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A grande cidade de São Paulo, a mais populosa capital do Brasil e da América latina. Com mais de 11 milhões de habitantes, a cidade era o principal centro financeiro, corporativo e mercantil do continente, contando, também, com uma rica história e cultura. 

Uma dessas histórias, oculta à luz do dia, era acerca de pessoas que, com poderes sobrenaturais, lutavam entre si por diversos motivos. Dentre eles, esconder a sua própria existência. 

Sua origem era incerta e poucos sabiam que eles rodavam pelas noites das cidades do mundo inteiro. 

Apesar de parecer contraditório, essas pessoas eram envolvidas em assassinatos a sangue frio, visando o bem maior e quem não seguisse as regras impostas, não sairiam ilesos. 

Um desses grupos chamava-se Lótus e contava com cerca de 20 membros, cada um com sua individualidade, mas que buscavam um mesmo ideal. 

Lótus estava em conflito com uma certa organização, que após anos de estudo buscavam trazer um certo algo que não deveria fazer parte deste mundo, portanto, buscaram a cooperação de outras organizações. 

Em paralelo a isso, após conhecer um jovem policial em sua falsa vida cotidiana, Sophia engravidou e esperava a chegada de seu segundo filho. 

Vindo de uma família um tanto quanto excêntrica, Sophia nunca teve uma vida normal. Na verdade, não teve desde quando nasceu. 

Fora abandonada por seus pais biológicos e acolhida pela família Ferreira quando tinha 10 anos. Os motivos que levaram o patriarca da família a fazer tal coisa eram um mistério, no entanto. 

Embora ela quisesse questionar isso, Sophia só podia se sentir grata por ter sido acolhida, mesmo que ela não tivesse nenhuma esperança pela qual viver. 

Esse foi o início de uma nova era para Sophia, uma garota de beleza única. Ela tinha um longo cabelo preto com uma mecha branca na franja e olhos azuis. Seu rosto era suave, como se ela nunca pudesse fazer uma expressão de raiva. Mas ela escondia uma personalidade completamente indiferente e fria em relação à sociedade.

Vivendo como um membro da família Ferreira, o tempo foi-se passando, sem nenhum acontecimento relevante. 

Em uma certa época, quando ela possuía quinze anos, Sophia teve um encontro desagradável enquanto voltava de um passeio com amigas, que durou mais tempo do que o previsto; um corpo, não, vários corpos jogados em um parque, fruto de uma disputa acirrada entre vários portadores. 

A visão lhe assombrou. Então ela fugiu. Sem nem olhar para trás. Entretanto, esse foi seu erro. O portador em questão não estava ligado a nenhum grupo e só fazia o que lhe dava vontade. Se matar uma garota era algo que ele gostava de fazer, poderia ser o mais leve de muitos outros gostos bizarros. 

Sophia foi alcançada poucos passos depois de fugir e foi brutalmente espancada pelo homem alto e magro, que gargalhava com toda a sua alma. 

Sophia não podia mais se mexer. Em sua mente martelava que estava à beira da morte. A dor era insuportável e ela mal sentia seus membros. 

Foi quando, a um passo de perder a vida, uma figura apareceu de repente e tomou a vida do portador de um jeito esplêndido. 

Foi uma performance tão brilhante e maravilhosa, que a garota se esqueceu completamente de que estava prestes a morrer. Era como se ela visse algo de outro mundo. Aquelas lindas pétalas resplandecentes que iluminaram a cidade naquela noite se tornaram uma memória que ela jamais esqueceria. 

“Eu vou cuidar dos seus machucados.” A mulher falou ao se abaixar perto dela. 

De pele negra, seus olhos acinzentados brilhavam como o luar e seu rosto gentil aqueceu o coração de Sophia, que estava completamente imóvel e sem conseguir falar. Ela era Olívia Cesarini, uma representante da Lótus.

Foi a partir desse dia que a garota se comprometeu a ajudar e lutar ao lado de Lótus. Ela treinou incansavelmente até atingir um alto patamar, chegando a ganhar o apelido de ‘Selo da Morte’ dentre os portadores. 

Missões, assassinatos em prol da justiça. Sophia passou por isso e muito mais no decorrer de sua vida. Em um certo momento, ela conheceu alguém que mudou a sua história e seu jeito de pensar. 

O mundo sujo que ela conhecia até então pareceu mudar de cor quando um policial chamado Takashi cativou seu coração.

Aos vinte e seis anos, Sophia teve seu primeiro filho. Uma garota, a qual foi nomeada de Alana, porque:

“Essa garota vai ser a nossa paz e harmonia”, disse Sophia com lágrimas nos olhos vendo o bebê chorando em seus braços. 

Para viver por sua filha, Sophia começou a se afastar da organização e do mundo dos portadores, mas ela sabia que tinha uma dívida com eles depois de ter derramado tanto sangue; no fundo ela sentia que não merecia ter uma vida normal e feliz. 

Era uma angústia que restou dos seus dias passados. 

Sua ID, <À sete chaves>, era uma poderosa ID de suporte e ela era muito requisitada em missões. Basicamente, se conhecesse a estrutura de algo profundamente — física ou não —, Sophia poderia selar qualquer coisa que tivesse vontade.

E tal requisito era cumprido com a ajuda de seu parceiro de lutas, Isaque, conhecido como <O investigador>, um homem capaz de conseguir informações direto das mentes das pessoas. Ele descobriu e estudou tudo sobre o projeto ‘TFH001’, então a luta final estava se aproximando. 

Depois que isso acabar… eu vou me dedicar totalmente à minha família.

Essa foi sua promessa. 

Assim, ela dedicou seu tempo de maternidade para estudar e criar uma forma de ajudar seus companheiros de guerra, os quais continuavam lutando incansavelmente por ela também.

Os anos se passaram, as lutas se intensificaram e era até difícil manter os portadores fora dos olhos do público. Cedo ou tarde, as coisas iriam dar errado. 

Alana tinha três anos e Sophia esperava seu segundo filho, que viria em breve; ela estava com pouco mais de 7 meses de gestação. 

Segundo as informações que ela recebeu de Lótus, a pesquisa realizada pelo grupo conhecido como Ascension estava chegando ao fim, então eles tinham que se apressar. 

Durante aqueles três anos, Sophia reuniu informações e estudou diversas coisas, desde biologia avançada até culturas extremamente antigas. Tudo isso no intuito de pôr um ponto final naquela disputa que já havia ceifado a vida de milhares de pessoas. 

Quanto mais o tempo passava, mais desesperada Sophia ficava ao ponto de se desligar de sua família para estudar sem parar. Noites sem dormir, pulando refeições. Nesse ritmo ela poderia prejudicar a vida do filho em seu ventre. 

Tal comportamento lhe rendeu repreensões por parte de Takashi, e isso resultou em um grande rompimento na relação dos dois. 

Sophia nunca havia lhe contado sobre os portadores e estava cada vez mais difícil de manter o segredo, já que com todos os eventos, Takashi passou a pensar que ela estava com algum problema mental devido aos conteúdos que ela estudava. 

A gravidez foi chegando ao fim e a exaustão mental de Sophia só aumentava. Chegou a um nível que ela não pode mais se manter e acabou sendo mandada para o hospital, onde teria que passar o restante da gestação sob cuidados médicos. 

Takashi teve que cuidar sozinho de Alana e ocasionalmente visitava sua esposa no hospital. Ele estava preocupado com a saúde dela, mas ela insistia em continuar estudando. Até que o homem cansou e decidiu abrir o jogo. Ele confrontou a mulher no hospital e a pressionou em busca da verdade e entre lágrimas ela cedeu e contou tudo sobre ela. 

Ao invés de odiá-la por ter mentido para ele todos aqueles anos, Takashi a abraçou e chorou com ela, confortando-a, dizendo que estava tudo bem. Que eles poderiam lidar com tudo aquilo juntos. Então ele decidiu ajudar com as pesquisas feitas por ela. 

Takashi aprendeu tudo o que podia sobre as IDs e sobre o que estavam enfrentando. Com essa ajuda Sophia conseguiu progredir e estava cada vez mais perto de encontrar uma solução. 

Depois de algum tempo, Sophia a encontrou, mas teve que manter em segredo. 

“Só mais essa vez… ele com certeza vai me perdoar.”

Aos nove meses de gestação, Sophia sentiu contrações e alguns dias depois, seu filho nasceu e foi batizado de Mayck Mizuki Ferreira. 

Foi uma grande felicidade para o casal e para a garota de três anos, que ficou extremamente entusiasmada com o fato de ter um irmão mais novo. 

Ele era parecido com ela, diferente de Alana, que herdou a maioria das suas características do seu pai, apenas os olhos azuis de sua mãe. 

Entretanto, ao mesmo tempo que isso ocorria, algo ruim se desenrolava no mundo dos portadores: o projeto TFH001 estava concluído. 

“Então nós voltamos amanhã”, Takashi disse com uma Alana dorminhoca em seus braços. 

“Tudo bem. Eu espero por vocês.”

Após um beijo de despedida, ele deixou o quarto e, imediatamente, um silêncio sombrio se instaurou no local. 

Me desculpe… Takashi. Eu acho que nós não vamos nos ver mais. 

Ela olhou para o bebê deitado em uma cama ao lado. 

Tão pequeno e tão silencioso. Ela abriu um sorriso meigo em seu rosto. Em contraste, lágrimas de dor escorreram de seus olhos. 

Ela se levantou e tomou a criança em seus braços e passeou pela sala com ele, enquanto cantava uma velha cantiga de roda que ouvira quando era criança, mas não se lembrava de quem cantou para ela. 

“Se essa rua, se essa rua fosse minha…”

Ela cantou essa linha balançando o pequeno Mayck no colo. 

“Eu mandava, eu mandava ladrilhar…”

A partir daí, sua voz começou a falhar, sendo interrompida por soluços, mas ela cantou até o final. 

Cuidadosamente, ela beijou o nariz de seu filho. 

“Ah, Mayck… eu queria tanto ver vocês dois crescendo… me desculpe por ser uma péssima mãe.”

Alguns dias atrás, com a ajuda de Olívia, Sophia fez uma espécie de comando com algo que ela havia criado. A solução para derrotar The Fake Humano e acabar com a Ascension. 

Tal comando serviria para passar o que ela chamou de ‘Chave’ para sua filha. O problema era que tal comando só seria ativado quando um certo requisito fosse atingido: sua morte.

“Essa é a única forma que eu achei… para selar uma coisa tão poderosa, eu vou precisar gastar toda a minha energia, assimilando a própria existência daquele monstro. Não tem como eu sobreviver a isso.”

Sua morte era certa. Mas ela estava bem com isso. Seu único arrependimento seria deixar sua família para trás. Isso lhe partiu o coração de tal forma que ela precisava fazer logo, antes que algo a fizesse mudar de ideia. 

Ela era uma pessoa realista, mas, naquele momento, ela desejava tanto que houvesse uma outra solução…

Abandonar seu filho que acabara de nascer; sua filha amável e gentil; e a pessoa que ela mais amava no mundo. 

“Me perdoem…” Silenciosamente, ela chorou naquele quarto de hospital. 

Mais tarde, em uma área afastada da área urbana, um conflito estava em andamento e já havia cicatrizes de batalha por todo o local. Quando Sophia chegou lá, entrou em ação imediatamente após localizar seus companheiros. 

Olívia lhe contou que era tarde demais e que a criatura estava prestes a surgir. Isso explicava as estranhas condições climáticas que variavam a cada hora do dia e algumas falhas no espaço que faziam parecer que estavam em um programa. 

Conforme os minutos passavam, as anormalidades se agravavam, e quando se deram conta, o céu se abriu e não porque estava nublado, mas ele, literalmente, se abriu, como uma janela. 

Luzes diversas surgiram da abertura, o clima esfriou subitamente e a atenção de todos os portadores foram atraídas. Nenhuma luta continuou. 

Alguns portadores, mais especificamente os que participaram dos experimentos, abriram largos sorrisos e comemoraram. 

“Finalmente chegou!”

Uma névoa estranha cobriu toda aquela clareira e ruídos ensurdecedores ecoaram por toda a cidade, talvez por todo o país. 

Sob a luz da lua, uma sombra semelhante a uma cobra imensa contendo três cabeças vagaram por aquele espectro luminoso e naquela névoa que parecia congelar tudo o que tocava. A sombra dançou no ar aos olhos de todos ao redor de uma esfera resplandecente com cores de um amanhecer sombrio.

Uma figura surgiu no meio dela. Perante a sua presença, vários portadores caíram por não aguentarem a densidade de energia que aquele ser emanava. Era definitivamente, algo de outro mundo. Ninguém podia se manter são diante de sua face. 

Todos, sem exceção, caíram de joelhos, incapazes de dizer palavra alguma ou desviar os olhos. 

Sua majestade pulsou no céu, deixando a névoa menos densa e revelando sua aparência. Era um ser humanoide, grande como um gigante de mais de cinco metros de altura. Sua pele parecia uma armadura negra e adornada e em sua cabeça um elmo de quatro chifres repousava. 

Círculos brilhantes cintilavam por seu corpo. Dois nos ombros, um no abdômen, dois no rosto e um no peito, os quais representavam sua autoridade, sua criação, seus olhos capazes de enxergar tudo e sua existência. 

O seu esplendor tirou o fôlego daqueles que o viam com extrema admiração. Mas nem todos. Alguns deles tinham olhares perturbados, de espanto e pavor. 

“… Não pode ser… nós perdemos”, Olívia sussurrou, olhando com indignação para aquele ser que dominava a todos apenas com sua presença.

Sophia não estava diferente. Incapaz de desviar o olhar, ela apenas quebrava sua cabeça.

Parecia que sua luta tinha sido em vão. 

Era isso o que eles queriam…? Mas porquê? Isso claramente não é algo bom. 

Apenas saber da existência de algo tão majestoso e, ao mesmo tempo, tão aterrorizante drenava a sanidade das pessoas como se fosse um aspirador — um aspirador de sanidade mental. 

A sombra da morte estava sobre Sophia e todos os portadores ali… não, sobre toda a humanidade. Nesse momento, a mulher só conseguia pensar em sua família. 

Havia deixado eles para trás a que custo?

Não… eu não vou deixar acabar assim. Ela mordeu o lábio inferior com força o suficiente para se machucar e sair do seu transe. 

Seu corpo pôde se mover novamente, então ela disparou em direção da criatura de outro mundo. 

Eu não contei a ninguém. Mas eu vou garantir que minha morte não seja em vão…

“… Eu vou garantir que você desapareça!”

“Sophia!” Olívia e seus demais companheiros gritaram por ela. Só conseguiram se mover por causa da ação repentina da mulher. 

“O que você pensa que está fazendo?!”

Mesmo que eles questionassem, ela não respondia. 

Sophia ergueu as mãos e direção da criatura e a observou por entre os dedos. 

O tempo que eu passei pesquisando… as brigas que tive com Takashi… Eu não vou deixar ser perda de tempo. Vou fazer isso por mim e por eles. 

Seu corpo foi envolvido por uma aura amarela cintilante que ficou maior em poucos segundos, atraindo a atenção de todos e os fazendo se recompor. 

“Mas o que ela está fazendo? Está tentando lutar com ele?” Um homem com idade avançada perguntou para ninguém em específico. 

“Senhor Eugênio, quem é aquela mulher?” 

“Eu não faço ideia”, ele respondeu instantaneamente, mas estreitou os olhos e conseguiu reconhecer Sophia imediatamente. “O quê?! O que aquela mulher está fazendo?! Tirem-a de lá imediatamente!”

Até aquele momento, ele não tinha ideia que Sophia fosse uma portadora. 

Alguns homens a serviço de Eugênio correram até ela, mas a força da energia pura que emanava do corpo dela os afastou com uma grande onda de choque. 

“Merda! O que ela pretende?”

“Olívia!” Sophia gritou sem desviar os olhos da criatura. “Não é tarde demais. Eu sei uma forma de parar ele.”

“O quê?! Porque não disse antes? Me diga o que é e podemos te ajudar…”

“Não pense nisso! Está tudo bem… eu posso dar um jeito sozinha…”

“An?! Porque você.…”

“Olívia…! Muito obrigada por tudo.”

Essas palavras fizeram todos ficar em silêncio, enquanto tentavam se manter firmes por causa da energia que tentava empurrá-los.

“Estar com vocês foi uma das maiores felicidades da minha vida… não que eu tenha tido muitas. Lutar ao lado de Lótus foi como um sonho pra mim. Obrigada por ter me salvado tantas vezes e por ter me aguentado mesmo eu sendo essa pessoa mimada e fria.”

“Sophia…”

“Eu conheci Takashi, formei uma família. Gostaria de dizer todos os dias o quanto eu amo eles… mas parece que não vai ser possível. Se você puder, poderia realizar mais um pedido egoísta meu?”

Ela olhou por cima do ombro. Havia um sorriso gentil em seu rosto, mas que escondia uma grande amargura no coração. 

“Gostaria que dissesse a Takashi o quanto eu o amo e que ele foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Diga aos meus filhos que eles são meus tesouros perfeitos e também que peça desculpas à Mayck por eu não ter passado tanto tempo com ele.”

“Sophia, pare de besteiras! Você mesma pode dizer isso a eles…!”

“Se eu não fizer isso aqui agora, não vai haver futuro pra ninguém. Eu estou fazendo isso pelo bem da família que vou deixar para trás. Então… por favor, Olívia, não me peça isso.”

Olívia não teve como responder. Ela abaixou os olhos e cerrou os dentes. Em sua mente, lembranças do tempo que teve com Sophia. Seus punhos apertados como se fossem quebrar a si mesmos. Ela sabia que Sophia não voltaria atrás. 

Mesmo assim ela sorriu.

“Você cresceu, Sophia.”

Os outros companheiros de Sophia ficaram em silêncio, mas todos partilhavam do mesmo sentimento. 

Obrigada… Olívia. Pessoal. Célia também… eu sou grata por terem me acolhido. Adeus, todo mundo. 

Análise concluída. Sophia, então, abriu os braços e um feixe de luz amarela se ligou ao The Fake Human como correntes douradas. 

“<Selo Divino>.” Após essas palavras, a luz ficou mais forte, e um clarão percorreu a cidade inteira. 

Um objeto imaterial em formato de portões se abriu no céu e mais correntes saíram dele, prendendo a criatura recém-nascida, que não pôde fazer nada para se livrar. 

Apesar de sua imensa densidade de energia, ela ainda não estava completamente ressuscitada, o que beneficiou o selamento. 

As correntes puxaram aquele ser para dentro do portão e após um estrondo, os portões se fecharam e desapareceu de forma magnífica. 

Depois disso, houve um silêncio completo. De repente, tudo pareceu tão irreal. Nem parecia que uma batalha estava cicatrizando aquelas terras há poucos minutos. 

Entretanto, o silêncio foi quebrado pelo grito de Eugênio, que se deu conta do que havia acontecido. 

“Não! Não! Não! Não! Como isso pode acontecer?! Aquela vadia selou o futuro da humanidade?!”

Ele gritou desde o seu âmago, mas só teve a atenção de todos por alguns segundos e depois apenas de seus homens, porque Olívia e os demais integrantes de Lótus correram para verificar o estado de Sophia. Contudo, ela havia desaparecido. Eles correram, gritaram e verificaram os arredores, mas não houve nenhuma resposta.

No dia seguinte, Takashi não encontrou Sophia no quarto, apenas uma carta, onde ela se explicou e pediu desculpas pelo que iria fazer. 

Tal foi o sofrimento do homem depois disso. Como iria contar isso à família Ferreira e, principalmente, à Alana, que estava completamente feliz com o aumento da família. 

Ele não foi capaz de esconder, nem teria como. Alana sofreu com a verdade. 

Alguns dias depois, Olívia tomou coragem de se encontrar com Takashi, e lhe contou tudo sobre o ocorrido. 

“Entendo.” Essa foi sua única resposta. 

Já que tinha chegado àquele ponto, tudo o que lhe restava era cuidar do que Sophia deixou e manter vivo o seu legado de ter uma família harmoniosa e feliz. 

A imagem que Sophia deixou não seria apagada, jamais. A mulher que, apesar de todo o seu passado conturbado, ainda pensou no bem das pessoas comuns e lutou por elas, sacrificando a própria vida pela família. 

Olá, eu sou o RxtDarkn!

Olá, eu sou o RxtDarkn!

Olá, pessoas. Aqui é RxtDarkn. Hoje faz um ano que Dark Side começou a ser lançado e eu quero agradecer, de coração, todos que leram até aqui. Durante esse ano foi uma longa jornada… (Capítulos atrasados… Me desculpem por isso -_-). Enfim, obrigado a vocês leitores que tem sido um fator motivacional importante para a continuação da obra e peço que continuem lendo até o fim. Mais uma vez, obrigado ;)

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