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Após cinco minutos esperando por alguém, o portador já estava ficando entediado. 

Ele olhou para Isabella e viu que ela estava bem, sem nenhum sinal de cansaço ou sono.

“Demorou, mas aconteceu”. Pensou o portador, olhando a porta se abrindo lentamente, revelando Fortis e Golf, carregando um enorme baú.

Esse baú tinha dois metros de largura e duzentos centímetros de comprimento. Os dois puxaram o baú pelas laterais.

Fortis estava à esquerda e Golf estava à direita. Para eles, esse peso não era nada. Para um humano comum, era quase impossível puxá-lo. O peso era de cerca de setecentos quilos. Mas para eles, não era nada.

Na parte inferior do baú, um lobo imponente e assustador rosnava para o mundo. Os pelos do seu corpo estavam eriçados, e no lugar dos olhos havia duas pedras vermelhas que brilhavam com raiva. O desenho era feito com um traço forte e detalhado, o que o fazia parecer quase real.

O baú era feito de carvalho-preto e tinha o interior forrado de veludo roxo. Na tampa, uma lua cheia brilhava, iluminando o baú por dentro.

Após arrastar o enorme baú até onde os jovens estavam, abrindo-o, revelaram correntes grandes e grossas.

“Até onde sei, a transformação ocorre de forma aleatória. Todos serão acorrentados, mesmo que a transformação não aconteça. Não quero nem imaginar esses bichos soltos.

Sempre existem aqueles que querem ser um lupithiros ou até um Lupinímicos. Mas como é aleatória, terão que esperar até que aconteça. Muitos deles ficarão decepcionados com o que se tornarão”.

Pensou o portador enquanto examinava atentamente o que havia no baú.

Golf entrou no santuário deixando apenas Fortis parado de frente para o baú aberto.

Ele levou as duas mãos para dentro do baú e retirou uma das correntes. A corrente era grossa e pesada, feita de ferro forjado. Ele a puxou para fora, revelando que uma coleira de prata estava presa na parte superior. A coleira era lisa e brilhante, com um ornamento em forma de lua cheia no centro. Na parte inferior da corrente, havia uma estaca de ferro com uma ponta afiada.

“No baú, a corrente parecia pesada, mas olhando para fora, ela realmente parece muito pesada. Talvez pese uns cinquenta a setenta quilos, ou talvez mais”, pensou o portador.

Fortis descartou a corrente e começou a pegar uma após a outra, sem se preocupar com o que aconteceria com ela.

Não é qualquer corrente que deve ser usada na cerimônia. Primeiro, as correntes devem ser banhadas com o sangue do atual líder por três dias. Após isso, devem ser colocadas diferentemente no baú.

O portador contabilizou vinte correntes no baú, acreditando que ele estava vazio, mas, para seu espanto, Fortis colocou a mão dentro novamente, procurando por algo mais.

Mas dessa vez, em vez de uma corrente, um martelo se mostrou à vista, causando surpresa no portador.

O cabo tinha cerca de trinta centímetros de comprimento e era feito de madeira de carvalho. 

O cabo era liso e polido, com uma textura suave ao toque. A cabeça do martelo era feita de ferro fundido, pesando cerca de dois quilos. A cabeça do martelo era plana e redonda, com uma borda afiada. 

O desenho da lua cheia era feito em prata, com detalhes delicados. 

Como o brilho da lua cheia, refletindo uma luz prateada na superfície do martelo. Era majestoso só de olhar para ele. 

Na cabeça do portador da ganância, só havia uma coisa em mente.

“Os nobres pagariam uma fortuna… quem sabe um dia” 

Ele foi bruscamente despertado de seus pensamentos quando ouviu Fortis quase gritando.

— Abram os olhos e fiquem de pé. Hoje vocês não serão mais tratados como crianças. Cada um que está aqui empenhará um papel importante, independente de sua transformação.

— Portanto, tenham a mente aberta e espero que todos tenham um bom desempenho futuramente.

Com essas palavras, o nervosismo foi substituído por um entusiasmo contagiante. Fortis fechou o baú e colocou o martelo sobre ele, com um sorriso no rosto.

“Não sei quem é melhor de papo, ele ou Mason. Bom, Mason conseguiu convencer várias pessoas a me seguir no pior cenário do mundo”, pensou o portador, vendo Fortis colocar a coleira no pescoço do primo pré-adolescente.

Após terminar, ele olhou para primeiro rapaz e perguntou.

— Como está, está muito apertado?

O jovem balançou a cabeça negativamente e com isso Fortis acenou com a cabeça.

Ele repetiu o processo em todos os vinte pré-adolescentes, cada um separado por um metro do outro.

Após terminar, pegou o martelo e esticou a corrente do primeiro ao máximo. A corrente tinha quatro metros de comprimento.

Ele cravou a estaca afiada no chão com força, e o som das marteladas ecoou por todos os lados.

O portador estava assistindo tudo aquilo com o foco não quero perder nada.

Ele procurou Isabella, mas não a viu em lugar nenhum. Ele olhou ao redor e, quando percebeu, ela estava na sua frente.

— Você já está com sono? Perguntou o portador olhando para ela.

Isabella acenou com a cabeça enquanto coçava os olhos com as mãos.

— Venha aqui, disse ele segurando sua irmã pela cintura e a levantou.

Ela colocou a cabeça sobre o ombro dele e fechou os olhos.

“Não sei como ela vai conseguir dormir, aí” pensou ele.

Fortis já havia fixado cinco escadas de metal no chão, sem deixar nenhuma parte à vista.

Após terminar o sexto, ele agarrou a corrente e puxou com força para verificar se não soltaria facilmente.

Fortis fez isso com todas as cinco correntes que fixou no chão anteriormente para ter certeza de que nenhum deles fugiria após a transformação.

Enquanto isso, Isabella babava no manto do portador da morte.

Todas as roupas fornecidas por artefatos eram de extrema qualidade, além de não sujarem ou ficarem com mau cheiro.

O único jeito de danificar o tecido era lutar contra alguém com um artefato de nível superior ou um monstro de nível treze intermediário, ou superior.

Também era possível danificar o tecido se a mana no núcleo vital se esgotasse.

Nesse caso, o tecido ficaria com a pior qualidade e perderia toda a sua força.

Após terminar de fixar as vinte correntes no chão, Fortis colocou novamente o martelo no baú e dessa vez o arrastou sozinho para dentro.

Após a porta se fechar, os jovens retornaram à posição anterior.

Os uivos dos lobos não pararam nem por um segundo.

“Vamos esperar mais alguns minutos”, pensou o portador alisando o cabelo da sua irmã.

Como ele previu, nada de novo aconteceu por alguns minutos. Ele não tinha planos para fazer nada, então ficou ali.

“Eu ainda tenho que reanimar todos aqueles goblins”, pensou ele. Só de pensar no tédio que ele sentiu anteriormente, ele sentiu vontade de desistir de tudo isso.

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Olá, eu sou o Erick. Ks!

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