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O Orc correu em direção ao inimigo com seu martelo de guerra sendo segurado em suas duas mãos. Um giro de seu corpo e a arma acertou o crânio da tola criatura cujo os dentes voaram e sangue espirrou enquanto caia morta ao chão. Estúpido monstro que foi burro o suficiente para desafiar um orc, mas não qualquer um, o maior deles.

O líder.

Naquele momento seu corpo estava coberto pelo couro de porcos dos matos, amarrado a seus ombros a pele amarela e negra de uma onça selvagem. Tudo para que se distinguisse dos outros, embora vestimentas tão únicas fossem até desnecessárias.

Ele chamaria atenção mesmo sem aquilo, era o mais forte dos orcs, carregava em seu corpo o maior número de cicatrizes, em seus braços e troncos, em toda a sua pele. Seu martelo de guerra era a arma mais bem feita de sua tribo, arrancada das mãos mortas de um guerreiro humano. Um troféu adequado para alguém tão forte.

E sua força seria mais uma vez testada naquele dia. Seu povo estava lutando contra os covardes meio animais que insistiam em viver nos campos verdes. E de novo os orcs provariam serem os mais fortes.

O grande líder só estava esperando a aparição dela, a Mãe Azul com seu arco branco e flechas de luz. Ela era a única ameaça para ele, dando fim a vida dela de uma vez por todas, não haveria mais ameaça nos campos verdes.

No entanto, a covarde sempre lutava longe do centro da batalha, lançando suas flechas nos Orcs desatentos. Se quisesse a matar, teria que abrir caminho pelos meios animais. Normalmente apenas alguns golpes do seu martelo seriam suficientes. O único problema era que para alcançar a Mãe Azul, teria que passar pelo único ali que poderia competir com a sua força.

O meio animal cuja parte superior era marrom e musculosa como a dele e a inferior era negra como a noite. Este tolo correu em sua direção em meio a batalha, o orc firmou suas pernas com o martelo em mãos. Tentaria dar um bom golpe no crânio do idiota, mas sabia ser algo difícil de se fazer. Seus embates no passado mostraram que o meio animal apesar de ser covarde igual a sua espécie, tinha alguma habilidade na luta.

Quando girou seu martelo de guerra para atingir a cabeça do outro, o desgraçado se abaixou por pouco e continuou correndo. Tão perto assim, o Orc largou sua arma para impedir que os chifres do outro perfurassem sua carne profundamente.

Suas mãos agarraram os ombros do guerreiro, mas não foi o bastante para cessar sua corrida. As pontas do chifre atingiram o abdômen do monstro, o meio animal então segurou a barriga dele e o puxou para aumentar o ferimento.

O Orc chutou o inimigo com seu joelho, mas não foi o suficiente para o fazer soltar. Tudo indicava que aquela seria uma boa luta. 

E teria sido, se não houvesse acabado sendo interrompida.

Quando um pilar de chamas foi visto se espalhando pelo céu, todo o campo de batalha paralisou. Armas pararam em pleno ar, golpes prestes a serem realizados foram interrompidos e passos perto de serem dados cessaram. 

Todos conseguiram apenas olhar para ela, aquela mulher estranha com pele escamosa e vestido longo. Cabelos loiros em um rosto hostil. Com suas garras afiadas carregava um grande cajado na mão esquerda. Nunca a viram antes, no entanto muitos lembravam do rosto daquele ao seu lado.

Era difícil esquecer do Goblin. 

O corpo musculoso, porém esguio. Entre o limiar do masculino e feminino. Sempre com um arco e uma aljava lotada nas costas. Uma visão realmente difícil de esquecer.

“Hum, não parece.” A estranha respondeu e riu de alguma coisa que o monstro ao seu lado disse, uma voz baixa demais para ser ouvida da distância em que o Orc estava.

Os dois caminharam pelo campo de batalha, ignorando ambos os tipos de monstros ali lutando até chegarem próximos dele. Foi o Goblin que com uma mão aberta apresentou ambos.

“Bruxa do Pantano, este é o chefe da tribo Orc e o irmão de Lauany.”

“Hum.” Ela olhou ambos de cima a baixo como se estivesse com nojo, não estava impressionada.

O líder estranhou o comportamento do monstro menor, o Goblin parecia inteligente demais para se embrenhar em tal cenário de morte. Fraco demais para fazer essa loucura com tanta confiança, então era em outra coisa em que confiava. Provavelmente, no poder dela, visto que a mesma era capaz de produzir imenso fogo com um movimento.

Talvez escondesse ainda mais poderes além daquele.

“Um prazer conhecer.” O Orc falou com uma voz grossa.

“Digo o mesmo.” Respondeu o irmão da Matriarca.

Ambos os guerreiros tendo pausado o conflito em que estavam devido a aquela aparição inesperada.

“Não queremos atrapalhar a matança de vocês, mas há algo que deve ser discutido com ambos, embora em verdade.” Ao dizer as últimas palavras, o hobgoblin olhou para o meio animal. “Correto seria dizer que sua irmã deve vir em seu lugar.”

“Você tem certeza que é melhor avisar a eles?” A Bruxa perguntou com uma face duvidosa.

“Claro, embora todos tenhamos nossas diferenças, uma constante se faz presente independente de espécie. Desprezamos a raça humana.”

Olá, eu sou o MK Hungria!

Olá, eu sou o MK Hungria!

1, eu sei que o capítulo é bem mais curto que o normal e bem mais simples.

2, eu sei que faz bastante tempo desde os últimos capítulos. Bem, eu tava focando em outro projeto, um antologia de contos de terror bem curtinha que to postando no Wattpad. Em breve os capítulos mais frequentes voltam, mas só depois de eu terminar esses contos. Quem tiver interesse, meu nome lá tbm e Mk Hungria

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