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Rei volta-se para o parceiro, pronto para soltar um comentário sarcástico, quando percebe ao olhar para baixo a enorme ferida em seu peito.

Apesar de parte da camisa cobrir o machucado, ainda é visível que o ferimento é profundo, visto a enorme quantidade de sangue seco que faz um rastro de mancha da parte do peito, até as suas pernas.  

— Kazuki… Você pode tirar sua camisa? Preciso analisar uma coisa. 

— C-Claro — responde de forma hesitante, despindo-se.

Assim que retira a sua vestimenta, uma enorme ferida em seu peito se torna nitidamente visível. A garra do demogorge havia arrancado boa parte de sua pele. E, em pouco tempo, o ferimento já mostra sinais de infecção. 

O garoto dirige seu olhar para a parte do machucado, em seguida, olha para Kazuki com uma expressão totalmente frustrada. 

— Cara, sério… 

— Por que não disse que seu machucado estava assim antes? 

— Você tem noção que pode morrer se isso ficar por alguns dias? Você pretendia esconder isso até quando, caso eu não tivesse te pedido para tirar a camisa? — questiona, irritado, e olha diretamente em seus olhos. 

Kazuki, sentindo-se um pouco constrangido, responde de maneira calma, sem dar-se conta da tensão que fluí cada vez mais para o seu corpo. 

— Perto do que Takayo passou… Eu não achei necessário deixar vocês ainda mais preocupados com o caso — declara, com o olhar cabisbaixo. 

— (…)

— Em fim, me deixa analisar isso  — inclina-se para o lado, e com suas duas mãos, de forma suave e gentil, toca o seu peito. 

No momento em que coloca a sua mão sobre o peito do homem, ele leva um pequeno choque. Quando o contato de suas peles se colidem, o garoto sente um estimulante e estranho calafrio que corre atrás dele. 

Ele retira sua mão rapidamente, mas a coloca de volta poucos segundos depois. Deve ter sido a estática, pensa. 

Kazuki, que sente todos os toques suaves e quentes, e a respiração acelerada e ofegante do garoto próxima a ele, cora. 

O estudante, sério, sem perceber a situação, passa as mãos sobre os seus músculos e gominhos, e acaricia a parte em que está machucada. 

Instintivamente, e sem ligar muito para a ocasião, desliza as mãos até chegar nos mamilos de Kazuki, e aperta o seu bico rosado levemente. 

E, uma minúscula parte do seu subconsciente diz: Faça mais! O que está esperando? Não! Ele dispensa isso imediatamente.

A ideia é absurda, e ele exclui isto da cabeça. Ele agita a sua cabeça, transtornado com a direção de seus pensamentos.  

Assim que repara que está agindo de forma instintiva, toma coragem e dirige o seu olhar para o homem, no intuito de o perguntar sobre algo relativo a sua condição, e tentar desvencilhar-se do que acabara de fazer. 

Todavia, percebe que o homem o olha com uma expressão extremamente envergonhada, corado.

Seus olhos azuis estão acesos de curiosidade e exasperação. 

— Cof Cof. 

— E-Eu só estou analisando, pare de me olhar assim, eu só estou vendo como está — especifica, de maneira a revirar seus olhos para outra direção, para esconder seu recorrente rubor. Seu coração bate em um ritmo dramático desigual. 

“Estou tão envergonhado, maldita falta de jeito. Puta que pariu, ele é tão bonito.” 

Pensa, Rei. 

Com o olhar ainda para baixo, tenta mudar de assunto apressadamente, e afirma. 

— Eu tenho uma habilidade de cura, nunca a usei, mas vou testar em você. 

Ao escutar a fala, o homem pisca os olhos em surpresa com a declaração, em seguida indaga. 

— Você tem uma habilidade de cura? Como isso é possível?

— Apenas uma pessoa no continente inteiro pode usar habilidades curativas… A princesa do reino de Taskar — responde o próprio questionamento, surpreso. 

“Não é normal ter habilidades curativas neste mundo? Como assim? Não era para ser algo comum?”

Pensa Rei, após soltar um suspiro. Mas não com indignação ou surpresa. Foi mais um suspiro de alívio e felicidade. 

— Bem, eu não sabia que era uma habilidade tão rara. Vai ser a primeira vez usando, então, se der alguma complicação não venha me falar que não avisei.


[Super cura]


Quando Rei pronúncia a habilidade, a ferida que está tocando no peito de Kazuki é revestida por um brilho ofuscante, e o hematoma desaparece como se nunca tivesse estado lá. O seu ferimento é curado instantaneamente. 

O garoto incrédulo com a situação deixa um riso baixinho sair. 

— Como isso é possível? Inacreditável! Como pode existir uma habilidade de cura tão forte assim? — indaga, Kazuki, arregalando os olhos em surpresa.   

— Eu também não sabia que ia ser tão efetivo…Hehe. Com isso, eu posso ser considerado um santo? — diz calmamente, gabando-se. 

O homem o olha com uma expressão de conforto, e murmura bem baixinho, sem o garoto perceber enquanto ainda está a rir.

— Você pode ser considerado bem mais do que isso. 

Ao notar que o garoto ainda está distraído imerso em pensamentos, e faz uma expressão repleta de um sentimento de autossatisfação. O homem aproveitando-se da situação, o adverte. 

— Você já pode tirar sua mão do meu peito, ou tem algo a mais que queria analisar? 

Sentindo-se um pouco constrangido, o garoto responde da maneira mais séria que pode: — Seu idiota. Como pode brincar em um momento como esse? — questiona, com o crescente rubor que cobre todo o rosto. 

Ele percebe que há uma sombra de sorriso em seus lábios, e seus olhos estão iluminados com humor, como se ele estivesse desfrutando daquela piada particular. 

O garoto tenta o acertar com as mãos, porém a sua tentativa falha é desvencilhada pelo homem, que, por sua vez, as pega facilmente. 

No instante em que o homem se aproxima lentamente do garoto , um barulho de explosão é ouvido na estrada. 


Olá, eu sou o XXX!

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