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『 Tradutor: Otakinho 』

“Então vou me despedir”, disse Souta antes de sair do laboratório de Isabella. Ele não pôde deixar de sentir uma sensação de expectativa pelos desenvolvimentos de sua pesquisa. Embora esperasse que Isabella, Doranjan e Kessa fossem para o Reino dos Sonhos para aprimorar seu Poder dos Sonhos, parecia que o plano precisaria ser adiado.

Ao se afastar, Souta ponderou sobre as implicações potenciais do progresso da pesquisa de Isabella. Ele aguardou ansiosamente os resultados dos testes, esperando que trouxessem resultados positivos. No entanto, também percebeu que a pesquisa de Isabella havia demorado mais do que o esperado, principalmente porque ela inicialmente não havia percebido as conexões mais amplas além da pílula em si. Ficou claro para Souta que a pílula era apenas um componente de um projeto maior, com a outra metade girando em torno do parasita em seus corpos.

Souta chegou em seu escritório pensando que não deveria atrapalhar Isabella em suas pesquisas.

–Knock!

Souta olhou para a porta e disse: “Entre”.

A porta se abriu e Erkigal entrou na sala. Ela examinou os arredores antes de se concentrar nele.

“O que você quer?” Souta perguntou.

“Eu só queria informar que estou saindo hoje. Visitarei os membros restantes dos Cinco Clãs Mestres”, respondeu Erkigal.

“Você pode fazer o que quiser. Você não precisava me dizer,” Souta acenou com a mão com desdém.

“Bem, seria rude se eu fosse embora sem dizer nada a você. Eu só o queria agradecer por lutar pelo meu país”, Erkigal se virou, acenando.

“Não foi nada. Estava apenas cumprindo minha missão”, respondeu Souta.

Erkigal saiu da sala, deixando Souta pensando em seus próximos passos, agora que seu país havia se tornado um campo de batalha.

Ela escolheria se juntar à luta depois de se recuperar?

Souta recostou-se na cadeira, seu olhar vagando para o teto de seu escritório. Os mistérios que cercam os Cinco Clãs Mestres permaneceram em sua mente, seus segredos escondidos apesar de suas investigações após a guerra.

Até Paente Botano, outrora um mero homem, ascendeu a um poder formidável, transformando-se em algo além do humano. Mesmo assim, Souta não encontrou respostas concretas. Era como se alguém tivesse apagado todos os vestígios de informações ou pistas, deixando apenas perguntas sem resposta.

Suas memórias… devem ter sido apagadas.

Enquanto ponderava, a atenção de Souta voltou-se para a porta, sentindo a aproximação de alguém. Ouviu-se uma batida e ele gritou: “Entre”.

Alice entrou na sala e sentou-se, com o olhar fixo em Souta.

Erguendo as sobrancelhas, Souta perguntou: “Qual é o problema?”

“O Líder do Décimo Grão de Guerra chegou”, Alice o informou.

“Líder de Grão Carmel?” A surpresa de Souta não pôde ser disfarçada.

“Sim, o Líder de Grão Carmel deseja falar com você”, confirmou Alice.

“Você deveria tê-lo escoltado diretamente”, Souta suspirou.

“Muito bem, vou convocá-lo”, Alice concedeu, levantando-se da cadeira.

Carmel chegou ao escritório de Souta e cumprimentou-o antes de se sentar à sua frente.

“Aqui”, disse Carmel, pegando rapidamente uma carta e colocando-a sobre a mesa.

Curioso, Souta pegou a carta.

“O que é isso?” ele perguntou.

“É um convite. Espera-se que você participe do Festival Panatenaico na próxima semana na Terra da Primavera Eterna. Todos os Líderes de Grãos disponíveis estarão presentes”, explicou Carmel.1

“O Festival Panatenaico…” Souta refletiu, relembrando o acontecimento do jogo, realizado em homenagem à Deusa Atena.

Como não tinha mais nada para fazer, decidiu comparecer ao festival. Serviria como suas férias.

“Ok, irei ao festival,” Souta assentiu.

“Bom. Então irei agora. Tenho que visitar os outros Líderes de Grãos para informá-los sobre o festival”, disse Carmel antes de se levantar.

Quanto aos Líderes de Grão despachados para os três campos de batalha – Principado Bruim, República Fedru e País Selnes – eles não poderão participar do festival. Da mesma forma, aqueles no Campo de Batalha em Ruínas não teriam a oportunidade de participar também.

Após informar Souta sobre o Festival Panatenaico, Carmel deixou a Astros.

Souta recostou-se na cadeira e olhou pela janela. “O Festival Panatenaico… esqueci completamente disso”, ele murmurou.

No dia seguinte, Souta se viu em uma plataforma. À sua frente estavam os soldados da Astros. Cada um deles passou por batalhas significativas, mas para Souta não era o suficiente. Ele estava determinado a vê-los ficar cada vez mais fortes.

Ele os observou por um momento. Seu nível médio variou do Rank B ao Rank A, com alguns alcançando o Rank S.

“Esta semana, todos vocês se concentrarão em aumentar sua força. Não tolerarei fraqueza em meu exército”, declarou Souta em tom frio. Embora não exalasse nenhuma energia visível, os soldados diante dele ainda podiam sentir a intensidade no ar.

“Começaremos avaliando suas habilidades de combate. A partir de hoje, vocês irão se enfrentar em combate. No entanto, não é permitido utilizar sua energia, artes de combate ou feitiços. Vou permitir o uso da habilidade de recuperação do parasita, então concentrem-se exclusivamente no combate físico”, instruiu Souta enquanto se acomodava em sua cadeira e produzia um orbe, colocando-o em um canto, o que ergueu uma barreira que envolveu todos.

Os soldados trocaram olhares inquietos, cada um reconhecendo a hesitação nos olhos dos outros.

“Basta entrar no combate corpo a corpo. Se vocês hesitarem, eu intervirei e administrarei uma punição a todos”, alertou Souta.

Suas palavras estimularam os soldados a agir. O que se seguiu foi uma confusão caótica dentro do espaço confinado, restrita apenas ao uso de suas armas. Qualquer tentativa de aproveitar sua mana resultaria numa punição rápida.

–Bang! Bang!

Dentro dos limites da barreira, uma batalha feroz continuou.

Com sua consciência interior ainda prejudicada, Souta tinha algum tempo livre. Ele percebeu que não tinha sido capaz de guiar adequadamente seus homens antes devido às suas próprias demandas de treinamento.

Observando os soldados em combate, reconheceu a importância de oferecer orientação agora. Eles lutaram ferozmente, seus esforços incansáveis ​​até a exaustão se instalar. Embora seus ferimentos pudessem ser curados por seus parasitas, sua resistência era outra questão – não poderia ser facilmente recuperada.

Depois de descansarem um pouco, os soldados retomaram a batalha. O único objetivo de Souta era aclimatá-los a esta forma de combate. Com isso, não apenas aumentariam sua resistência e força, mas também se acostumariam a essas intensas batalhas.

Eles precisavam compreender os fundamentos do combate sem depender de artes e feitiços de combate. Souta acreditava que dominar esta forma básica de combate era essencial antes de avançar para técnicas mais avançadas.

Seu objetivo era que alcançassem os níveis dos guerreiros dos Campeões de Atena. Se Souta colocasse um Soldado Rank A daqui contra um Guerreiro rank A dos Campeões de Atena em combate, a vitória sem dúvida pertenceria ao guerreiro. Apesar de ambos serem Rank A, ainda havia disparidades em suas habilidades.

Nos três dias seguintes, Souta permitiu que seus homens travassem combates contínuos. Eles só podiam descansar durante o sono. A maior parte de suas horas de vigília foram passadas lutando entre si e, gradualmente, mostraram sinais de melhora.

No quarto dia, Souta concedeu permissão para utilizarem sua mana. O campo de batalha se expandiu e a barreira foi fortalecida para acomodar suas habilidades aprimoradas. Com a habilidade de usar mana, a intensidade das batalhas aumentou ainda mais.

Ele observou o desenrolar da batalha com grande interesse, ansioso para testemunhar a extensão da melhoria deles ao longo de uma semana.

“Vamos aumentar as apostas”, declarou Souta, pressionando a mão para baixo.

Instantaneamente, um poderoso campo gravitacional desceu sobre toda a área. Pegos de surpresa, todos caíram de joelhos sob a pressão intensa.

“Aguentem! Esforcem-se! Usem isso para fortalecer seus corpos!” Souta insistiu com firmeza.

Ele desejava exercer um poder ainda maior, mas se conteve, consciente do dano potencial que isso poderia lhe causar.

Os soldados lutaram imensamente. A força gravitacional era avassaladora, pressionando-os implacavelmente. Apesar de esgotarem sua energia, Souta ainda possuía poder suficiente para desafiar centenas de especialistas desses ranks – B, A e S. Sua verdadeira força superava em muito a de qualquer indivíduo presente, a distância entre eles era semelhante à distância entre o céu e a terra.

Nos três campos de batalha – Principado Bruim, República Fedru e País Selnes – inúmeros guerreiros olhavam para o céu. Todo o campo de batalha caiu em um silêncio assustador enquanto vários feixes de luz desciam de cima, carregando consigo uma imensa quantidade de energia que inundava a área.

Um zumbido profundo e ressonante encheu o ar.

Várias criaturas experimentaram uma sensação peculiar quando a energia penetrou em seus sentidos e emoções. A raiva deles começou a diminuir à medida que a intensidade da luz aumentava.

Quer pertencessem ao Exército da Aliança ou ao Exército da Gula, todos sentiram o mesmo efeito inexplicável. Eles não puderam deixar de engolir em seco, sem saber o que estava prestes a acontecer.

Somente aqueles no alto escalão tinham alguma ideia do que estava para acontecer.

Morte Glacial observou o campo de batalha à distância, com a testa franzida de preocupação quando a batalha cessou abruptamente. Uma sensação de desconforto tomou conta dele, embora não conseguisse discernir a causa.

“O que está acontecendo aí…?” Morte Glacial murmurou para si mesmo. Ao lado dele, Mil Terras e Sussurrador Espacial permaneceram em silêncio, igualmente perplexos com a repentina interrupção do combate.

Eles não estavam sozinhos em sua confusão. Até mesmo especialistas renomados de ambas as facções ficaram perplexos.

–Thud! Thud!

Uma batida estrondosa ressoou nas mentes de todos os presentes, como se originasse de dentro de seus próprios corpos.

Algo sinistro estava prestes a descer.

–Ohm!

Dos feixes de luz surgiram figuras semelhantes a anéis concêntricos formando uma forma esférica. Eles não tinham nenhuma semelhança com Humanos ou Demis; sua aparência monstruosa era inconfundível.

Cada um desses seres consistia em vários anéis interligados que giravam em torno de um cristal central, com múltiplos olhos adornando suas superfícies.

Em cada campo de batalha, duas dessas criaturas desceram, exercendo imenso poder.

“Isso…?!” Shen Yao, de guarda no topo da muralha de Selnes, arregalou os olhos em estado de choque. Memórias de um livro de sua terra natal inundaram sua mente – um tomo detalhando criaturas exclusivas do território da Facção dos Anjos.

O Monstro Apócrifo – Throne.2

  1. O Festival Panatenaico (Panathenaic Festival) era uma das principais festividades religiosas da antiga Atenas, em honra à deusa Atena Polias, a padroeira da cidade. Realizado a cada quatro anos, o festival incluía uma série de eventos atléticos, musicais e religiosos, culminando em um grande desfile (panatenaico) e em competições esportivas. O destaque do festival era a apresentação de um novo peplos (vestido de lã) para a estátua de Atena no Partenon. O festival tinha grande importância cultural e religiosa na vida dos atenienses. []
  2. Apócrifo geralmente é usado para descrever textos religiosos que não foram incluídos na Bíblia ou em outras obras canônicas. []
Olá, eu sou o Otakinho2!

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