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A aranha que escalava as paredes do prédio deixava um rastro de fogo por onde passava, praticamente cobrindo a parte superior do edifício em chamas.

Cheguei perto do prédio em chamas e encarei a destruição de cima de outro edifício. O jovem de antes me seguiu até aqui. Olhei para ele com a cara fechada e disse:

— Ei, vai embora, aqui não é lugar para você ficar.

— Você não me manda!

Adolescentes, será que minha filha vai agir desse jeito quando crescer? Não que eu saiba como ela é hoje em dia; faz tempo que não a vejo.

Esse trabalho traz uma estabilidade financeira incrível para si e seus familiares, caso deseje enviar dinheiro para eles. Ao se formar na instituição de treino de corvos, o salário inicial, dependendo do cargo, pode chegar a 8 mil facilmente.

Esse é um dos motivos pelos quais as pessoas se sujeitam a trabalhar como corvos.

Mas a pior parte é o contato reduzido com os familiares devido às missões. Além disso, por estar apostando a vida quase todos os dias, fica difícil ter algum momento de sossego real. Tive que me afastar da minha filha para não deixá-la preocupada, assim como a mãe dela.

O rosto da minha ex-esposa em lágrimas apareceu em minha mente.

— Ah… que saco… — murmurei, e o garoto ficou irritado.

— Aquele prédio ali deve estar cheio de grana, não acha? — ele perguntou.

— Como?

— Um monte de gente morreu no ataque desse bicho, obviamente… — outra explosão aconteceu, mas o garoto continuou falando — obviamente tem carteiras com dinheiro nos cadáveres.

Que pensamento é esse? Ele está querendo entrar no prédio para conseguir o dinheiro?

— O fogo pode ter queimado o dinheiro. — falei.

— É verdade… mas talvez não! — ele disse, entusiasmado.

— Você quer entrar lá dentro?

— O que foi? Vai falar que agora também é roubo pegar dinheiro de gente morta?

Estou cansado de ter que lidar com isso. Quer saber?

Levantei o braço rapidamente e golpeei sua têmpora; ele não teve reação alguma e ficou desnorteado antes de desmaiar por completo.

— Fique aí um pouquinho…

Coloquei-o no chão com cautela. Meu telefone começou a tocar, e atendi rapidamente.

— Opa, capitão, queria falar com o senhor. — disse Carol do outro lado da linha.

— Entendo, será que podemos deixar isso para outra hora, Carol? Tem um verme-aranha que faz as coisas pegarem fogo à sua volta destruindo tudo por aqui.

— … O quê?! Onde o senhor está?! Vou chamar os outros!

— O que aconteceu? — Outra voz do outro lado da linha disse, era a voz de Renan.

— O capitão vai lutar contra um verme! Temos que ajudá-lo. Capitão, onde o senhor está?

— Vou passar minha localização, tragam o resto da equipe. Vou fazer o máximo possível por aqui.

— Não seja imprudente, espere a gente!

— Vou pensar no caso.

Desliguei a ligação e, então, enviei minha localização por mensagem.

A criatura continuava no mesmo prédio, destruindo-o. Ela também colocou teia por todo o local, como se estivesse fazendo um ninho. Algumas pessoas também foram enroladas dentro da teia dela, parecendo estar guardadas para serem consumidas depois.

Me agachei no chão e tirei minha pistola do coldre.

As informações acerca do verme são:

1. Ele está adaptado. Seu corpo em forma de aranha só é possível com adaptação, o que me faz questionar como ele se adaptou. Ele vivia dentro daquele prédio sem ser notado? Isso é estranho.

2. Ele é um verme evoluído. Talvez esteja no primeiro estágio? Se for o segundo, precisaríamos de várias equipes para detê-lo sem causar muitos estragos. O fogo ao redor dele mostra que ele aprendeu e evoluiu, tanto o fogo quanto a teia mostram isso.

Quando um verme evolui do estágio zero para o um, ele aprende a utilizar habilidades distintas que não são da sua característica física normal. Algo como controlar ou expelir veneno, usar o fogo, controlar a gravidade, entre outros.

É como se eles tivessem a própria manipulação deles; é tenebroso.

A diferença é que, nesse estágio, eles ainda não pensam logicamente, o que ajuda bastante quando se coloca tudo na balança. Eles apenas vão querer continuar se alimentando, protegendo, expandindo seu território e evoluindo.

Se não for eliminado, vai chegar no estágio 3 e adquirir consciência; aí é que a coisa fica difícil de lidar.

Existem 26 estados no país, e um deles foi completamente dominado por um verme no estágio 3. Além de ficar forte, ele produziu um exército de vermes de estágio 0 e 1.

A redoma não quis comprar briga com eles e assinou um acordo de não invasão entre as duas partes.

Se esse bicho não for detido, vai acontecer a mesma coisa com esse estado.

Me levantei novamente agora com a pistola carregada.

— Não dá para esperar… se ele for mais fraco agora, tenho que aproveitar a chance para ao menos tentar acabar com ele.

Pulei do prédio onde estava; enquanto caía, apontei a arma para a criatura e dei dois disparos, acertando ambos.

— Ótimo.

A criatura não tem velocidade suficiente para desviar dos projéteis de bala ainda, por mais que tenha sentido o ataque vindo de longe.

— Manipulação de movimento: Enviar.

Meu corpo foi lançado em segundos para o prédio, só que mais abaixo, onde o fogo ainda não havia chegado.

Minha manipulação me permite me movimentar no ar sem precisar me restringir a pisar em algum lugar.

É como se eu tivesse minha própria catapulta que me enviasse para lugares que eu quisesse ir ao mirar. Acho que é por isso que minha manipulação é tão eficiente…

Corri pelo prédio e decidi subir as escadas; ainda havia pessoas dentro, agachadas e chorando por conta do fogo e explosão, outras corriam para descer as escadas, mas o fogo atrapalhava o movimento.

— Não dá para ajudar agora, tenho que me concentrar em tentar matar a criatura. — murmurei para mim mesmo, a fim de cessar minha vontade de parar para ajudar essas pessoas.

Pulei sobre uma janela que se partiu e usei novamente minha técnica de enviar, que me levou até mais alto que o próprio prédio.

Apontei a arma novamente em direção da criatura e disparei mais duas vezes; os dois tiros acertaram perfeitamente, fazendo-a emitir uns barulhos esquisitos. Acho que deixei ela irritada.

Quando se virou, cuspiu em minha direção uma rede de teia em chamas.

— Isso é perigoso, dona aranha…

Não teria como desviar desse ataque em pleno ar, isso se eu não tivesse minha técnica usual.

— Manipulação de movimento: Enviar.

Me lancei para a parte de cima do prédio, onde o fogo estava mais forte, mas ainda havia lugares para pisar.

A criatura parece ser totalmente à prova de fogo, então esse lugar, onde todos têm dificuldade de respirar e até agir por medo do fogo, é o melhor local de combate para ela.

— Que droga… aqui tá muito quente.

Isso não é algo que dê para enfrentar de perto; vou precisar fazer ela sair daqui.

Ela escalou até o topo e me encarou de longe.

— É… isso vai ser um saco mesmo…

Olá, eu sou o Gebs!

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