VS – Episódio 14 – Capítulo 01

 

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Traduzido por: Erufailon


Volume 14

Capítulo 01 — Fragmento da Alma de Garmr (1)

 

Por terem lutado em duas batalhas intensas, ainda que curtas, Tae Ho e Siri estavam cansados.

Siri, em especial, estava exausta. Embora ela tenha sido amparada pelo poder das sagas, o voo que Tae Ho pediu que ela fizesse era de uma dificuldade realmente elevada. Além disso, não seria um exagero dizer que ela tinha enfrentado Garmr sozinha.

Assim que Tae Ho ativou “Aquele que pode Domar Dragões” ele percebeu que a fatiga da capitã era severa. A face marejada de Siri, o que não era algo comum, era prova disso.

— Aguente só mais um pouco, Capitã — disse Tae Ho, se inclinando para sussurrar contra o ouvido dela e explicar sua estratégia.

A princípio, Tae Ho não pretendia interferir na batalha entre Rasgrid contra o gigante de fogo porque eles estavam em um patamar completamente diferente. Ambos não eram seres que ele podia enfrentar no momento.

— Ouça bem, nosso plano não é causar dano. É chamar a atenção dele.

Eles deixariam que Rasgrid cuidasse da ofensiva. Sua tarefa era fazer com que o gigante de fogo não conseguisse se defender ou esquivar apropriadamente, ou continuar perturbando-o.

Ao invés de continuar inquirindo, Siri confiou seu corpo a saga de Tae Ho. Ele voltou-se para o gigante e Rasgrid, que estavam longe, voou para cima e, ao invés de guardar o fragmento da alma de Garmr dentro de Unnir, ele segurou-o com seu braço esquerdo.

O gigante de fogo estava procurando por aquele fragmento. O que aconteceria se ele usasse isso para provoca-lo? Era como se um pescador estivesse balançando a isca na frente de um peixe.

“Além disso…”

Ele atacaria a parte superior do corpo do gigante. Não importava se ele seria capaz de realmente machucá-lo ou não. Irritá-lo já era o bastante.

Siri cavalgou pelo vento, traçando um grande círculo ao redor do gigante de fogo e de Rasgrid, enquanto Tae Ho continuou a atirar inúmeras lanças criadas pela “A Espada do Guerreiro”.

A capitã sequer precisou usar sua saga. O alvo era um gigante de mais de sete metros de altura, então não havia necessidade de mirar. Esses ataques o irritariam mesmo se apenas passassem raspando por sua pele!

— Kuaak! — o gigante rugiu. Como era esperado, ele estava começando a ficar frustrado. Mesmo enfrentando Rasgrid no momento, ele esporadicamente voltava sua cabeça ou seus olhos na direção de Tae Ho e até mesmo tentava atacá-lo.

 — Isso! — gritou Tae Ho, animado ao ver Rasgrid atacar uma abertura exposta na postura do gigante.

— Que perverso — disse Siri, os olhos brilhando alegremente enquanto ela desviava de uma bola de fogo atirada pelo gigante.

— Me desculpe?

Siri não voltou a falar e Tae Ho mirou nas costas do gigante. A criatura, que tinha sido atingido por alguns dos ataques de Rasgrid, parecia ter decidido ignorar os ataques de Tae Ho, já que ele sequer se preocupou em virar-se.

Não era uma atitude inesperada, já que as lanças que Tae Ho estava atirando contra ele eram tão fracas que mal conseguiam arranhá-lo.

Entretanto, era exatamente isso que Tae Ho desejava. Essa também era a razão para Siri ter guardado sua saga até esse momento.

Saga: A Espada do Guerreiro

A arma que ele evocou era uma Lança Pesada.

Saga: As flechas de uma Bruxa nunca erram

A lança, que tinha sido aprimorada pelo poder divino, traçou uma trajetória precisa. O gigante de fogo foi surpreendido e virou seu corpo, mas já era tarde demais. A Lança Pesada acertou sua orelha, fazendo-o gritar de dor.

Nesse momento, as harpias investiram contra Tae Ho. Siri vacilou por um momento, talvez por ter usado sua saga, mas ela passou pelas harpias com a ajuda da “Investida do Guerreiro”. Ela deu uma grande volta e, depois de virarem suas cabeças, eles viram Rasgrid preparando um ataque final para lidar com o gigante que tinha tropeçado por conta do golpe em sua orelha.

— Lâmina que divide os Céus! — gritou Rasgrid.

Como o nome implicava, uma aura esbranquiçada se elevou em direção aos céus. Ela se transformou em uma espada, partindo a terra ao meio.

A cabeça do gigante foi cortada. Embora não tenha sido dividida em duas, isso já era o bastante. Chamas rugiram e o corpo do gigante, engolfado por elas, foi consumido em um instante, caindo no chão como uma árvore queimada.

Um som similar ao de um terremoto foi ouvido. Rasgrid se virou para encarar Tae Ho e ele soube instintivamente.

Rasgrid sorriu. Embora ele não conseguisse enxerga-la corretamente por conta da distância, ele soube.

A batalha continuou. Embora novos gigantes não tivessem aparecido, o número de rochas despencando dos céus aumentou. Parecia que os inimigos queriam reverter a situação através da vantagem numérica.

Entretanto, Valhalla não ficou parado. Tae Ho apenas observou o horizonte enquanto tratava de suas costas, ao invés de entrar no campo de batalha.

E então, elas começaram a chegar. A coisa assassina. A Chuva de Aço que não era muito diferente das rochas flamejantes!

Guerreiros de Valhalla começaram a emergir das estruturas de metal assim que elas pousaram sobre o solo, e os gritos dos combatentes preencheu o campo de batalha.

— Odin!

— Tyr!

Estratégias já não mais funcionavam. Parecia que os gigantes também notaram isso, já que as rochas flamejantes pararam de cair dos céus. Tae Ho pousou em um local seguro, longe do conflito, junto de Siri.

— Capitã, nós podemos descansar agora, não podemos?

Siri apenas cantarolou em resposta, completamente exausta.

―♦♦♦―

A batalha tinha chego ao fim. Os corpos dos monstros estavam espalhados ao longo da floresta. Era uma vitória decisiva.

Entretanto, os guerreiros de Valhalla não abaixaram suas armas. Cada um deles estava olhando para o centro do campo de batalha, segurando-as firmemente.

Eram aproximadamente uma centena de guerreiros.

Os Guerreiros da Grande Guerra estavam ali parados. Eles haviam perdido seu brilho e estavam esmaecendo novamente, como se o tempo emprestado por Valhalla estivesse acabando, mas a situação era diferente para os outros no local. Aqueles guerreiros pareciam estar começando a brilhar.

— Ó valquíria, leve nossas almas ao Valhalla. Nós iremos até Odin e alardearemos sobre a luta deste dia — disse o guerreiro mais à frente do grupo. A expressão fria de Rasgrid desapareceu e ela sorriu gentilmente.

— Guerreiros exaltados, eu farei uma promessa que não mudará por toda a eternidade: Valhalla sempre receberá vocês — disse Rasgrid, levantando sua espada. Foi então que sua aparência, envolta em armadura, mudou. Ela balançou sua espada uma vez mais, agora usando um vestido.

Um caminho de luz apareceu. Era um belo arco-íris que conectava os céus e a terra.

— Bifrost…

A ponte que originalmente conectava o mundo mortal de Midgard com o mundo dos deuses, Asgard.

 — Guerreiros de Valhalla! A batalha deste dia permanecerá na história! E lembrem-se: vamos nos encontrar novamente! Em um novo campo de batalha! — O guerreiro que estava olhando fixamente para a ponte luminosa sorriu, erguendo a voz num grito.

— Em um novo campo de batalha! — Os guerreiros da Grande Guerra gritaram e os guerreiros de Valhalla respiraram fundo.

Eles ergueram suas espadas e deram vivas aos seus antecessores que agora estavam partindo.

 — Por Asgard e pelos nove planetas. — Disse o guerreiro, olhando para Rasgrid, uma última vez. Ele pisou na ponte de arco-íris e os outros seguiram o seu exemplo.

Rasgrid, que olhava para eles, virou a cabeça. Ela chamou Tae Ho e Siri com um aceno.

— Fizeram bem. Seus feitos neste dia são realmente notáveis.

Ambos haviam se saído melhor do que ela tinha inicialmente previsto. Ela já teria ficado satisfeita se eles simplesmente conseguissem atrasá-lo, mas eles realmente conseguiram derrotar o gigante. O fluxo estranho de magia que apareceu logo em seguida teria de ser verificado, mas ela tinha a nítida impressão de que os culpados disso já estavam na frente dela.

— Me perdoem por ter de me retirar mais cedo, mas eu ainda tenho que liderar os guerreiros. Assim que eu retornar ao Valhalla, irei preparar uma recompensa digna de seus feitos — disse Rasgrid, olhando para a Bifrost. Ela aparentemente também tinha de partir junto dos guerreiros da Grande Guerra.

— Obrigado. E aqui está, nós o usamos bem. — disse Tae Ho, devolvendo a veste alada, que estava bem dobrada, para Rasgrid. Embora ele realmente quisesse aquele equipamento para si, devolvê-lo era a ação mais justa já que ele tinha sido apenas emprestado.

 Rasgrid sorriu vagamente ao receber sua vestimenta de volta e então virou-se para Siri e disse:

— Você agiu bem, Siri. As habilidades de Tae Ho como piloto são realmente turbulentas, não são? 

 Ao ouvir aquelas palavras de simpatia, Siri acariciou suas costas doloridas e assentiu.

— Eu apenas fiz o meu melhor como uma guerreira de Valhalla — disse, voltando a ficar séria enquanto batia contra o peito em continência.

 Rasgrid fitou Siri, que parecia ter olhos reluzentes, e então olhou para Tae Ho.

 — Tae Ho, Reginleif e Gandur irão chegar em breve. Deixe que elas cuidem do resto.

 Embora ela não tenha dito isso explicitamente, ele pareceu notar o que Rasgrid realmente quis dizer. Ela provavelmente estava pedindo para que ele deixasse o fragmento da alma de Garmr — o real objetivo dos gigantes — sob os cuidados das duas valquírias.

 — Entendido.

 — Então está tudo bem. Vocês dois realmente fizeram um ótimo trabalho.

Os guerreiros da Grande Guerra já estavam todos na ponte de luz quando Rasgrid pressionou seus lábios contra a testa de Tae Ho e de Siri sucessivamente.

— Que a benção de Odin esteja convosco.

 Uma benção vinda de Rasgrid.

 Ela sorriu e então virou-se, subindo na ponte arco-íris. Ela caminhou até o Valhalla liderando o grupo de guerreiros.

 — Tão belo — sussurrou Siri.

Ir ao Valhalla segurando as mãos de uma valquíria era o sonho de todos os guerreiros. Embora essa ocasião fosse algo que todos ali já tinham presenciado uma vez, o significado por trás dela não desapareceu. Não apenas Siri, mas todos os guerreiros de Valhalla observaram a partida de seus antecessores em reverência.

“Essa é uma cena significativa, de fato”, pensou Tae Ho. Embora ele tivesse ido ao Valhalla com sentimentos diferentes de seus companheiros, ele não tinha outra escolha a não ser admitir que aquela cena era impactante. Parecia que uma parte de si mesmo estava se sufocando.

 Tae Ho não soube dizer por quanto tempo eles ficaram ali, observando, quando Rasgrid e os guerreiros finalmente desapareceram no pico mais alto da ponte luminosa.

— Guerreiro Tae Ho, Guerreira Siri.

Uma voz familiar foi ouvida nos céus. Olhando para cima, eles viram as valquírias Reginleif e Gandur. A cena de um cisne se transformando em uma bela donzela era realmente memorável.

Reginlei olhou para Siri e Tae Ho do modo galante habitual e então franziu o cenho.

— Vocês dois parecem exaustos. Eu sinto muito, mas não posso permitir que descansem de imediato. Se importariam de dizer brevemente o que foi que aconteceu aqui?

Siri desviou o olhar para Tae Ho e ele começou a contar o que havia acontecido no resquício da Grande Guerra. Reginleif, que escutou tudo atentamente, guardou o fragmento da alma de Garmr cuidadosamente dentro de uma caixa que ela evocou a partir do ar.

— Os seus feitos neste dia são realmente dignos de nota. Descansem por enquanto. Nós continuaremos essa conversa mais tarde — disse Reginleif num tom apressado, devolvendo a caixa de volta ao ar.

Em seguida, ela beijou a testa de ambos, assim como Rasgrid havia feito anteriormente. 

— Que a benção de Tyr esteja convosco.

 Uma sensação confortável — tanto de mente quanto de corpo — se apossou deles. Siri estremeceu como se tivesse gostado da sensação e fechou os olhos enquanto Tae Ho fitava Gandur, que estava próxima de Reginleif.

— O que foi?

— Ah, eu estava me perguntando se Gandur não irá nos abençoar.

Embora não fosse uma necessidade, para ele, receber um beijo de Gandur o fato de não ser abençoado por ela era estranho.  

Gandur sorriu com as palavras de Tae Ho e então balançou a cabeça.

— A ganância dos seres humanos realmente não conhece limites, mas de fato é correto que eu o faça.

Gandur encostou seus lábios contra a testa de Siri, que estava mais perto de si e então se aproximou de Tae Ho. Assim que ele fechou os olhos, esperando a benção, Gandur olhou de lado para seus arredores antes de beijar Tae Ho na bochecha.

— Que a benção de Ullr esteja convosco.

Embora não tenha sido um beijo na boca, Tae Ho ficou surpreso pelo lugar inusitado. Gandur apenas riu enquanto olhava para ele e então se virou de costas, voando para longe após se transformar num cisne.

Fora aquele gesto uma piada de Gandur?

Tae Ho inconscientemente tocou em sua bochecha, olhando para os cisnes e para Siri, que observou o ato e disse em voz baixa:

— Então esse foi o motivo? — sua voz estava repleta de alegria.

Tae Ho vacilou e então olhou para os lados, finalmente percebendo porque Gandur tinha feito aquilo.

— Olá novamente? — era uma voz familiar, embora seu tom estivesse ligeiramente diferente.

Tae Ho fitou os olhos de Heda, que estava falsamente sorrindo e então apressadamente abaixo a cabeça, escondendo suas bochechas.

―♦♦♦―

 O gigante da Força, Harad, estava mal-humorado.

Não era por conta do ataque fracassado, não. Antes de mais nada, ele tinha levado essa possibilidade em consideração. E, além disso, semear as sementes do fogo que iriam se tornar o presságio de um conflito mais amplo também era seu objetivo.

O problema era outro. 

O gigante da Noite, Avalt. Ele realmente não antecipava a aparição de uma semente justo naquele momento, tão logo Avalt descendeu daquele lugar.

Mas havia, de fato, uma semente ali. Além disso, a forma em que ela aparecera era possivelmente a pior de todas.

O grande problema é que Valhalla também percebeu isso por conta daquele estúpido gigante de Fogo.

Os gigantes cobiçavam o fragmento da alma de Garmr.

Valhalla não era um inimigo impotente. Eles provavelmente já tinham percebido o real objetivo dos gigantes assim que encontraram o fragmento de alma.

Esse foi uma falha que ele sequer considerou. Como ele poderia ter imaginado que a situação iria se desenvolver de forma tão desastrosa?

Mas esse erro não era o único motivo para deixar Harad, o gigante da Força, mal-humorado.

Utgard Loki. 

O Rei Mago não disse nada a respeito dessa falha. Nenhuma punição ou reprimenda, nada.

E essa verdade causou uma enorme dor em Harad.

Estaria o Rei pensando que ele não era nem mesmo digno de ser punido? Ele já estava assim tão fora de seus olhos? Não, talvez a situação não fosse tão importante assim, por ter meramente se tratado de uma pequena batalha.

Harad estava ansioso. E o gigante da Noite, Avalt, olhou para ele sentindo algo estranho.

Por que motivo?

Era porque ele sabia que não declarar nenhuma punição só iria atormentá-lo mais?

Os outros gigantes pensavam dessa forma, mas Avalt era diferente. Ele pensava de maneira diferente.

“Talvez…”

O Rei Mago já teria previsto esse tipo de situação. O erro de Harad talvez fosse algo desejável para ele.

“As coisas parecem ter progredido da exata forma que o Rei desejava…”

Embora o domínio de Avalt fosse encoberto por escuridão, uma voz sussurrante lhe chegou aos ouvidos. O gigante da Noite não se virou na direção dela, pois era óbvio que aquela voz viperina vinha do Rei gigante de Asgard, Loki.

O que o Rei Mago desejava? O que ele estava buscando? 

Avalt deu um fim nesses pensamentos e encobriu a si mesmo num manto de trevas ainda mais intensas.

Ele não acreditava em Loki, mas ele concordou com o fato de que tudo tinha saído exatamente como o Rei havia planejado.

Por causa disso, ele iria esquecer suas desilusões e realizar o seu dever como um dos cinco dedos do Rei Mago. Realizar os desejos de seu Rei era o mesmo que realizar os seus próprios desejos.

Ele aguardaria pela reação de Asgard e então aguardaria as próximas ordens do Rei Mago.

Avalt, o gigante da Noite, decidiu. Ele fechou os olhos lentamente, como se estivesse sendo preso nas trevas.

―♦♦♦―

— Hm… então foi isso que aconteceu. Você recebeu as bênçãos de Rasgrid, Reginleif e também de Gandur — disse Heda, que estava parada ao lado de um Flash Negro, de modo apático.

Tae Ho, que estava encostado contra um Flash Negro, enrijeceu. Mesmo que esse não fosse o caso, o Flash Negro se parecia cada vez mais com um caixão…

Siri, que estava deitada no Flash Negro ao lado dele, riu. Ela parecia estar adorando a situação.

Heda olhou para Tae Ho. Ele vacilou por reflexo e Heda riu novamente, como se ela não conseguisse mais aguentar a situação.

— Eu só estou brincando. Brincando! — ela disse, sabendo o motivo pelo qual Gandur fez aquilo em primeiro lugar.

— Continue a descansar por enquanto. Siri, você também está exausta. Você chegou a contar o número de vezes que vocês usaram suas sagas? — disse Heda enquanto ajeitava o colchão de Tae Ho.

Os dois realmente tinham usado suas sagas ao limite. Embora Tae Ho tivesse uma resistência maior, devido a quantidade de runas que ele investiu em sua concentração, não seria estranho se Siri colapsasse a qualquer momento. Não era por nada que Heda fez com que os dois se deitassem no Flash Negro.

— Siri, muito obrigado.

— Não se preocupe com isso.

Siri e Heda trocaram sorrisos e então a valquíria tornou a dizer:

— Há muitas outras pessoas que também necessitam de ajuda, então vocês deveriam dormir. Vamos conversar sobre o resto das coisas importantes mais tarde.

Parando de falar, Heda aproximou-se de Tae Ho e abaixou um pouco o seu torso. Ele apenas aguardou, já estando acostumado com a situação.

— Que a benção de Idun esteja convosco.

Sua voz vacilou mais do que o normal.

Tae Ho rapidamente os olhos, mas Siri já tinha se virado. Era perceptível que ela estava um pouco envergonhada.

— Que a benção de Idun esteja convosco.

Heda também abençoou Siri e então se ergueu. Tae Ho fechou os olhos ao invés de olhá-la no rosto. Talvez, por conta da benção, ele tinha caído no sono.

Graças a isso, ele não consegui sentir o que tinha acabado de acontecer.

Dentro de Unnir, o fragmento de espada desconhecido estava emitindo uma luz pálida.


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