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Renāto, acompanhado de Concheda e seu Kai, chegam na grande árvore Mangō. A árvore ancestral foi a primeira de toda Araukaria, e foi onde surgiu a Dentō, nejireta principal da região.

— Que árvore enorme — exclama Wierd — Como ela pode ser originária de toda a Dentō, se o nosso primeiro Shirei-kan foi um mosqueteiro?

— Como você acha que ele aprendeu sobre a Dentō? Sozinho? — ironiza Concheda.

— Wierd, seu ignorante — exclama Rioth — Todos que dominam pelo menos uma parte da Dentō, sabe que Gurenāru apenas se tornou Shirei-kan graças a Iraku. 

— Aposto que alteraram a história para incluir os chimaras na tradição dessa região — murmura Tulbs

Em meio as conversas, Renāto tira a sua espada, a coloca do seu lado, senta em frente a grande árvore, e começa a meditar. Uma força de cor sólida vermelha e azul começa a envolver o mosqueteiro, causando um vento forte ao seu redor. Inicia-se um temor entre os mosqueteiros, por nunca terem presenciado uma aura tão forte da Dentō. 

De repente, o vórtice de Dentō cessa. Renāto levanta e se vira para seu Kai, visivelmente assustado, e olha fixamente para Tulbs.

— Não se sabe como surgiu a tradição dessa região, se pelos Chimaras ou por nós, mosqueteiros — diz o kyapen — Mas quando você percebe que ambas as raças se tornaram uma, a Dentō se torna inigualável para quem a controla. Apenas Iraku e Gurenāru conseguiram tal feito, pois deixaram essa questão de lado, e definiram que a junção dos dois povos formava a própria tradição. Se quiserem honrar essa região, entendam isso, pois é o que os tornarão mais fortes no futuro.

Após a fala, Renāto pega sua espada, e vira para a direção da caverna onde se encontra Kosuta.

— Renāto, tenho que voltar à floresta — diz Concheda — Treinarei para servir Araukaria na próxima Kisetsu, a fim de não acontecer minha desonra novamente.

— Você nos ajudou mais do que deveria, Concheda.  Bom treinamento.

— Certo. Boa sorte com Kosuta, e cuidado para não ser mais uma de suas vítimas. É preciso estar vivo para participar do torneio.

Com isso, Concheda os deixa. Renāto e seu Kai entram na caverna, que não parecia ter nada de pedra, e sim madeiras e folhas secas, como se fosse o interior de um tronco de árvore. Entrando na caverna, eles se deparam com uma trilha de sementes iluminadas. Essa trilha seguia linearmente, até chegar a um ponto que ela se divide em vários caminhos. A caverna começa a parecer maior por dentro que por fora. De repente, ouve-se uma voz na escuridão.

— Olha, olha, se não são os salvadores de Araukaria. Mosqueteiros da capital!

Os mosqueteiros começam a procurar pelo dono da voz, mas não encontram nada além das sementes brilhantes. De repente, algumas sementes se juntam e forma uma figura parecida com a de um chimara.

— Kosuta…

— Grande Renāto! Finalmente apareceu para me encarar, já que no torneio você não aparece mais em nenhuma de nossas lutas, desde da luta você se descontrolou… Veio me devolver o que você tirou de mim?

— Vim para resolver essa intriga, de uma vez por todas. Os chimaras não podem se revoltar para sempre contra os mosqueteiros por uma razão pessoal nossa. Não era o que Iraku….

De repente, Kosuta amplia sua imagem, de forma ameaçadora e alterada.

— NÃO CITE O NOME DELA, MOSQUETEIRO! VOCÊ NÃO TEM O DIREITO!

O Kai embainha suas espadas, mas Renāto olha para eles, com negação, para não fazerem nada.

— O seu povo começou esse conflito, e por meio de você, mosqueteiro! Eu nunca me importei muito com a história de nossos povos, até ver você em ação, Renāto. Percebi que a história e a tradição de nossa região era mais importante do que eu pensava. Que você, a lenda viva, era uma inspiração. Quando nós tivemos nossa primeira luta, estava substituindo Gabiru, que estava se aposentando do torneio. Fiquei entusiasmado, pois ver vocês representando Araukaria tão bem, me deu uma vontade inacreditável de lutar por essa região, e principalmente, pelo fortalecimento de sua tradição. Mas…

Antes de terminar sua fala, a caverna se ilumina, e é revelado um salão feito de mosquetes e rapieiras, como se mais de 100 mosqueteiros tivessem representados ali. No centro, havia uma poltrona feita por uniformes dos mesmos, e sentado nela, um chimara no mínimo diferente. Seu olhar era muito mais ameaçador que qualquer outro chimara que havia em Dō no Mori. Ele estava com uma perna dobrada, e a outra decepada até a metade da coxa, com uma luz azul em sua base. Em sua posse havia uma foice diferente de qualquer foice já vista. Sua haste parecia ter partes metálicas e de madeira, e a parte de cima, formava uma estrutura pontiaguda e uma base, com a aparência com um pé.

[Sashidakosuta(kosuta)

 Kyapen de Chariku: Nebarizuo

 Kai: Intā]

— Kyapen vemos, costume não sabemos, não é mesmo?!

Os melhores de Araukaria, reunidos!

Olá, eu sou o Silas Santos!

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