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Todos congelaram, como se o ar ao redor deles tivesse repentinamente se solidificado em uma prisão invisível. Em seguida, seus olhares se voltaram para seus alvos, cada um carregado com uma mistura de desespero e ansiedade. Era como se suas almas estivessem tentando escapar de seus corpos, buscando uma rota de fuga da iminente ameaça que pairava sobre eles. No entanto, mesmo enquanto ansiavam por liberdade, estavam completamente à mercê de minha vontade.

Enquanto observava a cena diante de mim, pude sentir a tensão pulsando no ar, palpável e opressiva. Como de costume, todos estavam implorando por atenção, desejando desesperadamente serem os escolhidos finais. Os alvos de mais olhares talvez experimentassem um vislumbre da sensação de ser o centro das atenções, mas era um destaque indesejado, tingido pelo medo e pela incerteza.

À medida que a espera se prolongava, a atmosfera na sala se tornava cada vez mais carregada. Cada indivíduo estava mergulhado em seu próprio desespero, agarrando-se à esperança frágil pela vida. No entanto, eu não sentia nenhum lampejo de compaixão ou misericórdia. 

Entre eles, havia mulheres, algumas pareciam ser pessoas comuns, enquanto outras exalavam uma aura de perigo. Aquelas vestidas formalmente eram os bandidos, enquanto as que não estavam com essas roupas provavelmente eram prostitutas. Não importava a sua história ou inocência; meu desejo era simplesmente exterminar todos que cruzassem meu caminho.

— Pronto. Sua sentença está decretada. Prepare-se para enfrentar seu destino — falei enquanto apontava a espada diretamente para aquela mulher, meu olhar penetrante transmitindo a inevitabilidade de seu destino.

— Por favor, não me mate. Sou apenas uma mulher comum, não sou uma combatente. Trabalho aqui, é só isso que eu faço — disse, suas palavras entrecortadas pelo choro e pela súplica desesperada.

— E quem disse que isso é problema meu?

— Quê?

— 100 cortes!

Com minha técnica, dilacerei-a sem piedade cem vezes. Não importava sua origem; no momento em que ela estava naquele bar, sua vida já não lhe pertencia. Seus gritos ecoavam na sala, mas caíam em ouvidos surdos diante da minha espada. Seus companheiros poderiam culpar seu chefe por ter subordinados tão incompetentes, mas para mim, eram todos iguais: alvos a serem eliminados.

— Próximo.

Continuei matando um por um, e à medida que o número de corpos se acumulava, o desespero na sala se intensificava. Alguns dos presentes estavam agora chorando, incapazes de conter a angústia que os consumia. Suas almas já haviam desistido, suas esperanças esgotadas. Eu, por minha vez, estava ficando cansado desse jogo macabro. 

Enquanto olhava ao redor, percebi uma figura que se destacava pela determinação em seus olhos, mesmo em meio ao caos. Havia alguém que ainda não havia desistido. Por um longo tempo, essa pessoa me encarava com olhos cheios de raiva, desafiando-me com sua presença obstinada.

— Cansei deste jogo. Vou acabar com todos vocês.

Todos na sala pareciam indignados, mas, no fundo, já esperavam que tudo terminasse daquela maneira. No entanto, aquela garota ainda mantinha seu olhar fixo em mim, cheio de raiva. Ela vestia um terno semelhante aos outros, mas seus olhos negros ardiam com uma intensidade única, consumida pela fúria. Aquela expressão intrigante despertou minha curiosidade.

— Morram!

Rodei todo o bar e acabei com o restante, totalizando aproximadamente 77 vidas tiradas. No entanto, decidi deixar aquela mulher de cabelos negros viver. Me aproximei dela e disse:

— Vá e espalhe para todos: Izumi está de volta e aqueles que se atreverem a desafiar-me sentirão o peso do meu sofrimento.

— Cala boca! Eu vou te matar! 

A primeira vez que ela falou, soltou um grito poderoso que ecoou pelo ambiente. Um sorriso involuntário se formou em meu rosto diante da surpresa e da intensidade de sua reação. A curiosidade em relação a ela só aumentava.

— Tente! — aproximei o meu rosto dela e disse.

— Ela não tinha culpa, mas você a matou. Eu vou fazer você pagar com a sua vida!

Ao ouvir suas palavras, percebi que ela estava se referindo a alguém, e logo me dei conta de que poderia ser aquela que dilacerei implacavelmente, repetidas vezes. Talvez fosse ela quem havia desencadeado sua fúria contra mim, me ferindo com sua raiva. Ainda assim, minha curiosidade sobre essa mulher só aumentava.

— Vou te dar a chance de viver. Se quiser me matar, venha, mas esteja preparado. Da próxima vez que nos encontrarmos, será o fim para um de nós.

— Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Demônio!!!!

Enquanto eu dava volta até a saída do bar, ela continuava gritando, sua voz ecoando pelo ambiente tumultuado. Quando finalmente saí do mercado negro, senti um alívio momentâneo, como se tivesse conseguido liberar um peso de meus ombros. No entanto, essa sensação fugaz não salvaria Ui. 

Agora que ela estava morta, percebi que não havia mais ninguém que pudesse me deter. Mas mesmo assim, um vazio persistia dentro de mim, um sentimento estranho que eu não conseguia identificar completamente. Era semelhante à dor que senti quando perdi minha mãe, mas de alguma forma, era diferente.

Enquanto continuava a andar, fui surpreendido por um grupo de soldados que se aproximavam rapidamente, cercando-me. O que eles queriam? Será que vieram para enfrentar a mesma sorte que os outros que cruzaram meu caminho?

— Vocês também desejam a morte? — disse enquanto permitia que minha intenção assassina fluísse livremente, deixando claro para os soldados a ameaça que representavam ao se aproximarem de mim.

Pude sentir uma hesitação nos soldados quando minha intenção assassina se manifestou, mas desta vez era diferente. Não sei explicar exatamente, mas parecia que minha aura havia retornado ao seu estado habitual.

— Parem!

Disse, esperando que eles fossem paralisados pela minha presença imponente, mas para minha surpresa, não foram. Embora evitassem um confronto direto, ainda podiam se mover livremente. Diante deles, pude perceber um aroma familiar pairando no ar, despertando minha curiosidade.

— Izumi. O que você fez?

— Max, o que você quis dizer com isso?

— Você não percebeu?

— Perceber o quê?

Parecia que ele estava se referindo a algo muito sério, pelo tom de sua voz. No entanto, não conseguia entender o motivo. Não acreditava que matar alguns criminosos fosse algo que eles tentariam me barrar, considerando que já havia feito algo semelhante no passado.

— Izumi, você é mesmo foda! — O velho apareceu do céu de repente, gritando com uma voz que ecoava por toda a área.

Ele caiu no chão e se aproximou de mim, colocando suas mãos em meus braços. Embora pudesse reagir e afastá-lo, uma estranha sensação de calma e segurança me envolveu. Não senti nenhuma intenção maliciosa nele; pelo contrário, sua expressão transmitia um sentimento de orgulho. Era como se ele estivesse genuinamente satisfeito comigo e com minhas ações.

— Não acredito que conseguiste fazer isso com todos da cidade.

— Do que estás falando? E me solta.

— Foi mal — disse enquanto me soltava, seu olhar transmitindo uma mistura de seriedade e admiração.

— Izumi. Como você fez isso? Na nossa jornada isso nunca aconteceu — disse enquanto se aproximava, seu tom denotando uma mistura de surpresa e reconhecimento.

— Seja claro.

— Todos da cidade foram paralisados.

— Quê?

Olá, eu sou o Black Shadow!

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