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Shan e Gallahan de mãos dadas entraram na casa.

A cozinha e a sala fofa que podiam ser vistas de relance saudaram os dois.

Como era uma casa nova, o sol da manhã preenchia o espaço vazio sem muitos itens significativos.

Gallahan, observando o olhar de Shan pela casa, falou com uma voz um pouco impaciente.

— É um pouco estreito? Então há uma vila nos arredores…

— Não, eu amo esta casa, Gallahan.

— Obrigado a Deus…

Gallahan sentiu um alívio no peito.

— Eu não tenho muita coisa para preparar às pressas. Então, a partir de agora, por favor, preencha com coisas que Shan gosta…

Enquanto mal dizia essas palavras, Gallahan corou novamente, sentindo seu coração bater mais forte.

— Originalmente, eu não planejava dar a chave da casa assim, do nada. Eu planejava propor de forma adequada depois de me preparar bem para que Shan não se sentisse desconfortável… Oh!

Lembrando-se de algo que havia esquecido enquanto falava, Gallahan começou a procurar freneticamente na bolsa que tinha deixado no chão.

Deve estar aqui.

Uma pequena caixa macia foi pega em seus dedos apressados.

— Eu achei.

— O que é isso?

— Não é nada especial, mas…

O que saiu da caixa era um fino anel de ouro cravejado com gemas roxas.

Gallahan colocou lentamente no quarto dedo de Shan.

O anel encaixou perfeitamente, nem grande demais nem pequeno demais.

— Uau.

Shan, que nunca esperava receber o anel, brilhou como uma criança.

Vendo isso, Gallahan silenciosamente esfregou a parte superior do anel.

— Da próxima vez, eu vou te comprar um anel mais bonito, Shan.

Quando viu que Shan recebeu o presente e gostou, ele ficou ambicioso.

Ele queria dar mais algo melhor.

— Não importa que tipo de anel Gallahan me dê no futuro, eu vou valorizar este anel acima de tudo.

Shan balançou a cabeça.

— O nervosismo quando Gallahan me pediu em casamento e o calor quando entrei nesta casa pela primeira vez. Sempre que eu olhar para este anel, vou me lembrar disso.

Shan olhou novamente para dentro da casa.

E seu olhar permaneceu por um tempo na poltrona perto da janela.

— O primeiro dia em que entrei nesta casa foi com este anel.

— Shan.

Com um chamado suave, uma mão gentil virou a cabeça dela.

Antes que ela percebesse, estava nos braços de Gallahan, seus lábios tocaram os dele.

Foi repentino e surpreendentemente intenso.

Após um toque delicado, criou-se um pequeno espaço e então se aprofundou.

— Hmm.

Como um fogo se espalhando pela grama seca, Shan soltou um suspiro pesado com o calor que se transferiu para ela instantaneamente, mas Gallahan dissipou tudo.

Um braço forte a envolveu com avidez, enquanto ela tremia por um momento e suas pernas perdiam força.

Um pouco mais, só mais um pouco.

Ela estava embriagada com a mistura de respirações e cheia de pensamentos de querer se aproximar dele.

Tum-tum.

Quando o som do coração um do outro se transmitia do contato do corpo.

Com lábios que mal conseguiam se separar, Gallahan disse:

— Sim, Shan. Esta é agora a nossa casa.

Com o rosto vermelho como sua respiração completa, Shan assentiu com a cabeça.

Tudo o que os braços dele transmitiam era bom.

O sentimento avassalador de felicidade fez seus olhos se umedecerem novamente, que mal tinham parado de secar.

Mas antes que pudessem escorrer, o toque terno de Gallahan enxugou as lágrimas.

— Eu te amo, Shan.

No início de um longo beijo que parecia nunca acabar, Gallahan sussurrou suavemente.

Os tempos felizes passaram rapidamente.

Shan e Gallahan passaram o primeiro inverno em sua nova casa.

Agora, sob a luz do meio-dia, era hora de sentir a energia do início da primavera.

O anúncio de falecimento do imperador foi entregue.

Naquela época, um lenço branco foi pendurado de casa em casa para sinalizar luto.

Havia um clima um pouco diferente na casa de telhado vermelho.

Gallahan, com uma expressão perplexa, tocou no envelope preto que a pessoa do Palácio Imperial lhe havia dado há algum tempo.

A carta, que podia ser reconhecida sem precisar ser aberta, era um obituário enviado por Yovanes, o príncipe herdeiro e futuro imperador do império.

Ele não se isolou publicamente da família Lombardi, então ele esperava receber uma carta de obituário.

O que deixou Gallahan confuso foi o nome do destinatário do lado de fora da carta.

Gallahan Lombardi e sua esposa.

Por receber um obituário formal, Shan estava obrigada a comparecer ao funeral do imperador.

— O que eu faço?

Gallahan passou a mão pela testa, com uma expressão perplexa.

No entanto, Shan estava relativamente calma.

— Eu tenho que ir. Não posso deixar de ir.

— Mas…

— Se você está preocupado comigo, está tudo bem, Gally. É só uma questão de comparecer ao funeral por um tempo e depois voltar.

— … Tudo bem.

— Não será nada de mais.

Mesmo ao assistir às costas de Shan subindo as escadas dizendo que precisava preparar um vestido para o luto, as preocupações de Gallahan não desapareceram.

Ele tinha certeza de que todos da família Lombardi também estariam presentes.

Talvez Shan tenha problemas lá.

O medo de que algo desagradável acontecesse continuou até ele chegar ao palácio imperial no dia seguinte.

No entanto, contrariando as expectativas, nada aconteceu.

Gallahan e Shan, que entraram no início do funeral, se afastaram dos membros da família Lombardi e nunca trocaram olhares com eles.

Ele pensou que o funeral terminaria sem incidentes como esse.

— Vou te levar ao Palácio Poirak.

Yovanes chamou Gallahan para seu palácio.

Parecia que muitos nobres, além de Gallahan, foram convidados, talvez para mostrar o maior número possível de pessoas de luto pela morte do imperador.

— Vou ficar na carruagem, Gally.

Shan disse a Gallahan, que desceu em frente ao Palácio Poirak.

— Você vai ficar bem sozinha?

Com sua pergunta preocupada, ela sorriu e acenou com a cabeça.

— Não estou me sentindo bem porque estou nervosa. Vou descansar um pouco aqui.

— Oh…

Shan estava se esforçando mesmo que não mostrasse por fora.

Gallahan, que percebeu isso, acenou com a cabeça com um rosto rígido.

— Já volto, Shan.

Depois de beijar sua testa, Gallahan entrou no Palácio Poirak com uma expressão solene.

Apresse-se e mostre seu rosto e cuide de sua esposa.

Shan, que estava sentada na carruagem e confirmou que Gallahan estava entrando no palácio, abriu a porta da carruagem e saiu.

E deu seus passos sem hesitar.

Normalmente, o Palácio Poirak era vigiado por soldados aqui e ali, mas em um dia com muitos visitantes como hoje, era uma exceção.

Mesmo quando viram Shan da carruagem se dirigindo para os fundos do Palácio Poirak, pensaram que ela era apenas uma nobre que buscava um pouco de ar.

Seja em um quintal familiar ou não, ela parou onde a luz do sol estava particularmente boa.

Vários destinos, incluindo a morte do imperador, que não tinha doença crônica, e o convite enviado pelo príncipe herdeiro Yovanes, foram entrelaçados como fios.

Clique.

Ela abriu a pequena bolsa que havia segurado o tempo todo e retirou o pequeno frasco que estava dentro.

O frasco de vidro estava cheio de sementes pretas e redondas.

Era a semente de bomnia.

O frasco de vidro se inclinou sobre as folhas caídas que ainda não haviam apodrecido durante todo o inverno.

Tak tak.

Com um pequeno som, as sementes de bomnia foram espalhadas no jardim do Palácio Poirak.

Shan, que tinha um frasco contendo sementes de bomnia em sua bolsa, virou-se sem hesitar.

Sentiu-se aliviada como se tivesse terminado o dever de casa mais importante.

Ao retornar à carruagem com passos leves, Gallahan, que já havia retornado, a procurava com contemplação.

— Shan! Onde você foi? Estava preocupado.

— Senti que estava ficando enjoada na carruagem, então dei uma caminhada. Terminou, Gally?

— Sim. Já mostrei meu rosto para Sua Alteza Yovanes, então podemos ir embora agora.

Enquanto respondia à pergunta, ainda havia preocupação na mão que retirava as folhas caídas da barra de seu vestido preto.

— Vamos lá, vamos.

Depois de colocar Shan na carruagem primeiro, ele também se sentou ao lado dela.

— Quando chegarmos em casa, você toma um banho de água morna e troca de roupa confortável. Vou fazer o chá com leite que Shan gosta.

— Você vai precisar de bastante mel, Gally.

— Acha que não conheço o gosto de Shan? E se você beber um pouco de chá, eu massageio seus pés. Você teve muitos problemas usando sapatos desconfortáveis hoje.

— E também o pescoço e os ombros.

Diante do resmungo de Shan, o rosto de Gallahan rapidamente se tornou preocupado.

— E- está com muita dor? Devo chamar um médico assim que chegarmos em casa?

— Não, não é tão ruim assim…

Shan, que balançou a cabeça e riu, segurou a mão de Gallahan e disse:

— Acho que preciso do amor de Gally.

— Sh- Shan…

Ele pensou que se acostumaria agora.

Gallahan estava impotente diante da fofura de sua esposa.

Então, ele bateu seu punho na parede ao lado do cocheiro.

Era um sinal para apressar.

— Haha!

No final, Shan acabou rindo.

O rosto de Gallahan ficou ainda mais vermelho, mas suas mãos entrelaçadas permaneceram firmes.

Ela suspirou e apoiou a cabeça no ombro de seu marido.

— Vamos logo para nossa casa.

Que os momentos mais felizes de nossas vidas estejam contidos em nossa casa.

Shan fechou suavemente os olhos com um sorriso.

Fim da Primeira Temporada da História Secundária

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Olá, eu sou o Babi.Bia!

É isso galera chegamos ao fim… aparentemente esse capítulo é o final da 1ª temporada da história paralela, o autor entrou em hiato depois desse final. A data da 2ª temporada ainda não foi anunciada.

Então até a próxima~

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