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Nota do autor: Seguindo a sugestão do apoiador do discord da Vulcan Novel que patrocinou esse capítulo, a qual achei bem razoável, eu vou baixar o preço para lançamento de um capítulo extra de 20,00R$ para 10,00R$ enquanto tiver que manter apenas uma publicação por semana, para que ele e/ou outros possam atingir a meta com mais facilidade… E sim, a Vulcan possui um servidor discord para informações e interações entre leitores, tradutores e escritores que é bem legal. O link está no final de todos os capítulos de qualquer obra do site e nas especificações do próprio site.

Bom capítulo a todos.

Assim que chegaram na casa, Diana ficou ainda mais encantada com a ideia de comprá-la. A casa se encaixou tanto no que Diana queria, que ela não hesitou em pagar e assinar os papéis para receber a escritura da casa.

Assim que toda a transação foi passada a papel, Alexander olhou para o gerente da associação e perguntou: — Com esses documentos e a escritura, ela já pode ser considerada a dona da casa e o negócio fechado, correto?

— Sim — respondeu o gerente. — Com esses documentos em mãos, ela já se tornou proprietária do imóvel. Vou levar uma cópia para registrar nos altos da cidade, mas a casa já é dela.

— Você ouviu isso Diana? Você conseguiu realizar o seu sonho de comprar uma linda casa para seus pais — apontou Alexander com um sorriso.

— Sim — concordou Diana, bem emocionada.

— Perfeito — disse Alexander, voltando-se para o gerente. — Sr. Gerente, quero que seja construída uma grande área de cultivo de alimentos nos fundos e uma estufa média para cultivo de plantas e flores na lateral.

— Eu também quero que você construa uma decoração acolhedora, nada muito sofisticado, e um grande lago no meio do pátio com vários peixes e um mirante, grande, lindo e mobiliado — completou Alexander, fazendo os olhos do gerente brilharem com tal pedido grande. — O mirante deve proporcionar boa visão de todo o pátio e possuir área confortável para três ou mais pessoas pescarem.

— Só somando os seus pedidos individualmente, o valor ultrapassará 60 grandes moedas de platina — informou o gerente para ver a reação de Alexander. — Mas se você mandar fazer tudo, podemos negociar um desconto nesse valor.

— Nós amos buscar os pais dela numa aldeia que não é muito longe, a cerca de umas 2 horas de distância, por isso devemos demorar no máximo 4 horas para ir e voltar. — explicou Alexander enquanto brincava com uma grande moeda de diamante negro. — Se você me garantir que tudo será da melhor qualidade e estará pronto quando voltarmos, eu lhe pagarei 100 grandes moedas de platina.

Ao ver a oportunidade de fazer mais um bom negócio e ter um lucro pessoal enorme, o gestor bateu no peito. — Negócio fechado. Se a casa não ficar pronta em 4 horas, nós terminaremos a obra e você não precisará pagar nada.

— Belas palavras — disse Alexander ao jogar a sua grande moeda de diamante negro para o gerente, que os levou de volta à associação para fazer um novo contrato enquanto despachava os funcionários que o seguiam para mobilizar tudo e todos para o trabalho.

Quando Alexander se virou para Diana, que estava o olhando com lágrimas nos olhos, ele apenas sorriu e brincou: — Você disse que queria comprar uma bela casa para os seus pais com seu próprio esforço, o que você fez, mas nunca disse nada sobre eu dar um presente de casa nova para eles.

Ao ouvi-lo, Diana não pôde deixar de sorrir, mesmo com lágrimas escorrendo dos seus olhos. Mas no final ela não resistiu e acabou se jogando em cima dele para abraçá-lo com força.

Após Diana se acalmar e soltar Alexander, ela olhou para ele, inesperadamente, mas felizmente, apenas sorrindo, sem nenhum traço de vergonha.

O gerente, que assistiu a toda a cena, sabiamente fingiu não ter visto nada e se limitou a assinar os papéis quando eles chegaram à sede da associação.

Com tudo assinado, o gerente se despediu deles e foi cuidar pessoalmente da obra para garantir que tudo estivesse perfeito. Não porque o tempo fosse muito curto, pois haviam pessoas versadas em magia e com força sobre-humana, o que acelera muito o tempo de construção, mas porque eram a sua credibilidade e economia que estavam em jogo.

Com tudo o que precisavam fazer na cidade resolvido, Alexander, Diana e Ocean seguiram em direção à vila onde viviam os pais de Diana.

— Isso é bem estranho — pensou Alexander ao observar o céu. — Este é, ou ao menos deveria ser, o mês que inicia o trimestre da estação chuvosa, mas não está chovendo.

Como não precisavam ter pressa para chegar lá, pois teriam que esperar a obra terminar de qualquer maneira, eles foram devagar e conversaram pelo caminho.

Entre essas conversas, Diana admitiu a Alexander que o mais importante para ela não foi o presente que ele deu ou a quantia que pagou, mas sim que ele se lembrava do que ela lhe contou sobre seus pais.

— Mesmo que estivéssemos bebendo, como eu não vou lembrar disso se você disse com tanta paixão que seu pai e sua mãe gostam muito do que fazem e que você não quer que eles deixem de fazer o que gostam por causa de uma escolha sua? — perguntou Alexander brincando.

Diana rapidamente beliscou Alexander por lembrá-la de como ela costumava ficar quando acabava bebendo demais, mas também acabou rindo.

Após aproximadamente 2 horas, eles conseguiram avistar a aldeia natal de Diana. Mas assim que eles se aproximaram, os “guardas” notaram o grande lobo avançando em sua direção e pediram reforços, extremamente assustados.

Alexander achou aquilo um pouco extremo no início, mas depois de pensar um pouco, ele chegou à conclusão de que uma matilha liderada por Ocean, ou um lobo semelhante, poderia de fato dizimar uma pequena aldeia como aquela.

Assim que uma pessoa mais experiente chegou para reforçar as defesas, ela logo notou que havia pessoas caminhando ao lado de Ocean e começou a acalmar o ânimo de seus companheiros.

Quando o grupo deles chegou à aldeia, Diana foi facilmente reconhecida. Alguns começaram a sussurrar entre si, alguns a cumprimentaram e outros começaram a perguntar sobre sua situação, ao que ela respondeu que só veio ver seus pais.

Depois que Diana falou com algumas pessoas, a maioria dos olhos se voltou para o rosto desconhecido. Mas Alexander estava consternado demais olhando para o muro de madeira de 5 metros de altura que protegia a vila para se importar com isso, pois ele, e diversas criaturas, podiam literalmente pular sobre aquele muro facilmente.

À medida que Diana caminhava em direção à casa dos pais, cumprimentando alguns conhecidos pelo caminho, o número de curiosos que acompanhavam seu grupo começou a aumentar. Mas a certa altura, Diana simplesmente parou em frente a uma casa humilde e acolhedora e sentiu que não sabia como proceder.

Como os pais dela trabalhavam com o plantio e o período de colheita e venda dos produtos já havia passado, pois o inverno estava prestes a começar, Diana sabia que seus pais estavam em casa. Mas antes que ela tivesse inspiração para bater na porta, seus pais abriram a porta por causa da agitação na rua.

Os pais de Diana ficaram surpresos ao encontrar sua filha na porta de casa, pois ela ainda deveria estar na Academia dos Combates Gêmeos, mas sem que eles sequer pensassem, os três avançaram e se abraçaram.

Alexander, que assistiu toda aquela situação de fora, aproveitou para analisar os aspectos físicos da família de Diana.

O pai dela era um humano com cerca de uns 1,75m de altura que não parecia particularmente bonito, mas tinha uma boa constituição e um corpo cheio de músculos naturais devido ao puro esforço físico.

A mãe dela era uma Demi fisicamente parecida com ela, mas que tinha uns 1,60m de altura. Diana era inegavelmente muito mais bonita que sua mãe, mas sua mãe tinha uma espécie de aura gentil que lhe conferia um charme único.

Depois que eles finalmente se soltaram, a mãe de Diana olhou para Alexander sorrindo e virou-se para Diana. — E então Diana, você não vai nos apresentar ao seu… amigo?

Quando Diana estava prestes a responder, Ocean virou a cabeça em uma direção e Alexander sacou sua lança e cortou o pescoço de Diana.

Os curiosos que estavam por perto ficaram apavorados e tentaram se virar para fugir, a mãe de Diana quase desmaiou com o choque e o pai de Diana passou do espanto à raiva extrema muito rapidamente e tentou atacá-lo, mas Alexander suprimiu todos usando |Campo da Água (MAX)| na sua potência máxima.

Diana, que era a única calma, virou-se para Alexander e perguntou: — Por que?

— Era o único jeito — respondeu Alexander gentilmente enquanto a tomava em seus braços e usava |Revigorar| para fechar o corte que havia feito.

Extremamente irritado e sem paciência, Alexander reuniu energia na garganta e gritou para a multidão em tom de comando: — ACALMEM-SE E ME ESCUTEM!

A multidão em pânico parou por um momento e Alexander virou-se para os pais de Diana com uma voz gentil: — Sinto muito pelo susto e ação extrema, mas era realmente o único jeito, pois não temos tempo para discutir.

Concentrando ainda mais energia em sua garganta, Alexander gritou a plenos pulmões usando o seu Ki para amplificar ainda mais a sua voz para que todos na aldeia pudessem ouvir.

— ESCUTEM TODOS, PORQUE EU SÓ VOU DIZER UMA VEZ! — Alertou Alexander omnidirecionalmente. — NESTE EXATO MOMENTO HÁ UMA GRANDE ONDA DE CRIATURAS SELVAGENS LIDERADAS POR UMA CRIATURA DE 3ª EVOLUÇÃO VINDO EM DIREÇÃO A ESTA VILA. ENTÃO OUÇA-ME COM ATENÇÃO SE VOCÊ QUER AUMENTAR SUAS CHANCES DE SOBREVIVER.

— A MINHA LOBA, QUE É UMA CRIATURA DE 2ª EVOLUÇÃO EXTREMAMENTE PODEROSA, SAIRÁ DESTA VILA EM DIREÇÃO À CIDADE DE LESTER EM NO MÁXIMO 5 MINUTOS — explicou Alexander. — SIGAM O CAMINHO POR ONDE ELA PASSAR, PORQUE A MAIORIA DOS MONSTROS VAI EVITÁ-LA OU MORRERÁ EM SUAS GARRAS E PRESAS… MAS O TEMPO NÃO ESPERA NINGUÉM.

Sem se preocupar em passar qualquer outra informação, Alexander olhou para os pais de Diana e disse: — Como vocês ouviram, é uma emergência.

— A ponta da minha lança tinha veneno paralisante — explicou Alexander aos pais de Diana — Ele deve impedi-la de resistir até vocês chegarem à cidade.

Após explicar a situação, Alexander desativou o seu |Campo da Água| e passou Diana para os seus pais. — Vocês devem ir até a cidade e avisar a guilda dos aventureiros para se preparar para o possível ataque de uma onda.

— Aqui. Levem as minhas identificações para evitar problemas com Ocean no portão da cidade e para validar o meu pedido na Guilda — disse Alexander ao arrancar duas das três placas do seu cordão.

Os pais de Diana não conheciam Alexander, mas entenderam o que ele estava tentando fazer e tentaram dizer algo, o que Alexander rapidamente interrompeu para basicamente empurrá-los sobre as costas de Ocean.

— Eu vou atrasar a onda o máximo que eu puder para ganhar mais tempo para vocês — disse Alexander. — Não espero, muito menos pretendo, que aconteça, mas se por algum acaso eu não voltar, deem a identificação de Ocean para Diana e peçam a ela que cuide de Ocean para mim.

Ao terminar de falar, Alexander pediu a Ocean, que não ficou nenhum pouco feliz com o pedido, mas acabou aceitando apesar da sua relutância, que os levasse para a cidade. Mas Diana, que não conseguia mais nem falar por causa do veneno, foi levada com o rosto manchado de tantas lágrimas.

* Ding! *

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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

Olá, eu sou o Kamislayer!

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