Capitulo 9: Caça aos Humanos II

Sistema de Evolução Alienígena

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Caça aos Humanos II

Todos os humanos congelaram.

“Isso … fala?” disse a mulher.

“Quieta, Bea”, disse Dale. “Monstros inteligentes não devem ser insultados. Eles podem ser convencidos com a razão. Gunther, recue.”

Gunther hesitou quando se retirou de perto do Coletor, mas sua lança ainda estava levantada.

“Qual é o seu nome, boa criatura?” perguntou Dale.

“Não necessito de algo como um nome”, disse o Coletor. “Nomes são fraquezas. Eles significam individualidade. O Coletivo é tudo o que realmente importa.”

Dale concordou com a cabeça lentamente. “Entendo. Então, bom monstro-”

“Também não sou um monstro”, respondeu o Coletor. “Sinto que, nessa linguagem, ‘monstro’ conota um ser de inferioridade e selvageria. Estou evolutivamente muito além de sua espécie primitiva.”

“Um mero monstro ousa nos menosprezar?” disse Gunther.

O Coletor sentiu uma agressão intensificada. Ele estendeu suas garras.

“Quieto, Gunther, seu idiota trapalhão”, disse Dale. “Minhas desculpas, boa … criatura”, disse ele ao Coletor. “Queremos apenas saber por que você está aqui. Veja, fomos incumbidos de exterminar os goblins nesta mesma toca.”

“Eles se foram. Eu consumi todos eles”, disse o Coletor.

“O hobgoblin também?” perguntou Dale.

“A variante maior da espécie também.”

“Então não temos mais o quê discutir com você, boa criatura”, disse Dale. “Estamos apenas curiosos para saber para onde você está indo a partir daqui.”

“Um assentamento de sua espécie ao sul.”

Gunther agarrou sua lança com as duas mãos. “Chega! Nós somos aventureiros. Nós matamos monstros, não conversamos com eles. Esse monstro deixou suas intenções claras. Ele deseja atacar uma aldeia. O que mais devemos ouvir !?”

“Gunther, espere, seu idiota impulsivo!” gritou Dale, mas era tarde demais.

Gunther gritou enquanto corria, mirando a lança na direção do estômago do Coletor.

O Coletor não reagiu. Ele calculou a quantidade de danos que a arma causaria e determinou que não apresentava ameaça. Um objeto de mera madeira e metal não faria nada. A lança atingiu a carapaça endurecida do Coletor, escorregando e soltando faíscas.

Gunther gritou de surpresa ao deslizar para a frente. Ele não esperava que a lança simplesmente escorregasse da armadura do Coletor e que seu impulso imprudente para a frente fosse tão abruptamente interrompido, arruinando seu equilíbrio.

Estranhamente, o Coletor havia calculado mal. A força da lança e sua penetração estavam bem além do que seria esperado do material, conseguindo esculpir um pequeno pedaço em sua carapaça. Mas não importava.

O Coletor agarrou a cabeça protegida por um capacete de Gunther em sua mão. Com dois metros e meio de músculo, a mão do Coletor era grande o suficiente para envolver o capacete de Gunther e mantê-lo em um mata-leão.

O Coletor ergueu Gunther do chão com facilidade. O humano se debateu, chutando o Coletor
sem sucesso.

“Bea! Feitiço! Lance um feitiço!” gritou Dale.

Bea apontou apressadamente seu bastão para o Coletor e começou a recitar.

Mas foi tarde demais.

O Coletor esmagou o capacete de Gunther como uma lata, transformando a cabeça em uma papinha. Sangue e miolos fluíram das pontas dos dedos, pingando na grama. Ele jogou o corpo de Gunther de lado. Teria gostado de questionar este humano, mas sua agressão passou dos limites.

Os outros humanos, entretanto, pareciam mais abertos à negociação.

O Coletor começou a caminhar vagarosamente para a frente.

“Solte as faíscas do caos [Bola de fogo]!”, gritou Bea enquanto apontava o bastão para o Coletor. Faíscas giraram em torno da ponta do bastão por um segundo antes de se fundir em uma bola de fogo que foi ejetada para a frente.

O Coletor estendeu o braço e bloqueou a bola de fogo. Ela explodiu violentamente, estourando em uma corrente de chamas densas que momentaneamente borraram a figura do Coletor em brasas laranjas.

“Porra!” gritou Dale. Ele apontou para o corpo de Gunther, ainda se contorcendo, e disse a Bea: “Bea, cure-o! Rápido!”

Bea mordeu seus lábios, com lágrimas em seus olhos. “Eu … você sabe que não posso curar isso.”

Dale gritou de raiva, pisando forte no chão. “Deuses lá em cima”, disse ele. “Isso deveria ser fácil. Uma busca por goblins, eles disseram. Aqueles malditos aldeões.”

“O que é que foi isso?” disse o Coletor ao emergir do pilar de chamas aceso atrás dele. Com fogo em todo o seu corpo, mas estava apagando a cada momento, incapaz de queimar um único centímetro corpo do Coletor. “Você, mulher, como você gerou o fogo? A força explosiva? Não vejo um lança-chamas em você, nem nenhuma bugiganga.”

“E a língua que você falou agora há pouco. Essa linguagem, não é a língua dos humanos da Frente Unida.”

“Diga-me, como você sabe dela?”

Ele começou a caminhar em direção à mulher.

Dale entrou na frente com a espada empunhada. “Não, não deixarei, seu maldito monstro!”

“Sua espécie é tão imprevisível. Primeiro, você me recebe amigavelmente e, segundos depois, vocês me atacam.Você não viu que seu companheiro humano me atacou primeiro? Eu permito que você me acerte não apenas para mostrar sua fraqueza, mas para mostrar que é em minha defesa pessoal. ” O Coletor acenou para que o homem humano se afastasse com impaciência. “Mova-se. Eu não tenho nenhum uso para você, e sua biomassa vai me fornecer pouco. Devo questionar a mulher.”

“Só por cima do meu cadáver!”, disse Dale com os dentes cerrados.

“Se é isso que você deseja. Primeiro, o hobgoblin, e agora você. Por que é que suas mentes simples desejam tanto a morte? Sua evolução apagou seus instintos mais básicos de sobrevivência?”

Ele correu em direção ao Coletor, mirando um corte em sua cabeça.

As antenas do Coletor se contraíram ao sentir o ataque quase antes que acontecesse, os cabelos sensíveis sabendo como cada um dos músculos humanos estava se contraindo e como eles se propulsariam, calculando a trajetória exata e o arco de seu golpe. Ele inclinou a cabeça ligeiramente para trás e prendeu a lâmina entre as mandíbulas.

Dale lutou enquanto tentava recuperar sua lâmina, mas o aperto do Coletor era muito forte. O Coletor exerceu força em suas mandíbulas e dividiu a lâmina em duas.

“Você é inútil. Não é uma ameaça e nem você tem informações.” O Coletor cuspiu a lâmina e golpeou sua cabeça, cortando-a em cinco pedaços. Um dos pedaços ainda segurava os olhos de Dale, ainda contorcido em uma expressão de raiva quando caiu no chão.

Se esses humanos tivessem lutado contra o Coletor quando ele estava em seu nível de tranformação anterior, eles o teriam derrotado. Mas agora, eles estavam fracos. Nada além de criaturas das quais o Coletor pediria ou extrairia informações, o que fosse mais eficiente.

“Agora, para as minhas perguntas”, disse o Coletor ao passar por cima do cadáver masculino, em direção à mulher.

Bea apontou seu bastão para o Coletor novamente. “[Bola de Fogo]!”

Outra bola de fogo surgiu, atingindo o Coletor em cheio. Mais uma vez, o Coletor atravessou as chamas, agora muito mais perto da mulher.

“Não corra, humano”, disse o Coletor. “Os músculos das suas pernas são fracos. A adrenalina vai passar, e então o acúmulo de resíduos químicos da respiração anaeróbica vai fazer você forçar você a parar.”

“Minha musculatura, por outro lado, não produz produtos químicos que impeçam seu movimento – suas ultra fibras possuem uma eficiência que foi aprimorada por meio de avanços genéticos provenientes de inúmeras espécies muito mais fortes, mais rápidas e melhores do que você. Qualquer tentativa de fuga só vai prolongar o seu sofrimento.”

O Coletor estava agora bem na frente da fêmea com sua figura imponente sobre ela. Era quase o dobro do seu tamanho.

Ela estremeceu de medo.

“Diga-me, mulher”, disse o Coletor. “Foi ‘mágica’ que você utilizou agora?”

A fêmea largou seu cajado e agarrou um pingente em volta do pescoço. “Eu nunca vou contar os segredos da Ordem, besta,” ela disse fracamente.

O Coletor se curvou, suas mandíbulas agora estavam roçando em seu pescoço macio e frágil. Ela estava pálida de medo e tremendo tanto que seus dentes podiam ser ouvidos batendo.

“Estou apenas pedindo informações. Sua espécie valoriza o compartilhamento de informações, não?”

“Eu me comprometo com a Ordem, e assim ordem virá a existir. Eu me comprometo contra o caos, e assim a ordem virá a existir. Eu me comprometo com os reinos da vida, e assim a ordem virá a existir.”

“O que você está dizendo, humano?” disse o Coletor. “Essas palavras não significam nada para mim. Explique.”

“Eu me comprometo com a Ordem …” disse Bea, seus olhos cheios de medo. Ela recitou a única coisa que deu um pequeno conforto para sua mente cheia de medo: o juramento que ela havia feito para se juntar à Ordem dos Feiticeiros.

O Coletor a parou, segurando seu dedo indicador e polegar em volta do pescoço. “Seu pulso está perigosamente alto. Seus sinais vitais estão fora de controle. Você está em choque, contando tolices. Você não será útil para mim.” Vai me custar muito tempo para lhe questionar.

O Coletor esmagou seu pescoço e a jogou de lado junto dos seus outros dois companheiros para alinhá-los e facilitar o consumo.

“O jeito será o consumo.”

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