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Perez foi até a frente do Palácio Imperial para ver Florentia e o Patriarca Lombardi partir.

— Segundo Príncipe.

Rulak, que já ia entrar na carruagem, chamou Perez.

— Foi ordem de Sua Majestade, então darei permissão. Mas nem pense em usar Flore.

O patriarca Lombardi, cujo cansaço se vê no rosto, ainda cuidava da neta.

— Com ou sem o dinheiro de Angenas, deixe Flore em paz. O príncipe deve cuidar da maioria das coisas.

O amor de Rulak por sua neta era algo que ele conhecia bem, então Perez acenou com a cabeça em silêncio.

— Vovô! Vai ser uma grande soma de dinheiro!

Ao lado dele, Flore resmungou de insatisfação.

— Quero dizer, Clerivan Pellet também precisa ser recompensado.

— Pegue o quanto você precisar de Lombardi. Tudo bem, não é? Não vejo por que minha neta está continuando de onde parou.

— Você se esqueceu de que a Pellet Corporation é minha também? Quer que eu pegue meu dinheiro e preencha o buraco no meu negócio? Isso é mais uma perda!

— Bem, é verdade, mas…

Rulak não conseguiu refutar as palavras de Flore e ficou sem graça.

— Vou demolir a mansão de Angenas e vender os tijolos para conseguir todo o dinheiro.

Flore disse, cerrando o punho.

Seu murmúrio, ‘Não sei quem vai comprar porque dá azar’, também foi seguido.

Rulak não pôde mais dizer nada à neta, mas começou brevemente em Perez.

— Faça bem por conta própria, Segundo Príncipe.

— Sim, eu entendo.

Flore deu um tapinha no ombro de Perez, que deu uma resposta direta.

‘Eu sei, eu sei!’

Mesmo sem falar, ele podia ouvir o que ela dizia com os olhos.

Perez calmamente acompanhou Flore até a carruagem com um sorriso na boca.

— Dê um tempo.

Flore disse a Perez pela porta que se fechava.

— Não exagere.

Foi uma insistência calorosa, cheia de preocupações.

A porta da carruagem se fechou e a carruagem de Lombardi começou a se mover.

Perez, que ficou olhando para trás por um momento, começou a se mover com afinco.

Depois de confirmar que a Imperatriz havia chegado à masmorra, ele fez uma lista dos Cavaleiros Imperiais que a seguiram.

Em seguida, ele enviou uma tropa de confiança para a casa de Angenas localizada na Eclíptica para selar o portão.

Ele enviou cartas para famílias importantes, incluindo Killian, que é o presidente do conselho da aristocracia, explicando o que a família da Imperatriz havia cometido e o imperativo de puni-los severamente.

Finalmente, ele enviou uma carta de nomeação para o Príncipe Herdeiro, escrita por Yovanes em cartas borradas, para as famílias representativas de cada região.

Como se isso já acontecesse há muito tempo, Perez fez seu trabalho sem hesitar.

Os burocratas que ajudavam no trabalho ao lado dele ficaram surpresos e de olhos arregalados.

Tudo foi feito em poucas horas.

Perez, que trabalhava como uma máquina sem comer, beber ou descansar, levantou-se em algum momento.

— Eu irei sozinho.

Ele continuou andando, deixando apenas essas palavras para os Cavaleiros Imperiais que o seguiram.

Os passos de Perez, que continuavam a se mover como se ele não tivesse destino, chegaram a algum lugar e pararam.

Whoosh ~

No inverno, galhos nus que tinham caído todas as folhas faziam um som terrível de vento.

Perez olhou para o palácio na floresta magricela.

A maçaneta estava quebrada e a porta enferrujada sacudia toda vez que o vento soprava.

Perez deu mais alguns passos em direção ao palácio das estrelas.

Ele pisou nas folhas caídas que ainda não haviam apodrecido.

— Mãe.

Perez franziu a testa ligeiramente com as palavras estranhas que ele não falava por tanto tempo.

Era como se ele estivesse usando roupas que não combinavam com ele.

A palavra ‘mãe’ não combinava com ele.

Da mesma forma, a mãe de Perez, Kayla, uma dama de honra, estava longe de ser mãe.

— Meu Príncipe, Vossa Alteza.

Sua mãe sempre chamava Perez assim.

Não como um filho, mas como se estivesse servindo a um mestre.

Kayla, a mãe de Perez, sorriu amplamente quando ele leu o livro e falou sobre ele.

Até aos olhos de Perez, que ainda é jovem, aquele sorriso é tão lindo, e ela parece tão feliz.

Perez leu ansiosamente.

Mas, houve apenas uma vez…

Um momento Kayla mostrou algo semelhante a afeto.

No meio do verão, ele se lembrou da mão que varreu sua testa suada depois de correr em frente ao palácio isolado.

Sem nenhum sinal de sujeira, Perez ainda se lembrava das mãos gentis que estavam enxugando seu suor.

— É doloroso?

Infelizmente, desde então, a maioria das memórias de sua mãe eram essas coisas.

Com uma voz soluçante procurando por um Cavaleiro.

— Em vez disso, me mate. Mate-me agora, por favor.

Os dedos secos que seguraram o Cavaleiro que a Imperatriz enviou para impedi-la de entrar no palácio.

Kayla queria morrer.

E depois disso, ela se recusou a comer sozinha.

Foi a única resistência que Kayla poderia ter feito contra um mundo que não deu a ela as graças da morte enquanto não era ajudada pelos Cavaleiros.

Perez abriu a porta que estava balançando em perigo e entrou no palácio.

Os pássaros que estavam construindo seus ninhos nas ruínas em colapso ficaram surpresos e podem ser ouvidos voando para longe.

Algumas das penas que eles deixaram cair eram as mais notáveis ​​naquele lugar.

O prédio, que não seria estranho em momento algum, estava cheio de poeira que não podia ser preta ou branca.

— Mãe. Não morra, mãe.

Perez o ouviu quando criança, pensando que sua voz trêmula parecia vir de algum lugar das ruínas.

Com os olhos secos que nem mesmo derramaram lágrimas por causa de sua recusa em beber água, Kayla falou.

— Pobre Príncipe. O Príncipe deve viver.

Ela deixa para trás o filho, que tem apenas onze anos, e opta por morrer, disse ela.

— Eu tenho uma coisa para lhe perguntar, Príncipe. O Príncipe gosta de mim, então você vai me ouvir? Por favor, escute. Você vai seguir as palavras de sua mãe?  Viva e mate o Imperador e a Imperatriz. Se você sente pena de mim, por favor, me vingue.

Os olhos castanhos comuns e impotentes brilharam ferozmente naquele momento.

— Antes que isso aconteça, o príncipe não deve morrer. Até que você me vingue.

— Mãe…?

— Você gosta de mim, então, por favor, me faça um favor. Sobreviva e me vingue…

Provocando o amor cego de uma criança por sua mãe, Kayla fez um pedido final cruel.

— Ainda não acabou.

A voz seca de Perez ecoou no teto alto do palácio.

— Você está um pouco satisfeita agora?

Mãe.

As palavras foram engolidas até o fim.

Um vento soprou de algum lugar e fez cócegas em Perez.

Era como se um toque do vento estivesse enxugando seu suor que não combinava com as ruínas, Perez fechou os olhos.

As sombras negras daqueles dias, quando ele ansiava por um pedaço de afeto e suportava o mal enquanto sobrevivia sozinho, pareciam se infiltrar em todo o seu corpo novamente.

Foi então.

— Eu pensei ter dito para você descansar.

A energia sombria que estava aprisionando Perez instantaneamente brilhou e se quebrou por uma voz clara e brilhante ouvida por trás de suas costas.

— Nosso futuro Príncipe Herdeiro não vai mais me ouvir?

Ele poderia dizer sem olhar para trás.

— … Flore.

— O que você está fazendo aqui, Perez?

Seu coração saltou uma batida ao som de pequenos passos se aproximando sem hesitação.

— Eu estava organizando meus pensamentos.

Perez voltou lentamente.

— Sim, pensei que você viria aqui.

Flore olhou para ele e seus olhos verdes pareceram brilhar.

E ela disse, olhando para trás, para o antigo palácio.

— Já faz muito tempo que não venho aqui. Um lugar de memórias.

— … Memórias.

— Não é? A primeira vez que nos encontramos na floresta à nossa frente, e a segunda vez que nos encontramos, compartilhamos biscoitos de chocolate no quarto ali.

— Ah.

Os lábios vermelhos de Perez estavam ligeiramente abertos.

— Se eu sou a única que pensa assim, estou um pouco decepcionada.

Flore riu.

— Não, eu também.

Perez disse, como se desculpando com urgência.

— Estou brincando, Perez. Achei que sabia o que você acha de voltar aqui, então fiz uma piada de propósito.

Flore, que disse isso, enfiou a mão no peito de Perez.

— Não é estranho?

— Uh.

— Você deveria estar orgulhoso, no entanto, são todas as suas realizações.

Os olhos verdes vívidos de Flore eram tão intensos quanto enxergar através de tudo.

— Ainda assim, está tudo bem?

— Claro, você sobreviveu e veio até aqui.

Flore disse em voz baixa.

— Bom trabalho. Você é realmente incrível. Agora viva uma vida para você, Perez. Não para qualquer outra pessoa, mas para você…!

Perez abraçou Flore.

Suas mãos tremiam enquanto ele lutava contra o medo de machucar Flore com sua força e querer abraçá-la com mais força.

Flore, que parecia um pouco surpresa, rapidamente deu um tapinha nas costas de Perez.

— Flore.

— Huh?

— Obrigado.

Abraçando seu corpo com força mais uma vez, Perez pensou.

Agora vou viver uma vida por você.

Vou viver uma vida para você e para mim.

E agora, ele revisou seu plano de demolir esta vila.

— Eu tenho que reconstruir este prédio.

— Por que de repente?

Ao ouvir a voz de Flore, que estava enterrada em seu peito e murmurando levemente, Perez respondeu com um sorriso tranquilo.

— Como Flore disse, é um lugar que contém nossas memórias.

No bosque perto do Palácio da Imperatriz, esta pequena vila sem nome agora seria lembrada por ele nesse sentido.


— Um adulto, deve ir trabalhar agora!

Eu gritei assim, me olhando na frente do espelho.

— Gostas tanto? Sobre a liquidação da propriedade de Angenas, minha senhora?

Laurel perguntou enquanto sorria para mim.

— Claro, havia muitos ativos ocultos! Não havia dinheiro para pagar suas dívidas, mas havia dinheiro quando coletamos joias caras.

Quantos lugares secretos com itens caros estão escondidos nas grandes mansões?

Hoje é o terceiro dia, e confiscar os bens da família Angenas foi divertido como se eles estivessem saindo em uma caça ao tesouro.

— O que você está procurando hoje? Rubi? Diamante?

Eu estava prestes a responder, cantarolando assim.

— Irmã!

— Oh, Crenny!

De longe, Crenny, que estava de longe, aproximou-se com um grande sorriso.

— Ouvi dizer que você voltou da academia. Mas estava tão ocupada que esqueci completamente.

— Eu pensei que sim, então vim primeiro.

Ele é alto, Crenny tinha um rosto muito mais brilhante do que na vida anterior.

Minha educação inicial está valendo a pena?

Era natural porque ele estava se saindo muito melhor na academia do que na vida anterior.

— Onde você está indo?

— Oh, fazer uma limpeza.

— Limpeza?

— Sim, algo assim. É urgente?

Crenny balançou a cabeça com a minha pergunta.

— Não, eu só queria ver o rosto da minha irmã, então vim dizer olá.

— Oh, meu lindo.

Eu disse, acariciando sua cabeça como quando ele era criança.

— Você gostaria de voltar esta noite e fazer uma refeição juntos?

— Sim! Quero contar para vocês o que aconteceu na academia e também tenho um presente para vocês!

— Tudo bem. Esta noite… Opa!

Eu tropeço escada abaixo enquanto converso com Crenny.

— Uh, você está bem?

Quase torci o tornozelo.

Graças a Crenny, que estava ao meu lado, não me machuquei.

— Não posso. Vou acompanhá-la até a carruagem, irmã.

Eu pensei que ele era apenas alto, mas ele tem muito poder na mão que estava me segurando.

— Quando você cresceu assim?

Tentei atiçar a cabeça de Crenny novamente enquanto dizia isso.

— … Crenny?

Até que vi o rosto sorridente de Crenny ficar branco.

E o motivo foi imediatamente revelado.

— Quem é você?

Perez estava se aproximando com um olhar frio.

Com o olhar preso na minha mão, que Crenny está segurando com força.

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Olá, eu sou o Babi.Bia!

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