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“Acho que ela está adorando tudo isso” pensou o portador enquanto olhava para Isabella.

Ela havia trocado de roupa e estava usando o mesmo manto branco leitoso dos demais.

Todos estavam formando um círculo a cerca de cinco metros de distância da porta do santuário.

Eles estavam com as mãos entrelaçadas e os olhos fechados enquanto sussurravam algo que Drake não conseguia ouvir.

“Eu me pergunto se ela também está falando o mesmo que eles”, pensou o portador.

Olhando para Isabella com as mãos entrelaçadas imitando os demais.

Ele olhou para todos os lados e viu alguns lobos fazendo a patrulha. Achou estranho, mas não havia ninguém para lhe explicar o motivo. 

Após todos saberem do acontecimento passado no reino, a relação entre eles não mudou em nada.

Com isso ele estava livre para fazer perguntas até certo ponto.

Após um certo tempo, algo finalmente aconteceu.

A porta do santuário se abriu, revelando vinte pré-adolescentes, sendo quinze meninos e cinco meninas.

Os meninos estavam vestindo apenas shorts, deixando a parte superior do corpo completamente exposta. Nas bochechas de ambos, exibiam com orgulho um desenho de um lobo de cor roxa. Além disso, exibiam um desenho tribal que começava no pescoço e se estendia até um pouco acima do umbigo.

Para completar o visual, calçavam sandálias rústicas feitas na própria vila.

Cinco meninas estavam usando saias justas que estavam apenas dois dedos acima dos joelhos. Seus seios estavam cobertos por sutiãs. Elas também tinham o mesmo desenho nas bochechas.

O desenho tribal era o único diferencial. Ele não começava no pescoço, mas sim na parte inferior do sutiã. Terminava no mesmo local, um pouco acima do umbigo. Seus cabelos estavam penteados em tranças.

O portador desviou o olhar dos pré-adolescentes e fixou sua atenção no interior do santuário.

Para sua surpresa, o que ele viu foi totalmente diferente do que ele imaginava.

“Minhas expectativas foram quebradas. Quero dizer, não sei o que estava esperando, mas não foi isso”.

O interior do santuário estava vazio, sem cadeiras, almofadas ou qualquer outro móvel. Apenas uma estátua de um lobo colossal ocupava o espaço.

Ao redor da estátua, havia algumas velas apagadas, que ainda soltavam um pouco de fumaça. A iluminação era escassa, apenas o suficiente para permitir que o portador enxergasse os contornos da estátua.

Ele rapidamente ligou os pontos.

“A única fonte de iluminação são aquelas velas. Quanto tempo eles precisam ficar ali dentro? Só de pensar em ficar em um lugar escuro me dá calafrios.”

A mulher que havia parado o portador quando ele estava prestes a entrar no santuário lançou um olhar penetrante sobre ele novamente.

O olhar dela era tão intenso que parecia que ela poderia matá-lo apenas com a força de sua mente.

Um calafrio percorreu o corpo do portador, que rapidamente desviou o olhar da mulher e fingiu estar interessado em algo ao seu redor.

“Essa mulher está me perseguindo?”

Perguntou para si o portador enquanto tentava ao máximo disfarçar.

Os pré-adolescentes estavam no meio do círculo, com os olhos fechados e as mãos entrelaçadas, enquanto murmuravam.

— Que o grande Deus lobo proteja e guarde seus novos filhos. Nós o adoramos e amamos nosso Deus todo-poderoso.

Os lobos uivavam para a lua, mostrando toda a devoção e amor que tinham pelo Deus da lua.

Fergus já havia dito isso antes, mas é bom reforçar.

Para que a cerimônia dos Lunawakened funcione, a lua deve estar cheia. Os antepassados da tribo não registraram nenhum efeito colateral por tentarem fazê-la antes da lua cheia.

Ao certo, ninguém na tribo sabe muita coisa. Apenas os ensinamentos sobre o Deus da lua foram passados de geração em geração.

Por motivos desconhecidos, nenhuma informação relevante foi deixada, nem mesmo sobre os gorgonoid ou o antigo portador da morte.

Era como se cada líder estivesse pensando: “É cada um com seus problemas” e morreu levando os segredos.

Com o passar da noite, a lua cheia foi se aproximando e os murmúrios foram ficando cada vez mais audíveis para o portador.

A cada hora que passava, os lobos uivavam para a lua, pontuando o tempo com precisão.

Esses uivos duravam cerca de cinco a oito minutos.

“Sério que vai ficar ali até o final?”, perguntou-se o portador, olhando para Isabella, que seguia firme e forte, devotando seu amor a um Deus desconhecido.

Ele se aproximou dela com cautela, evitando fazer qualquer som, pois a perseguidora estava atenta a ele, com um de seus olhos abertos.

— Espero que ela seja um Garoumorphos, pois, se não for, estou morto, murmurou, enquanto fazia de tudo para não olhar nos olhos dela.

Após alguns segundos ele chegou e ficou de cócoras atrás dela e murmurou.

— Já está com sono?.

Uma das suas dúvidas foi esclarecida: ela realmente estava dizendo o mesmo que as outras pessoas. Ao lado dela estavam Ariadne e Hera.

Isabella abriu os olhos e girou a cabeça, as pedras que adornavam sua tiara de prata brilhavam como a luz da lua.

Seus olhos estavam ficando avermelhados, mas claramente podia avistar o sorriso radiante no rosto dela.

— N-não, ela não queria dizer a verdade, pois sabia que seu irmãozinho iria mandá-la para a cama.

Como sempre fazia, quando anoitecia na vila, ele respondeu, percebendo.

— Tudo bem, caso queira dormir, venha até mim.

Ele se levantou e foi para o mesmo local que havia ocupado antes. Aquele lugar era ideal, pois dava para ver tudo o que estava acontecendo no centro do círculo.

“Não esperava que vinte centímetros fossem muita coisa. Quero dizer, sem esses vinte centímetros seria muito difícil.”, pensou ele, referindo-se à sua altura atual.

O portador saiu dos seus pensamentos quando ouviu a porta do santuário se abrir novamente e revelar duas mulheres segurando um objeto estranho.

O objeto era feito de bronze e tinha uma forma cilíndrica. Ele é decorado com um padrão de folhas e flores, que brilham à luz da lua.

As mulheres seguravam-no pelas correntes de prata enquanto caminhavam, fazendo voltas entre os pré-adolescentes. Balançando o objeto estranho em movimentos circulares.

Fazendo fumaças se espalharem por todo o ambiente. A fumaça era branca e perfumada.

“Quantas coisas interessantes eu vou ver essa noite?” si, perguntou o portador.

Após completarem dez voltas sobre os jovens, as duas mulheres usando mantos brancos leitosos saíram novamente.

Assim que a porta foi fechada, o círculo de pessoas se expandiu ao máximo, chegando quase perto do portador.

Ele novamente olhou para Isabella e percebeu que era inútil tentar entender as ações dela.

A noite passou sem nenhum acontecimento significativo, apenas os lobos uivavam para a lua.

“Já se passaram trinta minutos e, até agora, não vi nenhum membro da família Gollum.”, pensou o portador, olhando para todos os lados.

Na mente dele, ele não estava prestando atenção suficiente e não avistou os Gollum.

Mas para sua surpresa, não havia nenhum deles por ali.

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