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Inúmeros gritos são ouvidos, e a atmosfera que antes aparenta estar densa e sufocante torna-se agora insuportável. A inquietação e o caos se instauram novamente do ponto inicial. 

O som alto e o agudo do guincho dos cavalos é ouvido a distâncias. As carroças e veículos de madeira que revestem a estrada deslocam-se do caminho pavimentado, e adentram a floresta nas proximidades. 

Kazuki e Rei se entreolham, olham para a frente, e se entreolham novamente, assustados. 

Os dois viram-se até a posição em que o cocheiro está, e esticam as suas cabeças um pouco para fora da carroça. Cada um deles encara para a frente, perplexos. 

Os dois são pegos de surpresa com a visão: A estrada está destruída e em chamas, parte das carroças desfragmentadas estão jogadas aos montes pelos arredores. Pessoas tentam correr desesperadamente, desorientadas, e gritam por suas vidas deliberadamente. 

Algumas até tentam sair da estrada, estão feridas, e rastejam miseravelmente. Entretanto, acabam morrendo pela inalação de dióxido de carbono e cianeto presentes na atmosfera. Uma cena horrível, de fato. 

Diversos eventos acabam ocorrendo naquele momento, e não se é possível processar todas as informações momentaneamente. 

Ocupados ao observar todo o cenário de longe, Rei e Kazuki são cortados de seus pensamentos pela voz fria e trêmula do cocheiro, que está ao lado. 

— P-Pelos céus… H-Há um general demônio na estrada. O que ele tá fazendo em um lugar tão insignificante como e-esse? — questiona com os olhos arregalados, e aponta para o céu. Trêmulo de medo, e descrente da visão. 

Assim que escutam a sua fala, Kazuki e Rei dirigem sua visão para o céu e notam a silhueta de um ser que sobrevoa a atmosfera. 

Ele está longe de vista, e sua figura é de difícil compreensão. Percebendo-se apenas a presença de duas enormes asas laterais em seu corpo.  

Uma faísca vermelha próxima da criatura começa a ganhar mais proporção à medida que o tempo passa. 

Essas faíscas ganham forma, e tornam-se enormes esferas de fogo que colidem aos montes nas carroças e pessoas da estrada. 

Diversas esferas são lançadas de onde o ser misterioso está. Ele parece destruir tudo que vê pela frente, sem distinções. E, infelizmente, muitas das pessoas começam a morrer. 

Naquele instante de euforia, Rei recobra parte de seus sentidos e revira seus olhos em exasperação para o lado, e percebe que o comerciante ainda está paralisado, sem mover um único músculo de seu corpo, enquanto observa fixamente para o céu. 

O garoto estava um pouco trêmulo, e tenta ao máximo suprir parte de seus nervos, a incerteza o está atormentando constantemente. 

E, como uma tentativa de desvencilhar-se dos sentidos e sensações negativas, o estudante vira-se até o comerciante ao lado e o alerta subitamente. 

— Senhor, acorda! Se não sairmos daqui agora, vamos todos morrer aqui! 

Após ouvir o grito do garoto, o comerciante recobra seus sentidos e da marcha aos cavalos, e tenta sair da estrada no intuito de adentrar a floresta próxima, assim como outras carroças e veículos. 

Porém, como o destino sempre gostou de pregar peças nas pessoas… Uma enorme bola de fogo de um tamanho abissal torna-se cada vez mais nítida e visível. Ela parece se aproximar da região em que o garoto está, e ir de encontro a eles. 

— Céus… — Com os olhos arregalados, e sem reações, o comerciante observa a bola se aproximar lentamente. 

“Poha… Se essa coisa chegar aqui, vamos todos morrer, droga, droga. O que eu faço?” 

“Ainda tem Mia e Takayo no fundo, não vamos conseguir sair a tempo… E mesmo que consigamos, ainda seríamos acertados pelo impacto… Merda.” 

O estudante abre o seu status e examina de relance de forma rápida todas as suas habilidades. 

“…Sim, isso deve servir.” 

No momento em que iriam ser alvejados pela habilidade, Rei pronuncia uma habilidade que obtivera ao elevar seu nível. 


[Barreira angelical]


Uma ampla barreira transparente divina é criada em torno da carroça, e dos cavalos. 

Quando a bola de fogo colide com a sua superfície, o fogo começa a se dissipar periodicamente, até não sobrar um vestígio do que antes era uma habilidade. 

No momento em que isso ocorre, o garoto mais uma vez acorda o comerciante que está paralisado, fazendo a egípcia. 

Em seguida, eles saem da estrada rapidamente, em direção a algum canto próximo da floresta. 

Ao sentir uma fixa sensação desconfortável sobre eles, o garoto olha para trás e nota que o ser que está sobrevoando os céus os observam constantemente. 

Alguns calafrios são sentidos, o estudante pensa que talvez a criatura os ataque novamente ou vá em sua direção… Porém, nada ocorre. Deixando-o bem surpreso, ‘ele não vai fazer nada?’, pensa de maneira desconcertada. 

                              


O ser que está a sobrevoar os céus examina a carroça que parte em direção à floresta, e vira-se, sem se importar. 

— Hum…

— Interessante.

— Alguém conseguiu anular a minha habilidade…

— …Não tenho tempo a perder matando esses insetos — exclama enquanto sobrevoa toda a região, até chegar a vila destruída. 

(…)

꧁Minutos depois꧂


[Visão passada]

”??” Coloca a mão sobre o corpo desfragmentado de algo grotesco sobre o chão, de modo a conseguir analisar todos os acontecimentos passados em seus últimos segundos de vida. 

— Interessante, então… Um humano conseguiu destruir a criação do mestre…

— …Preciso relatar isso ao meu rei — salta ao céu e começa a voar.

— Todas as invariáveis no plano precisam ser eliminadas para que o plano ocorra de acordo com a sua vontade, mestre. 

A figura dele some lentamente à medida que voa até a direção sul. 

Continua…

Olá, eu sou o XXX!

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