo do que despedaçar um monstro raro. Nós seremos muito bem pagos pela Ordem dos Feiticeiros por qualquer coisa nova que suas mãos sujas e velhas possam experimentar”, disse o portador da espada, exibindo um grande sorriso.

Ele se manteve atrás do portador da lança e disse: “Se ao menos nós, de uma estrela, pudessemos manter os núcleos.”

O homem empunhando a espada conhecido como Dale projetou o queixo para frente, sinalizando para o homem mais baixo, Gunther, ir para frente. “Mas não vamos desfrutar disso como cadáveres, e é você quem está usando uma armadura. Fique à frente e absorva o dano.”

“E não se esqueçam”, disse a mulher atrás. Ela agarrou com as duas mãos um pedaço de pau que era aproximadamente igual à sua altura.

O Coletor não viu nenhuma ponta afiada ou ponta de metal como a lança, nem a madeira foi seca para endurecê-la como um porrete. Ele não entendeu o propósito da ferramenta, mas se não representava uma ameaça, não se importava.
“Mesmo que eu os proteja com a minha cura, isso não significa que vocês dois sejam tão invencíveis quanto pensam”, disse a mulher. “Eu não sinto nenhuma mana do monstro, mas vocês dois ainda não devem baixar sua guarda.”

Gunther acenou com a cabeça. “Sim, eu não posso contar quantas vezes eu teria morrido sem você. O que você diria de uma rodada de bebidas depois? Sinal do meu agradecimento, sabe? Além disso, eu conheço um lugar muito bom na cidade. Os deuses sabem que não bebo nada que é servido naquela taverna imunda.”

“Essa foi boa.” disse Dale enquanto circulava o Coletor, a espada brilhando sob o sol.

“Apenas sei como tratar uma dama”, respondeu Gunther.

“Está mais para assediar, mas quem sou eu para criticar?”, disse Dale. “Depois você não sabe o porquê mulheres nunca permanecem no nosso grupo.”

O Coletor observou a conversação dos humanos com interesse. Eles pareciam ser uma espécie altamente social, comunicando-se bem uns com os outros.

Sua linguagem era complexa, comparada à língua dos goblins, e parecia que mesmo um indivíduo comum da espécie tinha domínio decente sobre ela. Suas expressões eram relativamente superiores. À primeira vista, pareceria viável interrogá-los.

“Humanos”, disse o Coletor.

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