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BOOM!

A Lança de Fogo atingiu o centro das tropas inimigas, lançando chamas por todos os lados. Aqueles na proximidade da explosão que não foram mortos imediatamente gritaram de dor, enquanto seus corpos queimavam. Vários soldados em chamas correram pelo campo de batalha.

 Vendo isso, tanto as tropas inimigas quanto os novos membros que recém adentraram no Batalhão Zero, tinham expressões cheias de choque.

Com uma expressão fria e indiferente, Fernando estava na parte de trás. O fato dele ter matado ou ferido dezenas de soldados inimigos parecia não afetá-lo minimamente.

“E-esse é o Tenente Fernando…” Um soldado das tropas de reserva falou, numa mistura de medo e animação.

Muito era dito a respeito do jovem Tenente recém ascendido, que sua força era fraca e não estava à altura do cargo. Devido a isso, muitas pessoas duvidavam da liderança de Fernando e questionavam se o Batalhão Zero iria vingar ou ser destruído ainda no berço.

Mas o ataque de agora provou que o jovem não só tinha as qualificações necessárias, como não se deixava afetar pela situação. Mesmo diante de uma guerra total com uma guilda relativamente forte na cidade, o mesmo não parecia preocupado ou demonstrando hesitação.

As tropas da Guilda Fúria tremeram ao ver o ataque poderoso. Somado aos novos soldados inimigos que se juntaram ao campo de batalha, logo causou desordem.

Vendo isso, os vários Vice-Líderes da Guilda Fúria tinham expressões preocupadas em seus rostos. Eles não achavam que poderiam perder essa batalha, afinal sua guilda era simplesmente muito poderosa e numerosa, muito mais do que um simples batalhão recém formado. Entretanto, se não tomassem medidas, as consequências dessa luta seriam desastrosas.

Até o momento, os alto escalões da guilda mantiveram-se recuados, apenas enfrentando os Cabos e outros membros fortes do Batalhão Zero para contê-los, numa esperança de que as tropas do Salão de Belai interferissem. Mas a situação tinha mudado, nesse ritmo, mesmo que a Guilda Fúria saísse vitoriosa e o Batalhão Zero fosse punido, com tantos danos, eles seriam motivo de chacota em toda a cidade.

Com uma expressão escura, um dos Vice-Líderes que estava próximo ao Esquadrão Dama de Prata, decidiu-se. Primeiro ele tinha que eliminar esse pequeno esquadrão de Lobos, mesmo que não fossem tão fortes, um esquadrão montado ainda causava uma certa apreensão nas tropas.

Guardando seu arco em sua pulseira, o Vice-Líder, um homem de cabelos loiros curtos, quase raspados, fechou ambos os punhos, então começou a agitar seu mana. Todo seu corpo tremia, não só isso, mesmo a terra abaixo de seus pés agitou-se.

Percebendo as intenções do homem, seus soldados experientes ao redor, começaram a atacar com agressividade preparando um caminho para ele.

Quando todo o corpo do homem parou de tremer, um caminho já havia sido aberto. Sem pudor, ele correu em direção às tropas montadas do inimigo, de mãos vazias.

Bam! Bam! Bam!

Cada passo do sujeito parecia fazer a terra sob seus pés rachar.

Swish!

Karol, que havia acabado de matar outro soldado inimigo, percebeu a movimentação estranha dos oponentes. Foi então que viu um sujeito correndo em sua direção.

“Senhora, cuidado!” Um de seus homens disse, levando seu Lobo Prateado a frente, na intenção de interceptar o inimigo que chegava.

Levantando sua alabarda, o sujeito tinha uma expressão feroz, então cortou para baixo.

Swish!

Quando a alabarda estava próxima ao homem loiro, algo bizarro aconteceu.

O sujeito parou seus passos, então pisou firmemente no chão, levantando ambos os punhos.

Ting! Swish! Crack!

O que aconteceu a seguir fez Karol e todos os membros do Esquadrão Dama de Prata ficarem chocados. O homem com a alabarda ainda estava no mesmo lugar, no entanto, sua arma havia parado no caminho.

Uma espécie de grande estalagmite de pedra, com cerca de dois metros de comprimento, havia surgido do chão, atravessando homem e lobo.

Woooo!

O lobo Prateado uivou, cheio de dor, tentando se livrar do objeto que o atravessava, mas apenas fez sangue e vísceras escaparem de seu corpo.

“Philipi!” Karol gritou, horrorizada. 

O sujeito era um dos que lutou com ela quando o Esquadrão Dama de Prata foi criado. Inicialmente, ele e alguns outros, a subestimavam e não a respeitavam como Cabo. Porém, depois de demonstrar sua força, o mesmo passou a respeitá-la e foi escolhido como um dos primeiros a se juntar à montaria.

O homem com a alabarda tinha uma expressão confusa. Inicialmente não entendeu o que havia acontecido, mas depois de olhar para a saliência que cruzava seu peito, finalmente compreendeu.

Philipi olhou para o homem loiro, então uma expressão feroz surgiu em seu rosto. Com o restante de suas forças levantou a alabarda.

“U-unida-de!” tentou gritar, engasgando com seu próprio sangue.

Bang!

A alabarda desceu fortemente contra o sujeito, que após se defender, foi obrigado a dar um passo para trás. O Vice-Líder ficou surpreso ao ver alguém que estava quase morto reagir assim. Se ele não tivesse se defendido com suas manoplas, teria sido morto. Mas como esperado, após esse ataque, tanto homem quanto lobo, caíram sem vida. Fazendo-o sorrir, com deboche.

“Esse lixo, me assustou a toa.” O homem disse, com um sorriso. Lutas próximas não eram seu forte, por isso ele havia sido pego de surpresa.

Wooo! Wooo!

Os nove Lobos Prateados restantes uivaram, em tristeza. Um deles havia morrido.

“É um mago da Terra.” Anane falou, com preocupação.

A maioria dos magos da terra acabavam se especializando em criar fortificações e construções, sendo extremamente requisitados nessa área, não importa aonde fossem. Por isso era raro encontrar algum desses magos que fossem especializados em combate.

Apesar de raros, cada um deles era poderoso no combate de médio alcance.

Vendo tudo aquilo, sem conseguir fazer nada, Karol ficou abalada. Nesse momento ela lembrou-se de Remir, que havia morrido numa situação parecida. Naquele tempo, ela sentiu-se incapaz e indefesa, onde tudo que podia fazer era assistir alguém próximo morrer.

Logo a tristeza tornou-se raiva. Levantando sua Lança Prateada, Karol levou sua montaria em direção ao Vice-Líder inimigo.

“Não, minha senhora!” Anane gritou.

Aproximar-se de um mago da terra de forma descuidada era o maior erro que alguém poderia cometer. Mesmo que fossem vulneráveis em combates de curto e longo alcance, eram mestres no combate de médio alcance. 

O homem loiro sorriu de forma brincalhona ao ver a pequena Cabo indo em sua direção.

Retraindo um dos punhos, enquanto lentamente avançava o outro, o homem preparou-se para dar o bote. Assim que a mulher e lobo entrassem em seu alcance, ele atacaria.

O Lobo Prateado corria sem impedimentos. Os poucos soldados inimigos que estavam à frente abriram caminho, como se estivessem com medo da fera, mas em seus olhos era possível ver um leve tom de satisfação.

A expressão de Karol era séria, raiva queimava em seu peito. Mesmo odiando matar, naquele momento, tudo que ela queria era atravessar aquele homem com sua lança.

No entanto, mesmo que a raiva preenchesse seu coração, ela não estava agindo de forma imprudente e notou a estranheza no modo de agir do inimigo. Sua mente estava serena e calma. Antes de se aproximar mais do homem, puxou os pêlos do Lobo Prateado.

A criatura, entendendo a ordem de sua mestra, mudou subitamente de direção.

O Vice-Líder que estava prestes a usar seu mana, ficou sem palavras quando a mulher recuou. De repente, algo veio voando em sua direção.

Karol, que havia mudado de trajeto, tirou uma lança reserva e a arremessou com toda sua força.

“Vadia!” O homem gritou, enquanto levantava o punho.

Swish! Crack!

Algo semelhante a uma parede de pedra surgiu, parando a lança, que cravou na terra.

Nesse momento outra montaria com seu cavaleiro estava correndo em sua direção. Era o velho Anane.

Dessa vez os soldados inimigos não ficaram ociosos, afinal depois de usar uma magia defensiva, o mago da terra certamente não estaria em sua melhor condição.

Swish! Perfura!

O velho Anane, que era considerado gentil e atencioso pela maior parte do esquadrão, nesse momento tinha uma expressão embebida em brutalidade.

Como alguém que sobreviveu por décadas em Avalon, ele sabia quando e onde usar sua sede de sangue.

Swish! Sha!

Sua velha lança negra parecia rugir, conforme se movimentava, cortando o ar.

“Parem ele!!”

Os soldados experientes correram, usando seus corpos para parar homem e besta.

O Lobo Prateado, vendo-se cercado, usou suas garras para cortar um dos homens, enquanto Anane em cima, cortava qualquer um que se aproximava demais.

Essa era a força de uma montaria. Você poderia atacar livremente de uma posição favorável, enquanto o grande corpo da fera se mostrava ser um impedimento para o inimigo alcançá-lo.

O Vice-Líder, vendo seus homens cercando outro cavaleiro montado, avançou. Ele precisava aproximar-se mais para usar sua magia. 

O alcance de um mago da terra dependia de sua técnica e habilidade em controlar o mana, quanto melhor o controle, mais longe ele poderia controlar a terra.

Como um mago com habilidades médias, seu alcance não era muito grande.

“Ajudem o senhor Anane!” Os outros membros do esquadrão chegaram, usando seus Lobos para rasgar os soldados que bloqueavam seu caminho.

Nesse momento o velho notou o mago da terra se aproximando, foi então que decididamente saltou do lobo.

Olá, eu sou o Glauber1907!

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