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Ocorrências mudam a vida de todas as pessoas nesse vasto mundo e foi o que aconteceu com Mayck, quando tinha seis anos de idade.

Era natal. Ele e sua irmã mais velha, Alana, estavam correndo pela multidão. Não era certo dizer que o frio tomava conta, até porque o natal no Brasil é bem no verão, então o clima estava relativamente quente.

O garoto continha uma caixa embrulhada nas mãos. Eles tinham comprado um bolo, mas esse não era o maior motivo para estarem tão felizes. Seu pai, um agente da polícia, não tinha muito tempo para passar com eles. Uma das poucas oportunidades era no natal ou no fim de ano, quando recebia uma folga.

Mayck corria com todas as forças e martelava para que a irmã se apressasse.

“Rápido, rápido.” Virava-se de costas para vê-la e acenava.

“Espera, não precisa correr assim. O papai vai esperar”, ela respondeu tentando fazer com que ele se controlasse.

Quando chegaram a uma esquina, o sinal estava vermelho para os pedestres, então tiveram que esperar.

Abrindo o sinal, ele saiu em disparada novamente. Depois de apenas alguns passos, uma luz ofuscou seus olhos e, em questão de segundos, um forte impacto em suas costas o jogou para a frente.

Ele caiu e, consequentemente, derrubou a caixa que possuía. Ela se abriu, revelando um bolo de chocolate que se esmagou em contato com o chão. O som de algo sendo atingido com bastante força, seguido de gritos desesperados, foram ouvidos.

Quando se virou, viu um rastro vermelho no chão e um carro em contato com um poste próximo. O corpo de Mayck paralisou quando não viu Alana perto dele.

Ela havia sido arremessada a vários metros de distância de onde eles estavam.

Um pequeno flash de luz ofuscou seus olhos depois do impacto, mas foi só isso.

O garoto não conseguia dizer uma palavra. Em cerca de trinta minutos, a ambulância chegou ao local, juntamente com a polícia que isolou os arredores e obrigou os demais veículos a procurarem um desvio.

Seu pai também estava lá.

As pessoas vinham e faziam perguntas ao garoto, no entanto, ele não conseguia respondê-las, por conta do choque.

Assim, o garoto foi levado para a casa de seus parentes que, por algum motivo, o odiavam. Eles pensavam que não, mas Mayck sabia de todos os comentários maldosos direcionados a ele.

“Ficar perto desse moleque só traz desgraça”

“Já foi a mãe e agora é a irmã. Que horrível.”

O garoto fingia não ouvir, mas para uma criança de apenas seis anos, eram coisas bem ruins de se ouvir.

As outras crianças da casa mantinham distância, por influência dos mais velhos.

A mãe de Mayck faleceu no dia de seu nascimento. Portanto, só soube sobre ela pelas histórias que seu pai contava.

A família sempre os tratou friamente e não dava importância para eles.

Alguns dias depois, ocorreu o funeral de Alana. A mente do garoto ainda não aceitava o que havia acontecido. Por isso, ele só veio a chorar depois de se dar conta de que não a veria nunca mais.

Com a dificuldade de absorver a situação toda, o garoto acabou se isolando na escola e perdendo contato com amigos próximos, que, depois de um tempo, deixaram de se aproximar.

Seu pai tinha um amigo de infância, chamado Tsubaki Masato que, assim como ele, também fazia parte da segurança pública, porém, do Japão.

Naquela época, Masato estava em uma viagem de férias com a família. Depois de acompanhar a situação de perto, ele quis ajudar.

O pai de Mayck, Takashi Mizuki, era filho de japoneses. Ele veio ao Brasil quando ainda era criança, então como uma forma de fugir da situação da família, por parte de sua falecida esposa, ele decidiu seguir a sugestão de Masato e voltar para o Japão. Mas para realizar isso, era necessário algum tempo de preparo, o que durou dois meses.

Nesse tempo, Mayck teve uma conversa com seu pai.

“Mayck, o que você acha de ir para um lugar novo?”

“Lugar novo?” O garoto não entendia.

“Aconteceu bastante coisa ultimamente. Deve ser difícil pra você. Então se formos para um lugar diferente, podemos aprender coisas novas e conhecer pessoas novas. Que tal? Não parece bom?”

Takashi tentava animar seu filho de várias formas possíveis. Comparado ao garoto, foi mais fácil para ele lidar com o que aconteceu.

Mesmo ignorando o que seus parentes falavam, Mayck ainda sentia culpa pelas coisas que aconteceram. E isso o fez acreditar que estava fazendo seu pai sofrer.

Ele considerou que se fossem para outro lugar, seu pai poderia ser feliz e ficaria tudo bem.

Falando sério, essa era a forma de uma criança pensar?

O tempo foi passando e a casa foi-se esvaziando. Os móveis foram vendidos e haviam vários papéis espalhados pela mesa.

Masato disse que cuidaria dos detalhes da mudança e Takashi resolveria os assuntos da transferência.

Isso levou cerca de duas semanas. E, no final de março, estavam prontos para partir.

Como a viagem seria de avião, Mayck teve um pouco de receio, por conta do seu medo de altura. Mas ele não deu muita importância para esse fato.

O que o prendia era que seus sentimentos ficaram bagunçados por ter que abandonar tudo o que conheceu até aquele momento.

O receio de uma grande mudança.

Quando chegaram ao Japão, Mayck não tinha ideia do que as placas diziam. Takashi já havia lhe ensinado algumas coisas, mas nada que o garoto conseguiu aprender facilmente.

Já que também não entendia o que as pessoas falavam, ele se privou de abrir a boca por um bom tempo.

A garota que os acompanhou durante a viagem, Tsubaki Hana, observava os receios do garoto e parecia se divertir com isso, fazendo companhia para ele o tempo todo e lhe ajudando no que precisava.

Se dentro do aeroporto Mayck já estava tão perdido, fora de lá foi uma grande confusão.

“Então, o primeiro passo é ir até a casa, certo?” Takashi perguntou a Masato.

“É uma pena que não pudemos organizar toda a casa de uma vez. Mas se vocês quiserem, podemos deixar vocês ficarem um tempo conosco.”

“Tá tudo bem. Não quero me aproveitar tanto de você. Além disso, Reine falou que cuidaria de Mayck até que nós pudéssemos ir para a outra casa. Enquanto isso, eu vou alugar um apartamento pequeno.”

Mayck observava o desenrolar da conversa com um olhar confuso. Hana não sabia falar português, então traduzir seria impossível para ela.

Eles saíram do aeroporto e pegaram um táxi, indo para a casa de Reine, onde Mayck passaria os próximos seis meses.

|×××|

Passaram-se 8 anos desde que saíram do Brasil. Mayck possuía catorze anos.

Na semana depois do início das aulas, na primavera, ele foi chamado por seu pai até um restaurante.

Quando chegou lá, o garoto se deparou com seu pai e duas convidadas. Uma delas ele nunca tinha visto na vida, a outra, no entanto, era bastante familiar para ele.

Uma infinidade de possíveis situações passou em sua cabeça. Uma delas era uma garota de sua escola, um ano mais nova.

A outra, podia-se dizer que era sua mãe, por conta da incrível semelhança.

Mayck pediu licença e se sentou.

“Mayck, essas são Suzune Yukino e sua filha, Haruna Yukino.”

Takashi, educadamente, apresentou as duas.

“Prazer em conhecê-lo, Mayck-kun”, Suzune disse, o cumprimentando.

Haruna Yukino, tinha cabelos prateados e olhos azuis. Ela era mais baixa que Mayck, cerca de cinco a dez centímetros de diferença.

Suzune Yukino, era muito parecida com Haruna, porém, uma versão mais adulta e mais atraente. Era um pouco maior que Mayck, mas não muita coisa.

Takashi Mizuki, possuía cabelos castanhos escuros, o que fazia os outros duvidarem se os dois eram pai e filho. Devido ao seu trabalho, pôde adquirir alguns músculos.

A aparência de Mayck era comum, seus olhos castanhos médios não deixavam uma impressão especial. A única coisa que se destacava, era que em seu topete usual existia uma mecha branca, característica que herdou de sua mãe.

“Esse aqui é meu filho, Mayck Mizuki.”

“Prazer em conhecê-las”, disse às duas sem hesitar. Seus olhos foram até Haruna que o retribui com um olhar de quem via um teatro sem graça.

Para o apresentar assim, Mayck conseguiu simular algumas situações que poderiam se desenrolar ali, portanto, a mais óbvia era…

“Na verdade, nós estamos noivos e planejamos nos casar em breve”, Takashi declarou.

Aí estava.

Foi uma notícia bem repentina e garoto não soube como reagir direito e fez uma expressão de quem viu um OVNI.

“Você parece muito surpreso com isso. Esqueceu do que te falei?”

Mayck olhou para o seu pai com um rosto confuso, algo que ele notou imediatamente.

“Você, hein. Eu te disse ontem, que estava noivo e você até me parabenizou.”

A mais pura verdade. Depois que Mayck chegou da escola, no dia anterior, Takashi havia chegado em casa mais cedo que o normal. Ele achou estranho, mas outras coisas tinham acontecido no mesmo dia.

Em apenas uma semana depois do início das aulas, estando no último ano do ensino fundamental, Mayck teve que enfrentar alguns problemas pessoais, portanto, não prestou atenção ao que Takashi disse.

“Você… tá certo.”

Com tudo aquilo servindo de prova de que seu pai não estava errado, só restou admitir a derrota.

Mayck não falava muito. Por isso, ele apenas ficou em silêncio e respondeu às perguntas que lhe eram propostas.

Passaram algum tempo conversando e, quando Mayck olhou seu celular, percebeu que estava um pouco tarde.

É melhor eu me despedir aqui.

“Bom, eu acho que vou pra casa agora”, disse se levantando.

“Você vai agora? Tem certeza que não quer esperar?”

“Está tudo bem. Eu preciso acordar cedo de novo amanhã.”

Ainda era quinta-feira, então havia mais um dia de aula. Se Mayck não dormisse logo, não conseguiria acordar de manhã.

Quando ele ia sair, Haruna também se levantou.

“É melhor eu ir também.”

“Oh, você também já vai? Tome cuidado na rua”, Suzune alertou a filha.

Haruna curvou a cabeça, se despedindo de forma respeitosa.

Os dois não eram amigos. Sua relação até então, foi de amigos dos amigos, ou seja, ela era amiga de uma amiga de Mayck.

“Mayck, acompanhe ela até o ponto de ônibus, ok?”

“Ok”, assentiu.

“Não precisa se preocupar com isso”, ela retrucou e se afastou.

“Bom, boa noite para os dois.” O garoto se despediu e saiu. Parecia que Haruna não queria a companhia. Mas sendo um pouco teimoso, o garoto decidiu acompanhá-la.

Os dois saíram do restaurante e se direcionaram para a estação. O relógio marcava, exatamente, 21:37 no momento em que Mayck olhou.

Haruna andava à sua frente, em passos rápidos, obrigando-o a tentar se ajustar ao ritmo dela para não se aproximar nem se afastar muito, agindo como uma escolta.

No caminho, o garoto conseguia ouvir as reclamações vindo em direção aos seus ouvidos.

“Você não precisa vir comigo. Eu sei me cuidar.”

Ele apenas estava fazendo o que seu pai pediu, mas decidiu apenas fingir que era gentil.

“Não posso deixar uma garota da sua idade andar por aí sozinha.”

“Sei… Você não é o tipo de pessoa que se importa com os sentimentos dos outros.”

Ela estava se referindo ao dia anterior na escola. Haviam tido alguns problemas, mas nada que afetasse ela diretamente.

“Não precisa ir mais longe. Não vou correr nenhum perigo a partir daqui.”

“Não se preocupe com isso. O ônibus já está vindo e o ponto está bem na nossa frente”, afirmou enquanto via o veículo se aproximando.

A caminhada levou um pouco menos de quinze minutos. Eles tiveram sorte de não precisar esperar. O ônibus parou e Haruna subiu.

“Tenha cuidado…” Mayck tentou ser educado, mas a garota o olhou com uma expressão de raiva, como se pedisse para não falar com ela.

E, claro, ele se calou imediatamente.

Essa garota… É melhor eu não pensar muito sobre ela.

cerrou os olhos, e balançando a cabeça para os lados, virou de costas e andou na direção oposta.

|×××|

Caminhando sozinho, o garoto colocou seus fones de ouvido e ativou sua playlist aleatória. Ele gostava da ideia de não saber qual música tocaria em seguida.

Ficou em silêncio até sua casa, já que não estava muito longe. A maioria de seus colegas faziam parte de clubes, então sempre voltou para casa sozinho. Mas não é como se fosse ruim.

Para ele, era até divertido sair com os amigos de vez em quando, no entanto, ter um tempo para si todo dia, era algo maravilhoso.

De repente uma dor de cabeça o atingiu. Ele parou de andar um pouco e levou sua mão até a testa. Isso sempre acontecia nessa época do ano, então ele não precisava se preocupar.

Levou cerca de quinze minutos até que pudesse avistar sua casa.

Sem demorar, destrancou a porta e entrou. Tirou os sapatos logo após fechar a porta atrás de si e foi em direção ao banheiro.

“Nada como um bom banho depois de um dia agitado.”

O garoto levantou os braços se espreguiçando e tirou suas roupas.

Pegou uma toalha dentro do armário, colocou ela no suporte ao lado e entrou na banheira com a água já aquecida.

Casamento, né?

Enquanto relaxava, o encontro de mais cedo veio até ele. Haviam algumas complicações para que o garoto conseguisse aceitar essa ideia tão rapidamente.

Pensou que, talvez, seu pai estivesse sendo um pouco apressado. Mas o que ele poderia fazer? Nunca pensaria em rejeitar isso e se rebelar.

Desde que sua irmã faleceu, Mayck foi obrigado a se acostumar com apenas seu pai. Antes de virem para sua residência atual, o garoto ficou morando com amigos de Takashi por cerca de seis meses, até que todas as coisas fossem organizadas. Depois disso foram apenas eles dois.

Um casamento significava que a família iria aumentar.

Mayck não sabia como seriam as coisas depois que isso acontecesse, mas ter outras pessoas invadindo a vida que ele construiu até aquele momento, sem dúvidas, causaria um choque bem grande.

“Aaaah…pensar nisso só me dá dor de cabeça. Vou deixar para depois.”

Saindo do conforto de seu banho, Mayck pegou a toalha no suporte e a enrolou na cintura, saindo do banheiro e seguiu para o seu quarto.

Abrindo seu guarda-roupa, ele tirou de lá uma camisa e uma calça, ambas de tecido fino e, indo para a gaveta, pegou uma roupa de baixo. Vestiu-se e desceu até a sala.

Chegou até o sofá e se sentou na ponta da direita, para poder se apoiar no braço. Pegou o controle e ligou a TV. Ia apertando os botões e mudando de canal, mas não encontrando nada que o interessasse.

Ao apertar por mais duas vezes, parou em um programa de jornal, onde uma notícia atraiu sua atenção.

“Durante dois meses consecutivos, o número de desaparecidos têm aumentado em 15%, em relação ao ano anterior. Sendo, cerca de 7% em áreas rurais.”

Isso tá começando a criar um caos, hein.

Desde os últimos três anos, o mundo experimentou um grande aumento em casos de desaparecimento. Iniciando-se nos EUA, em dois anos, foram registrados um total de, aproximadamente, 3 milhões de vítimas.

Vítimas estas que não foram localizadas e não deram nenhuma pista sobre onde poderiam estar. Os casos se alastraram e atingiram o mundo todo em menos de seis meses no ano anterior; apenas no Japão, foram registrados 7 mil casos.

Com isso, a internet foi bombardeada de teorias e mitos, que se estendiam de suicídios em massa até abdução alienígena.

Francamente, o que está acontecendo no mundo? As pessoas concordaram em fugir de casa? Indagava em sua mente.

Cansado da matéria, Mayck desligou a TV e foi até a cozinha, abrindo a geladeira para procurar algo em específico.

“Nada. Acho que vou comprar alguma coisa.”

O garoto voltou para seu quarto e pegou uma blusa de frio. Ligou seu celular e checou o horário. O relógio digital marcava 22:15.

Mesmo sendo primavera, Mayck tendia a ficar com frio constantemente e isso o levou a sempre manter algum agasalho por perto.

Foi até a porta e colocou os sapatos. Saiu em seguida e girou a chave na maçaneta duas vezes.

Agora…

Caminhando pela rua iluminada por alguns postes que ofuscavam a luz da lua e das estrelas, Mayck se dirigiu até a loja de conveniência mais próxima.

Entrando no local, percebeu que haviam poucas pessoas por lá. Foi até a seção de alimentos e pegou alguns produtos, os colocando em uma cesta que foi lhe dada quando entrou.

O garoto observou os preços e fez comparações, no intuito de economizar o máximo que pudesse.

Terminando de pegar tudo o que precisava, ele seguiu até o caixa. Uma pessoa estava na frente, portanto, teve que esperar.

“Desculpe, Senhor, mas você é menor de idade. Não posso te vender isso.”

“Você não pode fazer vista grossa? Por favor, eu sempre quis provar um desses.”

Em sua frente, um garoto com a sua idade, tentou comprar uma bebida alcoólica, porém, foi barrado pelo funcionário do caixa que o impediu de fazê-lo.

“Droga. Que se dane então.”

Desistindo, o garoto desconhecido saiu bufando, reclamando e xingando o funcionário, que educadamente se despediu com um ‘obrigado por ter vindo’.

Mayck observou a situação se desenrolar em silêncio, mas logo saiu de seu transe.

“Desculpe por isso, senhor.”

“Não, não. Está tudo bem.”

Se curvando levemente para frente, o funcionário fez um pedido de desculpas para Mayck, que viu toda a comoção. Sem enrolar muito, pagou por suas compras e saiu da loja.

Seguindo seu caminho de volta, se deparou com um poste de luz piscando a alguns metros. Sem se importar, ele continuou a prosseguir em silêncio. Quando se aproximou do poste, algo entrou em seu campo de visão.

No chão, iluminado pela fraca luz do poste, uma poça vermelha escorria pela calçada.

O que é isso?

Uma gota de suor desceu pelo seu rosto.

Mayck parou e olhou. Ele pedia fortemente que não fosse o que estava pensando.

Hesitou em andar. Seu corpo não queria lhe obedecer, mas sua mente ainda se mantinha ocupada, porém de pensamentos que não iriam ajudar em nada.

Pode ser apenas tinta. Isso mesmo. Alguém derrubou uma lata de tinta vermelha… É impossível! Não tem como ser isso. Eu não vou descobrir se ficar parado aqui.

Respirou fundo, recuperou a compostura e tomou um pouco de coragem para se mover.

Um beco escuro deixava o líquido fugir de suas entranhas. E, ao fundo, uma figura desconhecida se alimentava alegremente.

Huh?

Algo que Mayck nunca havia imaginado, apareceu em sua frente.

A pouca luz que conseguia chegar no fundo, revelava um ser grande, semelhante a um cachorro, porém, com aproximadamente 2 metros de altura.

Mas que porcaria é essa?

Mayck recuou alguns passos e tropeçou no próprio pé, perdendo o equilíbrio. A sacola em sua mão caiu e derrubou os produtos que havia comprado.

O som dos objetos se chocando no chão, atraiu a atenção da criatura, que se virou para o garoto. Em passos lentos e um leve rosnar, o monstro andou até ele, o identificando como uma presa.

Uma brisa leve bateu e o cheiro de animal molhado impregnou as narinas do garoto. Sangue e saliva caíram da boca dele, deixando o ambiente escuro mais tenso e mais amedrontador.

O silêncio dominava a rua, portanto, a respiração pesada da criatura ecoou até os ouvidos de Mayck e ele podia ouvir os batimentos de seu próprio coração como se estivesse com um estetoscópio.

A criatura aumentou a velocidade e saltou, agarrando o pescoço do garoto com suas presas afiadas, sem dar tempo para ele reagir.

Eu vou morrer?

O último pensamento.

Caindo, Mayck viu a grande quantidade de sangue escorrendo pela rua e a dor que sentiu por alguns segundos, sumia, assim como sua consciência.

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Olá, eu sou o RxtDarkn!

Prazer em conhecê-los. Sou RxtDarkn e essa é minha primeira novel, então agradeço o apoio e peço para deixarem seus comentários sobre o capitulo.

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