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Li e Matheus, a toda velocidade, rapidamente chegaram a entrada da Guilda, o grande salão de mármore mais uma vez surpreendeu o novato.  

— Li, vá até a casa e reúna os outros, temos que estar prontos para partir. 

Jihan concordou. 

— Tem certeza de que não precisa de ajuda nisso?  

— Não se preocupe, trarei boas notícias. 

Logo, se separaram, Matheus entrou e ele foi em direção a Arcadia. 

Por já ter memorizado o caminho, o homem rapidamente chegou até a base da facção.  

BAM 

A porta da casa abriu bruscamente. Felizmente os três estavam presentes na sala. Hans deitado no sofá, lendo um livro. Fynn, sentado comendo e Gloria parecia pronta para sair. 

Quando o viu, o homem deitado apenas olhou de canto, enquanto o de mullet acenou. 

— Boa tarde, você veio corren… 

— Ei, garoto, o que aconteceu? — perguntou a mulher, interrompendo-o. — Os dois chegaram agora a pouco e disseram que vocês não foram para o campo de treinamento. 

— É, o velho nos fez treinar em dobro por vocês dois — comentou Hans. — Não que eu me importe. 

— Eu tenho… — Li respirou profundamente. — Nós temos um problema… 

                                                                                                     

— Uma maldição, né… — disse Glória — Pode ser um problema na nossa situação atual, não temos muito como lidar com esse tipo de ameaça… 

Enquanto esperavam Matheus voltar da Guilda, Li explicou toda a situação para o restante do grupo. Apesar de tudo, eles já estavam de certa forma acostumados com coisas absurdas acontecendo. Por isso não ficaram tão surpresos com toda a história. 

— Eu não duvido de vocês — falou Hans. — Mas mesmo assim, tem certeza de que nós conseguimos lidar com essa situação?  

— Eu concordo com o calvo — complementou Fynn. — Nosso grupo não está só incompleto, como não tem muita coordenação.  

Fynn, diferente do que parecia, estava extremamente atento as palavras de Jihan. Aparentemente ele conseguia levar… mais ou menos a sério quando precisasse.  

— E sem querer ofender — continuou — Mas você não tem quase nenhuma experiencia, não é?  

Ele não tinha como argumentar, de fato lhe faltava bastante conhecimento sobre o mundo em que estava.  

— De uma forma ou de outra… o que o líder acha de tudo isso? — perguntou Glória. 

— Matheus está conversando com a Guilda nesse momento — respondeu Li. — É nossa primeira opção, mas dependendo da resposta… 

—  Conhecendo-o, ele vai querer prosseguir de todo jeito — concluiu a mulher. — Bem… se ele não tem nada a dizer sobre, eu também não tenho.  

Glória, que estava de pé, se sentou à frente de Li.  

— O que podemos fazer nesse momento é sentar-se e esperar… apesar de que eu já tenha uma opinião quanto ao resultado do pedido… 

No momento em que ela falou, a porta novamente se abriu. Com um rosto angustiado, Matheus entrou. 

                                                                                                     

Após terem se dividido, Matheus entrou na base da Guilda e foi direto para o balcão. Depois do dia de chegada de novatos, o salão parecia um pouco mais vazio, apesar disso ainda havia bastante movimento para receber missões ou retirar recompensas. 

Assim que se aproximou, viu o mesmo jovem que havia atendido a ele no dia anterior, quando veio fazer o registro de Jihan. 

— Lamel! — chamou-o. 

— Hm? — O garoto, que acabará de finalizar um atendimento, virou-se na direção em que foi chamado. — Matheus? 

Vendo que o atendente de colete havia o notado, o líder foi até ele. 

— O que aconteceu para você ter voltado aqui tão cedo? Houve algum problema com o Sr. Li?  

— Então ele é ‘senhor’ e eu sou ‘você’?  

— Vá logo ao ponto, eu tenho mais o que fazer… 

— Okay, okay, eu estava brincando… preciso conversar sobre uma das missões que foi negada nos últimos dias… 

— Aí está… eu sabia que queria alguma coisa… então, o que quer saber? 

— Na verdade, é o contrário, tenho novas informações que precisam ser levadas em consideração. 

— Novas informações? Sobre que missão em específico você está se referindo? 

— A da senhora que está à procura do filho… 

Lamel levou a mão ao queixo. 

— Hm… senhora… senhora… ah! Eu me recordo… então, o que tem isso? 

Matheus se sentiu um pouco incomodado com a informalidade da situação. 

— Ei, não tem algum procedimento para isso?  

— Bem, tem, mas não para agora, quer marcar um horário?  

TSC 

— Tá, é melhor que seja extraoficial mesmo… — concluiu Matheus, e logo depois explicou a sequência dos acontecimentos para o atendente. 

Lamel ouviu atentamente até o fim. 

— Você pode parar por aqui…  

— O quê?  

— Líder de equipe, você entende como são feitos os procedimentos quando se trata desse tipo de assunto?  

Matheus ficou calado e esperou o jovem continuar. 

— Um dos padres da igreja de Yan foi enviado oficialmente para investigar sobre o assunto… infelizmente para você ele chegou a mesma conclusão que qualquer um na mesma situação chegaria… 

Ele já estava vendo para onde essa conversa estava sendo levada. 

— Deixe me ler para você… 

Lamel puxou uma espécie de tablet debaixo do balcão e escaneou por alguns arquivos. 

— Achei… ‘Após investigação minuciosa da autoridade religiosa em conjunto com agente da guilda, ambos chegaram a mesma conclusão: A mulher que fez o pedido é incapaz de responder por seus próprios atos, pois se encontra em estado debilitado mentalmente, assim colo relatado até por seu próprio marido…’ devo continuar lendo? 

— Mesmo assim… — insistiu. — Eu estou te dizendo que esse relatório está errado! Nós já provamos… 

— Provaram? Acredito que você, como líder de equipe, sabe como funciona a burocracia nesse assunto… estou errado? 

Matheus mordeu a boca em aflição. 

— O que tem no momento é uma informação de um líder de equipe, que mesmo sendo verdade vem de uma pessoa que já não possui cargo algum dentro da igreja… O que você sugere? Que eu deixe de lado todos os procedimentos e apenas acredite em você por ser meu amigo? Sabe bem que não posso fazer isso… 

— Então eu devo só ignorar tudo e fingir que nada aconteceu!? O filho daquela mulher ainda pode estar vivo! As pessoas da vila podem estar em perigo… 

Lamel suspirou. 

— Me desculpe, Matheus… se você tivesse uma posição hierárquica maior, talvez pudéssemos entrar com um pedido especial… mas você ainda é apenas um líder de equipe… 

— ‘Apenas um líder de equipe…’ entendi.  

O homem se virou e foi em direção à saída. 

“Eu me sinto mal, espero que ele entenda eventualmente… mas talvez aquela pessoa se interesse por isso…” pensou Lamel 

                                                                                                     

— Então estamos sozinhos nessa… — concluiu Jihan. 

Já anoitecia do lado de fora da casa. As luzes da cidade pouco a pouco acendiam. 

— Me perdoem… como um líder eu não sou muito competente… 

— Pelo que você está se desculpando — retrucou Gloria. — Não é como se você tivesse muito o que fazer sobre isso. 

— Ainda sim… 

— Sem, mas! De qualquer forma, o que vamos fazer agora?  

— ‘vamos’? — questionou Matheus. 

— Acha que eu te conheci ontem? Sei muito bem que você não vai deixar acabar assim. 

O líder do grupo olhou para seus companheiros. 

— Todos vocês pensam da mesma forma?  

Hans fez um sinal de joia com a mão e Fynn esboçou um sorriso. 

— Você já sabe bem o que eu penso — respondeu Li. 

— Sou o líder dessa equipe, mas se vamos fazer alguma coisa, vai ser tudo extraoficial… não ganharemos nada mesmo se tudo der certo… não posso obrigar ninguém a ir… ainda sim, pretendem prosseguir?  

— Nós não estaríamos aqui do contrário — disse Glória. — Estamos com você nessa, líder… o que você quer fazer? 

— Eu quero ajudá-los… da maneira que puder. 

— Então é isso que faremos — concluiu Fynn. 

Glória e os outros concordaram. 

— Fico feliz de ser o líder dessa equipe — agradeceu a Matheus. — Certo! Vão se preparar… partiremos ao amanhecer — comandou Matheus.  

— Sim, líder!  

                                                                                                     

A manhã se aproximava, e ao nascer do sol toda a equipe já estava pronta e preparada para partir.  Após irem aos estábulos e selarem alguns cavalos para chegarem o quanto antes, iniciaram a partida. 

— Esperem!  

Assim que passaram pelo portão principal de Arcadia, uma voz gritou pelo grupo. 

— Eu disse para esperarem!!  

— Líder, você conhece aquela criança?  

— Criança?  

Matheus se virou em direção à voz, mas diferente do que imaginava, não era nenhuma conhecida. 

— Nunca vi… 

— Mas ela parece estar gritando na nossa direção — comentou Li. 

— Bem… sim… devemos parar para ouvi-la? — perguntou Glória. 

— Não acho que vai demorar… — concluiu o líder, parando o seu cavalo. 

A garota se aproximou a passos curtos e rápidos. Ela usava roupas brancas com detalhes dourados e possuía cabelos loiros ondulados e longos. 

— Finalmente pararam… — disse a menina, ofegante. 

— Quem é você? — perguntou Jihan. 

Ignorando o homem e virando-se para Matheus, ela perguntou: 

— Você deve ser o Matheus! Isso aqui é pra você! — declarou, estendendo um papel para o líder. 

— Para mim…? — respondeu, pegando o papel. 

Após uma curta leitura, o homem esboçou um leve sorriso. 

— Parece que vamos ter mais uma companhia para a viagem…  

O grupo ficou surpreso com a declaração e curioso com o que estava escrito no papel que estava sendo guardado. Notando a curiosidade da equipe, ele resolveu saciá-las. 

— É uma carta da minha mãe. — disse, virando-se para Li. — Essa menina é uma sacerdotisa iniciante, ela vai nos ajudar na viagem.  

“Essa garota?” pensou Jihan. 

— Você pode levá-la contigo? — perguntou Glória a Li. O cavalo dele era o que menos carregava carga e ela também não gostava muito da ideia de deixar uma menina que parecia tão pura perto dos dois.  

Li concordou, estendendo a mão para a menina.  

— Er… pode me ajudar a subir? — pediu, olhando para o chão um pouco envergonhada por não conseguir subir no cavalo com seus um metro e meio de altura. 

Descendo do cavalo, Jihan pegou-a pela cintura e a colocou em cima do animal. 

— Qual o seu nome, aliás? — perguntou Matheus.  

— Lisa… só Lisa…  

— Obrigado por se juntar a nós, Lisa. Espero que não seja muito incomoda a viagem. 

— Está tudo bem! Estou preparada! — disse, puxando um pão de dentro da bolsa que carregava consigo.  

Matheus apenas sorriu para ela.  

“Acredito que no mínimo vamos ficar menos estressados com ela por perto… obrigado Mãe.” Pensou, apertando o papel que estava no seu bolso.  

Olá, eu sou o Dealer!

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