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— Você ter conseguido nos seguir até aqui é memorável. Qual o seu nome? — perguntou-me um homem desconhecido, usando um chapéu coco.

— Me chamo Vitor. E que história é essa? Vocês eram três o tempo todo?

O capitão não deveria ter perdido para o sujeito mascarado ao lado desse homem. Posso deduzir que ele deve estar cuidando de Bernardet. Espero que consiga encontrá-la; não havia forma de ajudá-la sem colocá-la em perigo. Enquanto enfrentava a mulher mascarada resultou em uma perseguição até o terraço do colégio. De toda forma, agora que há três pessoas aqui, seria sábio bater em retirada.

Confrontar alguém em um combate mano a mano é uma coisa; agora, enfrentar um grupo de pessoas sozinho é outra. Além disso, não tenho ideia de como funciona a manipulação do sujeito de chapéu coco, enquanto o sujeito mascarado possui uma manipulação de invocação e a mulher algo como controle de objetos com a mente.

Preciso sair daqui, mas se demonstrar excitação, eles podem aproveitar para me atacar e depois fugir. Tenho que agir como se estivesse disposto a enfrentá-los até que surja uma oportunidade de fugir.

— Posso fazer uma pergunta também? O meu capitão, aposto que vocês o encontraram, não?

— Aquele cara da manipulação do espaço? Acabei esbarrando com ele. Apesar de ser forte, não é lá grande coisa. Pensei que encontraria alguém no nível de um membro ativo da colher, mas foram só especulações infundadas. — ele respondeu — “Um dos corvos mais fortes”, kukuku, não passa de um cara que teve muitos favores logo cedo. É apenas mais forte que um capitão de uma equipe de corvos comum, tirando isso, não é forte o suficiente.

Ele ousa chamar o capitão de fraco? Recordo-me de um treino em que toda a equipe enfrentou o capitão. Éramos todos contra ele, e fomos massacrados. Claro, cada um conhecia as fraquezas dos outros, mas mesmo assim, ele estava em menor número e derrotou todos nós com informações e habilidades que pôde usar.

Como esse sujeito tem a audácia de chamá-lo de fraco? O capitão se segurou contra ele? Talvez seja um plano para deixá-los confusos.

— Mas é você? Está esperando reforços ou procurando uma forma de fugir?

Ele descobriu?!

— Acertei? — ele perguntou ao ver minha expressão.

Entreguei o jogo; não consegui esconder a surpresa.

— Willer, Rixa. Matem esse cara juntos. Vamos levar o corpo dele junto conosco.

— Certo. — os dois falaram simultaneamente.

— Manipulação de condição! Dano. Se alguém me machucar, vai levar o dano em dobro.

— Quê?! — exclamou Rixa. — Isso é possível?! Que droga de manipulação é essa?

O observador apareceu no meu ombro, e assumi uma postura de combate.

— Como fazemos para matar um cara assim? Se a gente matar ele, há risco de a gente morrer! — exclamou Willer, o outro mascarado.

Os dois olhavam para o homem de chapéu coco, esperando uma resposta.

— É uma simples manipulação de condição. É parecida com a do Verniz, mas diferente em alguns aspectos. — ele finalmente respondeu.

Ele conhece alguém com uma manipulação parecida? Isso é ruim.

Comecei a recuar devagar para trás. Ele percebeu e começou a avançar devagar na minha direção. Os outros dois ficaram parados, parecendo surpresos.

— Uma manipulação de condição vem com três partes básicas. Você só pode usar cada uma delas uma vez por dia. É interessante. Você disse “dano” antes, não disse?

Ele está analisando, mas está tudo bem. Ele não sabe das condições impostas. O problema é que não dá para fugir nesse momento.

— Rixa, como foi quando se encontrou com ele pela primeira vez?

— Ah… eh… ele usou a manipulação dele para que, se eu tocasse naquela mulher que você pediu para eu sequestrar, eu levaria dano. Por isso não consegui trazê-la. Sinto muito.

— O que ele disse ao usar a invocação?

— A mesma coisa de antes… mas disse “toque” ao invés de “dano”, se não me engano.

O homem de chapéu coco sorriu por um momento enquanto avançava. Os outros dois começaram a andar junto com ele, enquanto eu continuava me afastando.

— Ele usou duas partes hoje, o que significa que só tem uma última sobrando. O problema é que causar dano nele é o mesmo que causar dano em nós mesmos e pode acabar sendo fatal.

— Que tal deixarmos isso para outro dia? — perguntei com um sorriso fraco.

— Kukuku, calma. Essa é uma oportunidade de ouro para testar minha habilidade de analisar uma manipulação. Você não está correndo; por que não foge, já que não podemos atacá-lo?

Merda?! Parei de andar rapidamente, e ele parou de avançar.

— É uma das condições? Será? Não pode correr ou não pode fazer movimentos bruscos? Rixa, como ele te perseguiu até aqui?

— Eu queria matá-lo por não ter deixado eu levar a mulher, mas ele é mais forte em habilidades de combate que eu, então, como não dava, eu decidi fugir, mas ele me perseguiu.

— Quando lutou contra ele, como ele se movimentava?

— Normal, ele até que é muito rápido.

O homem de chapéu coco colocou a mão no queixo e murmurou:

— Como, então não é isso? Fiquem de olho nele; ele pode tentar fugir a qualquer momento.

— Sim. — os dois falaram juntos.

Esse cara está buscando informações enquanto analisa minha manipulação de fora para dentro. Ele praticamente chegou a uma das condições; talvez se tivesse me enfrentado ou observado antes, já teria descoberto.

Esse cara… ele tem uma habilidade de analisar as coisas melhor que a do capitão?!

O homem de chapéu coco olhou para o lado rapidamente e com um sorriso disse:

— Poxa, que pena, acabou meu tempo.

Olhei na mesma direção, avistando o capitão e Júlia com seus instrumentos em mãos, parados e encarando.

— Não, não. Seu tempo não acabou. — disse o capitão.

— Acabou sim. Não quero tanta atenção assim agora. Temo que terei de ir embora.

— Acha que vou deixar você ir embora desse jeito?

— Pensei que diria isso… ainda bem que não saio de casa sem essas belezinhas aqui. — ele tirou do bolso uma peça de formato retangular pequena, de cor preta.

— Que merda?! O que você acha que… — o capitão balbuciou, entendendo a ameaça que esse cara fez.

— O evento foi cancelado por culpa de vocês, mas não posso me dar ao luxo de enfrentar vocês aqui e ficar ainda mais visível para a redoma. Se não nos deixarem ir, eu mesmo vou fazer esse verme germinar aqui e agora.

Quanto mais tempo um verme demora para germinar, mais forte ele é. Por isso, vermes antigos que ficam décadas ou até séculos germinando nascem mais poderosos que aqueles que começaram a germinar há pouco tempo.

Mas ainda assim, estamos em um local público, com muitos civis ao redor. A escola pode até estar fechada, mas correr o risco dele germinar um verme no meio da cidade é algo que dificilmente o capitão deixaria acontecer.

— Tsc. — Estalei a língua.

Maldito está usando os civis como reféns.

— Bom, vamos indo, Rixa, Willer.

— Certo.

Assim, eles o seguiram e foram embora. Júlia avançou por um momento, mas foi impedida de agir pelo capitão.

Olá, eu sou o Gebs!

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