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A adrenalina bombeava nas veias de Harley enquanto ele observava Sergio Romanov liderando o ataque dos Dragões de Sangue contra o Clã Lâmina Oculta. A visão o deixou levemente paralisado e aéreo, diminuindo a pressão com a qual continha Anastasia em seus braços. Sua reação não passou despercebida pela jovem, que, preocupada com sua expressão atordoada, o encarou em busca de uma explicação.

— Harley!? Marido? — Anastasia tentava despertar-lo de seu estado de paralisia, seu tom de voz carregado de preocupação e surpresa, temporariamente esquecendo suas preocupações anteriores com sua família e clã.

O jovem despertou com as palavras da princesa, tentando conter a enxurrada de pensamentos e emoções que inundava sua mente, enquanto observava Sergio Romanov no campo de batalha. Aquele nome era uma lembrança constante dos tempos turbulentos que ele havia passado no Clã Dragão de Sangue. Ele sentiu a necessidade de compartilhar com a princesa o turbilhão que estava passando.

— Anastasia… — ele começou, sua voz carregada de tensão e ansiedade — eu preciso que você entenda algo. Sergio Romanov, o homem que está liderando esse ataque, ele… quase me matou.

Os olhos da garota se arregalaram de surpresa e preocupação, sua expressão mudando de maneira instantânea. Ela se virou completamente para encarar o jovem que amava, com a urgência de entender a história que estava prestes a ser revelada.

Harley continuou, suas palavras saindo em um fluxo contínuo, como se ele estivesse desabafando um segredo que carregara por muito tempo. 

— Quando eu fazia parte do Clã Dragão de Sangue, enquanto tentava salvar uma amiga, Sergio Romanov aproveitou e traiçoeiramente me empurrou em um desfiladeiro.

As palavras dele ecoaram na noite, e um breve silêncio pairou, apenas interrompido pelo estrondo constante dos ataques à muralha. Anastasia e Lysandra encaravam, suas expressões refletindo choque e compaixão. Anastasia não tinha conhecimento da história sombria dele, mas agora estava começando a compreender.

— Harley — Lysandra murmurou, buscando as palavras certas — Isso é terrível, mas agora não é o momento para lidarmos com isso. Precisamos manter a cabeça fria e garantir nossa segurança primeiro. A vingança pode esperar; o importante é sobreviver.

Ele balançou a cabeça, concordando, embora sua sede de vingança permanecesse. As palavras da mulher misteriosa eram sábias, e ele entendia a urgência da situação.

— Eu sei, Lysandra, mas esta luta eu não posso adiar. Talvez já seja tarde demais para o clã. Se eu fugir novamente, vou começar a acreditar que sou realmente um covarde — disse ele, ponderando o peso de suas decisões.

Inesperadamente, Anastasia afirmou:

— Lysandra, você não precisa se envolver. Harley, nossa família vai lutar juntos!

Ele imediatamente expressou sua preocupação: 

— Anastasia, é muito perigoso para você. E, Lysandra, realmente, você também não precisa participar. Apenas peço que proteja Anastasia e se afastem. Se o destino permitir, nos reencontraremos mais tarde.

— Não! — responderam as duas mulheres simultaneamente, cada uma por sua razão, surpreendendo o jovem. Suas expressões e tom de voz não deixavam espaço para negociação ou convencimento. Elas também estavam determinadas.

Agora, eles precisavam se concentrar na tarefa à frente e no confronto iminente com o clã de Sergio Romanov. 

Enquanto observava a muralha e o campo de batalha, Harley refletiu sobre a grande responsabilidade que tinha com as duas mulheres ao seu lado. Ele compreendeu que aquele não era o momento apropriado para resolver contas do passado. 

Era vital agirem com estratégia e sensatez. Seu olhar encontrou o de Lysandra, que permanecia ao seu lado, aguardando silenciosamente sua decisão. Ele sabia que precisava reunir mais informações antes de criar uma estratégia eficaz para a batalha iminente.

Enquanto observava a brutalidade do ataque liderado por seu inimigo, Harley não pôde evitar as lembranças dos eventos que o levaram a ser atirado no desfiladeiro, um ato desprezível de Romanov, inundaram sua mente. 

Agora, diante daquele conflito mortal, o jovem sabia que o acerto de contas que há muito esperava estava mais próximo do que nunca. O confronto inevitável com seu antigo aliado seria um teste de sua determinação e habilidades, e ele estava determinado a enfrentá-lo com coragem e resolução.

Os três observaram Sergio Romanov, filho do líder do clã Dragão de Sangue, comandando com voz firme sobre o tumulto noturno, emitindo ordens de ataque com autoridade e precisão. Por toda parte, soldados vestidos com armaduras negras seguiam suas diretrizes com disciplina militar, avançando determinadamente em direção à muralha. 

Romanov não se limitava apenas a liderar os grupos de ataque, mas também organizava as unidades de retaguarda e aquelas designadas para substituir os combatentes que haviam cumprido suas missões, seja devido à morte ou ao término de suas ações agressivas.

Com olhos perspicazes, ele supervisionava o posicionamento das Catapultas, assegurando que estivessem alinhadas para lançar projéteis poderosos em direção à muralha do Clã Lâmina Oculta.

Comandando com voz tonitruante, Sergio Romanov ordenou:

— Apontem o Trabuco para a muralha nordeste! Atingiremos o coração deles agora! — Suas palavras ressoavam pelo campo de batalha, orientando seus guerreiros na direção do próximo ataque ao clã Lâmina Oculta.

Seu semblante era ocasionalmente iluminado pelo brilho das chamas provenientes dos Trabucos, máquinas de cerco imponentes que lançavam projéteis incendiários com precisão e devastação. 

Do alto da muralha, as Catapultas, com sua imponente estrutura e engenhos de tensão, tinham a função de lançar projéteis sólidos, como pedras colossais e objetos massivos, em direção às forças do clã Dragão de Sangue que cercavam a muralha. 

— Sem reféns. Matem todos! — vociferava Romanov.

Harley ainda observava, seu inimigo comandando seu clã com precisão, transmitindo ordens eficientes e disciplina militar. Seus guerreiros do clã Dragão de Sangue, organizados e determinados, moviam as pesadas Balistas conforme as necessidades do cerco em andamento.

No papel de comandante do cerco, Romanov demonstrava seu domínio ao liderar os arqueiros, orientando-os a soltar uma chuva incessante de flechas, mirando tanto na defesa inimiga quanto na população encurralada atrás dos muros. 

Ele não hesitava em coordenar os ataques com as Balistas, orientando os soldados a liberar projéteis afiados que cortavam o ar antes de atingir a muralha com devastadora força de impacto. 

Ele também liderava o Bélier, uma colossal máquina de cerco que oscilava ritmicamente, com a força combinada de dezenas de soldados, martelando implacavelmente o portão da muralha fortificada, como um pesadelo em ação, buscando uma brecha para o interior do clã Lâmina Oculta.

As armas de cerco do clã Dragão de Sangue despejavam fúria e destruição, rasgando parte da muralha do Clã Lâmina Oculta. O chão ao redor da muralha era um mar de destroços, onde pedras e escombros se misturavam ao sangue dos que ousaram enfrentar o cerco implacável.

O portão, outrora imponente e intransponível, estava agora deformado e quase rendido, prestes a ceder sob o ataque incessante. Gritos de agonia e desespero ecoavam pelo ar, enquanto as pessoas lutavam para sobreviver em meio ao caos que reinava. A destruição era avassaladora, e o destino do Clã Lâmina Oculta pendia por um fio à medida que as forças do Dragão de Sangue avançavam impiedosamente.

À medida que o cerco à muralha se desenrolava, Anastasia e Lysandra observavam Harley em silêncio, suas mentes repletas de tensão e apreensão, aguardando o momento em que ele iniciaria suas ações e revelaria sua estratégia para aquela situação.

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Olá, eu sou Val Ferri Sant. Ana!

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